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25 de março de 2011

REFORÇO DA CIDADANIA: GOVERNO SE DISPÕE A REVER POTÊNCIA DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS

 Uma boa notícia para o segmento de rádios comunitárias. O governo mostra-se disposto a discutir a questão da potência irradiada para esse tipo de emissora. Atualmente limitada a 25 watts e uma antena com, no máximo, 30 m de altura, poderia chegar a 250 watts de sinal irradiado e contar com uma antena mais alta, ampliando o poder de cobertura do sinal.

A iniciativa, discutida entre a Abraço – órgão de classe – e o governo é digna de aplauso. Embora revistam-se de caráter sem fins lucrativos, as rádios comunitárias dependem de respaldo financeiro para permanecer no ar. O governo tem sido pressionado a anunciar nas rádios comunitárias, para estimular e fortalecer o setor. A alternativa, buscar verbas na iniciativa privada, é uma tarefa quase impossível, pois não existe anunciante ou apoiador cultural/institucional que se dê por satisfeito em “falar com o vizinho e cochichar com o quarteirão”. 

Sim, estou parafraseando o bordão da fictícia rádio Difusora de Camanducaia, criação do amigo Odayr Baptista. O locutor “Alberto Júnior”, interpretado por Baptista, orgulhosamente anuncia aos ouvintes estar “falando para a cidade, cochichando para o interior”. No cenário humorístico o conceito de pequeno alcance, é perfeito. Na vida real, vira piada de mau gosto.

As emissoras convencionais podem protestar -- e acredito que farão muito barulho --, mas a medida é altamente salutar para a sociedade. O maior alcance das rádios comunitárias determina, também, mais cuidado na elaboração de programas, competitividade para atrair verbas, ressonância efetiva da manifestação cultural e de pensamento e -- o mais importante – aumento no poder de fiscalização da administração municipal.

Hoje, o homem público desdenha de associações e fundações que operam rádios na frequência comunitária e acreditam dispor de instrumentos de pressão política capazes de reverter benefícios para a região em que atuam. Como as emissoras “falam” para regiões muito limitadas, políticos e administradores não estão nem aí, pois sabem que o alcance das críticas é diminuto e ineficaz.

Então, alguém dirá: “O aumento legal de potência vai ser um prato cheio para as rádios piratas”. Esse é outro problema e deve ser tratado com rigor, através dos instrumentos legais que disciplinam e deveriam fiscalizar o setor.

As “rádios livres” só existem porque a fiscalização é falha e, muitas vezes, conivente com a irregularidade. Estamos falando alguma bobagem? O governo, portanto, que trate de ser eficiente e não condescendente.

Isso traz à baila a questão da anistia pretendida às emissoras clandestinas em operação, coisa para ser vista com muita cautela. Como se sabe, há todo tipo de oportunistas de plantão e a ideia de aumentar a potência das rádios comunitárias é fortalecer a representatividade da população e contribuir na difusão da cultura.

Se não houver critério, a anistia indiscriminada vai atender a outros tipos de interesse.

O site Tudo Rádio traz uma postagem sobre o assunto. Dê uma olhada e saiba mais, clicando aqui.

Imagens:  www.pandora.jor.br / www.abraconacional.org / www.aerp.org.br / www.midiaindependente.org / www.jornalesp.com / www.opolitizador.com.br / www.marta3m.zip.net / www.estudiolivre.org