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28 de fevereiro de 2011

FUSÃO ENTRE EMISSORAS MOSTRA QUE O JEITINHO BRASILEIRO NÃO TEM LIMITES

O leitor deste blog já se habituou a ler artigos sobre rádio e televisão. Desde o lançamento do FG-News, tenho procurado diversificar os temas abordados para oferecer um conteúdo mais amplo e saboroso aos visitantes do nosso endereço virtual.

Assim, o blog conta com a colaboração de Orlando Rosinhole Soares, que escreve sobre numerologia; Afanasio Jazadji, especialista em segurança pública e combate à criminalidade; Nelson Lenham (atualmente licenciado) e Rodney Brocanelli, que escrevem sobre esporte; Cleber de Oliveira Santos, expert em seguro, notadamente o automotivo e Iramar Greco, única mulher do grupo, encarregada de suavizar a imagem do blog, trazendo assuntos do dia a dia, sob o ponto de vista feminino.

Eu atualizo as manchetes diárias da imprensa, no box PORTAIS E JORNAIS, primeira seção à direita do blog e, ocasionalmente, comento alguma informação. De certa forma, o FG-News não fica só com a “minha cara” e ganha na diversidade de enfoques.

Todavia, o rádio e a televisão, por uma questão de origem profissional, continuam sendo meus assuntos ocasionais, mas prefiro discorrer sobre o veículo em si e não sobre programas e seus titulares. Para tanto há gente muito mais credenciada do que eu e que faz esse trabalho há tempos. Aliás, essa é uma diferença que, para alguns colegas, não está clara. E, sem nenhuma razão, ficam irritados achando que estou “furando” um mercado deles. Gente que nasceu ontem, se acha no direito de reservar mercado. Pode uma coisa dessas?

Neste blog o comentário sobre rádio e tevê gira em torno de nomes somente quando a relevância do personagem é determinante para a abordagem. Como exemplo, a ida de Heródoto Barbeiro para a Record News. Mesmo assim, neste caso, não joguei o foco de luz apenas sobre o jornalista, mas procurei mostrar os benefícios coletivos da transferência. Para o profissional, para o veículo, para o mercado e para o telespectador.

Hoje, ao invés de escrever, recomendo um artigo de Marcos Ribeiro, publicado no blog Rádio Base. Intitulado  “Eldorado adere à reengenharia de canais e sai do ar” é uma análise do atual mercado radiofônico. Os empresários do setor descobriram uma alternativa lucrativa ao modelo digital, caro e - dizem especialistas – já obsoleto, no caso brasileiro.

Distante do formato que a digitalização possibilitaria, a unificação de frequências com programação única é, na verdade, um truque para jogar debaixo do tapete a questão do rádio digital e deixar o assunto relegado ao esquecimento. 

Marcos Ribeiro puxa algumas pontas soltas que o modelo deixa à vista. Em adendo às observações de Ribeiro revelo outras pontas, já visíveis há algum tempo, mas que vêm ficando disfarçadas no emaranhado do confuso processo de digitalização do setor.

radio_base_page O editor do Rádio Base se espanta com a concentração de tarefas a que são obrigados os profissionais, sem a justa e correspondente remuneração adicional. A colocação está correta quanto ao acúmulo de funções, mas isso  não é novidade, vem acontecendo há anos.

Os DJs das FMs foram os precursores. Depois, vieram “os profissionais de voz comum, igual à do ouvinte, que passam mais naturalidade e transmitem empatia”. Eu poderia acrescentar uma montanha de bobagens iguais, mas seria perda de tempo.

No princípio, em nome da conquista de postos de trabalho, a mão de obra mal preparada, recém-chegada ao mercado, simplesmente fez de conta que não viu o perigo. Aceitou substituir aos profissionais que trabalhavam sob o modelo tradicional de rádio. Por esse modelo, redator é redator, editor é editor, repórter é repórter, operador de áudio é operador de áudio, locutor é locutor, apresentador é apresentador e assim por diante. Batido pelos anos, o tal ditado que apregoa “cada macaco em seu galho” foi banalizado.

bandnews

A massa trabalhadora, no afã de se lançar na profissão, aceitou as novas regras impostas pelo empregador, sem questioná-las. Um único empregado passou a fazer tudo o que foi descrito linhas acima. Se quiser, se não, há quem queira. “Sabe? – dizem os empregadores, “hoje o profissional tem que ser flexível, proativo, antenado e multiplataforma. Tem que atuar com desenvoltura no rádio, na TV e na Internet. Precisa mostrar versatilidade, comprometimento, amor à camisa e nenhum ranço de mesmice.”

Sendo práticos, o que isso quer dizer? Que o novo trabalhador em rádio e televisão deve se preparar: vai ter que acumular ainda mais funções, se quiser permanecer no meio. E a “metodologia” encontrou em certos diretores medíocres o terreno ideal para se plantar a ideia. Sob o disfarce do “perfil temperamental”, muitos chefetes de ocasião simplesmente aterrorizam seus subordinados.

O espanto de Marcos Ribeiro é genuíno e justificável, porém tardio. A mudança da Eldorado, com a fusão que vai ocorrer em parceria com o canal de esportes ESPN, foi o estopim para o alerta de Ribeiro. Ele se pergunta ou questiona em nome da categoria de jornalistas e radialistas: “Aonde irão os atuais profissionais das emissoras que vão passar pelo processo de fusão?”

Essa era a mesma pergunta, de pelo menos, vinte anos atrás, com a criação das redes. A indagação, inclusive, era mais ampla, pois abrangia o destino da mão de obra nos locais atingidos pelas redes. Uma verdadeira rasteira no profissional do meio.

 Por outro lado, nasceu a figura do anunciante nacional no rádio, pagando o preço justo da nacionalização.  Afinal, o dono do negócio não é bobo. Sabe o quanto custa e o quanto vale. No entanto, o mesmo não ocorreu com o trabalhador do meio. Ele continuou recebendo um único salário para fazer tudo sozinho. Em rede nacional. (O ranking abaixo é meramente ilustrativo)

bandnews

Curiosamente, não surgiu, ainda, uma resposta para a pergunta que ficou para trás: “Aonde irão os atuais profissionais que trabalham nas emissoras que vão passar pelo processo de fusão?” Para complicar, a posição patronal, de fusões, esconde uma manobra insidiosa e de profundo mau caráter: a de levantar o questionamento da própria capacidade do trabalhador. De certa forma, hoje, aqueles que foram usados pelos patrões, mas aceitaram ingressar no mercado de trabalho por vias tortas, provam, agora, do próprio veneno.

Contratações como a de Heródoto Barbeiro, poderiam endossar a questão do empregador, lançando mais dúvida em torno do assunto, mas não se iludam. O resultado é consequência, apenas, de uma necessidade mercadológica, diretamente relacionada ao investimento financeiro.

A Record News gastou muito dinheiro na montagem da emissora e se esqueceu de um detalhe que ela mesma ajudou a consolidar quando também encampou a ideia do profissional multitarefas. Convenhamos: cobrar o escanteio e correr para a grande área na tentativa de fazer o gol, de cabeça, é tão ridículo quanto impossível e cansativo. E leva o público a desacreditar de quem, infantilmente, tenta mostrar o contrário. Percebe, agora, a importância de Heródoto no contexto?

 Voltando ao ponto, para finalizar, se eu fosse governo, chamaria às falas os empresários do setor. As fusões de prefixos que estamos vendo no rádio são uma manobra ardilosa que, enquanto durar, não dá a mínima chance à implantação do rádio multibandas, uma das grandes vantagens do sistema digital. E que, de fato, absorveriam a mão de obra excedente que, por ora, inflaciona o mercado profissional e avilta salários. Rádio digital para quê? A fusão entre emissoras é muito mais lucrativa. E todos saem satisfeitos da história. Menos o trabalhador. O “jeitinho brasileiro” não tem limites.

Para ler o artigo do Rádio Base, clique sobre o título, em azul: Eldorado adere à reengenharia de canais e sai do ar.

26 de fevereiro de 2011

OSCAR ROBERTO GODOI RECEBE ALTA COM BALA NO PESCOÇO

Este blog registra, com muito prazer, que o ex-árbitro de futebol e atual comentarista esportivo Oscar Roberto Godoi teve alta hospitalar neste sábado, 26. Como se recorda, na noite de 16 de fevereiro, Godoi foi vítima de um provável assalto e acabou sendo baleado.

Pelas imagens de televisão notamos que Godoi está muito bem e já fala em voltar ao trabalho nesta segunda-feira. Milhares de pessoas torceram pelo pronto restabelecimento do comentarista e, como nós, estão felizes com o regresso dele às atividades profissionais.

Durante o período de internação, ouvimos por aí que o ex-árbitro, dono de temperamento forte, estaria cogitando encontrar o bandido que o baleou, para um ajuste de contas.

Bobagem, Godoi. Você é muito maior do que isso. Mais dia, menos dia você saberá que o elemento recebeu o quinhão que está reservado a ele, em razão das escolhas que fez. Está escrito e a vida jamais deixou de cobrar faturas pendentes. Saúde, Godoi. Seus amigos o esperam de braços abertos. Seja bem-vindo!

Veja a saída de Oscar Roberto Godoi do hospital.

25 de fevereiro de 2011

HERÓDOTO BARBEIRO NA RECORD NEWS: O BOEING, AFINAL, DEVE SAIR DO CHÃO

O rádio e a televisão ganham uma sacudidela, com a saída de Heródoto Barbeiro da Rádio CBN e da TV Cultura, de São Paulo, para trabalha na Record News, do bispo Edir Macedo. O site Bastidores do Rádio dá uma nota sobre o assunto. Clique aqui e veja.

Uma lição que o líder religioso deve ter na ponta da língua é que milagres acontecem, mas é preciso colaborar para que eles ocorram. Inaugurada em 2007 e após ter consumido uma boa soma em dinheiro, a Record News não passou, ainda, de promessa. Promessa, no entanto, colide com a realidade. E no caso do bispo, a colisão é, inclusive, teológica, embora não seja o que vamos abordar aqui.

Muito bem, a Record News, que teve a presença do presidente Lula na inauguração, em festa que não economizou pompa e circunstância, deixava antever que daria trabalho à concorrência.

Entenda-se, principalmente, Globo News, a emissora hard news dos Marinho. Talvez deslumbrados com a possibilidade de “apagar” o brilho da concorrente apenas pelo fato de investir dinheiro, e muito, em equipamentos de alta tecnologia, os executivos do grupo Record se esqueceram de um detalhe. Mero detalhe, é verdade, mas, no caso, fundamental: comprar um Boeing de última geração e decolar sem um plano de voo é colocar em risco a aeronave, a tripulação e os passageiros.

Na Record News, ao que parece, o espírito de aventura, preponderou e o “novo” passou a ser palavra de ordem. Seres humanos, embora envelheçam, não se tornam obsoletos. E quando digo isso, não estou, em absoluto, menosprezando alguns jovens talentos que se encontram, atualmente, na emissora jornalística do bispo Macedo. Talento é inato, vem com a pessoa desde o nascimento. A experiência de vida, porém, burila a capacidade, apara as arestas, contém os impulsos, conduz ao equilíbrio, apura o “faro” e produz, afinal, bom resultado.

Essa transformação, como sabemos, é o somatório de todos os fatores que acabamos de mencionar, entre alguns outros. No afã de ofuscar a emissora jornalística a cabo, propriedade da TV aberta líder do mercado, e entusiasmados ou deslumbrados, talvez, com o próprio umbigo os dirigentes da Record News não consideraram a experiência como fator primordial nessa hora tão importante quanto delicada, que é a “decolagem”.

A ida de Heródoto Barbeiro para os domínios do grupo Record é altamente benfazeja. Ganha a emissora, ganham os telespectadores e ganha, muito mais, o próprio Heródoto. Consagrado, não precisando provar mais nada à ninguém, o ex-professor de História que se tornou um bom jornalista, vinha, como diriam os cronistas esportivos, gastando o tempo, dominando a bola. E caindo pelas tabelas, diante da falta absoluta de novos desafios. Profissional nenhum, em tempo algum, pode ficar feliz por atingir tal estágio, qual seja, o da estagnação. Era esse o patamar de Heródoto Barbeiro, julgando-se pelo que nos era dado a ver. Acredito que nem ele mesmo pode negar.

Heródoto será, sem dúvida, um grande remédio para o paciente moribundo em que se transformou a Record News, cujos sinais vitais, ultimamente, não superavam o traço na medição de audiência. Mas é bom que se diga que Heródoto vai precisar de muita estrutura e propaganda nesta hora. A estrutura já está preparada. É preciso comunicar ao público a transferência de Heródoto Barbeiro para a Record. Que isto seja feito com muita segurança e tranquilidade, não medindo esforços, nem investimento, para chamar a atenção do telespectador. O resto, será consequência natural de um trabalho bem feito e profissional.

Não se pode dizer que Heródoto Barbeiro seja mais um rostinho bonito na telinha da televisão. Mas quem é que disse que a telinha é reduto, apenas, de rostinhos bonitos? Que a lição sirva, plenamente.

A bem da verdade, algumas mexidas na programação, passada a fase inaugural e de deslumbramento, vinham sinalizando que o problema da Record News já havia sido detectado há tempos. Mas o mal do açodamento inicial estava feito. O público não comprou a ideia.

Embora possa ser descontraída, sim, a atividade jornalístico-informativa é coisa séria e deve ser tratada como tal. Inventar fórmulas engraçadinhas, mas fúteis e vazias, na esperança de que o telespectador as aprove, é suicídio empresarial. Tanto mais quando a Globo não costuma dar colher de chá para o azar e responde à altura. Com muita competência.

 Parabéns, Record News, pela aquisição. Tracem a rota do voo, aqueçam as turbinas e preparem-se para decolar. Mesmo que, neste momento, o céu não seja o de brigadeiro. Afinal, quem tem uma boa máquina e um bom comandante já tem meio céu para conquistar. Figuradamente falando, é claro.

Senhores passageiros, apertem os cintos. O Boeing, afinal, deve sair do chão. Boa viagem a todos.

Imagens: http://www.herodoto.com.br  /  www.blogs.abril.com.brwww.douglasnascimento.com / www.mundotamer.com / www.bastidoresdoradio.com / www.rondonoticias.com.br

AS PERIGOSAS SAÍDAS TEMPORÁRIAS

No final de 2010, dos 23.639 presos do regime semiaberto que receberam da Justiça o benefício da saída temporária para as festas de Natal e de ano-novo, no Estado de São Paulo, 1.681 não retornaram aos presídios.

Muitos presos retornam fora do prazo estabelecido ou são capturados na prática de outros delitos. Quando isso acontece, voltam ao cumprimento de suas penas em regime fechado, com privação de liberdade, e ficam proibidos a novas regalias.

No fim de 2009, a taxa de presos que não retornaram das saídas temporárias foi de 8,51%, e na passagem de 2008 para 2009 foi superior a 9%, tendo chegado a 10% em alguns anos da década de 2000.

É bom que se diga que a saída temporária é um benefício previsto pela Lei de Execução Penal e sua concessão depende de autorização de um juiz, com base em parecer do Ministério Público e em relatório da Secretaria da Administração Penitenciária.

Pela lei, podem ser beneficiados os condenados que estão em regime semiaberto e que têm bom comportamento. É importante também que se esclareça: não é mais feito exame criminológico para se detectar quaisquer desvios ou outros problemas comportamentais na vida do preso.

São permitidas várias saídas temporárias: na Páscoa, no Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia da Criança, Finados, Natal e ano-novo.

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Desde 1984 em vigor, esse benefício foi concedido pelo legislador em nome dos “direitos humanos” e como uma medida socioeducativa destinada a estimular a ressocialização dos presos. Em duas décadas e meia de vigência, no entanto, ele acarretou graves problemas, pois criminosos de alta periculosidade acabaram sendo beneficiados e, uma vez em liberdade, envolveram-se em roubos, estupros, homicídios e latrocínios.

E isso tudo sem que nenhum funcionário público, a partir do chefe de disciplina de cadeia até o juiz que autorizou a saída, tenham sido nem mesmo repreendidos ou responsabilizados pelas atrocidades que seus “presos de confiança” cometeram fora das grades, longe do cárcere.

Como a população carcerária do Brasil é de quase 500 mil pessoas e a quantidade de pedidos de saídas temporárias vem crescendo ano a ano, tornou-se difícil para a Justiça aplicar esse benefício de modo criterioso.

Embora os juízes tenham a liberdade de recusar o pedido, pois a lei determina que examinem caso a caso, analisando o perfil de cada condenado e a gravidade dos crimes por ele cometidos, não é isso o que acontece.

Abarrotados de processos, muitos magistrados passaram a autorizar a saída temporária quase automaticamente. Desde então, presos condenados pelos mais variados tipos de crimes veem o benefício como um direito adquirido que não pode ser negado.

Porém, preocupados com o vertiginoso aumento dos índices de reincidência criminal e com o crescente envolvimento de presos beneficiados pela saída temporária em crimes cada vez mais violentos, as autoridades tomaram várias medidas, procurando melhorar as condições de trabalho dos juízes e a qualidade dos relatórios que lhes são encaminhados.

E, pela primeira vez, adotaram o controle dos presos por meio de tornozeleiras eletrônicas que, cá para nós, não tem como evitar a prática da ação delituosa de quem a esteja portando. Logo...

Caso recente, e repugnante, é o de Edson Bezerra Gouveia, de 35 anos, usuário de crack, vulgo “Gigante” com mais de 2 metros de altura, condenado a 14 anos de prisão por diversos crimes. Ele escapou no ano passado, depois de progredir do regime fechado para o semiaberto. Morava a 500 metros da casa da vendedora Vanessa de Vasconcelos Duarte, de 25 anos, na Grande São Paulo, a quem sequestrou, estuprou, matou e tentou carbonizar o corpo.

Em casos semelhantes, fosse também o juiz que autorizou a saída do “preso de confiança” processado pela incúria, responsabilizado, enfim, pelo dano causado à pessoa ou à sociedade por certas bestas-fera, a situação seria bem diferente e haveria maior critério nas autorizações das tais saídas.

Leia outros artigos da Coluna do Afanasio, clicando aqui.

Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. Visite o site:www.afanasio.com.br

Imagens: www.jornalimpactoonline.com.br  /  www.professorfranklin.com.br  /  www.doministeriopublico.blogspot.com /    www.dcomercio.com.br

24 de fevereiro de 2011

SENADO, CASA DO POVO, PASSA A TER ROSTO: MARINOR BRITO

Quem viu a sessão do Senado, nesta quarta-feira, 23 de fevereiro, sobre a lei do salário mínimo, não pôde deixar de observar a valentia de uma mulher. Firme, determinada, corajosa e articulada ela deixou muito marmanjo boquiaberto, perplexo, sem saber o que dizer.

Essa mulher foi a única voz que teve a ousadia de discordar, em alto e bom som, do parecer do líder do governo, na casa, senador peemedebista, por Roraima, Romero Jucá. O senador simplesmente descartou outras emendas ao projeto de lei do mínimo, em benefício de apenas outras três, a 1, a 3 e a 5.

Desnecessário fazer suspense, aqui, acerca da identidade dessa mulher. Ela é a senadora, pelo PSOL do Pará, Marinor Brito. Atenta e resoluta, denunciou a manobra do líder governista e exigiu do presidente do Congresso, senador José Sarney, uma posição a respeito.

Marinor queria, com justa razão, que Sarney esclarecesse em que pontos do regulamento interno da casa, Jucá havia se baseado para cometer tal descalabro, segundo ela.

Era visível o desconforto de José Sarney. Político experiente, calejado pelos anos em que está na vida pública, o presidente do Senado ficou desconcertado. Certamente, Sarney nunca viveu uma situação como aquela.

Não foi afronta. Não foi desrespeito. Não foi intolerância. Não foi inexperiência da parlamentar, como Sarney, sem saída, tentou insinuar. Marinor Brito usou, no Senado, em todas as vezes em que protestou contra a manobra governamental, o direito inalienável que ela tem, como representante do povo, de denunciar o que considerou uma arbitrariedade.

O governo, como já era esperado, venceu. O mínimo é de R$ 545,00 e passa a ser estipulado por decreto, uma ignomínia contra o trabalhador brasileiro. Recurso, se houver, só através da Justiça como, aliás, alguns partidos dizem que o farão para impedir que o governo retire do congresso o direito de legislar sobre a matéria. Este é outro aspecto da questão e só o tempo trará a resposta definitiva. Ousamos prognosticar que nada vai acontecer.

Por outro lado, o Congresso Nacional, ou seja, a união da Câmara dos Deputados com o Senado, doravante, nunca mais terá a mesma “cara” amorfa, insípida e debochada, em alguns momentos, como até aqui se viu.

Doravante, uma figura não se confunde mais com a legião de déspotas que tratam do próprio interesse antes do bem comum: Marinor Brito, senadora em primeiro mandato, pelo PSOL do Pará, (e que ninguém se engane) veio para mexer o caldo da “panela”. Muita gente, ao que parece, vai ter indigestão. No mínimo, vai sufocar de azia. Bem-vinda Marinor! A casa é sua. É do povo. Ainda há uma esperança.

Imagens: www.outroladodanoticia.com.br   /  www.veja.abril.com.br  /  www.noticias.terra.com.br

23 de fevereiro de 2011

A BATALHA DO FUTEBOL, FORA DE CAMPO. ORA, BOLAS! OU BOLINHAS

 

1987 parece que não quer terminar na história do futebol brasileiro. Ele começa, de fato, quando a CBF, então presidida pelo sr. Otávio Pinto Guimarães (à direita), anuncia que não tem condições de organizar o campeonato brasileiro daquele ano.

Os clubes, então, decidem tomar a frente da situação e criam o Clube dos 13, uma entidade cujo fim seria organizar a competição. Nascia assim a Copa União. Terminava dessa forma a era dos torneios inchados de clubes com pouca ou nenhuma representatividade.

Dezesseis clubes disputaram a Copa União: os grandes de cada estado, mais Bahia, Goiás e Santa Cruz. A competição foi um sucesso dentro e fora de campo. Contudo, os dirigentes resolveram atrapalhar um pouco. A mesma CBF, que lá atrás alegava não poder organizar a competição, decidiu juntar todos os clubes que ficaram de fora da festa em outro torneio. E mais: fez com que o campeão e vice cruzassem com os finalistas da Copa União.

Eurico Miranda, responsável pelo Vasco, encampou a idéia da CBF. E aí nasce toda a confusão. Os finalistas da Copa União, Flamengo (campeão) e Internacional (vice) não quiseram pegar os finalistas do módulo amarelo (o torneio da Confederação Brasileira de Futebol, que eram Sport e Guarani (que dividiram o título).

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 O tal quadrangular saiu, em janeiro de 1988, sem a presença de Fla x Inter. Sport e Guarani venceram as partidas que deveriam disputar contra a dupla por WO. O time pernambucano venceu a final e isso facilitou a situação para que a CBF o proclamasse como campeão. Desde então, a polêmica não cessou. Nem mesmo quando a entidade máxima do futebol nacional decidiu, no último dia 21, oficializar o Flamengo como campeão brasileiro, ao lado do Sport.

Como temos dois campeões, claro que não poderiam faltar também dois vices: Internacional e Guarani. Há quem diga que a canetada é uma forma de dividir os clubes, que atualmente negociam os direitos de transmissão do campeonato brasileiro, a partir de 2012.

*

História contada, vamos ao comentário. Para mim, o legítimo campeão daquele ano é o Sport. O Clube dos 13 deveria ter radicalizado no processo de revolução do campeonato brasileiro. Deveriam ter afastado a CBF de vez quando viram que tinham a galinha dos ovos de ouro na mão. No entanto, seus integrantes não estavam agindo de forma coesa, basta ver a atitude de Eurico Miranda. Ela facilitou, e muito, para que a CBF retomasse o controle do Brasileirão, tanto que o campeonato do ano seguinte voltou a ser organizada por ela.

Portanto, a tal revolução que se prometia ficou apenas pela metade. Os clubes conseguiram enxugar o campeonato, e só. Se eles deixaram que a entidade tomasse novamente conta de tudo, fica claro que ela tem o direito legítimo de proclamar o campeão, qualquer um que seja.

Se Flamengo e Internacional não se recusassem a disputar o tal quadrangular, todo esse problema não estaria acontecendo, vinte e três anos depois. O Fla tinha time para repetir a dose e obter uma nova conquista. Zico, Renato Gaúcho, Bebeto e Zinho estavam voando na época.

*

Como tudo o que está problemático pode ser piorado, a grande discussão de agora é sobre a Taça das Bolinhas, que seria dada ao primeiro clube que fosse cinco vezes campeão. O São Paulo acha que tem direto ao troféu, uma vez que ao conquistar o seu quinto título brasileiro em 2008, o Sport era, oficialmente, o único campeão de 87. Agora, com a oficialização do título do Flamengo, uma nova batalha se inicia. Pena que fora de campo.

Para ler mais artigos do mesmo autor, no FG-News, clique aqui

Acompanhe também os textos sobre futebol deste colunista no site de cultura pop Laboratório Pop: http://www.laboratoriopop.com.br/geral

Você pode ouvi-lo também nas jornadas esportivas da equipe Expressão da Bola:http://www.expressaodabola.com.br

Imagens: www.campeoesdofutebol.com.br  /  www.douglasnacif.blogspot.com  /  www.bomdegol.blogspot.com

21 de fevereiro de 2011

O LADO ESTRANHO DOS RETRATOS FALADOS E DA INVESTIGAÇÃO POLICIAL

Polícia de São Paulo pede prisão de suspeito de matar Vanessa Duarte. Edson Bezerra Gouveia, de 35 anos, é pardo e tem o apelido de Buda.

Até aí, parece tudo em ordem. O estranho na história é que a polícia vinha afirmando que o nome do suspeito era conhecido há algum tempo, mas o mantinha em segredo à espera de uma delação. Isso aconteceu no dia 18, quando um denunciante procurou a polícia e disse ter ouvido a confissão do próprio irmão que, desesperado, caiu em si ao ver a besteira que havia cometido. (clique aqui)

Desde o início das investigações, a polícia dava a entender que estava perto de identificar os autores do crime. E divulgou, primeiro, o retrato falado de um dos suspeitos. Foi, exatamente, o de Edson, agora identificado. Mais tarde, relutantemente, divulgou o  retrato do segundo  suspeito. Sobre este último a polícia fez suspense, dando a entender que se tratava de alguém próximo da vítima.

Talvez pressionado pela opinião pública, o delegado Zacarias Tadros, à frente do caso, distribuiu à imprensa o segundo retrato falado. A família da vítima ficou desapontada, pois não reconheceu o retratado assim como já havia acontecido com o primeiro suspeito. (clique aqui e veja os dois retratos)

Agora, quando a possível identidade de um dos autores do crime é ventilada, a própria polícia se encarrega de levar a público o retrato que corresponde ao nome e… surpresa! A imagem não bate com o retrato falado exaustivamente divulgado. (clique aqui e veja o foto do suspeito)

Então, eu pergunto: que técnica de investigação é essa capaz de jogar com elementos fictícios quando, segundo a própria polícia, já se dispunha da identidade de Edson Bezerra Gouveia? E o que dizer do tempo gasto até que isso acontecesse, mais ou menos uma semana? A demora propiciou ao suspeito a oportunidade de se evadir.

Investigação policial, eu suponho, não é um jogo de cartas em que os participantes blefam para intimidar adversários. No jogo, a técnica se revela, às vezes, eficiente, mas também pode levar os autores do blefe à derrota. Na vida real, entretanto, não se pode jogar com os sentimentos dos familiares das vítimas e, muito menos, dar chance para que o provável criminoso escape das garras da lei.

Essa inabilidade policial, no caso Vanessa, coloca em xeque não apenas a imagem do segundo suspeito, mas a própria participação dele no crime. A polícia não pode dar sopa ao azar.

Imagens: www.vcartigosenoticias.blogspot.com  /  www.noticias.r7.com  / 

19 de fevereiro de 2011

ATUALIDADES MÉDICO-CIENTÍFICAS. VOCÊ, O CORPO E A SAÚDE

Partos com data marcada aumentam o número de cesarianas e trazem riscos para a mãe. A perda de sangue e o período de recuperação da parturiente são maiores. Levantamento  médico-científico feito nos Estados Unidos, pela Universidade de Rochester, vale apenas para o primeiro filho. Leia mais, clicando aqui)  bionico

Membros biônicos, comandados pelo pensamento. A ficção se aproxima da realidade. O Fórum Anual  da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) realizado em Washington, EUA, mostra a tecnologia  batizada de TMR, destinada à reposição de membros amputados. (Leia mais, clicando aqui)

Enquanto  aumentam as restrições sobre o uso de emagrecedores, torna-se cada vez mais fácil o acesso a cirurgias bariátricas, chamadas de “redução do estômago”. Médicos brasileiros discordam da liberalidade. O paciente fica dividido e indeciso quanto à segurança e risco dos métodos de emagrecimento. (Leia mais, clicando aqui)

A descoberta do Viagra foi um acidente. Durante pesquisas para a obtenção de uma droga para problemas  cardíacos, os efeitos colaterais do medicamento resgataram a alegria de milhões de homens e mulheres. Agora, outro pesadelo do ser humano, a calvície, está perto de se tornar uma vaga lembrança após o sono. (Leia mais, clicando aqui)

18 de fevereiro de 2011

OSCAR ROBERTO GODOI RECUPERA-SE BEM E POLÍCIA DIVULGA RETRATO FALADO

Depois do choque representado pelos tiros que Oscar Roberto Godoi levou durante tentativa de assalto, em São Paulo, na última quarta-feira, duas boas notícias.

Primeira: o ex-árbitro de futebol e atual comentarista esportivo da Rede Transamérica reage bem à operação a que foi submetido e respira sem a ajuda de aparelhos. (leia, aqui)

Segunda: Apesar de um início vacilante no atendimento à ocorrência, a polícia começa a se movimentar bem.

Louve-se, todavia, o trabalho maravilhoso da equipe de resgate, do Corpo de Bombeiros, que, para não deixar a menor dúvida, deu um banho de eficiência, presteza e senso do cumprimento do dever no socorro ao comentarista, logo após o incidente. Parabéns.

Retomando à questão, nesta sexta-feira a polícia divulgou o retrato falado do autor dos disparos contra Godoi. A imagem foi obtida com a ajuda de testemunhas do crime. (leia, aqui)

Neste ponto, uma crítica. Na verdade, trata-se da nossa demonstração de incredulidade. É inadmissível que em plena era dos recursos gráficos e visuais do mundo digital ainda se recorra ao desenho à mão livre na produção de retratos falados.

Se estivéssemos vendo o trabalho da polícia de um recôndito lugarejo brasileiro, longe dos grandes centros, com parcos recursos tecnológicos e financeiros poderíamos, até, admitir a manutenção dessa prática arcaica e imprecisa.

O “retrato falado” pode ser o rosto de qualquer pessoa. Homem ou mulher. Você, eu, minha tia, o seu cunhado. Repito: qualquer pessoa!

Vamos tratar o caso com a seriedade que ele merece, gente. A polícia de São Paulo não pode dar vexames sob os holofotes. E ali está, em virtude de Oscar Roberto Godoi ser quem é.

Ninguém pede privilégios, apenas bom senso e seriedade na condução da investigação. Sei que vai aparecer policial com cara de quem comeu e não gostou, por causa da crítica, mas, como diria Datena, “me ajude aí, ô…”

Não venham me dizer que a eficiente polícia paulista não tem recursos modernos para a elaboração de retratos falados.

Ainda agora, no caso lamentável da morte bárbara de Vanessa Duarte foram divulgadas imagens de dois suspeitos, feitas com a tecnologia atual. Embora os familiares da vítima não tenham reconhecido aos dois suspeitos, as imagens se parecem com pessoas. (veja os retratos, aqui)

O retrato falado do suspeito de ter atirado em Godoi é brincadeira de mau gosto.corrente

Para terminar, um assunto sério. Muito sério. Vamos manter a corrente positiva em favor do restabelecimento de Oscar Roberto Godoi.

Como sobrevivente que sou na luta entre a vida e a morte, sei da importância dessa corrente.

Em abril do ano passado, durante uma internação que apresentou complicações e quase me matou, o que me salvou foi, exatamente, a força das vibrações positivas de familiares, amigos, colegas, admiradores e até pessoas que nunca ouviram falar de mim, mas que, de alguma forma, se solidarizaram com minha luta.

Godoi, não apenas por ser nosso colega, mas também por isso, merece a força dos pensamentos elevados ao Criador. Tenho certeza que você, admirador do trabalho de Godoi concorda.

Retificação: Atendendo a pedidos, retificamos o nome de Oscar Roberto Godoi, anteriormente grafado aqui (com base em noticiário de portais e jornais) como Oscar Roberto de Godói. Força, Godoi!

16 de fevereiro de 2011

RONALDO. VISIBILIDADE, SIM, MAS FALTOU TRANSPARÊNCIA

Uma pena que Ronaldo tenha encerrado sua carreira como atleta de futebol com um tipo de comportamento que sempre foi sua marca enquanto profissional: a falta de transparência. Na entrevista coletiva que convocou para anunciar o adeus, ele anunciou ser portador de hipotireoidismo para justificar o fato de estar vários quilos acima do peso. Disse ainda que não fez tratamento com remédios específicos, por medo de ser pego no exame antidoping. No mesmo dia, portais de internet, revistas e jornais corretamente correram para ouvir especialistas da área médica. A informação foi quase unânime: o hormônio que combate essa doença não está na lista de medicamentos proibidos pela Wada a associação mundial que combate o doping. (Veja reportagem sobre o tema)

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O jornal Marca Brasil diz em sua edição desta terça-feira (15 de fevereiro) que o fato de Ronaldo ter sua vida devassada, o humanizou de certa forma. Na verdade, se ele tivesse agido com maior transparência em uma série de episódios dentro e fora de campo, isso sim, o teria tornado muito mais humano.

Até hoje se espera que Ronaldo esclareça o que de fato ocorreu às vésperas da grande final da Copa de 1998. A história conta que ele teve uma convulsão ainda na concentração. No entanto, existem versões sobre o que pode ter causado tal distúrbio poucas horas antes da partida contra França. Nesses treze anos que se seguiram ao 12 de julho de 1998, li e ouvi três delas que fazem sentido.

A primeira diz que a crise convulsiva foi um resultado de estresse. Naquela Copa, Ronaldo levou familiares e namorada para que ficassem junto dele nas horas de folga. Contudo, a presença de todos por perto teria causado problemas de ordem emocional, que foram desembocar naquilo que a ciência médica chama de breakdown, ou traduzindo em versão livre para o português, um surto nervoso.

Ainda no mesmo ano de 1998, o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, publicava uma reportagem informando que a convulsão de Ronaldo poderia ter origem no uso em excesso de jogos eletrônicos na concentração. Uma versão plausível, uma vez que são freqüentes as noticias de jogadores que apresentam esse tipo de crise. Há pouco mais de três anos, virou noticia mundial o colapso sofrido por um então adolescente sueco de 15 anos que passou 24 horas jogado videogame.

A última versão vem do jornalista Jorge Kajuru. Para ele, a convulsão seria um efeito colateral de injeções de xilocaína. Mesmo atuando bem naquela Copa, Ronaldo começava a ter problemas nos joelhos, ocasionados por uma tendinite que já o incomodava há algum tempo. Para enfrentar os jogos da Copa, ele teria recebido uma série de infiltrações do medicamento, mas que, caso Kajuru esteja certo, cobraram um preço cruel logo no dia da grande final.

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Ronaldo nunca falou abertamente sobre aquele dia na concentração. Quem sabe agora, como ex-jogador, ele possa prestar contas a uma nação de torcedores que vibrou e chorou por ele e com ele. Tomara que o dia em que retomar esse assunto, ele o faça com a transparência que o torcedor brasileiro merece.

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No noticiário sobre a despedida de Ronaldo senti falta de dois nomes que foram muito importantes em sua carreira: os empresários Alexandre Martins e Reinaldo Pitta.

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