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31 de maio de 2011

VOZ, CARISMA E COMPETÊNCIA: TONY JOSÉ VOLTOU E ESTÁ DE PLANTÃO

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Vi, com muito prazer, a notícia da contratação de Tony José pela rádio Capital, de São Paulo. Competente plantão esportivo, estava fora do rádio paulistano há 12 anos, segundo o site Bastidores do Rádio. Eu não sabia, mas o amigo estava no ar pela rádio Onda Livre – AM, de Piracicaba, onde nasceu.

Na Rádio Bandeirantes, Tony José atuou vitoriosamente nos anos 80 e 90. Fomos companheiros de trabalho nessa época. Tony saiu do ar quando tinha uma carteira comercial respeitável. Apenas por curiosidade, para quem não se lembra, o piracicabano fazia, aos domingos, o horário matinal que, hoje, é ocupado por Milton Neves, na emissora dos Saad.

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Antes que alguém diga que estou insinuando uma puxada de tapete do millionnaire  “monsieur merchand”, é bom que fique claro: Milton Neves foi para a emissora do Morumbi anos depois que Tony José havia deixado aquele grupo de comunicação. Portanto, Miltão não teve nada a ver com a saída de Tony. É bom falar, porque “pra fazer um caldo basta um pé de frango”, como diz o ditado.

Entre as muitas empresas de prestígio que patrocinavam o horário de Tony José estava a Nakata, fabricante de amortecedores, homocinéticas, peças de suspensão, freio e direção, entre outros produtos da linha automotiva. Pelo que me lembro, o relacionamento de Tony José com o cliente era dos melhores e a parceria foi muito bem sucedida.

Parabéns, Tony. O rádio esportivo ganha um reforço de peso. Sem menosprezar o atual esquema da rádio Capital, no setor, a verdade é que o retorno do veterano plantonista é um presente para o torcedor. Voz, carisma e competência são atributos cada vez mais raros no rádio de hoje. Nem tudo está perdido, afinal.

30 de maio de 2011

O CANTO DA PROFESSORINHA: DE PATATIVA À AVE DE RAPINA

A força das redes sociais é inegável. Talvez o maior e mais bem sucedido caso de uso das redes, nos últimos tempos, tenha sido a eleição do presidente norte-americano, Barack Obama. O slogan “Yes, we can”, se espalhou pelos Estados Unidos e por todo o planeta.

No Brasil, recentemente, dois casos merecem destaque.

O primeiro, foi em 14 de maio, depois que moradores de Higienópolis, região onde moram pessoas de alta renda, em São Paulo, capital, colocaram-se contra uma estação de metrô no bairro. Entre as justificativas para a recusa, disseram que o metrô atrairia camelôs, desocupados e todo tipo de “pessoas diferenciadas”, eufemismo para “classificar” gente desclassificada. Segundo os moradores, naturalmente.

Em resposta ao disparate, nasceu um movimento popular e, ao mesmo tempo, sério e bem humorado. Através da Internet combinou-se a realização de um churrasco em repúdio à  infeliz declaração. E o nome do protesto, claro, não poderia ser outro: Churrascão da Gente Diferenciada.

O simples anúncio do evento foi suficiente para as autoridades virem a público com explicações. Afinal, o que o homem público mais teme é ser chamado à responsabilidade. O churrasco rolou. A situação ainda não foi resolvida, mas o movimento serviu para mostrar que as redes sociais podem e devem se transformar em grandes aliadas da população na conquista de reivindicações.

O segundo exemplo, mais recente, é o da professora potiguar Amanda Gurgel. Revoltada com a caótica situação do ensino e dos professores locais, Amanda compareceu a uma audiência pública, na assembleia legislativa do Rio Grande do Norte, em Natal —capital do estado— e protestou com veemência. As palavras fluíram corajosamente da boca da mestra que transformou-se, naquele ato, em porta-voz da categoria insatisfeita. O depoimento de Amanda, chamada carinhosamente de “professorinha do Agreste”, foi gravado e caiu na rede. Milhares de pessoas acessaram o vídeo e o caso ganhou grande repercussão. Um sucesso. Novamente ficou demonstrada a força das redes sociais e a certeza de que, bem usadas, dão ressonância aos clamores populares.

Depois do fato era natural que a professora Amanda Gurgel fosse assediada pela mídia. E, então, com os desdobramentos do caso, surgiu a primeira evidência de eventual uso político do episódio. Nada contra tal utilização. Abrimos este comentário lembrando a eleição de Obama, cuja campanha se consolidou com o apoio das redes sociais.

Então, qual é a dúvida? —você pode estar se perguntando. Não se trata de uma dúvida, propriamente, mas de um pressentimento com sabor amargo de frustração. A descoberta de que a professora é filiada a um partido político local, leva-nos a crer que o bravo pronunciamento de Amanda não foi impulsionado pelo amor ao ensino, ou seja, ela não defendeu, apenas, colegas de profissão. Sé é que os defendeu, de fato. 

Apesar das negativas da professora, sobre não ter intenção de candidatar-se, é evidente que Amanda Gurgel ganhou projeção e pode, sim, traçar planos políticos imediatos. Rumores sugerem que ela aspira a uma cadeira na assembleia e até poderia concorrer à prefeitura de Natal. em 2012. Nas entrevistas que tem dado, nota-se claramente que a professorinha do Agreste já conhece, de cor e salteado, o beabá da vida pública. E facilmente se reconhece, nela, uma articulada estrategista de política partidária. E isso é crime? — você diria. Claro que não!

A Constituição brasileira garante o direito ao voto. Votar e ser votado, são princípios de cidadania e a ninguém cabe impedir aspirações políticas do cidadão. A frustração que sinto surge da certeza de já ter visto essa mesma história se repetir tantas vezes. Alguém se projeta no cenário político, ganha a simpatia popular, concorre a um cargo eletivo e quando se elege desaparece no oceano das promessas vãs e irrealizáveis. O outrora mar revolto se transforma em águas plácidas, de profunda calmaria.

Esse tem sido o padrão. Antes de entrar para a vida pública, todos mostram-se dispostos e capazes de promover mudanças. Depois de eleitos, parece que são cooptados pelo modelo padronizado de fazer política neste pais: promete-se muito e cumpre-se pouco ou nada. Culpa da oposição. Ou da situação. É o corte orçamentário. É a crise. Cada lado tem argumentos pré-fabricados para justificar a inércia. Então, vai-se à tribuna e discursa-se para um plenário normalmente vazio. E fica por isso mesmo.

Não quero, com esta observação, tirar o brilho de Amanda nem colocar em dúvida a eventual capacidade que ela possa vir a demonstrar na política, mas, o propósito é fazer um apelo a ela:

— Prezada Amanda Gurgel. Sua voz será poderosa o bastante para denunciar mazelas e cobrar soluções, enquanto, de fora, você bradar contra as injustiças. O homem público, repito,  detesta ser cobrado. O dedo na ferida dói mais quando é o povo quem cutuca.

Ao entrar para o time deles, você estará sujeita às regras deles, às táticas deles, à visão de jogo deles. Os que ousam se insurgir, se submetem aos rigores do decoro parlamentar, quase sempre, tão hipócrita quanto indecoroso.

Por favor, professorinha do agreste. Não permita que o seu cantar de patativa seja transformado em grasnar de aves de rapina.

Imagens: www.vyanks.blogspot.com / www.cesargiobbi.com / www.dignow.org / www.avesdomeutempo.blogspot.com / www.carnaubaverdade.com / www.verdesmares.globo.com / www.catingadeporco-cristinocastro.blogspot.com /

28 de maio de 2011

O CLUBE DA VOZ É BOM DE BICO, MAS NÃO TEM PALAVRA?

clube_logoUma mulher foi a responsável pela fundação do Clube da Voz. Uma mulher de talento e personalidade, como costumam ser as mulheres capazes, confiantes e bem sucedidas. E foi a crítica dessa mulher que deixou alguns locutores publicitários paulistas “desconfortáveis”, digamos assim. O Clube da Voz é, hoje, uma associação que reúne locutores, homens e mulheres, que atuam na publicidade. Você, certamente, as conhece ou reconhece quando liga o rádio, a televisão ou vai ao cinema. São as vozes que falam das virtudes, qualidades e preços dos produtos anunciados.

A mulher a que me refiro é artista plástica Magy Imoberdorf, de origem suíça, e que teve atuação marcante na agência Lagy’Magy. É dela, por exemplo, o slogan “Boa Ideia”, da Caninha 51.

O ponto de intersecção entre Magy Imoberdorf e o Clube da Voz ocorreu no início de 1993. Em entrevista a uma publicação especializada em propaganda e marketing, Magy disse com todas as letras que o locutor brasileiro era limitado e, muitas vezes —por isso— deixava a desejar, falhando na interpretação publicitária.

Foi um golpe bem aplicado e merecido; sobretudo para algumas pessoas que julgavam-se inatingíveis em sua condição de estrelas nessa constelação.

Indignado com o que considerou uma afronta e, de certa forma, leviandade da criativa, um profissional movimentou-se para dar uma resposta à altura a Magy. O desagravo propriamente dito nunca ocorreu, mas o Clube da Voz nasceu por iniciativa de Edson Mazieiro em tentativa de “lavar a honra da categoria”. Em 19 de abril de 1993, aconteceu a festa de apresentação do Clube, em São Paulo. 

O registro mais recente que encontrei sobre Magy Imoberdorf, a mulher que gerou o Clube da Voz, está contido no blog de Mona Dorf, edição de 28 de março. Tendo abraçado em definitivo as artes plásticas, Magy, salvo falha de interpretação de minha parte (epa!), está fora da publicidade. Mas a contribuição que ela deu para a locução publicitária segue plena e robustecida.

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A primeira sede do Clube eram dependências, cedidas pela Aprosom, no bairro do Bixiga, em São Paulo, capital.

Foi lá que ocorreram as primeiras reuniões e, também, onde começaram a surgir as primeiras evidências de que o propósito inicial do clube estava ficando à margem da rota original traçada quando da criação da entidade.

Não demorou para que os profissionais do mercado que não se associaram começassem a dizer que o clube havia surgido para delimitar área de atuação para um grupo de privilegiados. Era uma acusação explícita de “panelinha”.

Para demonstrar que os rumores estavam equivocados, foram abertas novas inscrições com o propósito de expandir a base associada. Assim, quem ficou de fora poderia entrar. Grande parte dos profissionais da voz se espantou com o nível de exigências do Clube para admissão de novos sócios.

Na fundação, éramos  em torno de 20 profissionais. Hoje, são 50, segundo Edson Mazieiro, que preside a associação pela terceira vez. Diga-se, a bem da verdade, que o Clube reúne alguns dos melhores, mais atuantes e talentosos profissionais da locução de todo o país. E olhe que existe muita gente boa espalhada por este gigante continental, mas o Clube, de fato, é privilegiado.

Não sou mais associado. Deixei o Clube, cerca de um ano depois da fundação. Uma concorrência para escolher a voz institucional das Lojas Arapuã —que já não existem— foi a gota d’água.

A premissa interna, de consenso entre os associados do Clube da Voz, era a de que o mercado (entenda-se agência, produtora e cliente) selecionaria o profissional para um trabalho com base na voz e na adequação de estilo para determinado produto ou campanha. A questão do cachê seria discutida depois de feita a opção por um nome. Esta foi a alternativa encontrada para preservar a característica e a remuneração de cada profissional, pois um nivelamento de valores, para cima ou para baixo, estava fora de questão.

Pois na primeira seleção de que participei, esse conceito foi por água abaixo. Um dos concorrentes se antecipou ao anúncio do vencedor da concorrência e ofereceu preço de pacote ao cliente. Nem é preciso dizer que foi escolhido e alijou da competição os outros dois candidatos.

Eu fui um deles. Não vou citar o nome do outro prejudicado e, tampouco, o do vencedor. Mas posso lhe dizer que ele era o último que poderia ter feito o que fez, pela posição que ocupava na entidade. Uma atitude contrária à tal premissa interna, previamente acertada, em nome da ética e da correção.

Para mim, foi uma decepção total. Eu era tesoureiro do Clube da Voz. Entreguei o cargo a Antônio Viviani e deixei a associação.

Cerca de um mês depois, um comunicado do novo tesoureiro, através do boletim oficial da entidade, anunciava, com satisfação, que “após o enorme trabalho para arrumar a casa”, estava, finalmente, pronto para atuar na tesouraria.

Muito do meu gênio tido como forte, decorre de fatos assim. Que história é essa, caras-pálidas? —“enorme trabalho para arrumar a casa?”

Eu não deixei barato e cobrei uma retratação imediata não apenas de Viviani, mas de toda a diretoria do Clube, pois, ao permitir tal publicação no boletim oficial da entidade, a cúpula diretiva havia endossado as palavras do novo tesoureiro.

Percebendo o erro, foi um constrangimento geral. A retratação veio na forma de uma declaração apócrifa —representando a diretoria, mas sem mencionar nomes. Eu tinha, como tenho até hoje, amigos no Clube e decidi contemporizar. Erros, de fato, ninguém se prontifica a assumir, mas a nota publicada era, pelo menos, uma retratação.

Anos mais tarde, na gestão da sexta diretoria do Clube da Voz, entre 2003 e 2005, ao visitar o site da associação, vi um quadro das gestões passadas em que eu era identificado pelo nome de meu registro civil e não como Flávio Guimarães, minha identidade profissional.

Liguei para o Clube e argumentei com o então presidente, que seria necessário fazer a correção. Para dar contorno irretocável à argumentação, arrematei: “Veja o seu caso. Ao invés de usar seu nome verdadeiro para identificá-lo como presidente do Clube da Voz você usa o apelido, Baiano. Por quê?”

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“Ora, —me respondeu ele— é que todos me conhecem por Baiano. Se boto meu nome verdadeiro não me reconheceriam, não acha?”

“Acho, sim, Baiano. É exatamente o que acho”, concluí. A conversa terminou ali. Pensei que Baiano tivesse entendido a questão, a partir do próprio caso. Passaram-se os anos e a correção nunca foi feita. O registro com meu nome verdadeiro, porém, estava lá.

Como boa parte da população brasileira, frequento as redes sociais. Durante uma “passagem” pelo Twitter, em março último, vi mensagem de Antônio Viviani, divulgando uma locução que ele havia acabado de fazer. De link em link, acabei passando pelo site do Clube da Voz. Repaginado, com novo visual, bonitinho. Seguindo o menu, acabei dando uma olhadela na ficha das gestões anteriores. Surpresa!

“Ah —você vai dizer— corrigiram, afinal?” Não. Agora suprimiram de vez. Curiosamente, a primeira diretoria ficou resumida a quatro nomes. Entre eles, o de Gilberto Rocha, amigo inesquecível, falecido prematuramente em 2002.

A manutenção do nome de Rocha é uma justa homenagem ao primeiro secretário da associação e que foi locutor e dublador de primeiríssima qualidade. Mas a supressão dos demais nomes é uma demonstração inequívoca de desrespeito aos colegas e de leviandade para com a própria história do Clube.

Se você quiser ir até o site ver a ficha, clique aqui e procure no finzinho da página. Em todo caso, ela está reproduzida, abaixo: (Este post foi publicado às 02h33 do dia 28. Até esse horário, o quadro apresentado no site era como se vê, abaixo. Quando o leitor Marcos Vinicius Gomes comentou a matéria, às 23h56 do mesmo dia 28, já haviam sido incluídos, na ficha da primeira gestão, meu nome e o de Beto Hora, como você verá visitando o site do Clube. Os demais cargos continuaram suprimidos.)

Clube

Viu, que beleza? Mais fácil, impossível. “Corta o resto e estamos conversados” —alguém deve ter dito num átimo de êxtase, em algum momento, de lá para cá, depois da minha conversa com Baiano.

Diante disso, entrei no FALE CONOSCO, do Clube, e protestei. Era o dia 14 de março. Depois, tuitei a Antônio Viviani, que continua meu amigo até hoje, contando o acontecido. E avisei que repetiria a dose mais duas vezes. Para que não dissessem que sou, além de explosivo, intransigente.

Na falta de resposta, voltei ao site do Clube, em 24 de março e repeti a mensagem do dia 14. E, mais uma vez, reportei ao Viviani. Prestativo, como sempre, o filho ilustre de Poços de Caldas me enviou os números dos celulares de Mazieiro e KK, presidente e vice atuais, pedindo-me para que eu falasse com um dos dois, diretamente. Uma maneira polida, e mineira, de me dizer “pô, eu não tenho nada com isso”. Obrigado, sô!

Não foi preciso ligar para ninguém. No dia seguinte, 25 de março, Edson Mazieiro me enviou um e-mail, justificando-se pela demora do retorno. Havia sido uma falha do site, que precisava de ajustes, segundo me disse. Entrando no assunto, Mazieiro desculpou-e pelo corte dos demais nomes da primeira diretoria “um erro desagradável que acabou nos escapando, lamentavelmente”. Pedindo-me compreensão, Mazieiro afirmou que o texto estava sendo corrigido e revisado para que “injustiças não sejam cometidas”.

Agradeci e, desde então, fiquei aguardando. A princípio, não estranhei a demora. O pessoal do Clube está no ramo de “falar”, pensei.  “Escrever” não é a praia da turma. Até me passou pela cabeça oferecer-me para redigir a ficha e enviar a eles, mas receando parecer grosseiro (também tenho meus momentos de ponderação, claro) achei melhor esperar. O que poderia demorar? Mais uma semana? Tudo bem!

De lá para cá, já se passaram 63 dias. E nada. Ao que tudo indica, o assunto caiu no esquecimento. Sendo assim, resolvi contar a história inicial do Clube da Voz, no que tange a esse capítulo. Simples cautela de quem já viu esse filme, antes.

Eu realmente quero acreditar que há interesse da diretoria em corrigir o deslize. E que a demora em fazer a correção deve-se a fatores extraordinários que impediram tão estafante providência. Pois você há de concordar comigo que seria decepcionante, no fim das contas, descobrir que o Clube da Voz é muito bom de bico, mas não tem palavra.

A história só se torna história se houver registro para a posteridade. Caso contrário, desaparece. Embora eu tenha estado transitoriamente no Clube da Voz, sou um dos pioneiros sócios-fundadores da associação. Isto é um fato. E não há por trás do fato, nenhuma sombra de dúvida. Quanto ao resto, nunca se sabe.

Imagens: www.clubedavoz.com.br / www.radioagencia.com.br / arquivo pessoal / www.aprosom.blogspot.com / www.80x20.blogspot.com / www.franquiaempresa.com / www.alcanccemetas.com.br / www.locutorvirtual.com.br / www.dicasgratisbrasil.com

26 de maio de 2011

A INTERNET É HOJE O QUE A CALÇA JEANS FOI EM PASSADO RECENTE

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As redes sociais na Internet criam a impressão de que todo mundo conhece todo mundo. Em consequência, produzem a ilusão de que as pessoas se socializam mais e melhor que antes. Os novos círculos de amigos, além de numerosos, não têm fronteiras.
Com certa facilidade (e a ajuda de tradutores gratuitos disponíveis na rede) você se comunica com pessoas de qualquer parte do mundo.
Se o idioma não é barreira, também não há mais nenhuma restrição quanto ao conteúdo das conversas.
“Fala-se” com muita gente, sobre quaisquer assuntos. Mas nota-se uma característica genérica: os “papos” são superficiais e na base do vapt-vupt. No máximo 140 toques, no Twitter. Duas ou três linhas, no Facebook. Um scrapzinho, no Orkut. E uma mensagem telegráfica, por e-mail.
Ninguém se arrisca a ir além de frases convencionais, seja para contato social ou para “opinar” sobre temas em discussão na rede. Coloquei aspas em opinar porque os comentários que a maioria ousa fazer, não passam  de “concordo”, “valeu”,“nossa, foi mal” e blá, blá, blá. Tudo muito rápido, sem comprometimento. 
Política, futebol, religião, sexualidade, filosofia, arte, enfim, a lista de assuntos é tão quilométrica quanto variada. A impressão é a de  que “soluciona-se” um caso por minuto. “Próximo assunto" –alguém digita- e pronto, vamos em frente.
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O mais comum é vermos um festival de frases de almanaque. Escritas como se fossem da própria lavra de quem as digita, sem o devido crédito.  Mas, quem se importa?
A Internet é, hoje, o que a calça jeans foi num passado nem tão distante: instrumento de socialização. O jeans nivelou pobres e ricos, em termos de aparência social. A Internet permite “conversas” entre pessoas dos mais diferentes estratos sociais, numa boa.
Nesse contexto, muita gente se confunde e pensa que está participando da solução dos problemas do dia a dia enfrentados pela sociedade. Como dizem, valem o esforço e a intenção. 
Virtualmente falando, atravessamos o estágio inicial do aprendizado sobre as possibilidades cibernéticas. Dessa forma, tateando, digo, digitando uma palavra aqui outra ali, vamos em frente, exercitando-nos para o futuro que virá, ainda mais fascinante, através da rede mundial de computadores.
Até pouco tempo atrás ainda se via em filmes de ficção científica o telefone com vídeo acoplado, um assombro que, hoje, já não desperta a mínima euforia. Na rede, todos se falam e se veem simultaneamente. Som e imagem, ao vivo. Tudo rápido e fácil.

Calma, não se inquiete, pois este não é um exercício futurista sobre o que a net ainda vai nos oferecer. As mentes mais criativas do mundo estão em permanente ebulição e a cada dia uma novidade aparece. Até onde chegaremos, ninguém se atreve a prognosticar. As possibilidades parecem infinitas.
As redes sociais, tais como se apresentam, são um bom exercício de adaptação para o amanhã que virá. E desde já, uma coisa é certa: por maior que seja o avanço tecnológico, nada vai substituir o contato pessoal, a conversa franca, amigável, o abraço. Coisas que aprendemos desde a infância. O resto já é outra história e fica para outra vez.
FG-News

25 de maio de 2011

A POLÍCIA CIVIL EM BAIXA

Por mais que algumas mudanças tenham sido feitas na área da nossa segurança pública, problemas sérios ainda persistem, principalmente no âmbito da Polícia Civil, tão desprestigiada pelos governos tucanos.

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Como a remuneração dos delegados paulistas é a terceira mais baixa do País, ficando atrás apenas do Pará e de Minas Gerais, a instituição vem sofrendo debandada de autoridades policiais, que prestam concursos públicos em outros estados, onde são mais reconhecidos.

Só para se ter uma idéia a que relegaram a carreira de delegado de polícia em São Paulo, dos 180 delegados que ingressaram na carreira em 2009, 34 já foram embora, o que equivale a um entre cada cinco.

E mesmo com os governantes desmentindo, é óbvio que tudo isso repercute no atendimento à população, a partir do serviço nos plantões policiais de distritos da Capital e Grande São Paulo e delegacias do interior.

Esse flagrante aviltamento dos salários da Polícia Civil é um problema antigo, mas que se agravou no governo desastrado de José Serra na área de segurança.

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Atualmente, um delegado em começo de carreira recebe cerca de R$ 4.500,00, desde que esteja trabalhando em cidade com menos de 500 mil habitantes, e R$ 5.800,00, se trabalhar em cidade com população maior. Já a Polícia Federal, para os delegados do mesmo  nível  hierárquico, paga pouco mais de R$ 14.000,00. E mesmo assim, o policial pode ser designado para atuar em qualquer estado do Brasil, tanto nas capitais como nas regiões de fronteira.

Vale dizer que além de problemas administrativos, a debandada de delegados paulistas acarreta prejuízos financeiros para o governo estadual. É que um candidato a delegado de polícia, quando aprovado no concurso de ingresso, antes de assumir o posto, passa por um curso de preparação de um ano na Academia de Polícia “Coriolano Nogueira Cobra”.

Isso simplesmente significa que com as despesas do processo de recrutamento e do período de treinamento profissional, o governo paulista gasta, em média, cerca de R$ 100 mil, por delegado. E, como com esse treinamento os delegados novatos adquirem preparo necessário para disputar concursos nos Estados que pagam salários mais altos, o governo estadual paulista sofre duplo prejuízo: fica sem os serviços dos profissionais que forma e ainda custeia a instrução dos delegados de outros estados.

A corrupção que impera no meio policial civil, queiram ou não nossas autoridades, tem sim relação direta com o aviltamento salarial e à desmotivação dos seus integrantes. Haja vista que ano passado apenas, 219 policiais civis foram demitidos a bem do serviço público – cerca de três vezes mais do que o número de demissões do ano anterior. Nessa lista, estão delegados, escrivães, investigadores e agentes, envolvidos nas mais variadas irregularidades.

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Atualmente, cerca de 900 policiais civis estão sendo investigados pela Corregedoria Geral, suspeitos de manipulação de boletins de ocorrência, fraudes na lacração de veículos, cobrança de propina, envolvimento com o crime organizado e facilitação de tráfico de drogas.

Alguns líderes sindicais das carreiras policiais civis denunciam parcialidade no atual comando da segurança pública. Segundo eles, o aumento do número de exonerações e de investigações pela Corregedoria, seria uma estratégia para enfraquecer politicamente a Polícia Civil, facilitando sua unificação com a Polícia Militar.

O atual governo, a bem da verdade, já transferiu para a PM algumas atribuições que eram exclusivas da Polícia Civil, como o registro de ocorrências. Comenta-se que, nos bastidores, o governo estaria preparando um projeto de unificação das polícias ainda para este ano, aproveitando sua maciça maioria de deputados na Assembléia Legislativa, que aprovaria tudo sem maiores discussões. Como se vê, a briga só está começando, e promete ser sangrenta e arrastada... Coitado do povo!

Imagens: www.internetcultural.org / www.sindelp.com.br / www.asp-2011.blogspot.com / www.confef.org.br / www.aen.pr.gov.br / www.videos.r7.com / www.emesp.org.br

24 de maio de 2011

CORITIBA SENSAÇÃO NÃO PASSA PELO PRIMEIRO TESTE

Os clubes grandes não tiveram um período grande de descanso após o término dos campeonatos estaduais. O calendário já marcava o pronto início do campeonato brasileiro.

copa_brasil-cópiaE a situação é mais complicada para quem está envolvido com as retas finais da Copa do Brasil e da Copa Libertadores. libertadores2Resultado: alguns clubes tiveram de colocar jogadores reservas na primeira rodada do Brasileirão 2011. 

De todos os clubes que decidiram poupar seus titulares, os que se deram melhor foram, pela ordem, Vasco e Santos. O time carioca venceu bem (3 a 1), fora de casa, o Ceará, um dos que está envolvido pela fase de semifinais da Copa do Brasil, e também colocou reservas em campo. Por sua vez, o Santos empatou.

Placar de 1 a 1 na partida contra o Internacional, na Vila Belmiro. Apesar de ser um empate fora de casa, o resultado não agradou aos torcedores do time colorado. Era obrigação do campeão gaúcho vencer os reservas do Santos, pensaram.

O Coritiba decidiu ir no caminho oposto e resolveu colocar seus titulares na partida contra o Atlético-GO. O Coxa Branca está de olho na classificação às finais da Copa do Brasil. Contudo, o resultado não foi aquele que se imaginava. Vitória do time goiano pelo placar de 1 a 0. Tal resultado surpreende uma vez que o Coritiba era, até aqui, o time sensação do primeiro semestre por causa da marca de 24 partidas sem derrota, construída ainda no campeonato paranaense.

É bem verdade que o time do Coritiba tem seus méritos. No entanto, faltava a ele um grande teste. As partidas contra o Palmeiras não podem servir de parâmetro, uma vez que o alviverde está acostumado a envergonhar sua torcida na Copa do Brasil.

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A goleada do Vitória por 7 a 2 em pleno Palestra Itália, em 2003, ainda é muito lembrada. Outros exemplos: a desclassificação ocorrida no ano anterior para o Asa (AL), quando o técnico ainda era Wanderley Luxemburgo e o time contava com estrelas como Alex.

Os grandes testes para o Coxa começariam neste campeonato brasileiro. No primeiro, já não passou. E fica a lembrança do resultado da partida de ida contra o Ceará na Copa do Brasil (empate em 0 a 0). O Coritiba tinha condições de voltar do Presidente Vargas com uma vitória.

Para ler mais artigos do mesmo autor, no FG-News, clique aqui.

Acompanhe também os textos sobre futebol deste colunista no site de cultura pop Laboratório Pop:http://www.laboratoriopop.com.br/geral

Você pode ouvi-lo também nas jornadas esportivas da equipe Expressão da Bola:http://www.expressaodabola.com.br

Imagens:  www.dicasdiarias.com / www.lazeresportes.com / www.abcdoesporte.wordpress.com /www.psicohertzbrasil.blogspot.com / www.g1sul.com.br / www.painelesportivo.com

21 de maio de 2011

QUANDO O TÉCNICO É O VILÃO, QUEM SOFRE É A TORCIDA

torcida_protesta Nota do editor: Novamente trago para a página inicial um comentário do leitor Marcos Vinicius Gomes. É a segunda vez que adoto semelhante atitude neste blog. No assunto focalizado, Marcos reflete o pensamento da grande maioria dos leitores que nos visitam e, para simbolizá-los, decidi repetir a experiência anterior, com uma diferença.

Na primeira ocasião, Marcos opinou sobre a tragédia de Realengo, no Rio de Janeiro, em que Wellington Menezes de Oliveira matou a tiros estudantes de uma escola local e depois se matou. O comentário de Marcos Vinicius deu ensejo às considerações que fiz na postagem A TRAGÉDIA DA ESCOLA DE REALENGO, RJ, EXIGE REFLEXÕES, uma singela tentativa de entendermos quão danoso pode ser o fanatismo religioso, uma das possíveis causas daquele episódio. Outra, seria consequência do bullying de que Wellington foi vítima quando estudou na mesma escola. Além disso, o fato de ser adotado, ter perdido os pais adotivos, viver sozinho, isolado dos demais membros da família em que cresceu, acabou montando uma bomba-relógio cuja explosão resultou na tragédia.

Coincidentemente, me utilizo das palavras de Marcos Vinicius no viés da mesma temática, a religiosidade e suas vertentes —que incluem a mídia eletrônica na pregação da palavra cristã— tema da postagem AMÉM, SOCIEDADE ANÔNIMA: CAPITAL ABERTO PARA O CÉU? Desta feita, o comentário de Marcos Vinicius não é utilizado como ponto de partida para desdobrar um raciocínio. O entendimento dele sobre o assunto é abrangente, incisivo e equilibrado, como você verá. Assim, nada mais a acrescentar. Marcos continuou com a metáfora futebolística que empreguei na postagem que deu origem a esta. A seguir:

“Flávio

Não querendo decepcioná-lo, penso que a luta parece inglória. A mala branca corre solta e o resultado é sabido. E talvez nem mesmo sua garra de becão que não entrega o jogo poderá reverter.

Porque, até mesmo os colegas estão prostrados, 'respeitando' demais a camisa alheia (desmerecendo a sua própria). Já vi colegas seus da 'Folha FC' encantados com a 'camisa alheia' elogiando como os bispos da IURD comandam a câmera, semelhante a 'um âncora da CNN" ou congêneres o faria! Não sei se ri ou se chorei com tal nota... adv_diabo cópia

Me permita ser um pouco 'advogado do tinhoso'. Vou além, tal como um analista esportivo comentaria a performance do jogo em questão. A culpa não é da torcida que lota os templos/assistem à TV, seja iletrada, doutorada (sei de colegas que caem no conto do Bispo, creia), mas do time. E o time em questão está traindo a camisa.

Quantos de seus colegas de profissão não ouviram o doce e suave canto da sereia, tendo ali a possibilidade de desempenhar suas utopias irrealizáveis na pagã Vênus Platinada, corrupta e corruptora? Quantos que agora, deliciam-se numa espécie de 'Disneylândia' jornalística com matérias onde se misturam religião, ideologia política pessoal e interesses que só Macedo e seu travesseiro conhecem?

Domingo último, num exercício demente de jornalismo, vi a Igreja Católica ser exclusivamente atacada como única responsável e autorizadora do tráfico de escravos para o Brasil. Apesar de fazer parte dos idiotas remidos (os outros 'espertos' enchem os bolsos da IURD), desconfiei.

Todos nós, mesmos os mais desavisados sabemos que isso é uma semi-verdade e eu tenho isenção para falar por motivos que já comentei aqui com você. (Marcos Vinícius refere-se ao fato de ser protestante convicto, mas defender a liberdade de credo)

Sei que estou sendo intransigente. Sei que é necessário cuidar do leite das crianças, assim como afirmou um certo jogador quando questionado sobre o motivo de ter escolhido jogar num time rival daquele que o havia revelado.

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O romantismo exacerbado não pode ser levado a sério hoje em dia; deixemo-lo para as relações afetuosas, empenho profissional, etc. Mas precisa tanto vislumbramento, tanto sentimento rastaquera para com os 'Tio Patinhas' da fé?  

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Alguém se lembra da entrevista de Macedo para o 'Jornal da Record' onde Adriana Araújo, num exercício de subserviência que colocaria magnanimidade no gesto pelego mais servil, deu liberdade para que o patrão se explicasse sobre as acusações de corrupção atribuídas a ele? Nem mesmo o maquiavélico Roberto Marinho se prestaria a tal ridículo a si mesmo e a uma subordinada sua...

Você que já passou na seara midiática de um destes três distintos citados acima (Marcos recorda minha passagem pela RiT TV, de RR Soares, na sede paulista), tem coragem de analisar a realidade. E quem mais da profissão hoje em dia tem?

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As táticas do 'técnico' Silvio Santos e de outros já não se aplicam mais, o 'futebol televisivo-midiático' mudou. Os torcedores cansaram dos jogos, dos brindes, das contratações. A culpa não é da torcida, mas sim do 'técnico' e depois do time.

Uma andorinha só... Poucos teriam sua coragem. O jeito é analisar o jogo adversário para se preparar e tentar vencê-los em campo. O 'futebol jornalístico-televisivo' tal qual o futebol tradicional sempre tem surpresas — audiências altas em programas desacreditados e resultados contraditórios. Basta querer.”

Imagens: http://www.fg-news.blogspot.com  / www.escrevalolaescreva.blogspot.com / www.fernandocabral.blogspot.com  / www.interney.net / http://www.youtube.com/watch?v=jmZ85RUErpk&feature=related / Silvio Santos no estádio Olímpico Monumental, do Grêmio gaúcho  – fotomontagem sobre o corpo de Wanderley Luxemburgo – fotogramas originais copiados em www.alexsandramoreira.blogspot.com  / www.oravlaseven-alvaro.blogspot.com / www.palestraactivo.blogspot.com / Tio Patinhas, criação de Walt Disney