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26 de fevereiro de 2010

"SAI, ZICA!"


 
O amigo Paulo Edson, seguramente a voz mais bonita do rádio esportivo brasileiro de todos os tempos, é dotado de uma alma extraordinária. Por essas coisas inexplicáveis, que mesmo em duas ou três vidas não se conseguirá entender, Paulo Edson não está no rádio, mas leva no peito e na alma o veículo que o consagrou. Até porque Paulo Edson e o rádio são indivisíveis, ainda que a boçalidade humana insista em separá-los.
Vivendo no interior paulista, Paulo Edson é secretário municipal de comunicação em São Pedro (dados constantes no site da prefeitura). Entre uma atividade e outra, o amigo de longa data escreve histórias que são publicadas na coluna semanal Dois dedos de prosa, em jornal da região. (Fico devendo o nome da publicação, pois não consegui levantar essa informação com segurança.) A coluna desta semana cativa à primeira vista, diante de ingredientes que deixam o enredo ainda mais saboroso: a narrativa simples e honesta conduz a um desfecho tão surpreendente quanto costumam ser as histórias da vida real. Trata-se do relacionamento entre o próprio Paulo Edson e um dos netos dele, Matheus. O tema, claro, é o futebol. Delicie-se com a leitura do texto que segue:
"Na minha família existem três ramificações de torcedores de futebol: são-paulinos (a maioria), palmeirenses e corinthiano (o corinthiano sou eu).
São-paulinos são quatro: os filhos Helinho, Taninha e Priscila, e o neto Lucas, filho da Taninha.
Palmeirenses, três: Cila, minha mulher (“virou casaca”, era corinthiana)), o genro Márcio e o netinho Matheus – torcedor compulsório, induzido pelo pai. E ai se não torcer para o Palmeiras!  
Fazer a cabeça do Matheus, é tarefa para o pai Márcio. Já comprou  camisa do Palmeiras, caneca com o símbolo do time, short verde.  Imagine a cabecinha do menino: é  Palmeiras pra todo canto. Esse filme eu já vi.
Morávamos no Alto de Pinheiros, em São Paulo, e meu sobrinho, Valdir – hoje vereador pela 5ª. vez em Pirassununga – morava conosco. Corinthiano como ele só! O Helinho tinha cinco anos na época e dava a entender que não era muito de futebol (e não é até hoje). Valdir, então, entrou em cena. Fez de tudo pra o garoto torcer para o Corinthians: vestiu Helinho com uniforme completo do Corinthians – da cabeça aos pés - e o levava em quase todos os jogos do time marcados para o Morumbi: até na final do campeonato paulista de 74 quando o Santos venceu o Corinthians por 1x0 (gol de Serginho) e ficou com o título. Estádio lotado, Valdir precisou colocar o Helinho montado em seu pescoço para que o garoto pudesse acompanhar o jogo.
Passou o tempo, Helinho cresceu e, no início dos anos 80, mudamos para um sobrado no Jardim Bonfiglioli. Valdir já não estava mais conosco. Na época quem mandava no futebol paulista era o São Paulo, com os chamados “Menudos”: Müller, Careca, Sidney e Silas (hoje técnico do Grêmio). Só dava São Paulo com um futebol solto, alegre, bonito de se ver.
MENUDOS Fonte: Blog Futebol e Arte – clique na foto
A rádio Jovem Pan acompanhava o time, em todos os jogos. Adivinhe que time Helinho escolheu pra torcer e que rádio escolheu para ouvir! E olha que seu pai, trabalhava, era... na Bandeirantes!
Matheus e eu temos uma brincadeira, só nossa, de um provocar o outro: “Pallllmeiras!”, grita ele. “Coooorinthians!”, respondo; “Pallllmeiras!”, repete; “Coooorinthians!”, retruco. “Sai Zica!”, termina ele com o sorrisinho maroto. “Sai Zica!” é mais um bordão ensinado pelo pai Márcio, que insiste na luta para manter o garoto no palmeirismo. (“Sai, Zica!”, pra quem não sabe, quer dizer “Sai, Azar!”, “Xô, Urucubaca!”).
No último domingo, dia de clássico Corinthians x Palmeiras no Pacaembu, Matheus e eu sentamos no sofá da sala para acompanhar o jogo. Só nós dois. Comecei, então, a narrar como se estivesse transmitindo uma partida de futebol pelo rádio: “Lá vai o Palmeiras pela direita, desce Figueroa, passa por Danilo, vai à linha de fundo, cruza para a área, sobe Robert, seguuuura Felipe!”. Matheus seguia a narração interessadíssimo. Nunca tinha ouvido a narração de um jogo de futebol. E eu não podia parar: “Continua, vô, continua!” A cada bola que saía de campo, lá vinha a pergunta: “Vô, quem chutou pra fora?”. Quando saiu o gol do Corinthians, marcado por Jorge Henrique, vibrei, como qualquer narrador corinthiano: “Goooool do Corinthians! Jorge Henrique!”. Matheus, bracinhos levantados, mãozinhas fechadas, acompanhou-me na comemoração. Pra ele tudo era festa, ainda mais levado pela alegria do avô. Entrou na onda: “Goooool do Corinthians!”, gritou.
neto.pallllmeiras
Depois se deu conta: “Pallllmeiras!”, tentou corrigir.
Não sei não, mas numa dessas Matheus segue o caminho que o “tio” Helio trilhou.
Vai ser um “Deus nos acuda!” para o pai Márcio ver o menino vestido de branco e preto."
Paulo Edson é jornalista e radialista

24 de fevereiro de 2010

PRESÍDIOS EM ALTO MAR

COLUNA AFANASIO 604 X 120

    Bom seria se o mundo não precisasse construir penitenciárias. Talvez tivéssemos muito mais escolas, hospitais, creches... Pura utopia. Desde que o mundo é mundo, o ser humano não consegue sobreviver em harmonia. Como se diz popularmente, sempre existirão os bons e os maus. Pior, existem os péssimos.
    Alguns costumam falar do absurdo da construção de penitenciárias em cidades de grande população e até mesmo nas capitais. É evidente que essas penitenciárias, sempre com nomes de grandes personalidades, são necessárias, até indispensáveis. As populações crescem e o número de criminosos também. Este não é um fenômeno brasileiro e sim universal.

PRISOES NA CIDADE     Costumo dizer que prisões não “regeneram” ninguém. Na verdade, elas dão aos criminosos a competência ou a experiência que lhes faltava. Grande parte dos prisioneiros saem mais perigosos com o tratamento recebido. É muito ingênuo esperar que o bandido entre por uma porta como cidadão abominável e saia por outra, anos depois, como se fora um singelo franciscano. Se cadeia fosse boa mesmo, se corrigisse alguém, se mudasse para melhor uma pessoa, pais e mães correriam para entrar em fila e matricularem ali seus filhos, muitos rebeldes, insensatos e demoníacos desde tenra idade. A realidade é outra e precisa ser encarada de frente.

    Não tem erro: quanto mais penitenciárias são construídas, mais se comprova  a   necessidade   de  outras  e  muitas  mais.  Nos  grandes  e  até  pequenos centros, as populações se enclausuram, não por vontade e sim por necessidade.

  Não existem mais apartamentos ou casas sem grades, alarmes e cães ferozes. Tudo por conta da insegurança que domina tudo e a todos. E isso por causa da incapacidade dos governos de combater e eliminar o que chamam de “poder paralelo”.
      As populações que moram perto (e às vezes ao lado dessas penitenciárias) têm prejuízos não só físicos, com medo até de sair de casa, mas também materiais. Suas propriedades se desvalorizam, não podem ser vendidas e nem trocadas. As “autoridades” deveriam ser responsabilizadas por isso.

PRES.CARANDUVAS.AEREA.PR

      Alguns sugerem penitenciárias em distantes ilhas, na selva amazônica, ou em outros locais de difícil acesso, até mesmo utilizando para a comunicação o progresso tecnológico que a cada dia se aprimora. Só que a tecnologia não pode servir ao crime, tem que ser usada para combatê-lo. Todo dia se vê ou se lê, com estarrecimento geral: “Bandidos nas ruas são comandados por criminosos presos em grandes e distantes penitenciárias”. Absurdo total ! Inaceitável, inacreditável, abominável. E, claro que tudo isso se passa com o conhecimento e, às vezes, até conivência, de funcionários e diretores corruptos. 

ATAQUES PCC. SP

        Suspeita-se, também, que essas gangues que dominam o sistema prisional, teriam “feito acordo” com as autoridades paulistas, a fim de não promoverem rebeliões. Em troca, “ganharam” a desativação paulatina do maior presídio de segurança máxima de São  Paulo, visão  no  oeste   do  estado.   Vergonhoso   e   repugnante,   se   isso   realmente  aconteceu.  

        Infelizmente, a cumplicidade nas prisões é quase obrigatória: os agentes não têm condições de viver, estão sempre mais próximos da morte, e com suas famílias ameaçadas aqui fora. O regime nas prisões é selvagem, cruel, quase invencível.

        Há quem defenda as prisões “em alto mar”, bem longe do continente. Para isso seriam utilizados navios. A dificuldade de fuga seria enorme. Alguns repudiam a idéia, pois haveria prejuízo às famílias de presos para suas visitas semanais e transporte de comestíveis, roupas, remédios e, por certo, de entorpecentes e telefones celulares.        

PRES.MAXIMA PRES.PRUDENTE     O Ministério da Justiça, ainda no primeiro governo Lula, prometeu a construção de onze penitenciárias federais de segurança máxima em diferentes estados. Construiu até agora só três e olhe lá.

    Nas próximas eleições, uma grande parcela de presos irá votar.  Isso mesmo, presidiários poderão escolher também seus representantes. São coisas que a gente sabe como começam, mas jamais como acabam... 

LEIA A COLUNA ANTERIOR DE AFANASIO JAZADJI

Afanasio Jazadji - Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em  Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. www.afanasio.com.br

LADRÕES DE CARREIRA E OPORTUNISTAS DE PLANTÃO

O amigo jornalista e radialista José Maria Scachetti mandou um e-mail para o blog, surpreso com o número de assaltos ocorridos em rua de um bairro da capital paulista. Trata-se do Jardim Rolinópolis, zona Oeste da cidade. Em atenção ao Zé e solidário aos desafortunados moradores da região decidi publicar este comentário, não sem antes fazer um esclarecimento. Na verdade é mera reafirmação daquilo que todos sabem: São Paulo é, hoje, uma cidade sem lei, sem ordem e, sobretudo, sem segurança.

"- Eeeepa, peraí !" - há de gritar o senhor prefeito, Gilberto Kassab. "- Aqui, em São Paulo, existe lei, sim senhor."

Vá lá, "seo" prefeito, no papel, mas quem a cumpre?

De ladrões, assaltantes e marginais de toda espécie a gente espera o pior. Até porque, o crime é o trabalho deles. Em torno dessa atividade instalam-se outras, destinadas a combater a criminalidade.

Como se nota, até mesmo eu – que sou meio bobo – consigo perceber o óbvio, ou seja, sem o crime não existiriam muitas categorias profissionais, que não preciso enumerar. Para resumir, o crime é um negócio.

A reportagem que motiva este  comentário, descreve uma sociedade amigos de bairro  preocupada com a segurança do lugar. Como você verá, lendo a reportagem, alguns moradores sugerem que a entidade volte a atuar na região, em nome da tranquilidade geral.

Aí  está uma excelente chance para que espertalhões vejam na situação, uma grande oportunidade de negócio. Afirmo isso, com o devido esclarecimento de que esta opinião, em hipótese alguma, visa atingir a honra de pessoas que tenham estado ou estejam à frente de sociedades similares com o melhor dos propósitos, realizando um bom trabalho em favor da coletividade local. Há gente boa e  ruim em todas as atividades humanas. "Inclusive no jornalismo" --como há de me lembrar algum leitor supostamente ofendido. É verdade, há sim.

Ocorre que moro em bairro próximo do Jardim Rolinópolis e sei muito bem do que estou falando. Vivo, há cinco ou seis anos, sob a opressão de uma malfadada sociedade, antes amigos de bairro e, agora, associação, atemorizando e processando moradores.

Essa excrescência, para dizer o mínimo, desrespeita a lei e julga-se no direito de cobrar compulsoriamente - disse e repito, compulsoriamente - dos moradores salgadas taxas por fictícios  serviços prestados em bairro  aberto, com infraestrutura montada e conservada pelo poder público.

 Água, luz, telefone, iluminação, pavimentação, coleta de lixo, varrição de rua, poda de árvores e demais atividades que cabem ao administrador de uma cidade, tudo enfim, é da competência da prefeitura prover. E no quesito segurança, a responsabilidade é do Estado, em sua maior parte.                                                 

Pois nada disso é empecilho para esses autênticos  salteadores que locupletam-se às custas do cidadão  e, depois, o processam sob a alegação de enriquecimento ilícito.

DINHEIRO FÁCIL

O senhor percebeu, prefeito? Há lei na cidade, sim, como o senhor disse, mas quem a respeita? Pois essa gente inescrupulosa usa artimanhas para desrespeitar a lei e a ordem. Eu sou um dos 150 moradores do Jardim das Vertentes, no Butantã, processados em rito sumário por não concordar com abusos dessa natureza. Nem vou, aqui, evocar princípios constitucionais, senhor prefeito, por desnecessários. O senhor os conhece muitíssimo bem.

Então, me responda: como pode um grupelho (embora, às vezes, constituído de algumas pessoas "grossas" – quer pelo poder econômico, quer pela má educação) desenvolver atividade suspeita e criminosa, executada ao arrepio da lei,  se dar bem fingindo fazer o que não faz?  Há fortes indícios da participação de pessoas acima de qualquer suspeita e, pasme, da contratação de marginais para aterrorizar localidades de modo a ser mais fácil vender segurança à população. Coisa de Al Capone.

E a suspeita nem é minha, é bom que se diga. O próprio Ministério Público paulista recomendou, há dois meses, como o senhor deve saber, a constituição de uma Força Tarefa multissetorial para averiguar as notórias irrregularidades praticadas por gente assim. E não apenas na capital paulista, mas em todo estado de São Paulo e, provavelmente, em muitas regiões brasileiras.

A Justiça, lenta porque sobrecarregada, não precisa desse "empurrãozinho" para sufocar de vez o sistema judiciário. Protegidos pela mentira ardilosa, montada nas iniciais, os vagabundos de colarinho branco vão perpetuando ações que não encontram no poder público nenhuma oposição.

E não me venha acenar com a derrubada do portão da rua em que mora Silvio Santos, recentemente, para provar que a letargia não imobiliza a máquina administrativa. Aquilo, senhor prefeito, foi somente oportunidade de marketing político. Nada mais. Que não se confunde com o que estou expondo aqui. Aliás, a mesma subprefeitura do Butantã, que superou-se em agilidade no episódio da derrubada desse portão, não moveu uma palha em favor dos moradores do Jardim das Vertentes, durante anos. É vergonhoso.

portao silvio santos

                                 Portão derrubado, que a TV Record mostrou

Por isso, disse e repito: sabemos o que esperar do criminoso tipificado como tal, mas, infelizmente, estamos à mercê dos oportunistas que, a troco de prestígio político, vantagens pecuniárias e, quem sabe,  objetivos inconfessáveis valem-se de todas as oportunidades  para manipular e oprimir o cidadão.

A minha solidariedade aos moradores do Jardim Rolinópolis. Sei, exatamente, o que é ter a integridade física e moral ameaçada. Sei o que é ver invadida a privacidade a que todo cidadão tem direito. Acreditem: o perigo nem sempre está onde imaginamos que esteja. Ah, que bom se fossem só os bandidos...

Leia a reportagem completa sobre os assustados moradores.

23 de fevereiro de 2010

FOI A MOTIVAÇÃO COM A SAIDA DE MURICY QUE DEU A VITÓRIA AO PALMEIRAS?

COLUNA DO LENHAM,JPG

Na semana passada, escrevi sobre a saída de Muricy Ramalho do comando técnico do Palmeiras e aproveitei para reafirmar o meu conceito sobre ele como treinador. Recebi comentários na coluna, e-mails e telefonemas; uns a favor, outros contra. Por isso, volto a escrever sobre o assunto Palmeiras e Muricy.

Eu disse, em determinado parágrafo, que o problema maior de Muricy era aliar a capacidade de direção, dentro de campo, com a de psicólogo, fora de campo, e que a ele faltava o velho jogo de cintura no tratamento com os jogadores e, principalmente, com a imprensa. Prova disto foi o que nos escreveu o querido Marçal Gomes Pato, coordenador de esportes da Equipe Expressão da Bola. Os repórteres da equipe comandada por Marçal foram proibidos de qualquer tipo de entrevista com Muricy, em consequência da atitude desrespeitosa que teve, também, com a competente repórter Juli Stanzioni – nossa “cria” no microfone do futebol.

Muricy deixou de ser unanimidade, até para o torcedor são paulino, há muito tempo. ( no foto, publicada pela Globo.com, o treinador está saindo do clube) Muricy sofre do mal que assola a maioria dos treinadores brasileiros: estagnou, deixou de se reciclar, esqueceu que o futebol, dentro e fora do gramado, também vive de renovação e aprendizado constantes. Muricy parou no tempo, como Wanderley Luxemburgo, por exemplo, que há muito tempo não tem nada novo para comemorar, vivendo de um passado de campeonatos estaduais como se fossem a conquista de um campeonato internacional ou a Copa do Mundo. Os dois, então, passaram a considerar que a grande culpada, a grande inimiga do futebol enfadonho, sem criatividade, sem conquistas, é a imprensa.

colagem Muricy

Entendo que a demissão de Muricy do comando técnico do Palmeiras tenha sido propícia para que ele acorde, faça uma reflexão de sua carreira desde quando era discípulo de Tele até esta demissão, e que busque imediatamente uma reciclagem. Gaste um pouco do dinheiro (se é que o Palmeiras teve ou tem dinheiro para pagar) da multa rescisória de seu contrato, Muricy, e vá para o exterior, humildemente, aprender outros valores do futebol, dentro e fora do campo, não só como treinador, mas, também, como dirigente. Acrescentei a palavra dirigente para que ele possa compreender que a sua demissão pelo “gênio” e incompetente dirigente Sr. Belluzzo – o rei do microfone - foi muito mais para que o Palmeiras agradasse à Traffic e, com isso, ela abra os cofres e passe a contratar jogadores. Coisa que Belluzzo e o Sr. Cipullo, como dirigentes (?) do clube não tiveram competência para fazer. A charge, publicada pelo pessoal do IG Esportes, ilustra bem essa inaptidão diretiva.

Marçal abordou, também, a figura do “velho” Mustafá – oposicionista ferrenho da administração Belluzzo, que é horrível, como eu já disse –, jogando todo dia combustível para aumentar ainda mais as chamas das rivalidades políticas internas – ou vaidades – deixando o clube se autoconsumindo, até com poder de transformá-lo em cinzas. Prova disto foram as faixas que se viram em boa parte das dependências do Parque Antárctica, em desagravo à contratação de Antonio Carlos como novo treinador. ( Veja a reportagem do UOL) Dizem que foram confeccionadas e expostas pela turma do amendoim. E quem está por trás da turma do amendoim senão do Sr. Mustafá, que a patrocina?

torcida palmeirense protesta

Lamentavelmente, o clube – em detrimento do futebol – está sendo destruído pelas vaidades pessoais das últimas administrações. E não venha o torcedor mais fanático me dizer que a vitória frente ao São Paulo foi resultado da vinda do Sr. Antonio Carlos ao comando técnico do Palmeiras e que daqui para frente tudo será diferente. Mentira! O que aconteceu foi resultado dos esforços de jogadores (profissionais?) que se redobraram em campo para mostrar que, quando querem, também “derrubam” treinador – como aconteceu com Muricy – ou dão a glória ao que vem chegando, até mesmo desacreditado, como as próprias faixas, que eu já mencionei, demonstraram. Um exemplo? O que jogou Robert quando teve oportunidade de vestir a camisa do Palmeiras, sob o comando do Muricy? Nada!!! Entretanto, mesmo jogando mal constantemente, muito criticado pela torcida, Robert mostrou que o jogador, quando quer, faz "o futebol dar voltas", e ontem foi seu dia de glórias.

Claro que, aliado a isso, há de se registrar o fraquíssimo futebol apresentado pelo São Paulo. E que se cuide o Sr. Ricardo Gomes, pois poderá ser o próximo Muricy. Aliás, será que o AVC já não foi um começo?

Depois do jogo, nas entrevistas dos dirigentes (?) e da parceria do Palmeiras, já se falava da contratação do atacante Ewerthon, ex-Zaragoza da Espanha; do meia Ivo, amigo do novo treinador na época do Juventude, e até do atacante Fred, que está em desavença com o Fluminense e poderá ser contratado pela Traffic. Como as coisas mudam repentinamente no futebol, não?

parque antarctica

              E nós, pobres torcedores, continuamos sendo enganados.

20 de fevereiro de 2010

ASSÉDIO MORAL: NOVA DENÚNCIA MOTIVA ESTA REEDIÇÃO

No início de janeiro escrevi aqui no blog sobre um problema sério a que estão sujeitos os empregados de qualquer empresa: o assédio moral. A motivação para o artigo veio de uma cena de novela. Durante um intervalo comercial de A Fazenda, vi uma chamada de Bela, a Feia.
Na cena, Verônica (Simone Spoladore) intimida Bela (Giselle Itié) dizendo que faria tudo para a rival pedir demissão. Ambas eram empregadas da mesma agência de propaganda, algo assim. A novela fazia uma explícita e inequívoca demonstração do que, de fato, acontece no mercado de trabalho, formal ou informal. Através da opressão, colegas e chefias tripudiam de determinados empregados, levando-os a um profundo estado de desespero, depressão e, não raras vezes, ao pedido de demissão. É o chamado assédio moral.
Agora o assunto ganha destaque diante de um fato ocorrido, por coincidência, na mesma TV Record, que exibe a referida novela. Desta vez, porém, o assédio deixou a ficção, transformou-se em denúncia real e atinge o programa de um famoso apresentador que, embora contratado a peso de ouro, dizem, não vem obtendo, comprovadamente, a audiência esperada. Uma produtora teria sido ofendida, xingada e ameaçada de demissão sumária, por um diretor.
A produtora prometeu recorrer à Justiça. Então, devemos aguardar os acontecimentos, mas considerei oportuno reeditar a reportagem sobre assédio moral, inclusive para esclarecer as pessoas que não leram o artigo em sua publicação original. Preste atenção nos detalhes, pois o assunto é sério e pode estar acontecendo debaixo do nariz de muita gente, sem ser notado. Inclusive porque o método de ação dos assediadores está mudando. Suprimi o início do texto já publicado e mantive o restante. Vamos à leitura.
(...) Eu quero chamar a sua atenção para um fato cada vez mais presente nas relações profissionais, embora dissimuladas: o assédio moral.
É mais notório o assédio exercido por superiores, embora também o seja praticado por colegas de mesmo nível hierárquico. Nos postos de comando, o chefe-tirânico-berrador se destaca. Ele grita com os subordinados; escala para horários absurdos; determina funções humilhantes e chama os comandados, em voz alta, de incompetentes, entre outros excessos igualmente recrimináveis. Esse tipo vem sendo combatido pelas empresas. O empregador não quer se arriscar com processos em que seja condenado a pagar pesadas indenizações. Como os empregados começaram a se organizar contra os abusos, revelando-os aos amigos, fotografando ou até gravando, com celulares, cenas típicas de assédio moral, um novo tipo de assediador vem substituindo o linha-dura.
Fique esperto e desconfie do chefe-bondoso, que passa a convidar para um cafezinho, geralmente longe dos olhares gerais. Alguns adotam o refinamento de levar o empregado a uma cafeteria ou lanchonete nas imediações, sob o argumento de que “lá o cafezinho é mais gostoso”. Cuidado! O que ele quer é afastar a vítima de olhares curiosos, que podem testemunhar o assédio.
Esboçando um indefectível sorriso nos lábios, sibila como víbora e “confidencia” fatos que, mentirosamente, diz ter ouvido. Dizendo-se admirador do assediado, o que ele faz, na verdade, são ameaças veladas. Coisas do tipo “ouvi dizer que vão te demitir se você não mudar de turno”, “se não aumentar a produção” ou, pior ainda, “tem gente pensando em extinguir a vaga, mas eu estou te defendendo...” e blá, blá, blá. Rola de tudo. Fingindo-se de amigo, dá “conselhos” para que o empregado desista da cobrança de horas extras ou de feriados trabalhados; não reivindique melhorias funcionais; não pense em pedir promoção, aumento de salário, adicional por acúmulo de função ou negociar o período mais favorável para sair em férias. Quem vê de longe, imagina que se trata de uma conversa cheia de camaradagem. O mau caráter sussurra em tom gutural, num fio de voz, para que ninguém ao redor ouça a intimidação. Aprimorando a farsa, coloca um braço sobre o ombro da vítima, como se a envolvesse em afetuoso abraço.
Se confrontado ou denunciado, o chefe-bondoso simula espanto e se diz incompreendido. Pode chegar ao cúmulo de dizer -- como sei de um caso -- que agiu no melhor dos propósitos, confidenciando algo que ouviu em reuniões de diretoria. Cuidado, eu repito. Esse sujeito nojento, inescrupuloso, maldoso e traiçoeiro age nas sombras em se instalam as masmorras morais. A insídia é a estratégia desse novo opressor que tece, como ninguém, as teias da falsidade para imobilizar a presa. A meta é conquistar a confiança para atacar os pontos fracos da vítima. Ardiloso e vil, o escroto estuda cada passo antes de partir para o ataque definitivo. Separa colegas de trabalho e afasta aqueles que nutrem confiança mútua. Tudo para levar a pessoa assediada ao confinamento. Só e desamparada, o próximo passo é pedir demissão.

Vou repetir: cuidado! Organize-se. Os sinais do opressor são visíveis. Identificá-los é fundamental para não se tornar a próxima vítima. E se você está passando por um problema assim, denuncie o calhorda à Justiça. O resgate da dignidade é apenas o começo desta história. E, convenhamos, você merece um final feliz.

FG-News

19 de fevereiro de 2010

MURICY RAMALHO CAIU. ERA SÓ QUESTÃO DE TEMPO

MURICY CAIU

E Muricy Ramalho foi demitido do Palmeiras. A notícia não chegou a ser uma bomba, porque já era esperada. A expectativa girava, apenas, em torno de quando o desfecho se daria. Veio a estonteante goleada do São Caetano, na quarta-feira, dia 17, e Muricy não resistiu. Todos conhecem os fatos.

Vale recordar o que escrevi na coluna, há três semanas: eu tinha uma admiração muito grande por Muricy Ramalho, no começo da carreira dele como treinador. Naquela época, era simples, humilde, inteligente e bom papo. Aí, assumiu o comando técnico do São Paulo e se transformou; virou outro Muricy.

Passou a ser o dono da verdade arrogante, grosseiro e malcriado com os repórteres e aqueles que o cercavam. Apesar de Muricy Ramalho conhecer futebol, eu destaquei que apenas isso não bastava. Era preciso, também, aliar a capacidade de direção, dentro de campo, com a de psicólogo, fora de campo. Faltava o velho jogo de cintura a Muricy e isso, de certa forma, contribuiu para o desempenho do São Paulo no campeonato brasileiro do ano passado e a postura de Dagoberto, por exemplo, durante entrevistas após a saída do técnico, até então tricolor.

O problema de Muricy, no Parque Antárctica, é que ele substituiu ao técnico interino, que estava dando certo, após a saída de Wanderley Luxemburgo: Jorginho – um dos melhores pontas-direitas que já vi jogar na minha Lusa.

Muricy fez sua estréia no Palmeiras com uma vitória de 1 x 0 sobre o Fluminense, no dia 29 de julho de 2009, pelo Campeonato Brasileiro. Ele comandou o time em 34 partidas, conseguiu 13 vitórias, 11 empates e 10 derrotas. É muito pouco.

Mas a culpa não cabe só a ele, não! O Sr. Belluzzo e o Sr. Cipullo, que não entendem nada de futebol, e são vaquinhas de presépio da Traffic, na administração de futebol do Palmeiras, são os maiores culpados. 

Essa, já é uma outra história, que fica para outra vez.

18 de fevereiro de 2010

RITA LEE QUER FAZER UM AUÊ COM VOCÊ

Recebi um e-mail do amigo Gilberto Ribeiro, hoje radicado na belíssima Aracaju, capital de Sergipe, onde apresenta um programa na TV local. O grande Giba fala da sugestão curiosa da cantora Rita Lee, cansada do desfile interminável de reallities shows que nada acrescentam à população e monopolizam o espaço da mídia. A roqueira mais amada do Brasil teve um estalo à Arquimedes, o matemático grego.

Veja o e-mail:

BBB 2010, IDÉIA DE RITA LEE – FANTÁSTICO

A cantora e ativista Rita Lee teve uma daquelas
ideias brilhantes, digna de seu gênio criativo.
Reclamando da inutilidade de programas como o Big Brother, Fazenda, Solitários e outros do gênero, ela deu a seguinte sugestão:

- Colocar todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo.
Sem marqueteiros, sem assessores, sem máscaras e sem discursos ensaiados.

Toda semana, o público votaria para eliminar um dos confinados. O vencedor ganharia o cargo público máximo do país. Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos.

O financiamento desse programa viria do repasse de parte do valor dos telefonemas que a casa recebesse. Assim, ninguém mais precisaria corromper empreiteiras ou empresas de lixo sob a alegação de cobrir o 'fundo de campanha'.”

No final da mensagem, Gilberto Ribeiro nos incentiva a divulgar a sugestão de Rita Lee, replicando o e-mail:

A ideia não é incrivelmente boa? Se você também gostou, mande esta mensagem para os amigos e faça coro pela campanha: "Casa dos Políticos", já!”

Claro que a ideia é um protesto veemente contra essas verdadeiras pragas que invadem a televisão brasileira e parecem não ter fim. Estou falando dos reallities e, também, do horário eleitoral gratuito.

No que se refere ao programa sugerido por Rita Lee, as barreiras da legislação eleitoral impediriam qualquer iniciativa nesse sentido, mas que é uma hipótese divertida, não resta dúvida. E nos pouparia das promessas vãs, mentirosas e absurdas de candidatos a cargos eletivos visando “se arrumar”, como se diz.

Sobre os famigerados reallities, se formos considerar o exemplo da Globo com o BBB 10, a previsão para o futuro é desanimadora: o programa, que vai mal das pernas em termos de audiência, já tem um faturamento que supera os 300 milhões de reais, como informa o site Adnews. E até o final desta temporada pode render mais alguns milhões à emissora que, como sabemos, aproveita qualquer oportunidade para produzir um merchandising. Em sã consciência, quem se atreve a prever o fim de uma verdadeira máquina de fazer dinheiro?

A alternativa seria o telespectador exercer o direito de escolha, fazendo bom uso do controle remoto. É uma questão de cair na real e não perder tempo com o banal.

Rita Lee, querida, você tem razão em protestar. A realidade está muito distante daquilo que gostaríamos de ver na televisão. No entanto, isso depende apenas de nós, o que nos dá esperança.

17 de fevereiro de 2010

MORRE, AOS 91 ANOS, MURILO ANTUNES ALVES

O Carnaval contribui para que a morte de um dos mais respeitáveis nomes do rádio brasileiro passasse quase em brancas nuvens.

Eu soube via Twitter, ao ler dois tweets de Zé Paulo de Andrade, datados de 17.02.2010:

tiras ze paulo twitter

Murilo Antunes Alves morreu na segunda-feira. O célebre radialista foi enterrado nesta terça-feira, dia 16 de fevereiro, em Itapetininga, interior paulista, onde nasceu.

Aos 91 anos de idade, Murilo Antunes Alves era referência obrigatória. Ao pesquisar sobre a vida do radialista, jornalista, político e advogado, considerei mais prudente publicar a biografia do colega, que não conheci pessoalmente. Há de se notar que o nome de Murillo, na biografia, consta com dois eles, mas preferi seguir as pessoas que privaram da companhia e da amizade do profissional e grafam Murilo com ele único.

Fiz apenas as correções verbais, colocando no pretérito o que a biografia ainda registra no presente, nada mais. O site NetSaber Biografias foi pego no contrapé, claro. A narrativa se traduz no registro de uma extraordinária história de vida:

“Murilo Antunes Alves nasceu em Itapetininga, São Paulo, em 28 de abril de 1919. Formou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em 1943. Teve escritório de advocacia até 1961, em Brasília, especializando-se em direito esportivo. Integrou o Tribunal de Justiça Desportivo, e foi por mais de 40 anos, assessor jurídico da Federação Paulista de Futebol. Murillo foi o primeiro aluno desde que ingressou no curso prímário, até o último ano da faculdade. Mas sua vocação era pelo jornalismo, manifestando-se logo aos 14 anos, quando foi redator chefe do jornal estudantil “O Arauto”, em Itapetininga. Também foi correspondente do jornal O Estado de São Paulo até 1929, mesmo depois de ter se estabelecido em São Paulo para estudar. Na época, o seu pagamento era uma assinatura do jornal. O seu primeiro registro na carteira profissional é como repórter do jornal Tribuna Popular de Itapetininga, em 1935. Ao vir morar em São Paulo concretizou o desejo de trabalhar em rádio, ao ser contratado pela Rádio São Paulo, em 01/10/38, onde ficou por 04 anos. Inicialmente como locutor e após, como comentarista esportivo, em parceria com Geraldo José de Almeida. Seu primeiro programa foi o Brodway Melody, de música americana. Em 1946 foi para a Rádio Bandeirantes, sendo o primeiro locutor esportivo da emissora. Posteriormente, trabalhou nas rádios Cultura, Gazeta e Tupi. Em 1946 foi contratado pela Rádio Bandeirantes como repórter, passando depois, para a Rádio Record em 1947, onde fez várias reportagens, inclusive no exterior, e entrevistas com auditores e personalidades como: Adhemar de Barros, Samuel Weiner, Getúlio Vargas, e Janio Quadros, entre outros.”

Aqui, eu acrescento uma entrevista célebre que Murilo Antunes Ales fez com Monteiro Lobato, dois dias antes da morte do grande escritor brasileiro. O som é original e, portanto, apresenta algumas imperfeições que em nada tiram o mérito do trabalho e se constitui, por si mesmo, em documento de nossa história. Clique na foto e ouça. 

Seguindo, então:  Cobriu acontecimentos importantes como as eleições italianas em 1948, o Ano Santo em 1949, no Vaticano, as eleições nos Estados Unidos em 1952, etc. Ganhou por sete vezes o prêmio Roquette Pinto como melhor repórter do rádio. Começou sua carreira na TV Record, no dia 23/09/1953, que foi o primeiro dia no ar da TV Record, como encarregado da parte política do jornal da emissora, o “Última Edição”. Depois, o jornal Recod Notícias como editor chefe e diretor em 1989. Na Record, fez também o Repórter Esso, trabalhou como comentarista e repórter, cobrindo vários acontecimentos importantes como o casamento do príncipe Charles e o enterro do ex-presidente Tancredo Neves. Concomitante à carreira de jornalista houve uma outra carreira de vida pública. Em 1946 foi candidato a deputado estadual pelo PSD, mas as eleições foram adiadas. Em 1953 foi o primeiro Chefe do Cerimonial da Assembléia Legislativa de São Paulo, onde se aposentou em 1985, como Diretor do Cerimonial e Relações Públicas. Em 1961 foi nomeado Oficial do Gabinete da Presidência da República, pelo presidente Janio Quadros. Entre 1971 e 1974 foi Chefe do Cerimonial do Governo do Estado de São Paulo, gestão de Laudo Natel. Exerceu mandato de vereador por São Paulo, até 31/12/1996, por dois anos e meio. Na Câmara Municipal paulistana foi, também, Chefe do Cerimonial. Culto, inteligente e forte, Murillo Antunes Alves não demonstrava os 91 anos que tinha, ao morrer. Foi um homem de fazer inveja a qualquer um.”

O rádio fica mais pobre. Que a memória deste grande profissional alimente o espírito dos que perseveram na luta para manter a integridade de um veículo incomparável.