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28 de julho de 2010

YO NO CREÍA EM LAS BRUJAS, PERO…

chavez amigo de dilma

As campanhas políticas tornam-se propícias para o surgimento de teorias da conspiração. Com a Internet cada vez mais popular e acessada, o marketing viral, técnica publicitária baseada em e-mails, prolifera e lança dúvidas para o eleitor. Certos virais são originados em fatos verdadeiros, mas há os que se valem do murmúrio popular para veicular ideias prejudiciais a alguns candidatos em favorecimento de outros. Nestas eleições, a sucessão presidencial é o maior objetivo, claro, e na mesma medida acaba se tornando o foco dos ataques às caixas de e-mails de todo o país. Este blog não patrocina siglas ou pessoas, mas não abre mão do dever de informar os fatos ao leitor. Está circulando na web a montagem de um vídeo no qual se procura mostrar a estreita ligação entre o presidente venezuelano, Hugo Chávez, o presidente Lula e a candidata petista, Dilma Rousseff, que o poder central quer fazer sucessora de Lula. A montagem leva ao entendimento de que Dilma, se eleita, é um risco à própria segurança nacional. Assista ao vídeo e pense a respeito. Considere que parte dos depoimentos está fora de seu contexto original, o que compromete a transparência da mensagem, mas leve em conta, também, os fatos incontestes. O fiel da balança vai ser, é claro, a consciência de cada cidadão. Não será por eventual falta de informação que o eleitor desperdiçará o voto, único instrumento capaz de eleger o melhor governante para o país. A decisão, portanto, é sua.

27 de julho de 2010

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lenham.ch
Nossa! Quase fui demitido. Todo este tempo sem escrever uma linha. Culpa da Seleção. Fiquei p... da vida e, com certeza, você, torcedor, também ficou, não é? Ainda bem que a Espanha foi campeã, já imaginou se tivesse sido a Argentina? Eu teria mudado para o “fim do mundo” (existe?). O difícil mesmo seria ver o Maradona pelado…(Clique na foto para ler mais)
massa.ch Um dos assuntos deste fim de semana foi a obediência cega de Felipe Massa aos seus empregadores, os dirigentes da escuderia Ferrari, deixando Fernando Alonso ultrapassá-lo no Grande Prêmio da Alemanha, de Fórmula 1. Uma parte da imprensa esportiva brasileira caiu de pau em cima de Massa…(Clique na foto para ler mais)capa.recortada
Um livro simplesmente apaixonante! A frase de Sueli Amaro de Oliveira, moradora em Santana, Zona Norte da capital paulista, (veja o comentário na publicação anterior) resume, com muita felicidade, A Casa dos Números, de Orlando Rosinhole Soares. Lançado oficialmente no sábado, 17 de julho, a tarde de autógrafos movimentou a Livraria da Vila, na Alameda Lorena, 1731, em São Paulo, de 16 às 19 horas. (Clique na foto para ler mais)
afanasio.ch
COLUNA DO AFANASIO: Não tenho como discordar do professor Antonio Gonçalves, mestre em filosofia do direito e doutorando pela PUC-SP, quando assinala em seus escritos que “O legislador nacional caminha em desacordo com os anseios da própria sociedade… Clique na foto para ler mais)
jose.ribamar
Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: “Lula é analfabeto”. Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, “porque ela tem cara de quem está com fome”. Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come. (Clique na foto para ler mais)abilio.chamada
Algumas notícias não gostaríamos de dar, como esta. Navegando pela Internet, hoje, 30 de junho, dei de cara com a informação, no G1, da morte de Abílio Manoel. Como radialista, nos anos 70 e 80, tive a oportunidade de conhecer melhor este artista, português de nascimento, que deixou, para sempre, sua marca no cancioneiro… (Clique na foto para ler mais)
Além destes assuntos, o FG-News permite que você navegue facilmente, através de uma seleção de links que tornam a sua escolha mais simples e objetiva, sem sair do blog.
DESTAQUES DA MÍDIA, VIA TWITTER mostra os links que remetem a notícias publicadas em sites de grandes jornais. São fatos que estão nas edições de hoje ou que estarão nas bancas amanhã.
OUTROS DESTAQUES e À LA CARTE oferecem bons textos, reunidos por temas. Basta clicar sobre eles e escolher.
ZAPPING: economia, variedades, horóscopo, música, cinema, televisão e muito mais. Tudo para que você esteja por dentro, na hora em que os fatos acontecem.
E no ARQUIVO você encontra as postagens que não aparecem aqui nos destaques, mas valem a pena dar uma olhada. Boa leitura.

E UM “MANO” É TREINADOR DA SELEÇÃO

Nossa! Quase fui demitido. Todo este tempo sem escrever uma linha. Culpa da Seleção. Fiquei p... da vida e, com certeza, você, torcedor, também ficou, não é? Ainda bem que a Espanha foi campeã, já imaginou se tivesse sido a Argentina? Eu teria mudado para o “fim do mundo” (existe?). O difícil mesmo seria ver o Maradona pelado. O Sr. Ricardo Teixeira, como era de se esperar, jogou toda a culpa do fracasso da seleção no técnico Dunga. Uai! Não foi o próprio Teixeira quem escolheu o gaúcho, em 2006, e o encheu de elogios, dizendo que Dunga seria a mudança necessária de uma nova filosofia de trabalho, de uma nova seleção? Não adianta demitir só a comissão técnica, precisamos mudar urgentemente o nosso futebol, desde a presidência da CBF, como sugeriu o presidente Lula, até o porteiro. Mas, vamos ao mais importante. Especulações, conchavos, mano.cbfinteresses particulares e, principalmente, financeiros, deste ou daquele, ficaram mais fortes estes dias. O todo poderoso da CBF, Sr. Ricardo Teixeira, conversou com Felipão, tomou umas e outras com o Murici e, finalmente, anunciou o novo técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes. Eu entendo que o fracasso brasileiro nesta Copa do Mundo estava precipitando a escolha do novo treinador pela CBF. Falou-se até em Parreira, Ricardo Gomes, Jorginho (meu Deus!). Uma escolha mal feita seria prejudicial para o futuro da seleção. Concordo plenamente que o novo treinador deve ter dedicação exclusiva ao cargo. Tem que ter uma convivência próxima com a estrutura da CBF, avaliar as propostas para novos amistosos, fazer uma “peneira” dos jogadores que definitivamente vestirão a camisa da seleção em 2014. Feita a convocação final, será preciso tempo para preparar os atletas.

A escolha de Mano Menezes, principalmente para aqueles que têm na memória o trabalho de Felipão na seleção, pode dar a impressão de que a CBF optou por um técnico a quem falta experiência. Eu não entendo assim. Ainda que eu seja fã de carteirinha de Felipão na seleção, tenho que admitir que Mano Menezes, antes de ser um excelente treinador, é um excepcional “psicólogo” fora de campo. Para mim, essa é uma qualidade extremamente necessária quando se deve administrar um grupo de personalidades tão diversas, como é comum se encontrar entre os jogadores de uma seleção.

Prova da competência psicológica do Mano é o trabalho desenvolvido por ele no comando técnico do Corinthians. Pegou o time em uma situação delicadíssima em 2007, após o rebaixamento para a Série B do Brasileiro, e o colocou de volta na Série A. Em 2009 foi campeão Paulista e Campeão da Copa do Brasil, classificando o timão para a disputa da Libertadores. Mano Menezes dirigiu com maestria, dentro e fora de campo, jogadores sem nenhuma fama e que custaram quase nada ao clube (Elias, Chicão, Dentinho, Cristian, só para mencionar alguns), que cresceram e valorizaram muito. jogadores Por outro lado,  soube “cuidar”, e muito bem, de um ídolo do futebol mundial chamado Ronaldo. Ora no campo, ora no banco,  embora muitas vezes emburrado, R9 jamais deixou de ficar em regime de concentração com os companheiros. Mano Menezes tem conhecimento de que a seleção precisa de muito trabalho para chegar perto do ponto ideal. Que é urgente e imprescindível uma renovação, uma nova filosofia de trabalho dentro de campo. Ele sabe que não podemos ter mais brucutus com um futebol força, futebol medroso, defensivo, com três e até quatro volantes, a receita aplicada por Dunga.

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O nosso futebol tem que voltar a ser a escola mundial da bola, calcada no drible, criatividade e improvisações. Veja o exemplo dos “meninos” do Santos – André, Ganso, Neymar – que nos fazem reviver bons tempos e nos trazem à memória Zito, Pepe, Pelé e Cia., representantes do verdadeiro futebol brasileiro. bons.temposMano Menezes sabe, também, que o maior problema da seleção são as coisas erradas que acontecem fora do campo de jogo. Em entrevista ao Jornal Zero Hora Mano Menezes disse: “O que se faz fora de campo influencia muito mais no campo do que a atividade de jogo. O produto final do futebol é influenciado por muitos outros aspectos fora de campo. O futebol é mais do que o campo, é muito mais do que o vestiário. O futebol é uma atividade complexa que envolve a sociedade e nós temos que compreender e
administrar muito bem isto”. Excelente recado.

Mano Menezes deixa o Corinthians, em pleno recomeço do Campeonato Brasileiro, na liderança. Um recesso provocado pela Copa do Mundo que nos proporcionou, neste hiato, mudanças de 07 treinadores (sem contar o Mano Menezes) e 86 contratações de jogadores com o objetivo de alterar posições de clubes na classificação geral. Mas acredito que muito pouca coisa irá mudar. Os reforços (?) se resumem a tentativas de disfarçar um quadro triste do nosso futebol atual. Com falta de dinheiro e, por conseqüência, carente de investimentos nas categorias de base, não consegue revelar novos valores, como antes.

mano.box

No Corinthians, além de treinador e psicólogo, Mano Menezes foi estrategista e caçador de talentos. Esperamos que também seja assim no comando técnico da Seleção Brasileira.          Torço por você, Mano!

26 de julho de 2010

FELIPE MASSA AMARELOU?

Continua repercutindo a obediência cega de Felipe Massa aos seus empregadores, os dirigentes da escuderia Ferrari. O piloto brasileiro deixou Fernando Alonso ultrapassá-lo no Grande Prêmio da Alemanha, de Fórmula 1, no domingo, dia 25 de julho. Uma parte da imprensa esportiva brasileira caiu de pau em cima de Massa, acusando-o, nas entrelinhas, de covardia ao acatar a ordem ferrarista. Que atire a primeira pedra o colega que, trabalhando na empresa dos outros, se insubordine e não obedeça às determinações de quem lhes paga o salário. Fazer caras e bocas, atribuindo-se, pela insinuação, virtudes que não possuem, é fácil. Ter peito para desafiar o patrão é história para boi dormir. O jornalista (e qualquer outro profissional contratado) que se recusar, em nome do idealismo, a cumprir o que lhe é imposto, simplesmente será demitido. Como, aliás, o próprio Massa foi mandado embora da Sauber, em 2002, por não obedecer à ordem do dono da equipe, para que o piloto brasileiro deixasse Nick Heidfeld, também piloto do time na época, ultrapassá-lo e cruzar a linha de chegada em sexto lugar para marcar um ponto. Massa não fez o que lhe foi pedido. No fim daquele ano foi demitido. E vocês, bonitão e bonitona, que fizeram carinhas de recriminação ao gesto de Massa, neste domingo, na Alemanha, teriam condições de desafiar a ordem recebida? Claro que não. A menos que, depois, fossem cuidar da vida em empresa própria, é claro. Então, calem a boca.

Felipe Massa é empregado da Ferrari e cumpriu a ordem recebida, embora também não tenha gostado de seguir à risca o que lhe foi dito. A isto se dá o nome de profissionalismo. O resto é teatralização de espertalhões que não têm a coragem de admitir que fariam a mesma coisa. Tolerância zero com gente que joga para a platéia, mas tem telhado de vidro. E fim de papo.

23 de julho de 2010

QUEREM BANALIZAR O CRIME

Não tenho como discordar do professor Antonio Gonçalves, mestre em filosofia do direito e doutorando pela PUC-SP, quando assinala em seus escritos que “O legislador nacional caminha em desacordo com os anseios da própria sociedade a qual representa, pois o clamor social latente defende um maior endurecimento da legislação penal e, principalmente, no que tange a uma maior penalidade para os criminosos”.

“Foi assim através de movimentos como a mobilização pela lei dos crimes hediondos, a redução da maioridade penal, etc. No entanto, no que concerne o combate às drogas, o mesmo cuidado por parte do legislador ficou à margem”, assinala o professor.

A Lei nº 11.343, que trouxe modificações recentes a tratativa das drogas, pode ser novamente protagonista de alterações penais no que se trata do tráfico com a apresentação pelo governo de um projeto que irá para votação no Congresso Nacional para alterar a pena no que se refere ao pequeno traficante.

O objetivo é que a pena em relação ao pequeno traficante seja convertida em prestação de serviços à comunidade. Da forma atual, a pena ao infrator pode ser reduzida a um mínimo de um ano e oito meses sem possibilidade de comutação.

A justificativa ao projeto é o receio de “contaminação” por parte desse infrator que pode aperfeiçoar seus métodos e, inclusive, aderir ao crime organizado, ou seja, uma forma de preservar o agente de um dano maior.

Algumas reflexões sobre o tema são urgentes e necessárias: a primeira delas é a justificativa em si, já que o escopo de comutar a pena para evitar uma maior criminalização caminha na contramão do próprio conceito de ressocialização prisional ao qual o nosso sistema penitenciário é calcado.

A segunda reflexão se refere à banalização da própria pena, pois se o governo admite que o sistema prisional atual produz um dano a seus componentes, não se trata de reparar a conduta e devolver o indivíduo ao convívio social após o cumprimento de pena, mas sim apartá-lo em definitivo da sociedade. Em outras palavras: a concessão de uma pena de morte em vida.

E o professor Antonio Gonçalves segue firme em sua avaliação, pois se a iniciativa for adiante, então é chegado o momento de se oferecer outro projeto para votação: o de esquecer a existência dos presídios, porque eles perderam em completo a sua função social. E vai mais longe: “A função da pena não é diferenciar criminosos bons ou ruins, muito menos extirpar o direito à liberdade, portanto, o projeto de iniciativa do governo fere todos os preceitos que baseiam o próprio sistema penitenciário e não respeitar a isso é o mesmo que não respeitar as próprias leis”.

Outra questão que é levantada pelo mestre em direito é em relação aos crimes que acontecem por intermédio de pequenos traficantes. Vemos inúmeros casos de pessoas que cometem roubos, furtos e até mesmo matam sob o efeito de droga, muitas vezes compradas de pequenos traficantes.

“É este mesmo traficante que está nas portas das escolas, inserindo jovens ao mundo das drogas”, assinala Antonio Gonçalves.

A banalização da criminalidade não pode existir num país que se diz em evolução, brada os louros de seus avanços, mas também mostra sua pequenez legislativa em lidar com a questão do crime organizado e do combate às drogas. Um verdadeiro retrocesso.

Isto tudo é preocupante. Mais ainda: inquieta, e muito, por estarmos em franco período eleitoral e prestes a elegermos um novo Congresso Nacional e também escolher novos executivos para os governos estaduais e decidir em quem assumirá a próxima Presidência da República. Com toda certeza, os mercadores de drogas, o crime organizado ou não, vão financiar campanhas, também participar das eleições, porque movimento ainda maior nos seus lucrativos negócios é que eles não querem perder.

Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. Participa do Boletim de Ocorrência, no SBT -www.afanasio.com.br

19 de julho de 2010

“LULA ANALFABETO” OU “MARINA, CARA DE FOME”?

Nota do Editor:

Estamos nos aproximando das eleições presidenciais. É comum, no dia da votação, o povo optar pelo vencedor das pesquisas de intenção eleitoral. Com medo de perder o voto, o eleitor deixa-se guiar pelos institutos de pesquisa e crava seco o nome de quem estiver à frente dos resultados. Poucos, entre aqueles que decidem o voto através desse expediente, procuram se informar sobre os seus escolhidos.

Também nesta época, despontam as opiniões de celebridades. Se, por um lado, votar com base apenas em pesquisas é perder o direito de queixar-se depois, no caso de uma péssima escolha, por outro lado, seguir a opinião alheia – ainda que emitida por gente famosa - não garante um melhor resultado.

Não me atrevo a ensinar o eleitor a votar, até porque o direito ao voto é inalienável, garantido pela Constituição, e o cidadão vota em quem quiser. Mas é importante avaliar as consequências, boas ou ruins, que a eleição pode acarretar.

Recomendo a leitura do texto a seguir, porque trata do voto induzido por opiniões de personalidades consagradas no meio artístico. Ao eleitor, porém, cabe decidir se compra ou não a ideia transmitida por quem quer que seja.

Neste caso em particular, são focalizados dois artistas considerados verdadeiros ídolos de várias gerações e que continuam na berlinda: Caetano Veloso e Rita Lee. Cada um, dentro do direito deles, justifica as escolhas que fizeram para apoiar ou descartar candidatos presidenciáveis.

O que se lamenta é que ambas as justificativas se apoiam em argumentos que refletem o ranço da discriminação. Logo eles, Caetano e Rita, cuja mensagem artística sempre foi a da liberdade acima de todas as coisas.jose.ribamar

O autor do texto, José Ribamar Bessa Freire, se coloca, nitidamente, em campanha por Marina Silva, mas não deixa de ter razão quando critica a postura dos dois artistas.

Este blog não é comprometido com candidatos ou partidos e aborda o assunto por saber que o seu voto, eleitor, deve ser determinante para construir o futuro do nosso país. E não será através de exclusões odiosas e discriminatórias que o construiremos. A escolha é sua.

A FOME DE MARINA

Por José Ribamar Bessa - Professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ) e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)

caetano Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: “Lula é analfabeto”. Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma universitário.

rita.leeAgora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, “porque ela tem cara de quem está com fome”. Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come.  Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana.
Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxudiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados. Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados. De um lado, reforçam a ideia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política.
A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio.“Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel…/ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!”. Nenhum dos dois - nem Caetano, nem Rita - tem tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam.
A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?

O mapa da fome

A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre.
Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não aguentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil.
Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.
A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever. Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando.
Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT. Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco, quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta. Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal. Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.

Tudo vira bosta

Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que - na voz de Rita Lee - a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, “o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bosta”.
Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música - ‘Se Manca’ - dizendo a ela: “Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca”.
Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas - ‘Você vem’ - ela faz autocrítica antecipada, confessando: “Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem… e faz piada”. Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: “Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você”.
A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, “ela tem cara de professora de matemática e mete medo”. Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.
Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro. Sobra quem?
Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, “il péte de santé”. O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil…
Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país.
Marina Silva, a cara da fome? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.

12 de julho de 2010

BRANCA DE NEVE E SEUS ANÕES NO BALANÇO DA COPA

Nos dias que antecederam e após a eliminação da seleção brasileira de futebol nas quartas de final da copa do mundo, recebi vários email's me questionando sobre o porquê de eu não ter escrito, até então, nenhuma linha sobre a participação da seleção. Confesso que não tive motivação nenhuma.

ricardo.teixeira

Não sei se por ter a certeza antecipadamente que a Branca de Neve (Ricardo Teixeira) e seus anões não chegariam a lugar nenhum na Copa, ou se os jogos que assisti (quase todos) não me trouxeram nenhuma excitação, considerando o baixíssimo nível, quer coletivo, quer individual de todas as seleções participantes.

Como torcedor, nunca escondi de ninguém a minha contestação relativa à presença de Dunga no comando técnico da seleção, bem como a confirmação destes jogadores para disputarem a Copa do Mundo. A conquista da Copa América, Copa das Confederações, eliminatórias Sul-Americanas e por extensão a classificação, ótimo! O grupo de Dunga se encaixou perfeitamente bem. Porém, Copa do Mundo é outra história, é muito mais complexa. Não se pode levar em consideração, como fez Dunga, que apenas a “união faz a força”.

Seleção na Copa do Mundo tem que ter muito mais que isto. Fora de campo tem que ter um bom comando; desde o presidente até o cara que limpa as chuteiras dos jogadores. Digo isto com todo o respeito, sem humilhar ninguém pela função que exerce, até porque, quase sempre, os mais humildes costumam ter muito mais caráter dos que estão no comando. Dentro de campo, além de padrão de jogo, precisamos de criatividade, garra, determinação, objetividade, comuns nos craques que o futebol brasileiro tem de monte, nos quatro cantos do país, e que não teve nesta seleção.

dunga

Quero colocar algumas deduções que fiz, após a leitura dos email's que recebi, do acompanhamento dos jogos, do comando e da formação da seleção e até onde chegamos nesta copa. E quero deixar claro aqui que ninguém é obrigado a concordar comigo. Até porque quando se fala ou se escreve sobre futebol, principalmente em se tratando de seleção, as opiniões são extremamente divergentes. Caso contrário o futebol não teria graça nenhuma e acabaria tendo dificuldade para selecionar o assunto que iria ocupar este espaço no blog.

Comecemos pelo comando da CBF. Acompanhei a entrevista do todo poderoso Sr. Ricardo Teixeira (que nem o Presidente Lula agüenta mais.) concedida ao Sportv. Continua omisso, nunca sabe nada. Delega responsabilidades das informações a subalternos, a relatórios da FIFA. Como pode um presidente de CBF, entidade máxima do futebol brasileiro, ficar espantado com a informação de que a seleção do Brasil tinha apenas um jogador com idade inferior a 23 anos, enquanto a seleção alemã, renovada, tem sete jogadores? O que mais me deixa possesso é que o anãozinho Dunga disputou olimpíada obtendo medalha de bronze com 18 jogadores, e nesta seleção não deu chances a pelo menos três ou quatro dos jogadores que lá estiveram. Não quero nem mencionar nomes aqui, para que não me digam que me esqueci de alguns ou que gosto mais deste ou daquele jogador.

Por fim, na entrevista, ficou clara também a obsessão do Sr. Ricardo em fazer de tudo para ser um dos fortes candidatos a presidência da FIFA em 2014.

teixeira.de.olho

Não acredito que essa candidatura aconteça já, ainda mais porque o atual presidente, Sr. Joseph Blatter, anunciou em junho, no 60º Congresso da FIFA, em Johanesburgo, que pretende concorrer à reeleição. E o anuncio coincidiu com a distribuição de US$ 52 milhões da FIFA para as associações nacionais e confederações continentais votantes. Esse dinheiro saiu de parte do lucro da entidade obtido no balanço de 2009. Ser presidente da FIFA é um dos cargos mais almejados no mundo. Comandar o futebol mundial é ser recebido com honras de chefe de estado em qualquer lugar; jantar de gala, tapete estendido, além, é claro, da facilidade, digamos, de ganhos extras. Tudo isso vai ao encontro do estilo do presidente da CBF.

Então, garantido pelo ex-sogro João Havelange, surgiu a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, o principal trunfo de Teixeira para a próxima eleição. Viu porque houve tanta briga para a realização da Copa do Mundo no Brasil? E isto é só um começo. Não estou mencionando nada ao que se refira ao aspecto político/financeiro do evento, até porque já escrevi de maneira clara sobre isto em minha coluna.

Por que, então, ser Campeão do Mundo em 2010? Por que ter um simples enganador jogador de futebol no comando de uma seleção como a do Brasil? Por que convocar jogadores do exterior e não aqueles atuantes no Brasil, que realmente deveriam ser convocados?

A explicação ou dedução, como queiram, é simples: o Brasil com um grande técnico – Felipão, Mano, Wanderlei, sei lá quem, menos Dunga, Jorginho ou Leonardo - e grandes craques  como Robinho, Kaká, André, Ganso e tantos outros que mereciam estar na seleção, seria HEXA CAMPEÃO MUNDIAL DE FUTEBOL.

copa.2014

Isto posto, o que seria a Copa do Mundo no Brasil em 2014?

Não só no futebol, dentro do campo, mas principalmente fora do gramado, o que inclui a pretensão eleitoral do sr. Ricardo Teixeira.

E a saída do Julio Cesar no gol da Holanda? As atitudes do Felipe Melo? O destempero emocional da comissão técnica, notadamente do Dunga durante o jogo, chutando e batendo em tudo que via pela frente? A fragilidade e a indisciplina dos jogadores durante a partida? Não parecia cena de teatro? Revi o jogo, pelo menos, cinco vezes e nada me convenceu de que não foi uma bem armada peça de teatro.

Tiro tudo isto até, talvez como uma grande verdade, de um email que recebi de um amigo, anexando um texto assinado por Gunther Schweitzer da Central Globo de Jornalismo (confesso que não fui saber se o cara é realmente da tal central de jornalismo, e se ele existe mesmo), com o título “Copa 1998 – Divulgado o escândalo que todo mundo suspeitava”, cujos tópicos principais transcrevo resumidos, para não nos alongarmos muito.

leonardo

Só para que vocês comecem a imaginar, vamos pela publicação da declaração do jogador Leonardo: “se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo, ficariam enojadas”

Prossegue o texto: os jogadores titulares foram avisados, ás 13 horas do dia 12 de julho (dia do jogo da final), em uma reunião envolvendo o Sr. Ricardo Teixeira (na única vez que o presidente da CBF compareceu a uma preleção da seleção), o Técnico Mário Zagallo, o Sr. Américo Faria, supervisor da seleção, e o Sr. Ronald Rhovald, representante da patrocinadora Nike, que o Brasil vendeu a copa do mundo para a FIFA, em troca também de ser escolhido para sediar a Copa de 2014. Os jogadores, a princípio muito contrariados, aceitaram. A aceitação veio através do pagamento total dos prêmios de US$70.000,00 para cada jogador, mais um bônus de US$400.000,00 para todos os jogadores e comissão técnica, de um total de US$23.000.000,00 da empresa Nike. Mesmo assim, Ronaldo se recusou a jogar, o que obrigou o técnico Zagallo a escalar o jogador Edmundo, dizendo que Ronaldo estava com problemas no joelho esquerdo (na primeira notícia, divulgada às 13h30min no centro de imprensa e, logo depois, às 14h15min, alterando o diagnóstico para problemas estomacais).

ronaldo.franca.98

A situação de Ronaldo só foi resolvida após o representante da Nike ameaçar retirar o patrocínio vitalício ao jogador, avaliado em mais de US$90.000.000,00 (noventa milhões de dólares), ao longo de sua carreira. Assim, combinou-se que o Brasil seria derrotado durante o 'Golden Goal' (prorrogação com morte súbita), porém a apatia que se abateu sobre os jogadores titulares fez com que a França, que absolutamente não participou desta negociação, marcasse, em duas falhas simples do time brasileiro, os primeiros gols.

Só para rememorar, já que costumamos ter memória fraca, lembram das meias de Roberto Carlos?

meiao.jpgO Sr. Joseph Blatter, então novo presidente da FIFA, cidadão franco-suíço, agradecia a colaboração da CBF uma vez que o campeonato mundial trouxe equilíbrio à França num momento das mais altas taxas de desemprego jamais registradas naquele país, agravadas pela recente introdução do euro (moeda única européia) e o mercado comum europeu (ECC).

Comentário meu: Por que será que a França e o Brasil solidificaram tanto as parcerias que temos acompanhado nos noticiários. Coincidência, não?

O Sr. Joseph Blatter garantia, também, ao Sr. Ricardo Teixeira, através de seu ex-sogro, João Havelange, que o Brasil teria seu caminho facilitado para o pentacampeonato de 2002. Comentário meu: Não vou entrar em detalhes, mas rememorem toda a trajetória do Brasil na Copa de 2002.

globo Muito bem. Quem escreveu o texto acima, que resumi, foi um funcionário da Central Globo de Jornalismo, certo? Então, vocês se lembram do que aconteceu com a poderosa Globo na África do Sul?

Primeiro o técnico Dunga humilhou o comentarista Alex Escobar na frente de todos os profissionais de imprensa do mundo inteiro, em uma entrevista coletiva. Algumas horas depois, no Fantástico, Tadeu Schmidt leu um editorial detonando o técnico. Claro que o endereço do editorial era Ricardo Teixeira, pela falta de palavra, pulando fora e transferindo o “não” para Dunga. Na véspera do primeiro jogo do Brasil contra a Coréia do Norte, às 11 horas da manhã, hora da África do Sul, Fátima Bernardes, Tino Marcos e uma equipe técnica completa, se preparavam para uma “reportagem exclusiva”, quando o técnico Dunga, comunicado pelo segurança do hotel da presença da equipe de reportagem, foi ao encontro da Sra. Bonner e deixou bem claro que não autorizaria ninguém a fazer qualquer reportagem, com quem quer que fosse da comissão ou do elenco, senão através de coletivas. Mesmo com a Sra. Bonner alegando que havia sido feita uma tratativa, no Brasil, entre o Sr. Renato Mauricio Prado (chefe de redação de esportes de O Globo) e o presidente Ricardo Teixeira, a reportagem não saiu. Disse Dunga: “aqui, quem manda é eu”.  globo.aqui.nao

Não quero defender a Globo, mas, qual a razão da mudança repentina de comportamento da CBF (Sr. Ricardo Teixeira) com a Rede Globo? Estaria ligado ao que escreveu e publicou o funcionário da Central Globo de Jornalismo, sobre os acontecimentos da Copa de 98, e, com isto, estaria levantando a orelha da lebre sobre o que aconteceria na Copa de 2010? Observem que estes fatos aconteceram antes da estréia do Brasil.

Outro assunto que me chamou a atenção foi o texto de uma postagem do Felipe Melo no twitter, em que ele pedia para não ser julgado antes de ter a oportunidade de dar suas explicações. “Vou conversar com todos no momento certo. Ouçam-me, antes de julgar. Por enquanto quero descansar. É impossível, mas Deus pode!”. O que será que ele quis dizer com isto, principalmente a última frase?

felipe.melo

Tal declaração (ou desabafo) de Felipe Melo me faz voltar à declaração de Leonardo: “se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo, ficariam enojadas”. Será que repetimos a Copa de 98?

Bem, vou parar por aqui. Só acrescento que “vivo futebol” desde 1974. Neste tempo todo vi, ouvi, convivi com situações das mais diversas, dentro e fora de campo. As mais chocantes ocorreram fora de campo, nos bastidores. Por isto, e por tudo o que escrevi ai em cima, me sinto com todo o direito de duvidar, também, da honestidade da Copa do Mundo de 2010.

Mas, tudo isto não importa; seremos Hexacampeões Mundiais de futebol em 2014!

Ah! Só um lembrete: Acabou a Copa do Mundo, vai começar o Campeonato Brasileiro. Muitas mudanças, algumas ruins, outras boas, aconteceram, mas tudo isso é assunto para outro dia.

Futebol é apaixonante!!!

paixao

 

8 de julho de 2010

QUEM E PORQUE ESTÁ PRESO

O verbo roubar, que na linguagem popular expressa todo tipo de crime em que alguém se apropria de algo alheio, independentemente da forma de agir, é o mais conjugado pela maioria dos presos brasileiros.

presosTrabalho competente do jornalista Eurico Batista, do “Consultor Jurídico”, com base em informações do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), dá conta de que  52% dos presos cumprem pena por algum tipo de crime contra o patrimônio. Isso se refere aos 417.112 sentenciados recolhidos às penitenciárias brasileiras, sem contar, portanto, com os 56.514 presos que se acham recolhidos em delegacias.

São 212.213 homens e 5.564 mulheres encarcerados por subtração de coisa alheia. Nessa categoria, a modalidade mais praticada é a do roubo qualificado, mediante o uso de arma, às vezes por mais de um agente, sendo muito comum o roubo de veículos. Por esse tipo de crime, estão presos 73.267 homens e 1.421 mulheres.

O relatório do Depen mostra que 31.956 presos cumprem pena por furto simples, 32.863 por furto qualificado e 41.058 por roubo simples. Os demais crimes contra o patrimônio foram praticados por 23.603 condenados, sendo 12.537 receptadores, 5.673 estelionatários e 2.566 presos por extorsão mediante sequestro. Os demais foram presos por extorsões  e apropriações indébitas.

O tipo criminal individual mais comum nas cadeias, contudo, é o condenado por tráfico de entorpecentes. São 78.735 homens e 12.312 mulheres, que somam 22% da população carcerária nacional.crimes.contra.a.pessoa

Os crimes contra a pessoa são menos praticados, mas os índices não são baixos. O latrocínio, tipo que combina roubo com violência contra a vítima (lesão grave ou morte), foi praticado por 13.609 presos. Mas, quando se fala em homicídio, crime praticado diretamente contra a pessoa, os números sobem bastante, chegam a 12% do total. A maior parte é de homicídio qualificado, crime praticado por 28.236 presos, enquanto que 20.972 praticaram homicídio simples. Dos homicidas, só 3% são mulheres.

Os crimes contra os costumes, como estupro, atentado violento ao pudor e corrupção de menores, também levam muita gente para a cadeia no Brasil. Atualmente, 17.787 cumprem pena por esse tipo de crime.

lei.maria.da.penha A Lei Maria da Penha mantém 2.474 presos, que foram condenados por violência contra a mulher. Os crimes previstos no Estatuto do Desarmamento, como porte, posse, disparo e tráfico de armas, somam 23.208 condenados. O relatório aponta ainda outros tipos de presos por crimes como contra a paz pública (6.924), contra a fé pública (3.773), administração pública (1.366), entre outros praticados eventualmente.

A quantidade de presos por tempo total das penas reflete a distribuição dos tipos de crimes praticados. Para esse item, foram considerados os presos com sentença transitada em julgado, excluindo-se os 152.612 presos provisórios, além dos internados   por  medida  de  segurança  e  os  provenientes  da  Polícia/Justiça Federal (9.224).

No universo considerado de 250.399 presos, o maior grupo cumpre pena entre 4 e 8 anos de prisão, um total de 72.113 condenados. O grupo que cumpre pena de até 4 anos é bem menor, 53.479 presos, abaixo até do que o número de presos que cumpre pena entre 8 e 15 anos, que chega a 54.929.

Penas maiores não são tão poucas como se imaginam, 26.299 estão condenados a penas de 15 a 20 anos, 20.766 a penas entre 20 e 30 anos, e 19.723 foram sentenciados entre 30 e 50 anos de prisão. No Brasil não há penas perpétuas, mas 508 pessoas estão condenadas a mais de 100 anos de prisão, além de 2.592 que cumprem penas que somam entre 50 e 100 anos.

relatorio.depen O relatório do Depen revela ainda a distribuição dos condenados por grau de instrução, considerando o universo de 417.112 presos nas penitenciárias. A maioria apresenta um baixo grau de escolaridade, não chegando ao ensino médio. O maior grupo, com 178.562 presos, tem o ensino fundamental incompleto, enquanto 49.523 são apenas alfabetizados e 26.092 são analfabetos. Somados aos 67.384 presos com ensino fundamental completo, representam 77% dos encarcerados nas penitenciárias. Apenas 1.715 presos terminaram a faculdade, 60 têm cursos acima da graduação e 2.942 não concluíram o curso superior. Outros 15.475 não declararam escolaridade.

DINHEIRO MAL USADO, POUCO OU MUITO, CONTINUA MAL USADO

cesar.maia Peguei carona no press release do Ex-Blog do Cesar Maia desta quinta-feira, dia 8 de julho (agora apenas por e-mail), para destacar um jingle de Marina Silva com vistas à campanha presidencial. brahmeiro

Cesar Maia compara o jingle da candidata ao jingle da cervejaria  Brahma, cujo bordão “Eu sou brahmeiro”, rima com brasileiro. No caso de Marina, usa-se o termo “Sou Marineiro” para se obter a rima cívica. A comparação chega a ser desleal, pois a Brahma não regula mixaria quando faz propaganda, como sabemos. Mas, de qualquer forma, é uma referência e vamos mantê-la.

marina.silva Também é verdade que a ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula não tem o mesmo poder de fogo (financeiramente falando) que os dois principais concorrentes – Dilma Rousseff e José Serra - cujas campanhas devem ultrapassar a casa dos 150 milhões de reais cada uma, mas os marqueteiros de Marina poderiam fazer um trabalho melhor. O jingle tem letra sem sal e a música é qualquer nota, para usarmos uma expressão melodicamente adequada.

Levando-se em conta que a campanha está apenas começando, a candidata poderia aproveitar para reformular o jingle. Mesmo pouco dinheiro é muito quando mal usado. irritado

Como está, o jingle apenas irrita sem acrescentar mensagem alguma. E o objetivo de Marina Silva, até onde suponho, é seduzir o eleitor.

A seguir, você encontra os dois links que remetem aos jingles acima referidos. Faça a comparação:

1) MARINA SILVA: SOU MARINEIRO

2) CERVEJARIA BRAHMA: EU SOU BRAHMEIRO

7 de julho de 2010

O PRESIDENTE DA CBF PODERIA DAR O EXEMPLO

ricardo.teixeira

Ricardo Teixeira endoidou de vez. Dizendo-se magoado com Luiz Felipe Scolari, o dirigente da CBF quer encostar o treinador na parede pressionando-o para que assuma publicamente o desejo de ser técnico da seleção brasileira. A medida seria em represália ao fato de Felipão não retornar os chamados do cartola máximo do futebol brasileiro. felipao

Não sou estrategista e, muito menos, poderia ser apontado como exemplo quando o assunto são relações humanas e/ou profissionais, mas Teixeira fez a pior escolha ao intimidar o técnico pentacampeão mundial, em 2002.

Scolari declarou que pretende cumprir o contrato (a ser firmado) com o Palmeiras, até 2012, e depois, sim, poderá pensar em seleção. Temendo receber outro não pela cara, o presidente da CBF já teria se acertado com Leonardo, ex-lateral, atualmente no quadro de diretores do Milan, da Itália, para um período tampão. Vencido esse prazo, Scolari assumiria de vez o escrete canarinho, após livrar-se do compromisso com o verdão. Como se vê, futebol não se joga só no gramado. O jogo de cena, às vezes, é a única saída para aqueles que se acostumaram a impor seus pontos de vista e fim de papo. Ricardo Teixeira, que fala em renovação na seleção brasileira, poderia começar a dar o exemplo por ele próprio. Acho que já passou da hora de a bola rolar em paz.