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27 de dezembro de 2010

PASSADO E FUTURO, RAZÃO DO PRESENTE

Prezado amigo José Maria Della Guardia Scachetti, noticiarista da Tupi paulista (foto abaixo).
Você é um dos primeiros amigos que fiz ao chegar a São Paulo, em julho de 1977, para trabalhar na madrugada da rádio Bandeirantes. E o que muitos amigos, colegas, colaboradores, simpatizantes e seguidores não sabem é que você foi, também, um dos responsáveis pelo nome profissional que adotei desde então.
Vindo de Santos, onde havia trabalhado durante cinco anos (mas sou sorocabano, como você se recorda, onde comecei na profissão), estreei no comando do programa Bandeirantes a Caminho do Sol, com o nome de Flávio Guimarães, em 2 de julho de 1977.
hribeiro
No dia primeiro eu tinha vindo a São Paulo; consegui a vaga, mudei de nome (coisa de Hélio Ribeiro - foto), gravei naquela mesma tarde a locução para o programa da madrugada do dia 2 e voltei a Santos para dar a boa nova à família.
antonio carval
Ainda me lembro, como se fosse agora, da incumbência de Hélio Ribeiro à produção e aos colegas de profissão na época, para que fosse encontrado um nome para o novo integrante da equipe RB. Você, Gualberto Curado, Antônio Carvalho (foto) - que Deus os tenha, Júlio Atlas, prof. Cardoso Silva, Fausto Macedo (estes três últimos também já falecidos), Carmem Garcia, Neusa Barranco, Edson Grisoli, Gilberto Fernandes, Newton Miranda e Percy Faro (a primeira pessoa com quem conversei ao procurar a emissora) sugeriram nomes para mim, que acabava de chegar ao Morumbi.
Na apuração, verificou-se que você, Hélio, Curado, Carvalho e o prof. Cardoso Silva fizeram indicações coincidentes, sem que um soubesse da sugestão do outro. Foi o que bastou para Hélio Ribeiro determinar que Flávio Guimarães, então, seria o meu nome profissional dali para frente.
Lembro-me, inclusive, da teoria da sonoridade que o prof. Cardoso Silva apresentou, sobre a força das vogais na composição de um bom nome para o rádio. Lamento não ter fotos desse pessoal amigo de outrora para ilustrar a narrativa. Nem mesmo na Internet consegui encontrar fotografias deles. Uma grande pena, pois foram profissionais que ajudaram a escrever e a dignificar a história do rádio contemporâneo. O pouco material que encontrei, está aí. Eu tinha localizado uma foto, pequena, do Percy Faro, mas, por razão que ignoro, desapareceu. Removi o link, pois o post demorava a carregar.
Sabe, Zé, levei cerca de dois anos para me acostumar com o novo nome. Hoje, passados trinta e três anos desde aquela época,  arredondando, Flávio Guimarães está assimilado, mas continuo tratando-o na terceira pessoa do discurso (de quem se fala). Para mim, é como se Flávio fosse outra pessoa.
A bem da verdade,  existe o gaitista carioca Flávio Guimarães (foto), fera do blues, cujo nome deve ser genuíno. Além do mais, esse Flávio é bastante conhecido. Eu não sou.
Os anos de ausência do veículo que mais amo (não me pergunte o porquê de eu estar fora dele, pois desconheço a resposta), serviram para sepultar o Flávio Guimarães radialista, jornalista, locutor e redator publicitário.
Recentemente, após o meu problema de saúde, em abril, graças a Deus superado, cogitei retomar a carreira usando a minha verdadeira identidade - considerando que nasci de novo -, mas acabei desistindo da ideia.
Afinal, eu iria sepultar definitivamente um passado que, bem ou mal, existiu. E como sempre digo que aquele que desconsidera o passado não merece o futuro, eu jamais faria uma coisa dessas. Seria, também, como se eu colocasse, na mesma cova, os amigos que fiz ao longo da vida.
O presente, dizem, é um átimo infinitesimal que liga o passado ao futuro e, portanto, praticamente não existe. É mera porta entre as outras duas dimensões do tempo. Dessa forma, como eu poderia apagar o passado, única prova do que fui, um dia? O que sou não importa, mas o que poderei vir a ser, qualquer coisa, somente será possível com a base do passado. Não posso simplesmente “deletar” o arquivo da minha existência. O que inclui os amigos.
Obrigado, Zé, pelos votos de um 2011 risonho, próspero e feliz. Retribuo, esperando que por seu intermédio eu possa atingir, também, as pessoas às quais não pude me dirigir antes.
Que sejamos, todos, beneficiados pela força do novo tempo. Um tempo que há de ser de paz, amor, saúde e solidariedade. Um tempo de conquistas e realizações, cujas bases foram consolidadas no passado, possibilitando criar novas páginas no livro que conta a nossa história.
Para, em seguida, caro amigo, transformarem-se em páginas viradas de um passado que não volta mais. Como esta mensagem, que também se tornou pretérito. Viu? Já era.
O que passou, passou. Ficam as lembranças. Que sejam infinitas enquanto durem”, como diria o poeta*.
* Vinícius de Moraes, escreveu o poema Soneto da Fidelidade, imortalizado ao declamá-lo na canção Eu sei que vou te amar, feita em parceria com Tom Jobim. Abaixo, dois links que remetem ao sucesso:
1) - Maria Creuza e Vinícius de Moraes. Uma interpretação inesquecível.

26 de dezembro de 2010

NATAL E ANO NOVO: A BOA IMAGEM NO ESPELHO SOCIAL

Recebi do radialista Dedé Gomes, meu amigo Dedé…cadas, um lembrete sobre a mensagem de Natal postada no blog mantido por ele. É um lembrete necessário, para não nos esquecermos do sentido natalino e, jamais, deixemos em segundo plano a imagem principal evocada pela data: a do aniversariante.

De fato, embora não devesse acontecer, o que menos se lembra nesta ocasião é do nascimento de Jesus, o Nazareno.

Não vou criticar o comércio por isso. Não posso, também, crucificar a publicidade. Uma coisa e outra se complementam, refletindo, apenas, o que vem acontecendo há muito tempo: a descristianização da data, tornando-a, cada vez mais, somente um evento no calendário. Defensores do laicismo alegam que, assim, não se ferem suscetibilidades no reino na fé e da crença.

Despojadas dessa responsabilidade, muitas pessoas sentem-se livres para mentir descaradamente. Neste ponto começa a nossa reflexão.

A cada ano, temos um novo desafio: transformar em realidade os sonhos acalentados. Promessas não cumpridas se renovam na esperança de que, desta vez, não falharemos.

promessas cópia

Deixar o cigarro, diminuir a bebida, seguir alimentação balanceada, começar os exercícios físicos e outras promessas do gênero já não despertam o espírito da novidade. E tampouco assombram quando deixam de ser cumpridas. O homem, costuma-se dizer, fala mais que a boca. Sendo assim, é natural que boa parte das promessas não seja cumprida.

Não acho natural, não. Cresci ouvindo que ninguém é obrigado a prometer nada a ninguém, mas se prometer tem que cumprir.

Não é o que acontece. Promete-se muito e cumpre-se pouco. Ou nada. Mentir vem se tornando coisa natural e até socialmente admissível. É bonito parecer bem, refletir uma boa imagem ainda que, nem de longe, se espelhe na realidade.

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Pessoas se reencontram e lá vem o papo-furado:

“- Precisamos almoçar, dias destes, para botar a conversa em dia.” – diz uma delas.

“- Apareça lá em casa, para tomar um café.” – responde a outra.

Despedem-se e cada uma segue o seu caminho. Não marcam data nem local nem nada. Palavras vazias que fazem parte da “etiqueta” social. Fica o dito pelo não dito e ponto final.

Estranha etiqueta, essa. Ambas as pessoas sabem que estão mentindo, mas sustentam a farsa com tal desembaraço que até parece ser verdadeira a intenção “demonstrada” naquele curto diálogo.

A mentira social virou rotina, já está integrada ao rol de usos e costumes. Mente-se com desenvoltura e ninguém se sente culpado por isso.

Se, socialmente, algumas mentiras são praticadas e toleradas, sem maiores danos, outras merecem atenção especial.

Muita gente aguarda esta época do ano para lançar ao léu prosopopeias tão empoladas quanto vazias. Gente que, tudo indica, dá mais valor às palavras meticulosamente estudadas do que às ações que vêm do fundo da alma e que revelam, estas sim, a essência do ser.

E os exemplos estão aí, basta olhar em volta. No discurso, mostram-se pessoas maravilhosas, preocupadas com o bem estar de seus semelhantes. Estão “bem na foto”, como se diz. 

Nas atitudes, porém, não deixam a menor dúvida quanto à natureza perigosa e torpe de que são dotadas. 

Péssimos governantes, homens públicos, empresários, chefes de departamentos, pais, maridos, esposas, filhos e mais um sem número de canalhas (claro que existem os bons, mas não é deles que falo) passam o ano todo se locupletando, vilipendiando o erário, sonegando impostos, assediando moralmente subalternos, tirando proveito de seu status hierárquico, social e familiar para manipular, pressionar, trair, corromper e sabe-se lá mais o quê. Mas quando esta época do ano se aproxima, dedicam boa parte do tempo na construção de uma imagem que seja socialmente aceitável e digna.

Acham bonito escrever bobagens pretensamente permeadas do espírito natalino. Usam vocabulário requintado, mas não se constrangem ao agir contra os mais elementares princípios ético-morais.

duas_caras cópia

Nas festas de confraternização de fim de ano, tão comuns, alguns empresários parecem semideuses. Usam palavras doces, bonitas, tocantes. E até simulam certa emoção ao ler o discurso, para saudar os presentes. Diáfanos, circulam leves e soltos distribuindo sorrisos, abraços, beijinhos. Uma farsa, sem dúvida. Passados os dias festivos, voltam a ser os crápulas de sempre. Sem remorso, sem dor na consciência, sem limites, sem escrúpulos.

Tomara pudéssemos ouvir, nesta época, menos palavras bonitas e ver mais gestos verdadeiros, ainda que nem tão belos. Gestos que revelassem, acima de tudo, autêntica preocupação com o ser humano, feito à imagem e semelhança do Criador. Para termos o alento de imaginar que 2011 possa, de fato, fazer a diferença.

Nota do editor: o lembrete de Dedé Gomes me fez pensar um pouco mais sobre o assunto, o que resultou nesta postagem. Não tive dúvida. Fui ao blog do amigo e “roubei” parte da mensagem que eu mesmo havia deixado, como comentário. Por isso, se você passar pelo blog de Dedé Gomes, o verdadeiro, não estranhe ao notar semelhança entre uma parte do que digo lá e aqui. Aproveitando a oportunidade, envio os cumprimentos deste blog ao amigo Dedé pelo aniversário, coincidentemente, neste dia 25 de dezembro.

22 de dezembro de 2010

ÔNIBUS QUE MATAM

Dados do Relatório de Acidentes de Trânsito de 2009 da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) da capital paulista*, dão conta de que não obstante a queda geral da violência no trânsito, os ônibus foram os únicos veículos que apresentaram alta em número de acidentes com mortes da cidade de São Paulo.

* divulgados no início de dezembro

Quando separados por veículos, os dados mostram que os ônibus se envolveram em 251 casos em 2009, ante 218 no mesmo período anterior – alta de 15,1%.

De igual modo, quando os acidentes fatais são separados por tipos de veículos, é possível notar uma queda generalizada na quantidade de casos, com exceção dos ônibus.  

Já os acidentes envolvendo automóveis, por exemplo, apresentaram queda de 5,3%. O mesmo quadro é verificado  com  as    motocicletas  (-10,1%), caminhões (-22,6%) e bicicletas (-11,3%).

Confira os números, no gráfico abaixo: – fonte eBand

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O mestre em Transportes pela Escola Politécnica (Poli/USP), engenheiro Sérgio Ejzenberg, analisa: “Ao calcularmos a periculosidade relativa, levando em conta o tamanho da frota, vemos que os ônibus são 31 vezes mais perigosos que os automóveis, pois na capital paulista existem 69 mil ônibus, o que corresponde a 1% da frota municipal”.

Foram registrados em 2009 um total de 1.891 acidentes que resultaram em mortes, dos quais 13,7% tiveram o envolvimento de ônibus. São pouco significativos os casos de choques  envolvendo  ônibus (quando o  coletivo  bate  contra  obstáculos fixos, como muros, postes e árvores). Foram três ao longo de 2009, o que corresponde a 1% do total desses casos. Os choques geralmente são caracterizados por “veículos desgovernados” e por isso grande parte deles está relacionada com alta velocidade e consumo de álcool.

Esses veículos de transporte coletivo estiveram envolvidos, também, em 18% dos atropelamentos que resultaram em mortes – foram 650 no total na capital. O índice dos ônibus é praticamente o mesmo das motos, que é de 18,9%. Os automóveis são os maiores responsáveis pelas mortes por atropelamentos (39,7%).Schneider cópia Para Nancy Schneider, superintendente de Segurança de Trânsito da CET, “Os atropelamentos são acidentes mais comuns envolvendo os ônibus porque há uma grande aglomeração de pessoas nos pontos e que ficam muito perto das ruas”.

Os dados apontam ainda que 63% dos atropelamentos com mortes acontecem com a vítima fora da faixa de pedestre. Nos demais, os pedestres estavam andando na pista (11%), na faixa de pedestre (14%), na calçada (9%) e no canteiro central (3%).

Uma das medidas adotadas pela CET para diminuir esses acidentes foi reduzir de 60km/h para 50km/h a velocidade nos corredores exclusivos de ônibus e instalar gradis para que a travessia dos pedestres aconteça apenas em locais considerados seguros.

A São Paulo Transportes (SP-Trans) também ressalta  que  todos os 15 mil  ônibus municipais têm tacógrafos (controladores de velocidade) e os veículos são monitorados via satélite. Os condutores envolvidos em acidentes são afastados preventivamente até que sejam verificadas as causas do ocorrido.

Oficialmente, a Prefeitura Municipal de São Paulo informa que a cidade vem apresentando melhora no índice de mortes em acidentes a cada 10 mil veículos, que é o parâmetro internacional para avaliar o grau de violência no trânsito.

Em 2005, o índice na Capital paulista era de 2,8 e a última medição registra 2,1. Enquanto isso, a média brasileira está acima de 6. Para o mestre-engenheiro Ejzenberg, “O índice de São Paulo é quase um terço da média brasileira, muito bom quando se leva em conta que o volume de veículos deixa o trânsito mais perigoso”.

Já a CET espera reduzir ainda mais esse número, objetivando atingir o índice de capitais de países desenvolvidos, como Londres, que registra 1,6.

Leia outros artigos da Coluna do Afanasio, clicando aqui.

Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. Visite o site:www.afanasio.com.br

20 de dezembro de 2010

A FRANQUIA DO SEGURO AUTOMÓVEL

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Bem, em nosso último encontro, falamos sobre o Bônus; espero que todos os nossos Leitores e Leitoras, tenham gostado e aproveitado bem, afinal, estamos começando a pôr a mão na massa.

franquia cópia

Vamos abordar agora uma coisa chamada Franquia, de triste notícia e que, como tenho observado, tudo aquilo que afeta o bolso, o pessoal fica meio bravo por aqui... Mas, sem problemas; a medida que vamos caminhando, todos vão entender cada detalhe. Tenho certeza de que, utilizando tudo de forma correta, vocês verão que o seguro e a instituição seguro são extremamente sérios e podemos nos beneficiar, na medida em que, aprendemos a conviver e conhecer melhor os seus detalhes.

O que é Franquia?

Franquia é a participação do segurado em um sinistro. Diria que, as palavras são curtas e grossas, mas são absolutamente verdadeiras.

Porque criaram a Franquia?

Simples, como as pessoas em sua grande maioria não sabiam (e muitas ainda não sabem) utilizar o seguro de forma racional, acionavam o seguro para indenizar avarias extremamente pequenas. Por exemplo, realizar reparos que não fariam caso tivessem, que pagar do seu próprio bolso, tipo pequenos arranhões, inevitáveis em um veículo que está transitando por ruas, avenidas e estradas. Não há como desviar de pedriscos; estacionar e impedir que alguém com aquela maravilhosa calça jeans, encoste em seu carro novinho e deixe a sua marca; ou aquela chave, que não encaixou exatamente na fechadura, num momento de descuido.

Porque uma Franquia Obrigatória?

Também ocorre por causa de atitudes não muito corretas de nossos antepassados recentes, ou seja, dos famosos anos 70.

Naquela época, havia um determinado automóvel, chamado Brasília, em que a ponta do paralamas dianteiro costumava apodrecer, pois a medida que o veículo rodava jogava água e lama naquele local. Era uma consequência natural.

Simpáticos antepassados danificavam o tal do paralamas nas partes frisadas e como à época, não havia recursos de qualidade para o reparo, as seguradoras trocavam a peça toda. paralama cópia

Obviamente que o Gerson, protagonista da Lei de Gerson, não gostava da idéia, mas muitos levaram vantagem, e naturalmente, descobriram com o tempo, que quem pagava a conta eram eles mesmos e naturalmente seus herdeiros, ou seja, todos nós.

Veja que, até nos momentos e cenas mais tristes, o seguro não abandona o princípio do mutualismo. Afinal o prejuízo gerado foi e será repartido por todos, os que fizeram e/ou fazem seguro.

É esta a razão de sempre procurarmos mostrar o caminho das pedras, em utilizar-se do seguro de maneira racional e correta. E justamente por isso repetimos sempre: se utilizarmos o seguro de maneira racional e correta ele ainda será mais barato.

Quando o seu Corretor trouxer a sua renovação e ela ficar mais barata, tenha certeza de que essa sementinha está germinando, e tornar-se-á uma grande árvore.

Quais tipos de Franquias existem?

São dois, os tipos de franquias:

- Franquia Simples e
- Franquia Dedutível

Franquia Simples

franquia simples cópia

É aquela aplicada ao sinistro, porém quando superada deixa de existir. Opa! Complicou! Calma, vamos ao exemplo:

Você tem um seguro residencial, com cobertura para danos elétricos e franquia simples de R$ 200,00. Um belo dia, ocorre um dano elétrico no seu micro-ondas.

Se o valor do conserto for até R$ 200,00, não precisa nem  procurar a Seguradora. Pague do seu próprio bolso, pois está dentro da franquia. Porém se o custo do conserto for de R$ 200,01 a franquia desaparece. A Seguradora arca com o prejuízo total de R$ 200,01 e paga o conserto no seu micro-ondas. Ou seja, a franquia deixa de existir a partir do momento em que o valor da indenização, supera o valor da franquia. Viu? Só parecia complicado.

Qual a razão da existência dessa franquia?

Simples, a não existência dela poderia acarretar custos administrativos, superiores ao sinistro. Imagine que o fio do mesmo micro ondas tenha quebrado. Você procuraria a Seguradora para que ela indenizasse algo em torno de, no máximo, R$ 50,00 para a troca do fio. Isso geraria um custo administrativo muitas vezes superior, para atender esse sinistro. Pense: funcionários, local, estrutura de atendimento e por aí afora...

Isso encareceria o próprio seguro, percebe? Tudo tem uma coerência, é estudado e são encontradas condições para equilibrar os “desequilíbrios”, pois com certeza, repito, Seguradora é uma empresa como outra qualquer e o objetivo de toda empresa é dar lucro para os seus acionistas. Fábrica de Automóveis, de Alimentos, Supermercados, Laboratórios, Farmácias, o Boteco do Zé, o Sujinho e até você mesmo. Todos visam a remuneração dos seus serviços, ou seja, todos somos iguais e desejamos as mesmas coisas. Portanto, não crucifiquemos somente as Seguradoras.

Franquia Dedutível

No caso da Franquia Dedutível, o próprio nome já deixa claro: ela será deduzida, ou seja, independentemente do valor do seu sinistro, ela será deduzida. Você vai colocar a mão no bolso, não há alternativa. Vamos ao exemplo:

amassado

Você faz o seguro do seu automóvel e a franquia obrigatória (que é dedutível) tem o valor de R$ 1.200,00. Por um descuido, você bate o seu carro no muro quando entra na garagem. Se o conserto for de até R$ 1.200,00 nem se preocupe em procurar a Seguradora, pois está dentro da franquia e quem paga o valor total é você.

Mas se você bateu num outro veículo e o valor do conserto ficou acima dos R$ 1.200,00, digamos, R$ 3.100,00, é hora de buscar a Seguradora. Você arcará com R$ 1.200,00 e os R$ 1.900,00 restantes serão por conta da Seguradora. Ou seja, a menos que haja Perda Total, quando a Seguradora indenizará 100% da apólice, você terá que pagar a franquia que lhe cabe.

franquia dedutivel cópia A Perda Total  ocorre em dois casos: quando a soma dos prejuízos, previstos para a indenização do sinistro, supera 75% do valor do veículo ou quando a recuperação do veículo é inviabilizada, por questões de segurança. Dessa forma, você não paga a franquia e recebe o valor correspondente a ela integrado ao total da indenização.

seguro.pt

dica

Uma dica importante:

Quando houver um pequeno sinistro, antes de acionar a seguradora, pesquise quanto vai ficar o valor do conserto. Explique que você tem seguro e se o valor, ficar muito próximo da franquia, lembre-se que você arcará com ela!

Quando você vai a uma oficina e pede um orçamento, a oficina o faz, sem conceder descontos. Porém, quando a seguradora vai até a oficina, ela consegue até 30% ou mais de desconto.

Isto está errado?

Não. A oficina, tem preços diferenciados para clientes (as seguradoras, entre outros), que utilizam os serviços em larga escala, o que não ocorre com cada um de nós, pobres mortais.

O porquê dessa dica?

Simples, suponha que descontados os 30%, você fique com um valor de conserto exatamente igual ou pouco superior à sua franquia. Você acionou a seguradora, automaticamente caiu uma classe de bônus, veja coluna anterior, e deixou de conquistar uma nova classe de bônus.                                                                               pechinche.png

Na realidade, você não se utilizou do seguro, pois ficou dentro da franquia, enfim, você apenas perdeu em descontos na renovação. Assim, explique à oficina, que você deseja um orçamento, como se o mesmo fosse para a seguradora, para que você possa se referenciar, e ficando dentro da franquia, negocie, para que o valor não mude. Ou seja, pechinche com a oficina.

Valeu mais essa dica?

Espero vocês em nosso próximo encontro, em 2011.

Como sempre digo, não adianta reclamar, o importante é conhecer e saber usar.

Aproveitando o limiar de 2010, quero desejar a todos um Feliz Natal, junto a seus familiares, e que 2011 venha a ser um ano novo em todos os sentidos, com muita saúde e prosperidade.

noelseguro

Aliás, na questão prosperidade, estarei colaborando para que todos possam economizar, usando melhor suas apólices de seguro.

Conto com vocês em 2011!

Forte abraço.

Cleber de Oliveira Santos

Para ler outras colunas do autor, clique aqui.

10 de dezembro de 2010

A FÉ INVADE A PROFISSÃO E PÕE EM RISCO O DIREITO À OPINIÃO

critica

Tenho sido, desde a entrada em operação deste blog, um crítico severo quanto ao avanço incontrolável e insaciável do líderes religiosos, de qualquer seita ou denominação, sobre o rádio e a televisão. Este posicionamento tem me custado ataques, até pessoais, de determinadas correntes – não vem ao caso identificá-las – que se julgam as mais prejudicadas. Vestem a carapuça que lhes serve, apenas isso.

É bom deixar claro que nunca me insurgi contra o exercício da fé, livre e garantido pela Constituição. O que me irrita e espanta é a inércia governamental contra o verdadeiro achaque moral, espiritual e pecuniário que determinados líderes praticam contra a população.

O que se busca, em muitos casos, primeiro, é arrecadar dinheiro em nome da obra de Deus. Depois, é claro, ampliar os horizontes de poder que a utilização do rádio e da televisão permite econômica e politicamente.

A invasão dos veículos eletrônicos de comunicação se, antes, era um acontecimento episódico e pontual, hoje é regra geral. O rádio, especialmente, e a televisão vivem momentos de incerteza quanto ao futuro diante das novas tecnologias - como a Internet – e, alguns veículos, atravessam delicada fase financeira. Disso se aproveitam os pastores de almas e oferecem dinheiro vivo, mercadoria que não lhes falta, para ocupar horários cada vez mais nobres na programação das emissoras de todo o país.

Silvio Santos, que atravessa delicada fase no Banco PanAmericano, com reflexos em todo o conglomerado de empresas de que é dono, foi alvo de insidiosa (disfarçada, é claro, de genenerosa) “oferta” de ajuda, recentemente, mas não sucumbiu à tentação. Sábia atitude, Silvio. No dia do Juízo Final, você poderá ser julgado por outros pecados ingênuos, mas não por esse.

Como se vê, na luta pela fatia do bolo religioso ocorre um ataque feroz, em que vence quem tiver a melhor “receita”. Esse quadro precisa de contornos claros e muito bem definidos para que o rádio e a TV não se transformem, em breve, em postulados da fé cuja base se apóia no princípio da arrecadação de recursos financeiros em primeiro lugar e a qualquer preço.

chicopaes

Hoje, ao acessar o site Bastidores do Rádio, de Adriano Barbiero, li o comentário de um dos mais tradicionais, sensatos e competentes profissionais do rádio, Francisco Paes de Barros, o Chico Paes de Barros que todos conhecemos. Palavras retas como o caráter desse homem que, a partir de agora, entra para a minha lista de guerreiros pela causa comum, qual seja, a defesa do rádio e da televisão, contra a invasão dos mercadores (não pregadores) da fé. Um guerreiro diga-se, a bem da verdade, peso-pesado. O executivo lembra que a invasão pode reduzir ainda mais o mercado dos profissionais do setor e restringe, sim, a liberdade de expressão. Afinal o povo tem o  direito à opinião e à verdade de todos os fatos.

Bem-vindo, Chico. Nesse ringue serei, com prazer, o seu segundo. Acredite, meu caro, que as pancadas virão, mas sei que para você, como também para mim, não tem essa história de jogar a toalha. Atenção, que vai começar mais um round.

O destaque em azul, acima, conduz ao comentário de Francisco Paes de Barros. Vale a pena ler.

* ENTRE EM COMENTÁRIOS E VEJA OPINIÕES BEM  INTERESSANTES. FIQUE À VONTADE PARA COMENTAR. O ESPAÇO É SEU, É DE TODOS.

Leia, também, outros artigos meus sobre o tema

http://fg-news.blogspot.com/2010/01/nao-basta-dividir-o-ceu-e-preciso.html

http://fg-news.blogspot.com/2010/08/din-din-o-milagroso-poder-da-moeda.html

http://fg-news.blogspot.com/2010/01/o-terreno-fecundo-da-fe-ao-abrigo-da.html

7 de dezembro de 2010

ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ FOGO? – PARTE 2 – O E-MAIL

Ao que tudo indica, não houve evolução, ainda, no interesse da Record em comprar a Rede Transamérica de Comunicação.

Como se recorda, o jornalista Felipe Patury informou, na coluna Holofote, da Revista Veja, edição Edição 2193, datada de 01 de dezembro de 2010, que o negócio poderia ser concretizado, por 250 milhões de reais.

Na ausência de Luiz Guilherme de Albuquerque, diretor superintendente da rede Transamérica, conversei com uma fonte da empresa. Receosa de se posicionar em caráter oficial e atropelar um superior hierárquico, disse que só falaria em off. Nessa condição, publiquei que, internamente, a sensação na empresa, segundo a fonte, era a de que a informação de Patury não procederia.

Desde então, tenho tentado falar com Luiz Guilherme, por telefone, mas só consegui uma resposta dele sobre o assunto, ontem, à noite, por e-mail, cujo fac-símile reproduzo abaixo:

email

O e-mil, por si só, é eloquente o bastante e, na prática, temos o seguinte: o preço oferecido pelo comprador não atendeu às pretensões do vendedor. Dessa forma, está claro que a oferta pode subir e a venda se concretizar. Simples assim. Como diz o e-mail, “o futuro a Deus pertence”.

Para muita gente, a efetivação do negócio seria uma ameaça. Do ponto de vista da audiência, é claro, pois a Record se tornaria muito mais competitiva. Quaisquer outros interesses que possam ser contrariados, devem ser classificados como especulação.  Especular não é o nosso negócio.

Leia a postagem sobre o interesse da Record na Transamérica, publicada em 01/12/2010, clicando aqui.

6 de dezembro de 2010

ACADEMIA ESPN DE LETRAS – LITERATURA É NOSSO ESPORTE

O amigo Antônio Viviani avisa: nesta quinta-feira, dia 09 de Dezembro, das 18h00 às 21h00, no Saraiva MegaStore Shopping Center Norte, acontece um evento sensacional. Os fãs de esporte, não podem perder.

André Plihal, André e Juca Kfouri, Arnaldo Ribeiro, Celso Unzelte, Fernando Calazans, Flávio Gomes, Marcelo Duarte, Marco Antônio Rodrigues, PVC, Roberto Porto, Silvio Lancelotti e Vladir Lemos prometem um gol de placa.

academia.espn

Esse timaço participa do evento Academia ESPN de Letras - Literatura é Nosso Esporte, reunindo alguns dos maiores talentos do jornalismo esportivo brasileiro. O prognóstico é de que os “craques” mostrem seus livros e gastem o verbo em noite de autógrafos e debates.

Além disso, Antônio Viviani autografa o CD "O Segredo da Águia". Viviani, para quem não sabe, é a voz padrão da ESPN e, portanto, está à vontade para “bater uma bola” com os profissionais mais acreditados da televisão esportiva brasileira.

Veja, no painel abaixo, as feras escaladas para o pega.

Da esquerda para a direita, de cima para baixo: André Plihal, André e Juca Kfouri, Arnaldo Ribeiro, Celso Unzelte, Fernando Calazans, Flávio Gomes, Marcelo Duarte, Marco Antônio Rodrigues, PVC, Roberto Porto, Silvio Lancelotti e Vladir Lemos

ESPN

Só falta a sua torcida. Apareça.

3 de dezembro de 2010

TIRIRICA NÃO ESTÁ SOZINHO

Esta é pra gente ficar pensando. Inicialmente, é bom dizer que não estou entre os eleitores que deram um mandato de deputado federal ao palhaço Tiririca.

Confesso ter me passado pela cabeça o seguinte: Tirica, de quem sou fã como artista, vai aproveitar o horário eleitoral gratuito para se promover. Não será eleito, mas deve “faturar” uma popularidade extra. Parecia-me que era uma tentativa bem sacada de lucrar com a propaganda política, reino inesgotável de autênticas palhaçadas. Assim, Tirica estava no contexto.

Movidos pelo sentimento de protesto, gozação ou até porque acreditaram que a intenção do palhaço era tornar-se deputado, um milhão e trezentos mil eleitores, em números redondos, votaram nele. Incrível.

Agora, vejam o blog de Lauro Correa, de Serra Negra, São Paulo, indicado por meu amigo José Maria Scachetti, natural daquela cidade serrana. O autor do blog mostra as consequências dessa irresponsabilidade. Vai chegar o dia em que o eleitor estará consciente de que só se colhe o que se planta. Leia o comentário do Lauro e veja o tamanho do estrago dessa brincadeira.

circo

Tiririca, convenhamos, não está sozinho. Outros 512 abnegados servidores da Pátria terão os mesmos privilégios. Dos 513 parlamentares, salvam-se poucos realmente interessados na vida pública, em favor do povo e da Nação. O resto é digno de ocupar o picadeiro, ao lado de Tiririca. O único, entre os demais, a levar a sério uma boa palhaçada. Clique aqui para acessar o blog de Lauro Correa, diretamente na postagem sobre Tiririca.

1 de dezembro de 2010

TIMBURI, UMA ÁRVORE DE MUITAS HISTÓRIAS

O amigo Carlos Gati é jornalista e radialista. Dos bons. Companheiro de trabalho em épocas passadas, nasceu em Timburi - interior paulista - e vive em São Paulo, capital. Mas, como todo interiorano, mantém, como pode, a identidade com a terra natal. É a forma que todos nós temos de continuar com o pé na terra, como se diz; para não se perder na “multidão” da cidade grande.

Havia cerca de 18 anos que não nos víamos, quando o reencontrei, há dois anos, por intermédio de outro amigo, Pedro Paulo, Pepê. Mas, depois do reencontro, por uma série de fatos sobre os quais não temos controle, tornamos a perder o contato. Até que, recentemente, recebi de Carlos Gati um e-mail convidando-me para o lançamento de um livro, em 11 de novembro, uma quinta-feira, às 20 horas. O local do evento era o Bar Salim, na Vila Madalena. Abaixo, a imagem da capa do livro, sobre a qual o convite foi impresso.

capa gati

A obra, na verdade, fora escrita algum tempo atrás e lançada, originalmente, em Timburi. O município fica a cerca de 350 quilômetros de São Paulo, quase na divisa com o Paraná. Com população estimada em aproximadamente 2.700 habitantes, já foi chamado de Retiro – Santa Cruz do Palmital – Santa Cruz do Paraiso e, de 1916 para cá, Timbury (hoje grafado com I no lugar do Y) em alusão à madeira que se encontrava em abundância nesta localidade – como informa o site da Câmara Municipal, na coluna à esquerda, sob o título Nosso Município. Aproveite e veja as fotos da noite de lançamento, em 21 de agosto.

Agora, o convite mostrava claramente que o autor dava um grande passo, pois, afinal, a publicação ganhava status e entrava para a lista de títulos encontrados nas principais livrarias da capital paulista. Eu não poderia deixar de comparecer ao lançamento e prestigiar Carlos Gati.

Fui, em companhia de meu amigo Luciano Amaral. Ele e eu fomos parceiros de jornada em algumas empresas e também fora delas, em projetos desenvolvidos para o rádio. Luciano é o amigo do meio profissional com o qual tenho contato ininterrupto de seis anos para cá, pelo menos. Ao chegarmos, foi uma fesfa. Uma festa, sim, é claro, pelo lançamento literário em si, mas, também, pela oportunidade que tivemos de rever alguns amigos há muitos anos “desaparecidos” na selva de pedra.  

João Prado, Luiz Casadei, Benê Tanus, Paulo Marques, Oswaldinho e Turcão estavam lá. Os quatro que mencionei primeiro são ex-companheiros de trabalho. Gente de fino trato, competente em todos os sentidos. Os dois últimos são músicos e cantores, também meus conhecidos. Eles fizeram o som ambiente da noite, cantando ao vivo. Por que razão, entraram  na lista? Porque são muito bons e merecem ser mais conhecidos (rs). Embora modestamente, o blog dá uma forcinha aos dois. Infelizmente, nem todos os que citei estão nas fotos. Falando nisso, também estavam por lá Dalva, Karina e Adriana Cury, esposa e filhas do saudoso Muibo Cury. Vai fazer um ano, em 26 de dezembro, que Muibo partiu.

ami e bar  Band

Amigo

Desejamos ao amigo Carlos Gati uma experiência gratificante nessa empreitada literária. Que a exemplo da árvore frondosa, que propicia muita sombra e madeira, o livro “cresça” e abrigue em suas páginas, como se fossem galhos, os amigos de uma vida inteira e os novos admiradores. Tenho certeza que eles, a julgar por mim mesmo, vão curtir o cenário e as narrativas de Timburi, uma árvore de muitas histórias.

Como nos comerciais do ramo, é preciso dizer: à venda, nas melhores livrarias da praça. Não perca.