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30 de junho de 2010

QUE PENA: MORREU ABÍLIO MANOEL

abílio.manoel Algumas notícias não gostaríamos de dar, como esta. Navegando pela Internet, hoje, 30 de junho, dei de cara com a informação, no G1, da morte de Abílio Manoel. Como radialista, nos anos 70 e 80, tive a oportunidade de conhecer melhor este artista, português de nascimento, que deixou, para sempre, sua marca no cancioneiro nacional brasileiro. Nos tempos em que Abílio tinha um estúdio na casa materna, região do Butantã, São Paulo, capital, cheguei a gravar algumas locuções para ele. Mais tarde, o tempo e o destino de cada um se encarregaram de afastar os nossos caminhos, como agora, mas jamais apagou as lembranças da época que vivemos intensamente. À família de Abílio Manoel, as nossas sinceras condolências. Veja os detalhes aqui:

Para os saudosistas e para quem não conheceu Abílio Manoel, vale a pena ouvir Pena Verde, o maior sucesso do cantor.

MISTURA EXPLOSIVA ÀS DROGAS

A coluna de Afanasio Jazadji ficou fora do ar neste blog por cerca de 70 dias devido ao meu problema de saúde. Ao colega jornalista, um dos mais renomados dentro de sua área de especialização, o meu mais profundo agradecimento pela compreensão demonstrada durante o meu afastamento das atividades rotineiras, entre elas a manutenção do FG-News. Ao leitor, as minhas desculpas embora a motivação do episódio tenha sido involuntária. Afanasio está de volta. E, como sempre, empenhado no combate à criminalidade em todas as vertentes. As drogas, reconhecidamente um flagelo, ocupam, mais uma vez, espaço no blog como um grito de alerta aos incautos. Boa leitura.

A maconha que se fuma por aí pode estar com uma mistura explosiva: o crack. É que, segundo pesquisadores, a maconha (planta) que se cultiva no Brasil é de péssima qualidade e possui uma concentração inferior a 1% do THC (tetraidrocanabinol), o princípio ativo da droga.

crack Justamente por isso, os traficantes começaram a adicionar pedrinhas do outro entorpecente, mais perigoso à saúde, para potencializar o efeito do cigarro de maconha e cativar o “freguês”, porque o vício ocorre com impressionante rapidez.

anthony wongQuem alertou sobre essa perigosa e danosa prática foi o diretor do Centro de Assistência Toxicológicas (Ceatox) do Hospital das Clínicas de São Paulo, o toxicologista Anthony Wong. “Por ter uma maconha de baixa qualidade, o traficante adiciona o crack para que o usuário tenha o chamado ‘barato’.  Muitos jovens não conhecem o efeito da maconha e não se dão conta que estão consumindo outro entorpecente, ainda mais nocivo e que vicia rapidamente”, adverte o dr. Wong.

O nível de THC é encontrado em maior quantidade nas plantas fêmeas, sobretudo nas partes mais altas do vegetal. Mas, para aumentar a produção do entorpecente, os plantadores brasileiros arrancam toda a planta e misturam machos e fêmeas. Depois, em geral, adicionam sabugo de milho e casca da semente do café triturados, além de esterco e capim.

Dessa forma, a maconha nacional não chega a ter 1% do princípio ativo – enquanto o padrão mínimo da droga estrangeira  fica  entre 1% e 3%.  O  delegado  Luiz Carlos Magno, do Departamento Estadual de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc), também tem conhecimento dessa prática do traficante brasileiro em adicionar pedras de crack à maconha:

- Isso se deve à má qualidade da droga brasileira. Mas há usuários que adicionam por conta própria o crack para ter mais “barato”. É o chamado “bazuco” ou “mesclado”, como são chamados pelos viciados.

Há cerca de um ano e meio, os traficantes do Rio de Janeiro trafico.rio de janeiro começaram a vender o kit “maconha mais crack”. Só que em território carioca, a mistura é encarada como uma nova droga. E o motivo da comercialização é outro: o usuário acredita que a maconha, considerada relaxante, pode potencializar o efeito do crack, um estimulante. O que não passa de um mito.

A adulteração não só da maconha, mas também de outras drogas, é uma prática frequente dos traficantes brasileiros para aumentar o lucro nas vendas. Muito se fala sobre os danos causados pelo princípio ativo das drogas e da dependência que elas causam. Mas pouco das substâncias utilizadas para “batizá-las” ou das que são usadas durante o seu processo de fabricação.

policia cientifica Segundo o Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo, aos entorpecentes são, em geral, adicionados dois tipos de substâncias. Uma é o adulterante, que imita os efeitos da droga. Por exemplo, a xilocaína (nome comercial da lidocaína), um anestésico local que passa a falsa impressão de dormência à pessoa  que tem contato com a cocaína. E o diluente, adicionado para aumentar o volume da droga. Por exemplo, pó de vidro, pó de mármore ou de massa corrida misturados com a cocaína.

A polícia afirma que, na cocaína vendida ao usuário, há apenas 25% do entorpecente. Os outros 75% são formados por outras substâncias. “E, muitas vezes, a quantidade real de droga fica abaixo desse porcentual”. No caso do ecstasy nacional, a situação é pior: o nível pode ser reduzido a zero. “E a droga batizada é mais perigosa que a pura. O entorpecente adulterado causa mais danos à saúde”, alerta o delegado Magno.

“Além disso – adverte o toxicologista Anthony Wong – quando a pessoa tem uma crise por causa do consumo de drogas e vai parar no pronto-socorro, a mistura pode fazer com que o médico não tenha como identificar rapidamente qual substância causou o problema, e há sério risco de morte”.

Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros -www.afanasio.com.br

29 de junho de 2010

TALENTO PRECISA DE AUDIÊNCIA: OLGA BONGIOVANNI x GAZETA

Os admiradores de Olga Bongiovanni, entre os quais me incluo, devem estar felizes como estou. Olga, profissional de talento, mulher de muita fibra e determinação, acaba de assinar contrato com a TV Gazeta, de São Paulo. Essa possibilidade vinha sendo anunciada e cristalizou-se após o desligamento de Ione Borges da TV paulistana. O fato contempla o talento, pois, ultimamente, Olga Bongiovanni estava na TV Aparecida num projeto muito bom, mas, convenhamos, o talento precisa de audiência para se completar. A seguir, o comunicado oficial distribuído à imprensa no final da tarde desta terça-feira, dia 29.

logo gazeta COMUNICADO OFICIAL:

TV Gazeta anuncia a contratação da apresentadora Olga Bongiovanni

OLGA.TV.GAZETA

A apresentadora Olga Bongiovanni ao lado da Superintendente de Programação da TV Gazeta, Marinês Rodrigues (à esquerda)

Foto: Djalma Vassão / Gazeta Press

A apresentadora Olga Bongiovanni esteve na tarde desta terça-feira, dia 29, na sede da TV Gazeta para a assinatura de seu contrato com a emissora.

Com a saída de Ione Borges do ‘Manhã Gazeta’, o projeto será reestruturado e Olga assumirá a primeira parte do programa, das 9h às 11h00. Claudete Troiano passa a ser responsável pela segunda parte do programa, das 11h00 às 13h10. “A expectativa é muito grande. Sempre ouvi falar muito bem da TV Gazeta, em especial sobre o respeito aos profissionais. Estou cheia de boas energias para fazer um programa bem feito, para agradar ao telespectador. Espero que esse projeto traga muita alegria a todos nós.”, ressaltou a apresentadora.

“Já tínhamos um projeto para a programação da emissora com a Olga. Estávamos conversando há meses. Com todos os acontecimentos da última semana, pensamos que poderia ser uma ótima oportunidade, já que a Olga tem ampla experiência em programas femininos diurnos”, afirmou Marinês Rodrigues, Superintendente de Programação da TV Gazeta.

Com quase 30 anos de carreira e passagens por CNT, Band, Rede TV! e TV Aparecida, este é o primeiro contrato de Olga com a TV Gazeta. A apresentadora estreará no dia 12 de julho, um dia antes do primeiro aniversário do ‘Manhã Gazeta’.

Informações à Imprensa

Christiane Teixeira

(11) 3170-5514

(11) 7876-2440

christiane.teixeira@tvgazeta.com.br

24 de junho de 2010

A IDÉIA ERA TENTADORA, MAS UM DIA SEM GLOBO FRACASSOU

dia sem globoAlimentada pelas redes sociais, sites, blogs e microblogs ganhou corpo a sugestão que se espalhou por todo o país para UM DIA SEM GLOBO.

O movimento, previsto para esta sexta-feira, dia 25 de junho, seria em represália à conduta arrogante, autoritária e sem limites da emissora que, por ser líder de audiência, se acha no direito de impor suas próprias regras à população.

Movida por rios de dinheiro, a Globo inferniza a vida do torcedor brasileiro, notadamente nos campeonatos regionais, em que as partidas de futebol durante a semana começam somente depois da novela das oito. Afinal, audiência é audiência e o torcedor que se exploda, devem pensar os responsáveis pela TV dos Marinho.

Assim, o cidadão, que precisa trabalhar no dia seguinte, não vai ao estádio, pois a volta para casa torna-se uma aventura e sério risco à própria integridade física do torcedor. As rendas caem. O jogador, astro maior de uma partida, fica sem o apoio da torcida. Como os jogos locais não são transmitidos para a praça em que são disputados, ao telespectador resta o “privilégio” de assistir a jogos de times de outros estados.

A idéia de UM DIA SEM GLOBO foi reforçada pelos mais recentes acontecimentos que envolvem a “briga” entre a eterna Vênus Platinada e Dunga, o técnico da seleção brasileira.

Os detalhes dessa história são conhecidos. Dunga acabou com os privilégios da Globo que, abusando do poder que a audiência lhe confere, se julga no direito de fazer o que der “na telha” dos diretores globais. O boicote seria, mesmo, uma forma arrasadora de o povo brasileiro mostrar que não está satisfeito com a ditadura da telinha.

As opções para o telespectador que preferiu trocar a Globo por outra tv foram canais por assinatura (tipo Sportv – da rede Globo), ESPN Brasil, etc.) e a Bandeirantes, de sinal aberto.

A expectativa era a de que durante o jogo Brasil x Portugal a Globo tivesse um péssimo Ibope, mas não foi o que aconteceu. Números preliminares divulgados no blog do jornalista Daniel Castro, no R7.com mostram crescimento de audiência da emissora líder. Ou seja, a população não aderiu ao “protesto”. Plim, plim.

16 de junho de 2010

PRETO NO BRANCO


Na véspera do jogo inaugural da Copa do Mundo abordamos um assunto extremamente delicado. A diferença de cores do ser humano. Assunto que causou polemica e, para alguns, constrangimento. Verdade que não era essa a nossa intenção. O que queríamos, aproveitando a Copa na África do Sul, país com um exemplo escancarado e vergonhoso de racismo, era deixar registrado que, por mais que nós brasileiros neguemos, o racismo existe entre nós.

Até entendemos as poucas manifestações em comentários. É, realmente, uma situação delicada para se manifestar. Entretanto, pelos e-mails e telefonemas recebidos, ficou claro que tocamos no intimo do brasileiro. E o sábio Flávio, antevendo tal acontecimento, me escreveu em e-mail: “não espere manifestações nos comentários. O temor de ser interpretado como politicamente incorreto vai impedir que muita gente exponha a própria opinião”. É, realmente, o brasileiro tem medo quando se aborda este assunto.

Aliás, sobre o tema, coincidentemente após publicá-lo, recebi um e-mail da sempre participativa amiga Márcia Braga com um texto sobre manifestação do Sr. José Vicente, presidente da ONG Afrobras, que dizia que a ONG estaria “nos próximos dias fazendo uma carta de repúdio e avaliando uma representação criminal” contra o querido e competente Danilo Gentili, humorista integrante do CQC, por ter postado no seu twitter a seguinte piada: “King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?”
Disse o Sr. José  Vicente que “tal manifestação foi indevida, inoportuna, de mau gosto e desrespeitosa. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade”, avaliou o Sr. José Vicente.
Muito bem, após a manifestação do presidente da ONG, o Danilo Gentili escreveu como resposta de defesa: “Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?” A cabeça de vocês é que tem preconceito.
Acrescentou: “Se você me disser que é de raça negra, preciso dizer que você  também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça  é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo é tudo no mesmo?  Quem propagou que “negro “ é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isto para vender os pretos como escravos. Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra. Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, mas sim de burro. Falando em burro, cresci ouvindo que sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v**** e ruivo de salsicha. Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isto para mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco?  Imagina no zoológico como o macaco deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando: - O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus que não somos macacos”.
Mas, o que mais me chamou atenção na resposta do Danilo Gentili ao presidente da ONG, após descrever outras várias situações do ser humano de cor negra e de cor branca, amarela, loira, ruiva, etc. e que me marcou, foi: “Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo “negro” ou “afro-descendente”, tudo bem, eu posso fazer isso só para agradar. Na minha cabeça você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça – a raça humana.

E você nunca me verá por ai com uma camiseta escrita “100% humano”, pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão”.
É isto. O Sr. José Vicente com a sua manifestação de repudio e o Danilo Gentili com a resposta em sua defesa, indiretamente nos afiançaram de maneira clara e objetiva que estávamos corretos no momento da abordagem de tão delicado assunto: que o racismo esta entre nós, seres humanos. Não importa se brancos, pretos, loiros, ruivos, morenos, sararas, ou sei lá que cor, todos nós somos racistas. Aliás, por que discriminar o negro com um percentual de vaga em uma universidade?  Ele não é da raça humana? Ou assim pode, porque há outros muitos interesses envolvidos. Ainda se põe em duvida a interpretação do que é negro, mulato, mestiço, sei lá o que. Finalizando, reitero o que escrevi no texto anterior: “E que sirvam de exemplo ao Brasil os acontecimentos raciais na África do Sul, porque aqui, embora seja negada, há discriminação. Verdade que não de forma tão clara, tão ameaçadora, mas que há distinção de peles brancas com peles negras há. Como se o povo de pele negra fosse diferente, de outro planeta. São seres humanos, que fizeram e fazem a história do Brasil. Quem a conhece irá entender o que escrevo”. 
maos

10 de junho de 2010

O PAÍS DA COPA É MAIS QUE FUTEBOL


Estamos vivendo a efervescência de mais uma edição da Copa do Mundo de futebol organizada pela FIFA, com a participação das 32 seleções classificadas. O jogo de abertura, (África do Sul 1 x México 1) no estádio Soccer City, em Johanesburgo, África do Sul, revelou em detalhes a beleza monumental da arquitetura que transformou concreto e aço em obra de arte. E serviu também para evocar uma das questões mais delicadas vividas em território sul-africano e ainda não totalmente extinta: a segregação racial.
apartheid Em Johanesburgo está localizado o museu onde se pode conhecer de perto, através de vídeos, fotos e objetos uma das mais tristes histórias sobre o preconceito entre raças, o Apartheid, que instituiu direitos e obrigações distintos para brancos e negros.
Lamentavelmente, a tão aguardada presença do líder africano Nelson Mandela, no jogo de abertura, não aconteceu. Um acidente automobilístico, após a festa de abertura da Copa, neste dia 10 de junho, ceifou a vida de Zenani, bisneta do líder africano. Abatido, Mandela não compareceu ao jogo inaugural da Copa. Apesar de o gesto ter ficado apenas na intenção, o propósito do ex-presidente da África do Sul, de comparecer ao estádo Soccer City, foi claramente interpretado como um testemunho de fé e esperança de que negros e brancos, irmanados, sejam reconhecidos como a essência da Humanidade, sem distinção. Mandela, ativista declarado em pról da igualdade racial, passou 27 anos preso. Um castigo de quase três décadas por ter ousado sonhar um mundo livre de preconceito, estigma e segregação. A luta e a prisão projetaram o nome de Mandela como símbolo de determinação e lhe valeram, em 1989 o Prêmio Internacional Al-Gaddafi de Direitos Humanos, e em 1993, o Nobel da Paz, pelos esforços desenvolvidos no sentido de acabar com a segregação racial. Libertado em fevereiro de 1990, Nelson Mandela continuou se notabilizando até ser eleito presidente da África do Sul. Sensível à causa de seu povo, fez um governo inteligente, de coalizão. Buscou o apoio de personalidades do Congresso Nacional Africano, CNA, que presidiu, e representantes de diversas linhas políticas para dar início ao processo de transição do regime de minoria no comando, o Apartheid, para a situação atual que se ainda não é inteiramente justa busca esse objetivo.
A Copa do Mundo, na África do Sul, é a grande oportunidade de mostrar ao mundo que todos devemos nos unir no combate à discriminação racial. É de extrema importância que os dirigentes esportivos, principalmente a FIFA, se utilizem do palco onde havia um regime de segregação, para lutarem na defesa do fim das diferenças raciais. Uma Copa do Mundo de futebol tem enorme potencial para transmitir ensinamentos de mudanças de atitudes em relação ao racismo. Digo isto porque no futebol tivemos recentemente algumas demonstrações vergonhosas de discriminação racial em estádios de futebol da Europa. E que sirvam de exemplo ao Brasil os acontecimentos raciais na África do Sul, porque aqui, embora seja negada, há discriminação. Verdade que não de forma tão clara, tão ameaçadora, mas que há distinção de peles brancas com peles negras há. Como se o povo de pele negra fosse diferente, de outro planeta. São seres humanos, que fizeram e fazem a história do Brasil. Quem a conhece irá entender o que escrevo. Durante a Copa do Mundo de futebol, não importa aonde aconteça, nós, brasileiros, nos juntamos; negros e brancos, ricos e pobres, nos integramos em uma só torcida e milhões de técnicos de futebol. Começamos com a controvérsia referente à escolha feita por Dunga, notadamente porque a torcida não se identificou com a seleção. Todos os convocados são jogadores de qualidade, sem dúvida, mas somente para aqueles que têm a oportunidade de acompanhar o futebol europeu, onde a maioria atua. Nós, a grande massa de pobres mal informados, não podemos identificá-los como nossos “heróis”. Não convivemos com eles. Convivemos com Neymar, André, Ganso, Dentinho, Hernanes. Estes sim, facilmente identificados. Aliás, quando da visita de despedida da seleção ao Palácio do Planalto, acho que o presidente Lula deve ter dado uma “cutucada” no Dunga. Afinal de contas, estamos em ano de eleição e o Brasil “hexa”, daria uma bela forcinha à candidata do presidente, não é? Já nos esquecemos das conquistas da Copa das Confederações, da Copa América com a grande maioria destes jogadores e com este mesmo esquema tático simplório, sem inovações de Dunga. Ele ainda nos causa apreensões. Aos poucos, vamos nos familiarizando com o perfil da Seleção Brasileira, mesmo a contragosto. Entretanto, o que importa são os sete jogos na Copa do Mundo.

Afinal, este campeonato mundial que nos dirá o que esperar do Brasil até a Copa do Mundo de 2014 quer no futebol, na política e, principalmente, no anseio por uma vida melhor para nós brasileiros. Bem, o importante mesmo é que daqui pra frente estamos todos unidos; vamos nos esquecer de todos os problemas e adversidades.

Vamos torcer! Bandeira na mão, corneta (ou a vuvuzela?),  cerveja, pipoca, o otimismo encravado em cada um de nós. Afinal, somos brasileiros. Acreditamos sempre. Viva! Seremos hexacampeões mundiais de futebol.  

 

 

 

 

 


*Nota do Editor:  Nelson Lenham dedicou a mim as palavras que seguem, compartilhando com vocês a alegria dele em me ver melhor de saúde e, de quebra, o prazer que ele sente em restabelecer este contato com o leitor. Disse o Nelson: “Estou de volta. Muito, muito feliz. Não pelo retorno de poder escrever, mas pela vida, por Deus ser justo.” Em retribuição só posso agradecer, emocionado, as palavras do amigo.
Como sabem, quase fui desta para o desconhecido (valeram-me Deus, Nossa Senhora Aparecida e você, que formou a grande corrente de fé torcendo pelo triunfo da vida, pelo que sou grato). Agora, quando atravesso uma fase de recuperação, pé ante pé o blog retoma o compromisso de oferecer a você um conteúdo sério, honesto, imparcial e de qualidade para uma leitura prazerosa. Ainda não na periodicidade que gostaríamos, mas chegaremos lá. Que asssim seja. 

1 de junho de 2010

DE VOLTA À VIDA


Obrigado. Obrigado. Obrigado
Estas  são as primeiras palavras a cada um de vocês, principais personagens de minha pequena epopeia. Uma história quase banal, idêntica a milhares de outras tantas, mas com uma diferença especial: a força da solidariedade espontânea.

Amigos, companheiros, colegas de trabalho, conhecidos, admiradores e até pessoas que nunca ouviram falar de mim alinharam-se em uma corrente de fé e esperança. Essas pessoas certamente atenderam a um chamado divino -- inexplicável, mas verdadeiro -- e uniram-se à corrente de fé e esperança que me deu força e resistência para suportar e vencer a batalha contra a morte. Aliás, foram quatro. Em quatro oportunidades eu estive com o pé-na-cova, como se diz. Uma bactéria, de origem desconhecida, foi a causadora de tudo.

A despeito do esforço e da dedicação da equipe médica do HU -- Hospital Universitário, da USP, em São Paulo, capital, as minhas chances de sobrevivência eram pequenas (sobre isso escreverei depois para agradecer a homens e mulheres que somaram esforços no propósito de manter-me por aqui e, finalmente, trazer-me de volta à vida).

Sim, amigos, voltei. Para mim, o último "dia útil" foi 14 de abril. Acordei pela manhã com ligeira indisposição, mas ainda focado nas tarefas do dia a dia. Durou pouco. Uma piora geral no quadro de saúde jogou-me na cama, onde tive acessos alternados de frio e calor. Aos sessenta anos, sem nunca ter ficado doente, parecia que o mal estar em breve iria passar. Ledo engano.

Tornando-me cada vez pior, o passo seguinte foi buscar socorro médico. Era o início de um período de 34 dias de hospitalização, dos quais vinte e poucos na UTI e semi-UTI do HU. Diálises, hemodiálises, entubações de emergência, oxigênio, punções abdominais, duas intervenções cirúrgicas, fígado fatiado, adeus vesícula, sondas, drenos, medicação oral e diretamente nas veias, exames e mais exames; enfim, a rotina dedicada a doentes em estado grave, como era o meu caso.

Perdi a consciência no segundo dia de internação, recuperando-a ao cabo do vigésimo-terceiro dia hospitalizado. Isso demonstra claramente que a força para ficar vivo não partiu de mim, que nem sabia mais o que estava acontecendo, mas foi gerada pela legião de amigos que vibraram em meu favor. Vocês foram os grandes responsáveis por este retorno. Além disso, o desvelo e a dedicação de meus familiares (esposa, filhos, irmãos, sobrinhos e cia.) foram fundamentais nesta luta me apoiando, me confortando, minimizando os meus momentos de angústia e de dor.

Nunca fui um homem de declarar abertamente meus sentimentos. Isso me fez compreender em sua plenitude os versos que Renato Teixeira compôs para Romaria quando o peregrino, sem saber rezar, queria apenas demonstrar gratidão através do olhar, diante de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, à qual este blog é dedicado (obrigado, Senhora). E foi assim que procurei expressar-me com eles. Tomara que meus olhos tenham sido tão comunicativos quanto esperei ardentemente que fossem. Creio que eles entenderam a mensagem, mas agora posso dizer: amo vocês, razão de minha vida. Vida que reconquistei com o auxílio de todos, amigos e familiares.

Ainda não tenho vigor suficiente para reassumir o trabalho na íntegra, mas eu precisava fazer este agradecimento que grita em meu coração e que era necessário extravasar: sem você nesta corrente eu não teria conseguido.

Daqui para a frente é uma questão de tempo. Desejo estar, em breve, à frente dos projetos que me motivam e me fazem prosseguir na luta. Agora com determinação redobrada, pois sei que muita gente torce por mim e gostaria de me ver de mangas arregaçadas, em busca das metas que me cabem alcançar. Com uma "torcida" assim, é o mínimo que posso fazer. E farei.

Para encerrar, repito as únicas palavras que exprimem a minha eterna gratidão: obrigado, obrigado, obrigado.