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25 de agosto de 2010

MOBILIZAÇÃO CONJUNTA EM FAVOR DE ITHAMAR DABRIUS

Recebi, nesta quarta-feira, 25 de agosto, um telefonema do amigo Ithamar Dabrius.ithamar Ele foi uma das pessoas a me levar apoio espiritual, durante o meu grave problema de saúde, em meados de abril e maio, quando estive hospitalizado. Entre um papo e outro, colocando a conversa em dia, Ithamar me disse que concorre a uma cadeira na assembléia legislativa paulista, pelo PRB – Partido Republicano Brasileiro. A legenda se alinha entre os partidos nanicos e tem como filiado o vice-presidente da república, o mineiro José Alencar. Ninguém ignora, também, que, por trás da sigla aparece o todo-poderoso Edir Macedo, líder da IURD – Igreja Universal do Reino de Deus, cujo interesse, neste caso, é o de fortalecimento do poder político que já ocupa no cenário nacional, para facilitar a expansão da igreja que dirige e, naturalmente, dos negócios que prosperam alavancados pela força da fé. Quando se fala em nomes conhecidos que têm a ver com o partido, a lista de celebridades não vai além dos dois que mencionamos. Talvez, num estado e noutro, pelo Brasil, algum nome popular desponte entre os políticos da sigla, mas fica circunscrito à região em que atua.

Ithamar Dabrius filiou-se ao PRB devido ao envolvimento que ele tem com a gestão de ONGs, onde atua como consultor voluntário pelo instituto GESC-USP e principalmente com os movimentos de moradores explorados em bairros residenciais, abertos e públicos, em cuja área se instalam administradoras imobiliárias que impõem a cobrança de taxas ilegais por serviços inexistentes, como se administrassem um condomínio. Uma prática abusiva e inconstitucional que, mesmo assim, prolifera por todo o país. Os moradores que não se submetem à chantagem, são processados na Justiça. Eu mesmo, como você já deve saber, sou uma dessas vítimas. Integrado na luta em defesa dos direitos do cidadão, Ithamar atuou na AVILESP – Associação das Vítimas de Loteamentos do Estado de São Paulo, a convite de seu fundador, o saudoso amigo Dr. Nicodemo Sposatto.

Residente no município de Cotia, Grande São Paulo, Ithamar se lança nessa empreitada para ocupar uma cadeira na assembléia legislativa, como representante do povo paullista.

Feita a apresentação, vamos aos fatos. O primeiro deles é que um partido nanico, pela própria dimensão, é incapaz de projetar um candidato, divulgando eficientemente o perfil do postulante ao cargo público, assim como a plataforma política que ele defende.

horario.eleitoral

No horário da propaganda eleitoral, o tempo disponível (insuficiente para tantos concorrentes) é reservado a candidatos à reeleição ou políticos que já exercem mandatos municipais e almejam ascender na vida pública. Uma estratégia de sobrevivência que penaliza muito mais àqueles que não tem, ainda, a necessária projeção para concorrer a cargos eletivos, mas são dotados de capacidade para ocupá-los. É o caso de Ithamar Dabrius. Publicitário, empresário e consultor em marketing social, ele acredita na força do planejamento, na força do trabalho e na força da mobilização conjunta. Pois é amparado pela força da mobilização conjunta que empresto o meu apoio a Ithamar Dabrius. Sugiro aos amigos que ainda não se decidiram por um candidato a deputado estadual, uma ótima opção na hora de votar. Num momento em que aquele palhaço (no sentido verdadeiro e honesto da palavra) pede o seu voto aberta e cinicamente, justificando, com a perspicácia do humor,  que “pior do que está não fica”, eu me pergunto: “por que oficializar o besteirol e a situação caótica do político brasileiro, se posso fazer uma boa escolha e não ficar tiririca, depois, por ajudar a eleger um mau representante para defender as causas mais justas do povo?” - Pense nisso!

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Desejo boa sorte a Ithamar Dabrius. E que o resultado das urnas contemple os esforços que ele tem feito, na luta por Justiça para os oprimidos. Para saber mais sobre Ithamar, clique nestes links:

http://ithamardabrius.wordpress.com/

http://www.dabrius.com.br/

19 de agosto de 2010

CONTROLE DE PRESOS POR GPS

A um custo de R$ 41 milhões de reais em 30 meses, o governo de São Paulo pretende monitorar até 4.800 presos do regime semiaberto por meio de tornozeleiras eletrônicas. tornozeleira

Atualmente, cerca de 3 mil presidiários deixam as penitenciárias do nosso Estado, todos os dias, para trabalhar fora e à noite voltam para dormir nas cadeias.

Só nas cinco saídas anuais de presos, para a visita a parentes, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) deseja manter sob controle eletrônico dos equipamentos o número máximo de presos previsto, de 4,8 mil.

No dia 16 de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que permite o monitoramento eletrônico, via GPS, dos detentos que estão nos regimes semiaberto e aberto.

Em São Paulo, por ano, cerca de 5 mil presos não voltam para as cadeias e se tornam foragidos. Pior que isso: reincidem nos delitos, ou seja, voltam a praticar crimes. E, muitas vezes, piores daqueles pelos quais pagavam suas penas.

indulto

Existem também os que aproveitam as saídas diárias para roubar, violentar, matar e usam como álibi que estavam trabalhando. Tudo isso porque o Estado não tem controle e mal fiscaliza onde deveriam estar trabalhando como aposta na sua ressocialização.

Com a tornozeleira eletrônica será possível verificar os caminhos percorridos pelo preso enquanto estava fora da cadeia. É óbvio que isso  só  será  feito em havendo suspeita sobre determinado detento, pois o sistema funciona como um localizador que se instala em carros, geralmente a pedido ou até mesmo pago pelas companhias de seguro.

Caso o presidiário se livre do equipamento, removendo-o com destreza ou violência, rompe-se o lacre e o alarme dispara na central da empresa contratada para vigiá-lo. No caso, a empresa aciona imediatamente a Polícia Militar, fornecendo a última localização do equipamento, para que se inicie uma busca ao então “foragido”.

Capturado, o preso que se soltou da tornozeleira perde imediatamente o direito de cumprir a pena no regime semiaberto, sendo mandado de volta à penitenciária para cumprir o restante da condenação em regime fechado. A empresa de monitoramento nunca saberá quem é o preso, pois o equipamento será codificado por números, e só o Departamento de Inteligência da SAP saberá o nome do condenado correspondente à tornozeleira ou pulseira rompida.

Na verdade, desde 2008 os equipamentos – pulseiras e tornozeleiras – foi testado em 30 presos voluntários de três diferentes regiões de São Paulo. Nessa fase de testes, foram analisadas as tecnologias de firmas que fazem o monitoramento de carros e caminhões de cargas, além de firmas experientes na Argentina e nos Estados Unidos.

Nessa fase de testes, alguns problemas foram detectados pelos interrogacaotécnicos da SAP, como o fato de um dos equipamentos registrar a hora de um fuso dos Estados Unidos e não de Brasília. E houve também o caso de uma pulseira reprovada porque ao ser aberta propositadamente, o alarme não tocou na central de controle.  

Que a população não se engane e nem pense que esse monitoramento de presos através de GPS será a panacéia que resolverá parte dos nossos problemas de segurança pública e muito menos de violência criminal.

O simples uso da pulseira ou tornozeleira eletrônica não evitará, por exemplo, se o preso quiser assaltar, violentar ou matar alguém fora da cadeia.

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Tanto a pulseira como a tornozeleira deverão ficar sutilmente escondidas debaixo das roupas do preso controlado, a fim de não expô-lo a vexame ou constrangimento. Se tiver que fazer algo errado, presume-se que ele não arregaçará as calças e nem usará camisas de mangas curtas.

Só se ele for suspeito de prática de um delito é que haverá uma pesquisa junto à central de monitoramento para se saber aonde ele teria estado no dia e hora do crime. E tudo isso, num tribunal, será alvo de contestação por parte de advogados de defesa.

Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. Visite o site www.afanasio.com.br

Leia as colunas anteriores de Afanasio Jazadji

18 de agosto de 2010

BOA. OS PROFISSIONAIS DO RÁDIO MERECEM APOIO E CRÉDITO

No próximo dia 30, São Paulo vai sediar mais um evento que merece ser comemorado. Trata-se do B.A.R. sigla que identifica o movimento Bons Amigos do Rádio. O fac-símile do convite segue abaixo, e creio que o encontro festivo é aberto a todos os interessados, desde que confirmada a adesão. Os dados relativos ao processo estão no convite. A iniciativa é realizada pela segunda ou terceira vez, salvo meu engano, e dá bons frutos, como a revista Rádio e Negócios, a ser lançada durante a noite de homenagens a profissionais do meio. Os cumprimentos do blog ao professor Heródoto Barbeiro – que se revelou na função radiojornalística; à Roxane Ré – que continua a ser premiada, merecidamente, apesar de ser mantida fora do grande veículo, incompreensivelmente; e, em especial, a dois ex-companheiros de labuta: José Nello Marques, sua Excelência Embaixador de Garça, outro grande profissional ausente do rádio e Salomão Ésper Salomão – decano de tódos nós. Ressalte-se que utilizo o termo não para evidenciar a longevidade e a lucidez raras e louvadas do filho mais célebre de Santa Rita do Passa Quatro, mas para destacar o mais brilhante entre os seus iguais. Meninos e menina, vocês são o show. Aproveitem para brilhar.

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17 de agosto de 2010

COM A CARA, A CORAGEM E “OTRAS COSITAS MAS…”

Recebi, do amigo radialista e jornalista José Maria Scachetti, um e-mail com a relação de algumas pessoas famosas que concorrerão a um cargo eletivo, neste 3 de outubro. Há de tudo, para todos os fãs. Zé Maria, o “Conde, de Serra Negra”, indignado, chama a atenção para o quilate dos candidatos, pois uma grande parte não concluiu os estudos do nível fundamental. E, de quebra, o Zé destaca o maior atributo das mulheres Pêra e Melão para vencer na vida pública.

Ora, meu caro “Conde”, temos um presidente que prega aberta e orgulhosamente que o ensino não é fundamental. E que o fato de ter estudado ou não é mínimo, que, aliás, ele também não tem.

E, convenhamos, o atributo das candidatas que você menciona não é, de todo, incomum. Pelo contrário, abunda por aí. Quantas, munidas apenas da cara (em alguns casos, verdadeiro rascunho do mapa do inferno) e a coragem vão “metendo os peitos” por aí?  E um adendo, bem a tempo: ao informar o grau de instrução, a Mulher Pêra declarou que “lê e escreve”. Demais, não?

Um sério atentado à população é representado pelo candidato Vampeta. A julgar pelas fotos da “capacidade” do baiano, amplamente divulgadas por uma revista de circulação nacional, imagine o que o ex-atleta vai fazer com o incauto eleitor. Sim, Zé, o verbo que define o ato pertence à segunda conjugação, cujo infinitivo termina em “er”. Pensando bem, nada diferente do que muitos políticos, hoje, já fazem, não é mesmo?

Vamos à lista de alguns candidatos pitorescos, célebres ou famosos:

No Esporte:

Acelino Popó Freitas (PRB-BA)- O boxeador concorre a deputado estadual
Maguila (PTN-SP)- Ex-boxeador, quer ser deputado federal
Marcelinho Carioca (PSB-SP)- Ex-jogador, concorre a deputado federal
Romário (PSB-RJ)- Ex-jogador, busca uma vaga na Câmara Federal
Vampeta (PTB-SP) - Ex-jogador, concorre a deputado federal
Fabiano (PMDB-RS) - Ex-atacante do Inter, é candidato a deputado estadual
Danrlei (PTB-RS) - Ex-goleiro do Grêmio, concorre a deputado federal

Na Música:

Gaúcho da Fronteira (PTB-RS) - Músico concorre a deputado estadual
Kiko (DEM-SP) - Membro do grupo KLB, concorre a deputado federal
Leandro (DEM-SP) - Integrante do KLB, concorre a deputado estadual
Faltou o Bruno... aí poderiam até lançar um novo partido chamado KLB. O que mais tem nesse país é gente safada e partido político!!!
Netinho (PCdoB-SP) - Cantor do grupo Negritude, concorre a senador   (Aquele que bateu na mulher, lembram?)
Reginaldo Rossi (PDT-PE) - Cantor, concorre a deputado estadual
Renner (PP-GO) - Integrante da dupla Rick&Renner, concorre ao Senado
Sérgio Reis (PR-MG) - Cantor e ator, concorre a deputado federal
Tati Quebra-Barraco (PTC-RJ) - Funkeira, concorre a deputada federal

Na Televisão:

Ronaldo Esper (PTC-SP) - O estilista quer ser deputado federal
Pedro Manso (PRB-RJ) - Humorista, disputa na vaga na Assembleia Legislativa
Dedé Santana (PSC-PR) - Humorista, quer ser deputado estadual
Tiririca (PR-SP) - Humorista, disputa uma vaga na Câmara Federal
Batoré (PP-SP) - Humorista, quer uma vaga na Câmara Federal

No Pomar:

Mulher Melão (PHS-RJ) - Cristina Célia Antunes Batista concorre a deputada federal
Mulher Pera (PTN-SP) - Suellen Aline Mendes Silva quer ser deputada federal

Depende só do eleitor.

14 de agosto de 2010

O ESTATUTO DO TORCEDOR PRECISA SAIR DO PAPEL

O Estatuto do Torcedor, como se conhece a Lei 10671/03, sancionada pelo Presidente Lula em 15 de maio de 2003, é resultado de uma fase difícil e conturbada do futebol brasileiro. A criação do Estatuto do Torcedor, na época, teve por objetivo a proteção do interesse do torcedor, no papel de consumidor do produto oferecido pelo esporte e, com isto, obrigava assim as instituições responsáveis estruturarem o esporte no país com organização e transparência. Mas, lamentavelmente, ainda que a Lei fosse, no papel, muito boa, pouco se exigiu e se aplicou, quer dos que dirigem o esporte, quer das entidades protetoras dos direitos do consumidor e até mesmo pelo próprio torcedor, com raríssimas exceções. A sua eficácia acabou virando o velho chavão das Leis brasileiras: “Lei, ora a Lei!”.

Mas, nem tudo está perdido, como imaginávamos que estivesse. No dia 27 de julho o Presidente Lula, com a presença do Ministro do Esporte, Orlando Silva, em grande pompa no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, sancionou a Lei 12.299 que modifica parte do texto do Estatuto do Torcedor. Eu não vou entrar em detalhes das modificações introduzidas, com um todo, porque o texto é longo e cansativo. Ainda que eu entenda que todo cidadão que freqüenta praças esportivas deveria ler para estar ciente dos seus direitos e obrigações. Porém, sei que tem muita gente que não lê nem o ingresso para saber se é falso ou verdadeiro. Gosta de ser enganado! Mas como eu estava dizendo, a partir da sanção, a venda ilegal de ingressos (ingressos falsos, cambistas), briga entre as torcidas, vandalismo em locais públicos e privados, serão considerados crimes. As penas variam de multa até prisão de um a dois anos.

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O que mais me chamou a atenção, já foi assunto abordado em comentário anterior, mas é importante repetir: todos os associados das torcidas organizadas legalmente constituídas, inclusive seus diretores, deverão ter um cadastro que ficará na sede das entidades a disposição de autoridades. Além do que,  estas entidades também passarão a responder civilmente pelos danos causados a estádios por qualquer um de seus associados. Essa responsabilidade não se limita ao estádio, pois se estende por um trajeto de cinco quilômetros do local onde o jogo está ocorrendo – entenda jogo de futebol, basquete, vôlei, bolinha de gude, etc. A torcida que praticar atos de violência ou vandalismo também pode ser impedida de freqüentar o local do jogo pelo prazo de até três anos ou, como pena alternativa, realizar um trabalho social para a comunidade. O detalhe é que o nome do torcedor impedido de freqüentar o local do jogo terá o seu nome, complementado pelos dados de documentos de identificação, exposto de maneira clara e legível em todos os locais de acesso, para que todos possam ler e as autoridades os identificarem.

Outra alteração importante é que os estádios com capacidade mínima de até 10 mil torcedores (a Lei anterior fixava em 20 mil torcedores) deverão manter uma central técnica de informações e os eventos esportivos deverão ter infra-estrutura suficiente para dar viabilidade de monitoramento por imagem do público e das catracas.

A Lei também prevê punição aos juízes que manipularem resultados dos jogos. Hummmm!!

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A figura do Ouvidor da Competição ganha, com isto, mais força e responsabilidade. Até porque é ele quem passa a receber as sugestões e reclamações dos torcedores e penalizar dirigentes e entidades esportivas que não cumprirem as normas estabelecidas. A presença dos Ouvidores, desde a Lei anterior, sempre foi obrigatória nos locais de jogos, onde devem ter seus nomes e as formas de contato amplamente divulgados. Entretanto, em muitos eventos, eles nem sequer compareciam. Agora, não terão escapatória.

Estive acompanhando uma entrevista de um promotor e, quando questionado pelo repórter se a Lei do Estatuto do Torcedor corre o risco de ser esquecida, como ocorre com a Lei Seca, ele foi enfático em dizer que “esta Lei é muito boa. As punições são rígidas, o mecanismo que estamos disponibilizando para combater os excessos é legal, eficiente, e, com certeza, essa lei não será esquecida facilmente. Ela já começou a 300 quilômetros por hora e vai ganhar muito mais velocidade na sua aplicação, estamos no começo”. Eu entendo que esta é uma manifestação embalada pela empolgação inicial, mas se não houver um empenho dos Estados em dar condições necessárias para que a Lei seja aplicada, tudo irá por água abaixo; será apenas mais uma Lei - ora, a Lei! Há a necessidade de se criar uma delegacia especializada; de um trabalho de inteligência; de dirigentes responsáveis; de pessoas empenhadas em acabar com a violência e com os desmandos no esporte.

Acima de tudo é preciso que haja uma policia melhor preparada; principalmente com amplo conhecimento desta Lei, porque o que vi depois da Lei, ao redor da Vila Belmiro, de cambistas trabalhando com a maior tranqüilidade e ninguém ser preso, foi uma vergonha (como diz o Tio Boris). Tive a impressão de que a policia não conhecia nem uma vírgula da nova Lei. Até porque, se conhecia, aqueles cambistas deveriam ser presos, julgados e condenados a cumprir penas de 1 a 2 anos podendo, com agravante, chegar até a 6 anos de prisão.

O Ministro do Esporte Orlando Silva foi muito feliz em um de seus pronunciamentos sobre o Estatuto do Torcedor, quando disse que é preciso capacitar a policia para atuar nos estádios. Que a policia tem que passar a utilizar armas não letais, ter policiais mais preparados para lidar com a multidão. Não, necessariamente, que sejam enviados  grandes batalhões para os estádios, mas é preciso que esses batalhões disponham de pessoas treinadas para trabalhar com multidões, já que esta não é uma questão simples de resolver, tem que estar bem preparado.

A Lei é muito boa, abrangente, moderna, tem até prisão para dirigentes e cartolas (alguns já devem estar preocupados). Temos que acreditar na Lei e torcer por sua aplicação. Que realmente ela vingue e, principalmente, que todos tomem conhecimento, através dela, de seus direitos e obrigações. Só assim poderemos levar nossas famílias aos estádios para assistir, torcer e aprender a gostar de esportes. Não importa que seja um jogo de “fubeca”, o importante é que respeitemos e sejamos respeitados. A Lei precisa que cada um cumpra com os seus deveres, para que todos possam exigir a garantia de seus direitos.

11 de agosto de 2010

MORTES NO TRÂNSITO AUMENTAM

Os acidentes de trânsito, em 2007 e 2008, com média de 20 vítimas por dia, foram a principal causa de morte não natural entre a população paulista. Os dados são da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e indicam que nesses dois anos, 14.841 pessoas morreram em desastres automobilísticos.

Nesse período de dois anos, ocorreram 9.203 homicídios dolosos (quando há intenção de matar), uma média de 12 por dia, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

De acordo com o Seade, os acidentes de trânsito ocupam, atualmente, o posto que foi dos homicídios por mais de duas décadas. O estudo aponta que, nos últimos 20 anos, acidentes de trânsito mataram cerca de 150 mil pessoas, o equivalente à população de São Caetano do Sul, na região do Grande ABCD paulista.

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A Lei Seca por sua vez, em vigor desde 2008, ainda não reduziu as mortes em desastres como era de se esperar, e o Seade aguarda dados mais recentes para avaliar seu impacto.

Muitos motoristas que provocam mortes sob a influência do álcool, desgraçadamente, ainda ficam livres. Em 2009, o produtor de eventos Fábio Pereira Melgar, de 29 anos, passou só dez horas preso após atropelar, matar e não prestar socorro a um deficiente auditivo na Zona leste da Capital. Após pagar fiança de R$ 1.200, Melgar saiu pela porta da frente da Delegacia para responder ao homicídio culposo   (matou  sem  querer),  não   socorreu,  estava   bêbado   ao   volante   e  ainda desacatou o policial na hora da prisão.

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Em julho de 2008, um caminhão era conduzido na contramão de uma rodovia na região de Campinas e bateu de frente em dois carros, matando uma pessoa. O bafômetro constatou a embriaguez do motorista. Indiciado por homicídio culposo, lesão corporal culposa e embriaguez, ele passou três dias preso e conseguiu alvará de soltura para responder ao processo em liberdade e ainda dirigindo.

Em 2007, o promotor de Justiça Wagner Juarez Grossi atropelou e matou três pessoas de uma mesma família em Araraquara. Grossi, que responde por triplo homicídio culposo, não ficou uma hora preso e ainda foi promovido para a Capital, onde atualmente trabalha no Fórum Regional do Tatuapé. (Clique na foto)

Após o acidente, ele não quis se submeter ao exame de dosagem alcoólica. “Não há testemunhas que digam que ele estava embriagado. O médico constatou que ele estava sob influência de álcool, mas disse que ele não apresentava perigo”, disse o advogado do promotor, Eduardo Pizarro Carnelós.

A tipificação do crime para motoristas que matam ou ferem pessoas no trânsito varia em cada caso. O delegado responsável pelo registro é quem faz a opção entre o crime culposo (sem querer), previsto no Código Penal, ou doloso (quando há intenção de matar ou ferir), ou ainda do dolo eventual, quando o motorista assumiu o risco de matar alguém ao dirigir perigosamente, am alta velocidade ou embriagado.

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Os crimes  culposos  possibilitam  o  pagamento  de  fiança  e  o  indiciado pode responder em liberdade. Já nos crimes dolosos, não há arbitramento de fiança. Quando os inquéritos são remetidos à justiça, esse enquadramento policial, ou tipificação criminal pode ser alterada pelo promotor de Justiça.

No homicídio doloso, a pena varia de 6 a 20 anos de reclusão. Quando ele é qualificado, por motivo fútil, por exemplo (que pode ser por embriaguez ao volante, entre outros), a pena vai de 12 a 30 anos de cadeia.

No homicídio culposo, a pena varia entre 2 a 4 anos de detenção e, na lesão corporal, de 6 meses a dois anos. Nos dois casos a pena pode aumentar em até a metade se houver agravante. Na embriaguez ao volante, a detenção é de 6 meses a 3 anos. Havendo morte ou não, poucos vão para a cadeia, ficando a condenação muito mais restrita ao pagamento de algumas cestas básicas. Esse, o preço de algumas vidas.

Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. Visite o site www.afanasio.com.br

2 de agosto de 2010

DIN DIN: O MILAGROSO PODER DA MOEDA

De quando em quando a gente toma conhecimento de notícias envolvendo o comportamento de alguns líderes espirituais-religiosos. Tenho manifestado, de público, minha posição relativa ao assunto, fato que me torna alvo, inclusive, de críticas ácidas e hostis. Talvez sejam produtos do fanatismo extremado, estágio ao qual os adeptos são conduzidos, propositadamente, por alguns manipuladores de ovelhas. Fiéis seguidores de determinadas igrejas, acusam-me de parcialidade. Sim, dizem eles, enquanto me preocupo em atingir a comunidade avangélica, faço de conta que nada acontece nos horizontes da igreja católica. O equívoco é nítido, porém intencional, com o objetivo de confundir o leitor. Não tenho nada contra o papel da Igreja, enquanto instituição que atende a necessidades e interesses sociais coletivos, sob qualquer denominação.

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O Adnews comenta o “convite” que um dono de igreja faz aos fiéis, convocando-os a adquirir um carnê para pagamento mensal a fim de que o programa de televisão permaneça no ar. Programa, diga-se a bem da verdade, que mais parece um show dantesco, preparado para “sensibilizar” os descrentes. São inesgotáveis curas e feitos milagrosos, a granel. Nem a Bílbia é tão pródiga em relatos dessa natureza.

A impressão que se tem, hoje, é que qualquer dono de igreja (e notem que não utilizo a inicial maiúscula, porque não falo da instituição religiosa, mas do negócio mercantil e comercial em que a exploração da fé se transformou) se julga possuidor de poderes para produzir milagres inesgotáveis. Às custas de muito dinheiro, é claro, empregado não para expandir o território da fé, mas para construir impérios de poder social-político-econômico-financeiro.

Nem vou me dar ao trabalho de explicitar o esquema, por demais conhecido de todos. Menos, ao que parece, dos que mais deveriam se interessar pela destinação dos recursos: os fiéis dizimistas.

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Balançar carnês e ameaçar com o fim da “atração” caso não se obtenha a renda necessária, é traço comum de todos os pregadores que, há muito, deixaram de lado os princípios religiosos e comportam-se, única e exclusivamente, como agentes arrecadores de recursos financeiros. 

Jesus Cristo não precisou de nada além da força da palavra para converter homens em cristãos. E deixou que o poder de que se revestia ultrapassasse fronteiras e se expandisse pelo mundo, através do exemplo.

Que pregadores são, os atuais, que, sem o amparo midiático sentem-se nus? Usar a mídia e a tecnologia, qualquer uma, para expandir a crença é natural e até desejável; a adoção do dízimo, mencionado pela Bíblia, é um gesto de abnegação e entrega, mas fazer do exercício da fé uma atividade lucrativa sob qualquer circunstância é inadmissível. Isso vale para igrejas católicas, evangélicas e todas as outras que priorizam o recolhimento de ofertas dos fiéis. É constrangedora a imagem de shoppings e templos monumentais construídos para materializar a fé. Em dinheiro, naturalmente. Dinheiro que dá vida boa, com luxo e regalias aos responsáveis pelas igrejas. Enquanto isso, a população, de onde vêm os fiéis, passa por grandes necessidades e privações. Ver o crescimento de redes de comunicação, ou seja, rádio, televisão, gravadoras, editoras, jornais, revistas, sem limite, com o  propósito escancarado de exercer influência e fazer fortuna, é absurdo.

Sei que o povo está descrente. O homem não acredita mais no próprio homem, diante de tantos maus exemplos em todos os setores da vida, o que inclui a religião. Este é o cenário ideal para o surgimento de oportunistas de grosso calibre oferecendo a “cura” de todos os males, além da promessa de redenção, glória e vida eterna. Qualquer um, mesmo sem o devido preparo, se declara ungido pelo Espírito Santo e pronto para fazer milagres. Do fim do “olho gordo” ao “desencapetamento”. Livrai-nos, Senhor.

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E ai daqueles que denunciarem  o trambique. Serão acusados de cercear o direito ao culto religioso e a profissão de fé. Esse é um dos temores do homem público, sem considerarmos que grandes rebanhos representam votação expressiva nas eleições.

Desesperadas, ansiosas por lideranças capazes de restituir, minimamente, a crença na própria espécie humana, as pessoas acabam sucumbindo aos apelos de lobos em pele de cordeiro. Tenho certeza de que a eles você não entregaria a sua alma. Então, porque entregar o seu dinheiro?

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O TERRENO FECUNDO DA FÉ, AO ABRIGO DA LEI

NÃO BASTA DIVIDIR O CÉU, É PRECISO LOTEAR O ÉTER

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