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31 de março de 2011

O ANÚNCIO É DE MORRER! E O “BRINDE”, ENTÃO? É PRECISO VER PARA CRER

Quando você acha que já viu de tudo, há sempre algo novo para conhecer. Este vídeo não é inédito, portanto é possível que você já o tenha visto antes. Se não viu, prepare-se para curtir cenas hilárias, apesar do teor do anúncio ser bastante sério. Pelo menos deveria ser, eu creio.

O filme é desses que a gente assiste a todo instante nos canais de venda tipo Shop Tour, Mix TV e assemelhados. Tapetes, quadros, molduras, box, pisos, clubes de lazer, loteamentos, enfim, tem de tudo.

Anúncio deste “produto” eu ainda não tinha visto. Tudo bem que eu não seja o mais assíduo telespectador do segmento, mas, de vez em quando, durante as zapeadas, sempre dou uma paradinha num desses canais para ver as novidades em oferta.

Neste caso específico, não foi o acaso que me levou a encontrar esta preciosidade. Foi, mais uma vez, a colaboração do amigo Moacir Japiassu, jornalista arretado, que mantém, atualmente, a coluna JORNAL DA IMPRENÇA no portal Comunique-se – www.comuniquese.com.br cuja visita é sempre positiva. É preciso se cadastrar, mas vale a pena.

Feitos os créditos, vamos à diversão. Você vai pensar que se trata de alguma piada, mas o vídeo é pretensamente sério. A produção, é verdade, se encarregou de zoar com o produto na tentativa, talvez, de amenizar a crueza do tema.

Em cenário surreal, os produtores botaram cinco mulatas do tipo levanta-defunto, sambando atrás do apresentador. Eu disse levanta-defunto? Acho que a produção, dessa vez, exagerou mesmo. Imagine o terror se os defuntos resolvem levantar.

E o brinde, então? Duvido que você fique com vontade de ganhar um, embora seja “personalizado”, como enfatiza o jovem, sorridente, na tela. É ver para crer.

Imagem: www.leonaserende.blogspot.com

30 de março de 2011

AUTORIDADES ESPIONADAS

É de causar um verdadeiro surto de gargalhadas a indignação do governador Alckmin (à esquerda) e de seu secretário da Segurança Pública, Ferreira Pinto, ao denunciarem à imprensa que estaria havendo por parte de alguns membros da Polícia Civil paulista, “espionagem” de seus passos.

A prática teria provocado a queda do diretor do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), Marco Desgualdo (à direita), que, por sinal, foi homem de extrema confiança do governador tucano, tendo inclusive servido de seu Delegado-Geral, quer dizer, chefe da Polícia Civil, em seu mandato anterior.

Ferreira Pinto, para quem não sabe, antes de ingressar no Ministério Público, de se tornar Promotor de Justiça, funcionou por bons anos como Oficial da corporação de Tobias de Aguiar, a Polícia Militar de nosso Estado. Foi, portanto, um policial militar de carreira. E, antes de ocupar a atual cadeira de secretário de estado da Segurança, foi secretário de Administração Penitenciária, tendo assumido em 2006, no lugar do ex-juiz de Direito Furukawa, que caiu depois das investidas do Primeiro Comando da Capital (PCC), em maio daquele ano, que culminaram com mais de quinhentas mortes em São Paulo, de policiais, agentes penitenciários, de muitos bandidos e outros supostos de o serem.

O secretário Ferreira Pinto (foto), como se vê, é pessoa do ramo como se diz e não deveria estar tão espantado e muito menos demonstrar surpresa pelo fato de ter a filmagem   de    sua    presença    num    shopping    conhecido   da   Capital   divulgada, principalmente depois de se encontrar com um repórter a quem teria entregue informações para “queimar” um graduado servidor da pasta da Segurança, que estaria vendendo informações confidenciais a particulares sobre a incidência criminal entre nós.

Repare só: até mesmo antigos combatentes de grupos guerrilheiros que hoje chegaram ao poder, em diferentes níveis, só se consideram “autoridades” para valer se tiverem ao seu lado, como ajudantes de ordens, carregadores de suas pastas ou até mesmo para sua segurança pessoal, policiais militares à paisana, disfarçados, vestidos com roupas comuns.

Eles escolhem ou confiam a pessoas de seu restrito círculo de amizade para que façam a escolha desses “guarda-roupas” para protegê-los e aos seus familiares. E não são poucos os filhos de autoridades que se esmeram em dar trabalho à sua segurança, arrumando encrencas em boates, portas de escola e até em campos de futebol, sabendo que têm o respaldo de policiais profissionais, pagos com o dinheiro público, para defender suas peles.

Houve tempo em que, no Palácio dos Bandeirantes (casa do governador de plantão) do cozinheiro, garçom ao ascensorista, eram todos integrantes da Polícia Militar. Só mesmo alguns governantes incautos acreditavam que eles estavam lá em devotamento ao mandatário máximo do Estado, talvez até pela sua afinidade ideológica. Quanta ingenuidade !                         

Estavam lá, sim, destacados como muitos estão até hoje, devidamente selecionados, verdadeiramente escolhidos à dedo e a serviço da corporação, sendo obrigados a fazer seus relatórios, por escrito ou verbais, aos responsáveis pelas áreas de informação da milícia paulista, particularmente à 2ª Seção, que é o Serviço Secreto da PM.

Isso tudo quer dizer o seguinte: nenhum funcionário público, por mais graduado que seja, está isento de ser vigiado, fiscalizado. Nada em detrimento dele, não, mas sim pela segurança maior do Estado, do poder que ele representa. Até mesmo o Governador e seus secretários e dirigentes de empresas estatais.

Tanto se ouve e se repete com insistência, que a autoridade pública deve dar exemplos. Bons exemplos. Que não pode cometer gafes e jamais colocar em risco o que ela representa. E que seus familiares tem de ter, sim, comportamento condigno do cargo que a autoridade exerce e por tudo o que seus familiares desfrutam.

O secretário Ferreira Pinto jamais poderia se considerar espionado. Estava, isto sim, sendo acompanhado pari-passu pelo o que ele é e pelo o que ele representa. Se estava fazendo coisa errada, ou se não quisesse ser visto, que agisse de outra forma. Quanto ao Sr. Governador, todos temos o direito de tê-lo em alta conta e a polícia está aí para garantir isso...

Veja, também, assuntos relacionados:

CÚPULA POLICIAL PAULISTA ÀS VOLTAS COM INSÍDIAS CORPORATIVAS
CRISE NA POLICIA PAULISTA LEVA A MÃO DO GATO À RÁDIO BANDEIRANTES
UM MERGULHO NOS COMENTÁRIOS AJUDA A ENTENDER A CRISE NA POLÍCIA PAULISTA

Leia outros artigos da Coluna do Afanasio, clicando aqui.

Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. Visite o site: www.afanasio.com.br

Imagens: www.saopaulo.sp.gov.br / www.diarioweb.com.br / www.g1.globo.com / www.portalibahia.com.br

ANÚNCIO OPORTUNISTA REVELA CARÁTER HIPÓCRITA E ERRO PRIMÁRIO DE CONCORDÂNCIA

O título desta postagem não teria nenhuma atração para o leitor se não se referisse a uma das mais tradicionais instituições de ensino de São Paulo, a FMU – Complexo Educacional.

A página A-10 da edição de hoje, 30 de março de 2011, do jornal Agora São Paulo, do grupo Folha, traz um anúncio revelador. Seguindo a linha dos anúncios de oportunidade, comuns em propaganda e marketing, revela, porém, dois erros. O primeiro, de estratégia. O segundo, de redação. Ambos, lamentavelmente, transformam-se em prejuízo para a instituição anunciante.

O erro de estratégia: o anúncio foi publicado dois dias depois da inauguração da estação Butantã, do Metrô paulistano, ocorrido nesta segunda-feira, 28 de março. Portanto, deixa claro que a “ficha da direção da FMU caiu” tardiamente, demonstrando não estar ligada nos fatos relevantes que – de alguma forma – se relacionam à região em que atua.

Afinal, embora muito atrasada quanto ao cronograma original, por causa dos vários problemas ocorridos durante a construção da linha 4- Amarela do Metrô, a inauguração da estação Butantã já vinha sendo anunciada há algum tempo. Ou seja, com um mínimo de antecipação, o “anúncio de oportunidade” sairia na mesma data da inauguração da obra. Alguém dormiu no ponto.

Se isso não bastasse, o texto tenta, de maneira inútil e até infantil, enaltecer o governo paulista e a Companhia do Metropolitano “pela obra de grande importância para o desenvolvimento da cidade”. Se o enaltecimento focasse a região seria perfeito. Ao extrapolar, evidenciou – apenas - oportunismo.  O que difere de oportunidade.

Primeiro, porque deixa transparecer a bajulação, própria de quem agradece por algo que a privilegia em particular. Para isso, recorre, inclusive, ao expediente de superdimensionar o fato, transformando-o em benefício para a cidade como um todo e não apenas parte, como é o caso. Devemos nos lembrar que a conclusão da linha 4-Amarela está longe, ainda, de ser efetivada.

A inauguração da estação Butantã do Metrô é importante, sim, mas, por enquanto, traz benefícios para uma minoria, na qual se insere a FMU, claro. Porém, pensando nos alunos – não só da FMU, mas principalmente da USP – Universidade de São Paulo, próxima da estação – o benefício é considerável. E só.

Agora, deixando de lado o tom hipócrita em causa própria do anúncio, vamos à parte mais grave da questão. No título da publicação, logo na segunda linha, o inadmissível: “POPULAÇÃO DE SÃO PAULO E ALUNOS DA FMU  H O M E N A G E I A  O GOVERNO DO ESTADO PELA NOVA ESTAÇÃO BUTANTÃ DO METRÔ”.

A supressão dos artigos, recurso utilizado nas manchetes de jornais, revistas, rádio e televisão, para dar leveza e dinamismo à chamada, deve ter confundido o redator, mas não é esse o ponto.  O problema é a concordância verbal, jogada no lixo.

Para uma instituição de ensino como o complexo educacional FMU, que se vangloria de ser  “incansável no trabalho educativo durante mais de 40 anos”, os deslizes são indesculpáveis. E denotam a necessidade, urgente, de uma revisão. Em todos os sentidos.

O primeiro passo para o aprendizado é a consciência da ignorância. Alguém que se considere sábio em tudo, não se interessa em aprender algo novo. Esperamos que a FMU revele sabedoria e tire dos aspectos negativos desta experiência algo sólido e proveitoso para o futuro.

Para tanto, basta partir de duas premissas tão singelas quanto verdadeiras: planejar é se antecipar aos problemas porque, depois, não adianta correr atrás da história, pois a pressa é inimiga da perfeição.

Nota: O anúncio mencionado pode ter sido publicado, também, em outros veículos de imprensa, mas limito-me a citar o jornal Agora São Paulo, onde vi a publicação.

Imagens: www.sindsef-sp.org.br / www.fmu.br / www.g1.globo.com / www.aulasdeinglesgratis.blogspot.com

29 de março de 2011

GERALDO LUÍS, DA TV RECORD, TENTA SER ESPIRITUOSO, MAS INCORPORA O ESPÍRITO DE PORCO

Certas mudanças, na TV, definitivamente, não prestam. A saída de Luciano Faccioli mexeu com a estrutura matinal, até certo ponto, tranquila da Record. E também não foi boa para o apresentador grandalhão, que ainda não se encontrou na Band.

gordalhão

A diferença entre as duas emissoras, no horário, é a segmentação. Enquanto a Record, a duras penas, tenta manter a linha que já havia estruturado, a Band apresenta Faccioli, “enfiado” entre programas que não têm nada a ver com ele, antes e depois do Primeiro Jornal. Coisas da Band.

Não sei se nenhum diretor assiste ao canal, porque é muito cedo; se é preguiça de tratar do assunto ou se é o reconhecimento prévio de incompetência que leva à inação, mas, o fato, é que a Band é pródiga em produzir absurdos extraordinários.

A Record tentou algumas fórmulas para tapar o buraco desde a saída de Faccioli, sem sucesso. Até que, recentemente, botou no ar o apresentador Geraldo Luís que estava na geladeira da emissora.

O estilo de Geraldo no comando do Balanço Geral, das 06h00 às 07h15, de segunda a sexta, lembra, em algumas ocasiões, José Luiz Datena. Nada a ver com a figura propriamente dita, pois o apresentador da Band supera facilmente, em muitos quilos, o perfil do contratado do bispo Macedo. E Datena, também, é muito mal humorado e rancoroso, ao contrário de Geraldo.

No entanto, ambos costumam assumir uma postura blasé, do tipo “não tô nem aí”, ao apresentar algumas matérias ou conversar com repórteres e entrevistados.

Acredito que os dois imaginam que aquela “cara de paisagem” – com olhadelas esporádicas para os lados ou para cima e para baixo, desconectadas do teor da reportagem - estabeleça aproximação entre eles e o telespectador. O efeito é contrário.

Alguém precisa avisá-los que a atitude se assemelha ao deboche, à desfaçatez, à insensibilidade. Ninguém deseja que Datena e Geraldo se debulhem em lágrimas a cada reportagem. Afinal, são profissionais e precisam manter o equilíbrio, mas o pouco caso não é adequado.

Para agravar o problema da emissora do bispo Macedo, falta ao apresentador da Record o famoso “se mancol”. Além de cuidar para não parecer alheio ao drama das pessoas que traz para a tela, Geraldo precisa tomar cuidado com o que diz e faz no ar.

Na manhã desta terça-feira, 29 de março, por exemplo, Geraldo Luís se superou. Em reportagem que mostrava o reaparecimento de uma família, sumida há cerca de duas semanas, em Diadema, região do ABCD, na Grande São Paulo, Geraldo tripudiou escancaradamente da orientação religiosa que a família havia recebido. Algo a ver com a iminente vinda de Cristo à Terra e a elevação ao Céu por arrebatamento (veja a explicação bíblica para o fenômeno). Sem se importar, aparentemente, com a natureza da emissora em que trabalha, Geraldo só faltou esculhambar a família por acreditar nessas coisas. Ué, o homem endoidou ou o quê? – pensei.

A notícia sobre a localização da família desaparecida está no R7, portal da Record. Note a preocupação do redator ao tratar do assunto. Na impossibilidade de omitir o detalhe do fanatismo religioso, provocado pela orientação espiritual recebida (pois o fato é notório), o texto menciona que aquelas pessoas “passaram a ter comportamento estranho após se envolverem em uma seita”. Reparou? A classificação de seita é o chamado tirar o joelho da seringa, como diriam os mais cético-puritanos. Veja a reportagem, no link do R7, aqui.

Pois Geraldo deixou uma dúvida razoável na cabeça do telespectador. Inclusive porque, na reportagem, ninguém deu nome aos bois. A coisa ficou meio jogada no ar. A filha mais velha do chefe daquela família, uma mulher altamente doutrinada, não deixou a menor dúvida de que a profecia que desorientou seus familiares partiu de pastores evangélicos. De qual denominação? Ninguém falou.

O bispo não deve ter gostado nadinha daquilo, pois a desinformação tem efeitos danosos, como se sabe. Alguém duvida que a mancada terá reflexos sobre a Universal?

E você pensa que é só? Na na ni na não!

O Balanço mostrou, também, uma mulher que, auxiliada por uma quadrilha, forjou o sequestro da própria filha, em Belém / PA. As investigações policiais culminaram com o desmantelamento da farsa e a prisão dos envolvidos. 

Geraldo, mostrando uma “revolta” singular com a “trama monstruosa” partiu para o revide. Quando a câmera, na delegacia, mostrava o rosto de cada integrante da quadrilha, (a mãe é a primeira à esquerda) o apresentador disse: “Mas que gente feia, hein? Cada um pior que o outro. Olhe a cara dela!” - falando de quem estava na tela - “e esse sujeito aí? Olha só! A melhorzinha é a repórter da Record.”

Infelizmente, não temos a foto da repórter da Record. A emissora bem que poderia nos fornecer, mas, certamente, não o fará. O que Geraldo quis dizer com “melhorzinha”, é bom perguntar para o próprio porque eu, sinceramente, não entendi nada. Pergunto, de novo: o homem endoidou?

Alguém, pelo ponto eletrônico, deve ter alertado a Geraldo sobre a inconveniência das palavras. Ato contínuo, ele balbuciou alguma coisa e, depois, consciente de que não havia mais o que fazer, emendou: “É melhor ficar quieto, pois se eu for consertar vai ser pior”.

A saída de Luciano Faccioli foi ruim para o profissional, diante do exposto acima, mas, decididamente, foi um golpe e tanto para a Record. Ainda tentando se acertar, depois da cacetada de hoje deve estar em “parafuso”.  Afinal, o que fazer? Aí é que a porca torce o rabo.

Nenhuma alusão, por favor, ao espírito de porco que tomou conta de Geraldo Luís, nesta manhã.

Imagens: www.audienciadatv.wordpress.com / www.http://noticias.r7.com/blogs/geraldo-luis / www.rogeliocasado.blogspot.com / www.midiacon.com.br / http://oglobo.globo.com / www.portaldatvaudiencia.wordpress.com

NO DOS OUTROS É REFRESCO

 

Pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é mesmo? Em 08 de março de 2009, torcedores e dirigentes do Corinthians comemoraram como nunca o primeiro gol marcado por Ronaldo desde que chegou ao clube em cima de um de seus principais rivais, o Palmeiras. Pouco mais de dois anos depois, o mesmo Corinthians, tanto de forma institucional, como por parte da torcida, reagiu mal ao centésimo gol marcado por Rogério Ceni.

O site oficial do Corinthians deu o tom de como seria tratado o principal evento deste final de semana no futebol brasileiro: “O Alvinegro procurava encontrar seu espaço dentro de campo, quando, de falta, o goleiro adversário marcou, aos 08min”. Além de não citar o nome de Ceni, numa total falta de cortesia, o redator do site tentou minimizar o feito: “Foi o 98 gol de sua carreira segundo a FIFA (sic), principal entidade do futebol mundial”.

Na verdade, a Fifa usa os números da polemica IFFHS, Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, que não tem lá muito boa vontade com o futebol brasileiro. Eurocentrista em demasia, essa entidade simplesmente não conta os gols marcados por Pelé nos campeonatos regionais, só para ficar nesse exemplo. No caso de Ceni, ela não contabilizou dois gols marcados pelo goleiro em amistosos.

Como eu escrevi no site Laboratório Pop, a contagem de Ceni tem uma vantagem sobre a dos demais jogadores brasileiros que buscam por recordes de gols: ela engloba todos os gols marcados por ele como profissional. Tem gente por aí que pega gols feitos em um período pré-profissionalização. E o que dizer do já citado aqui Pelé, que não deixou de lado os tentos marcados pela seleção do Exército para chegar nos seus 1282 gols?

O Corinthians deveria ter reagido com mais espírito esportivo. Até em locais onde a rivalidade é muito maior, isso é comum. No Rio Grande do Sul, é comum ver Grêmio e Internacional se saudando (não com uma dose de ironia) após as grandes conquistas de cada um. É bem verdade que os atuais mandatários de São Paulo e Corinthians não se suportam, mas está numa hora de dar um basta nesse ódio, que não leva a nada e até contamina as respectivas torcidas.

A reação poderia ter ocorrido com mais bom humor. Não dá para identificar quem foi o pai da criança, mas pelo Twitter muitos corinthianos parabenizaram Rogério Ceni pelo gol 100. No entanto, eles não deixaram de dar uma alfinetada inteligente. Lembraram que foi do Corinthians que o goleiro tomou o maior número de gols da carreira: 84. E começou uma campanha informal “rumo aos 100”. Faltam 16.

Como não há a perspectiva de Ceni não terminar tão logo a carreira, essa marca pode ser alcançada em breve. Que os jogadores corinthianos calibrem a pontaria.

Para ler mais artigos do mesmo autor, no FG-News,clique aqui

Acompanhe também os textos sobre futebol deste colunista no site de cultura pop Laboratório Pop: http://www.laboratoriopop.com.br/geral

Você pode ouvi-lo também nas jornadas esportivas da equipe Expressão da Bola:http://www.expressaodabola.com.br

Imagens: www.alagoinhasnoticias.com.br / www.icommercepage.wordpress.com / www.ehelpcarolina.com / www.desenvolvimento.miltonneves.com.br / Imagens: www.esporte.ig.com.br

27 de março de 2011

ROGÉRIO CENI FAZ O CENTÉSIMO GOL, EM CIMA DO CORINTHIANS

ceni_100_credito A conquista de Rogério Cem, digo, Ceni, neste domingo, 27 de março de 2011, é digna de registro - e assim será - em todo o mundo.

A lista dos goleiros que também marcam gols é pequena; mais um dado a se considerar na avaliação da performance do atleta são-paulino.

Não entro no mérito da torcida. Sob esse ângulo não há teoria que torne aceitável festejar o centésimo gol de Rogério Ceni; exceto para o torcedor tricolor, é claro. Eu não torço para o São Paulo, mas isso não me impede de reconhecer a competência do arqueiro.

Contra fatos não há argumentos: José Luis Chilavert, do Paraguai; René Higuita, da Colômbia e Jorge Campos, do México - para falar apenas deles - vêm muito atrás de Ceni, com 62, 41 e 40 gols anotados, respectivamente.

Ainda que a Fifa, em caráter oficial, considere 99 e não os 100 gols comemorados hoje, os outros goleiros-artilheiros que integram a seleta lista estão muito atrás de Rogério. Veja o quadro:

goleiros_artilheiros Fonte: Wikipédia

Independentemente da paixão clubística, dá orgulho ver que um brasileiro é o detentor dessa marca espetacular.

Se você acha que leu este mesmo texto no blog do locutor esportivo Edemar Annuseck, tem razão. Passei no endereço do amigo e deixei um comentário. E sem a menor cerimônia, “me apossei” do escrito e o repliquei aqui. Falando nisso, você já conhece o blog do Edemar? Clique aqui e passe por lá!

Se você quiser rever a cobrança do centésimo gol de Ceni, é só clicar abaixo. A imagem é da Rede Globo, com narração de Cléber Machado. O corte de áudio não é nosso, já estava editado.

Imagens: http://www.folha.uol.com.br / http://pt.wikipedia.org / http://www.edemarannuseck.blogspot.com/ / http://www.youtube.com

BAND MANTÉM A GLOBO À ESPERA DA BANDEIRADA DE KANAAN

A Band teve o seu dia de Globo, neste domingo, 27  de março, antes de a bola rolar, às quatro da tarde. Creio que o fato ocorreu em todas as praças que exibiram jogos dos campeonatos estaduais.

Quem acompanhava a Globo notou que o início do jogo foi atrasado em cerca de dois ou três minutos, sem razão aparente. Isto aconteceu pelo menos em São Paulo, antes do início do clássico São Paulo e Corinthians, mas deve ter ocorrido no restante da rede. Os jogadores estavam em campo, aguardando o apito inicial e nada. Ocorre que a Bandeirantes, TV aberta parceira da Globo em alguns jogos, mantinha no ar os instantes finais da prova de fórmula Indy, disputada em Saint Petersburg, na Flórida, EUA.

F_Indy

O brasileiro Toni Kanaan, estreando na equipe KV,  estava a cerca de duas voltas da bandeirada que lhe garantiria o terceiro lugar na prova. A Band, com narração de Luciano do Valle, não poderia interromper a chegada e deixar na mão o telespectador de todo o Brasil que acompanhou a prova até aquele instante.

A solução foi “cozinhar o galo” até Kanaan cruzar a linha de chegada e levar a bandeirada pelo terceiro lugar. Feito isto, corte rápido, início das transmissões estaduais e bola em jogo.

Dessa forma, a Band sentiu o gostinho de fazer a emissora líder de audiência esperar. Não é nada não é nada, não é nada mesmo. Mas, com certeza, alguns diretores faroleiros da rede dos Saad vão se vangloriar do fato a semana inteira. Tem gente que se contenta com pouco mesmo.

Imagens: http://www.imprensaesportes.blogspot.com / http://www.band.com.br

JOGADA ENSAIADA

O futebol tem muitas táticas. Algumas são misteriosas a tal ponto, que não conseguimos entendê-las.

Nosso considerado amigo Moacir Japiassu, jornalista peso-pesado, nos enviou um vídeo que merece ser visto por quem aprecia uma boa jogada.

É uma cobrança de falta. Os jogadores devem tê-la treinado exaustivamente. Na hora da verdade, todos correram para a bola. Os adversários esperaram um tirombaço e...

Mesmo que você, talvez, não goste de futebol, eu garanto que esta “preciosidade” é divertidíssima. E, ao contrário de alguns vídeos que circulam pela rede, aqui não há truque. É 100% real!

Difícil é acreditar que os atletas conseguiram realizar a proeza. Veja “com seus próprios olhos”.  

26 de março de 2011

O FIM DA ELDORADO FM

Nota do editor: As mudanças comentadas a seguir, estão implantadas desde às 08h00 deste domingo, 27.02.2011

Por Iramar Grecoeldorado

A Eldorado FM será despejada de seu tradicional endereço no dial nos primeiros minutos do próximo domingo. Na data, 27 de março, toma posse dos 92,9 a rádio Estadão ESPN, com notícias e esportes 24 horas por dia.
A tão conceituada FM musical será hóspede nos 107,3 e ‘ganha’ até sobrenome: Eldorado Brasil 3000 (???). Uma parceria estranha que, provavelmente, desagradará a gregos e troianos. Além disso, a freqüência da atual Brasil 2000 nunca foi um exemplo de potência. O sinal é fraco e mal cobre a cidade inteira. É o começo do fim da Eldorado FM! Afinal, quanto tempo vai durar essa ‘fusão’? Dois, três, cinco anos? E depois?
tick Quem não vive na capital paulista e lê este blog merece uma explicação. Eu tenho uma relação de amor profundo com a Eldorado FM. Talvez, por isso, é difícil escrever esse texto; há uma carga grande de emoção em jogo e são tantas as histórias... Mas vamos lá tentar dar uma visão geral do assunto.
image No começo dos anos 80, a Eldorado era totalmente inexpressiva no cenário FM de São Paulo. Era, até o João Lara Mesquita assumir e dar início à transformação. (Na foto, o equipamento chamado informalmente de Amélia, gerava a programação previamente gravada)
Com intuição aguçada, dedicação total, trabalho minucioso, muita competência, driblando problemas técnicos e dificuldades financeiras, ele ‘levantou’ a FM. Aos poucos a Eldorado foi conquistando seu espaço e se firmando como uma rádio inovadora, diferente, produzida. Não demorou para ganhar prestígio e respeito.
Eu trabalhei na Eldorado FM; comecei por lá em 1987, após mais de 8 anos de Bandeirantes. Foi uma experiência que marcou minha carreira. Na época, a rádio, já estruturada, lapidava os seus diferenciais: qualidade musical, excelência da locução (alguns dos melhores profissionais do mercado passaram por lá) e criatividade, muita criatividade.
A equipe, sob o comando do João, era enxuta, coesa e super integrada. Um time, no melhor sentido da palavra, com objetivo bem claro: fazer uma rádio com personalidade e estilo. Elegante, mas sem deixar de ser descontraída, alegre e jovial.
Ousada, a FM abriu espaço para uma série de esportes bem pouco divulgados pela mídia em geral: trial, enduro, balonismo, canoagem, rali, provas de off-shore (só para citar alguns) e, iatismo: sua marca registrada.
A Eldorado acompanhava todas as grandes competições de dentro dos veleiros e, depois, levava aos ouvintes cada movimento da tripulação – a adrenalina da largada, o trabalho à bordo, as trocas de velas, o planejamento estratégico, enfim tudo o que acontece durante uma regata.
Na época, a rádio não dispunha de equipamentos de ponta ou facilidades tecnológicas, mas isso nunca foi uma barreira à imaginação e à realização. Ao contrário, os desafios eram um estímulo a mais. Nada era impossível.
Um exemplo: sem celular, laptop ou qualquer outra parafernália existente hoje, a Eldorado (leia-se João, porque ele nunca se limitou a apenas dirigir a rádio atrás de uma mesa de diretor executivo; ao contrário, sempre fez questão de ‘por a mão na massa’) fez a cobertura do rali Paris-Dakar de 1989, direto das areias escaldantes dos desertos africanos. Na raça, na marra!... E todos os momentos – divertidos, de apreensão, de alegria, de emoção – foram ao ar em uma série de programas especiais diários, durante e depois da prova. Agora, dá pra imaginar isso no fim dos anos 80?
Época em que o único contato possível entre o deserto e o resto do mundo era via satélite e a preço de ouro o minuto?... Mas, demos um jeito; o nosso jeito e o trabalho foi um sucesso.
Muitas outras coberturas foram realizadas assim. Através delas (que utilizavam o som ambiente, os ‘ruídos’ de cada esporte, a emoção do momento) a Eldorado FM tentava restituir ao rádio o seu status de ‘veiculo da magia’ que, através do som, instiga a imaginação e faz cada um dos ouvintes experimentar sensações únicas e individuais.

A programação musical da rádio é um diferencial, até hoje. A Eldorado FM nunca se rendeu ao sucesso ‘fabricado’; ao contrário, a missão dos programadores sempre foi buscar a melhor música e ‘descobrir’ novos ou esquecidos talentos.

Quando eram poucos os que ‘pensavam’ em ecologia e meio-ambiente, a Eldorado já abria espaço para o assunto. 

Quando pouco se falava em cidadania, lá estava a marca da rádio apoiando campanhas. São tantas as realizações, não dá para falar de tudo.  Em resumo: a Eldorado FM fez escola. salvem_tiete

O trabalho diário, incansável, persistente, ousado e criativo concretizou uma marca de prestígio, que carrega um conceito de qualidade que poucas outras tem, e fixou seu endereço no dial: 92,9... Um legado, prestes a acabar.

PS.: A Eldorado AM também ‘desaparece’ no domingo; em seu lugar estréia a rádio Estadão ESPN.

Quem quiser saber mais detalhes dessa história, procure o livro ‘Eldorado, rádio Cidadã’, de João Lara Mesquita – editora 3º Nome. Garanto que vale a pena.

Leia mais artigos da autora, clicando aqui

Para visitar o blog de Iramar Greco, clique aqui

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25 de março de 2011

REFORÇO DA CIDADANIA: GOVERNO SE DISPÕE A REVER POTÊNCIA DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS

 Uma boa notícia para o segmento de rádios comunitárias. O governo mostra-se disposto a discutir a questão da potência irradiada para esse tipo de emissora. Atualmente limitada a 25 watts e uma antena com, no máximo, 30 m de altura, poderia chegar a 250 watts de sinal irradiado e contar com uma antena mais alta, ampliando o poder de cobertura do sinal.

A iniciativa, discutida entre a Abraço – órgão de classe – e o governo é digna de aplauso. Embora revistam-se de caráter sem fins lucrativos, as rádios comunitárias dependem de respaldo financeiro para permanecer no ar. O governo tem sido pressionado a anunciar nas rádios comunitárias, para estimular e fortalecer o setor. A alternativa, buscar verbas na iniciativa privada, é uma tarefa quase impossível, pois não existe anunciante ou apoiador cultural/institucional que se dê por satisfeito em “falar com o vizinho e cochichar com o quarteirão”. 

Sim, estou parafraseando o bordão da fictícia rádio Difusora de Camanducaia, criação do amigo Odayr Baptista. O locutor “Alberto Júnior”, interpretado por Baptista, orgulhosamente anuncia aos ouvintes estar “falando para a cidade, cochichando para o interior”. No cenário humorístico o conceito de pequeno alcance, é perfeito. Na vida real, vira piada de mau gosto.

As emissoras convencionais podem protestar -- e acredito que farão muito barulho --, mas a medida é altamente salutar para a sociedade. O maior alcance das rádios comunitárias determina, também, mais cuidado na elaboração de programas, competitividade para atrair verbas, ressonância efetiva da manifestação cultural e de pensamento e -- o mais importante – aumento no poder de fiscalização da administração municipal.

Hoje, o homem público desdenha de associações e fundações que operam rádios na frequência comunitária e acreditam dispor de instrumentos de pressão política capazes de reverter benefícios para a região em que atuam. Como as emissoras “falam” para regiões muito limitadas, políticos e administradores não estão nem aí, pois sabem que o alcance das críticas é diminuto e ineficaz.

Então, alguém dirá: “O aumento legal de potência vai ser um prato cheio para as rádios piratas”. Esse é outro problema e deve ser tratado com rigor, através dos instrumentos legais que disciplinam e deveriam fiscalizar o setor.

As “rádios livres” só existem porque a fiscalização é falha e, muitas vezes, conivente com a irregularidade. Estamos falando alguma bobagem? O governo, portanto, que trate de ser eficiente e não condescendente.

Isso traz à baila a questão da anistia pretendida às emissoras clandestinas em operação, coisa para ser vista com muita cautela. Como se sabe, há todo tipo de oportunistas de plantão e a ideia de aumentar a potência das rádios comunitárias é fortalecer a representatividade da população e contribuir na difusão da cultura.

Se não houver critério, a anistia indiscriminada vai atender a outros tipos de interesse.

O site Tudo Rádio traz uma postagem sobre o assunto. Dê uma olhada e saiba mais, clicando aqui.

Imagens:  www.pandora.jor.br / www.abraconacional.org / www.aerp.org.br / www.midiaindependente.org / www.jornalesp.com / www.opolitizador.com.br / www.marta3m.zip.net / www.estudiolivre.org