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29 de junho de 2011

MAIS 80 MIL BANDIDOS NAS RUAS

O ilustre maestro Júlio Medaglia, escreveu dia 30 de maio último no “Painel do Leitor”, da Folha de S. Paulo, sobre a prisão do jornalista Pimenta Neves, assassino confesso de sua ex-namorada e funcionária Sandra Gomide, 11 anos após o crime:

“Passei o mês de fevereiro na Alemanha. Numa segunda-feira à noite, o noticiário mostrou cenas de uma estação de trens de Berlim onde quatro jovens em torno de 17 anos espancavam um pintor de paredes.

O mesmo noticiário, na terça, mostrou os jovens sendo identificados e presos.

(N. do E. Imagem gravada em vídeo, de caso semelhante, em abril, em estação alemã. Neste caso, o jovem agressor foi liberado e causou indignação popularveja a fonte aquiembora o link do vídeo esteja quebrado)

Na quarta-feira, via-se o julgamento. Um pequeno fórum, um promotor de um lado, um advogado dativo, de outro, um juiz no meio. Sobre suas cabeças havia uma tela que mostrava o espancamento filmado pelas câmeras da estação. Uma parte do bate-boca entre os advogados foi ouvida mas, logo em seguida, veio a sentença: dez anos de prisão para os quatro, em regime fechado. Na quinta, o mesmo noticiário mostrava os condenados entrando na cadeia”.

E assim finalizou a missiva o maestro patrício: “Como se pode observar, a distância entre o Brasil e a Alemanha, em vários aspectos, é bem maior que a geográfica...”

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Nesse mesmo dia 30 de maio, o  jornal  carioca “O Globo”,  publicava chamada de primeira página (no site de O Globo, a manchete foi publicada um dia antes da versão impressa): “Juiz critica nova lei da prisão preventiva”, chamando a atenção que “entra em vigor em julho a lei que tira dos juízes o poder de pedir prisão preventiva de suspeitos de crimes com pena de menos de quatro anos”. E assinala mais: “A intenção é esvaziar as prisões, mas o juiz Fábio Uchoa, do 1º Tribunal do Júri do Rio, acha que será um estímulo à impunidade”.

Verdade. Com a autoridade de quem bateu o martelo diante de Elias Pereira da Silva, o “Elias Maluco”, principal acusado da morte do jornalista Tim Lopes, e dos irmãos Natalino e Jerônimo Guimarães, chefes da milícia “Liga da Justiça”, o juiz Fábio Uchoa abandonou sua habitual e discreta reserva para fazer um vigoroso alerta à sociedade.

Para ele, a Lei 12.403, de 2001, que entra em vigor nesta segunda-feira 4 de julho e cria novas medidas para reduzir os casos de prisão preventiva, será um estímulo à impunidade, pois vai tirar do juiz o poder de manter na cadeia aqueles que deveriam ser apartados do convívio social. De imediato, cerca de 80 mil presos, em todo o país, irão para as ruas.

No início de maio a lei foi sancionada pela presidenta Dilma e altera 32 artigos do Código de Processo Penal (Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941). Por isso, fez parte do pacote de nove projetos da minirreforma do código. Um dos trechos mais polêmicos é o artigo 313, que passa a só admitir a decretação da prisão preventiva nos  casos  de  crimes  dolosos  punidos  com  pena  privativa  de  liberdade  máxima superior a quatro anos.

Isso quer dizer o seguinte: agora, nos casos de crimes de formação de quadrilha, porte ou disparo de arma de fogo, furto simples, receptação, apropriação indébita, cárcere privado, corrupção de menores, coação de testemunhas no curso do processo, falso testemunho e vários outros crimes punidos com até quatro anos de prisão, ninguém permanecerá preso – só se for reincidente.

E o juiz criminal Uchoa lamenta: “Se a superlotação das cadeias não está sendo controlada, não podemos resolver o problema abrindo a porta das celas e botando os marginais nas ruas. A crise carcerária é uma questão de política pública. Não é para ser resolvida pelo legislador processual”.

Aparentemente motivada pelo princípio da presunção da inocência, a lei inova ao acrescentar, entre o conjunto de medidas cautelares alternativas à prisão, a extensão da fiança para crimes punidos com até quatro anos de prisão – situação que não era permitida desde 1940 pelo Código de Processo Penal.

Em todos esses casos, o delegado poderá agora arbitrar fiança diretamente, sem análise do promotor e do juiz.

A bem da verdade, essas facilitações para criminosos já vem desde a constituinte de 5 de outubro de 1988, a chamada “Constituição Cidadã” de Ulysses Guimarães, elaborada com forte viés revanchista por ex-terroristas que poucos anos antes haviam obtido anistia política.

Como se vê, o crime aqui compensa, diferentemente do que anseia o juiz Fábio Uchoa e do que constatou o maestro Medaglia na Alemanha...

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Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. Visite o site:www.afanasio.com.br

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28 de junho de 2011

TRÊS TOQUES

No futebol, a vingança não é um prato que se come frio.
Há cerca de três meses, o grande assunto era o centésimo gol que Rogério Ceni marcou sobre um dos principais adversários do seu São Paulo: o Corinthians.
Na ocasião, a partida era válida pelo campeonato paulista. No começo desta semana, o foco se inverteu. Ambas, as equipes voltaram se enfrentar, desta vez pelo Brasileirão.
A partida surpreendeu, não tanto pela vitória corintiana, mas da forma como ela ocorreu: uma goleada de 5 a 0. Não se pode dizer que Ceni foi o grande vilão são-paulino desta derrota. O adjetivo cai melhor para Carlinhos Paraíba, que foi expulso de uma forma absolutamente tola.frango_ceni Contudo, o quinto gol, marcado por Jorge Henrique, foi a cereja do bolo.
A falha do goleiro é a imagem que vai ficar dessa partida. Tal como seu centésimo gol, marcado no confronto anterior. (clique na foto para ampliar).
Com os cinco gols, a partir de agora faltam apenas dezenove para que o Corinthians chegue à marca de 100 gols marcados em cima de Rogério Ceni.
Mais do que nunca, a campanha “Rumo aos 100” ganha corpo. 
*
A principal notícia deste final de semana no mundo do futebol foi o fracasso do River Plate na sua tentativa de permanecer na primeira divisão do futebol argentino.
Na verdade, a queda se definiu na partida de ida, acontecida na mesma quarta-feira em que acontecia a grande final da Copa Libertadores.
O Belgrano, que a partir de agora, ganha uma notoriedade nunca vista em sua história, venceu, em casa por 2 a 0.
Mesmo com o apoio da torcida, o River não teve forças para passar de um empate em 1 a 1, com direito a pênalti perdido. (Pavone—à esquerda—chutou e o goleiro Carlos Olave, do Belgrano, defendeu)
Quem se transformou em um símbolo dessa tragédia foi o narrador Atilio Costa Febre, da Rádio Mitre.
A emissora bonaerense optou por fazer de suas jornadas esportivas uma transmissão de torcedor para torcedor.
E o indignado Costa Febre não poupou no vocabulário e soltou vários palavrões em um determinado momento.
Pelo Twitter, o narrador Haroldo de Souza, da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, comentou que se tal coisa  acontecesse no rádio brasileiro, seria uma hecatombe. 
Mas puxando pela memória, tivemos uma situação desse tipo protagonizada por um dos grandes nomes do rádio brasileiro. 
Logo após a desclassificação da seleção brasileira na Copa de 1990, na Itália, Fiori Gigliotti disse que o técnico Sebastião Lazzaroni tinha m... na cabeça. Juro que eu ouvi isso. E até hoje estou atrás desse áudio.
(Na foto, Fiori narra pela Record)
*
Leio nos sites especializados que os canais ESPN vão transmitir na próxima temporada os jogos da segunda divisão do campeonato inglês.
Enquanto isso, o espaço para o futebol sul-americano continua insuficiente na televisão brasileira. (leia mais aqui).
Ainda bem que o telespectador teve a chance de ver as partidas que definiram a queda do River Plate.
Se a ESPN está se interessando tanto por campeonatos de segunda divisão, quem sabe ela se anime em comprar os direitos de uma competição onde está um dos mais tradicionais times de Buenos Aires, e que desperta grande interesse nos torcedores daqui por conta de suas participações na Copa Libertadores.

Para ler mais artigos do mesmo autor, no FG-News,clique aqui.

Acompanhe também os textos sobre futebol deste colunista no site de cultura pop Laboratório Pop:http://www.laboratoriopop.com.br/geral

Você pode ouvi-lo também nas jornadas esportivas da equipe Expressão da Bola:http://www.expressaodabola.com.br


ORIENTAÇÃO SEXUAL: LEI PARA TODOS, SEM FAVORECIMENTO

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Myrian Rios, deputada em primeira legislatura, ex-atriz global, ex-mulher de Roberto Carlos (poucos se lembram), eleita no ano passado com 22.169 mil votos pelo PDT, no RJ, é uma mulher valente. Pode-se dizer que ela personifica a coragem do brasileiro.

Myrian ganha espaço na mídia de todo país por ter feito o que eu, você e tanta gente mais gostaria de ter feito, se tivesse a oportunidade: posicionou-se na questão da homossexualidade, assunto dos mais discutidos—embora de maneira ainda velada. A bem da verdade, os únicos que fazem alarde sobre o tema são os próprios homossexuais, principais interessados no que chamam de “fim da discriminação por orientação sexual”.

Myrian usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro—Alerj, na última terça-feira, 21 de junho, quando a PEC 23/2007 de autoria do deputado Gilberto Palmares, do PT, iria à votação naquela casa de leis, para manifestar-se contra a PEC e fazer um apelo aos demais colegas parlamentares.

De lá para cá o que se tem visto é uma grande onda de insatisfação na imprensa brasileira, como a querer ridicularizar a deputada por ter “confundido homossexualismo com pedofilia”. O discurso objetiva claramente indispor Miryan Rios com a “opinião pública”.

Tanto empenho me deixa pensativo e espantado. Parece que o número de gays, homens e mulheres, no jornalismo brasileiro supera o índice que sempre se imaginou existir. Nunca foram poucos, é verdade, mas o “frisson” causado por Myrian abre a porta dos armários encravados nas redações tupiniquins.

O pronunciamento da deputada Myrian Rios, como era natural supor, ganhou a Internet. Se você ainda não viu, assista-o e forme a sua opinião. Repito que o vídeo foi gravado no dia 21 de junho, data da votação da Pec 23/2007, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Imagens: www.pararecordarnovelasefamosos.blogspot.com (myrian e roberto) / www.horadanovela.blogspot.com (myrian, como shirley)

24 de junho de 2011

CLAUDETE TROIANO DEVERIA FICAR COM OS CALOS DE MOLHO?

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E a TV Gazeta, de São Paulo, perde mais uma ótima profissional.

Olga Bongiovanni deixou a emissora, menos de um ano depois da estreia.

Como na dispensa da jornalista Maria Lydia, recentemente, a direção da casa não dá maiores explicações.

O pouco que foi dito, está na coluna Parabólica, de José Armando Vannucci, no site da Pan. O link da notícia é este.

Claudete Troiano, a baixinha competente (será que é, também, geniosa?), fica, afinal, sozinha no programa que dividia com a colega demissionária.

olga_claudete

A TV paulistana vem realizando experiências com novas atrações entregues a apresentadoras que, até pouco tempo atrás, vendiam—e muito bem, diga-se—produtos anunciados na TV de vendas da casa.

carol_minhotoCarol Minhoto, do Você Bonita, é uma delas. Simpática, graciosa, competente (a foto “fala” melhor que eu) foi, mesmo, uma decisão acertada deixar a moça no comando de um programa onde poderia render mais. O ajuste da grade de programação da emissora da Avenida Paulista parecer confirmar que Carol está dando conta do recado.

Claudete Troiano talvez devesse ficar com os calos de molho? Improvisei o ditado, mas, barba, sinceramente, eu não poderia usar com ela. E calos, duvido que ela os tenha…, mas você me entendeu, certo?

Imagens: http://blog.jovempan.uol.com.br ( olga – link: http://bit.ly/mPb1uB ) / http://www.tvgazeta.com.br/ (olga, claude, carol)

O MEDO DA CONCORRÊNCIA PODE LEVAR A GLOBO À CONFUSÃO

banner_FRicco cópiaFlávio Ricco, colunista especializado em televisão, editor da coluna que leva o próprio nome, no portal UOL, faz um alerta procedente. O xará destaca a preocupação das emissoras de TV, na luta pela conquista do público da classe C, até hoje desprezado equivocadamente. 

53%

Segundo Flávio Ricco, o segmento concentra 53% da população brasileira.

Apenas esse porcentual é suficiente para revelar que tem alguma coisa errada. A TV, veículo de comunicação de massa, vem se dedicando mais às classes A e B, sem considerarmos os programas esportivos e os telejornais.

Se somarmos ao segmento de audiência as classes D e E, veremos que a TV tem agido contra a lógica faz tempo.

Daí você, com toda a razão, vai dizer: “Pô, a programação que temos é destinada aos públicos A e B? Tenha dó!”

Na verdade, em geral, a programação é muito ruim e não se poderia—mesmo—classificá-la como requintada.

De fato, quando se fala que a TV sempre esteve mais preocupada com as classes A e B, é do mercado publicitário que está se falando. Os maiores anunciantes—você já reparou, é claro—vendem produtos caros que, por isso, destinam-se a consumidores de maior poder aquisitivo.

Pois esse é o ponto da questão. O perfil do consumidor vem mudando com a estabilidade econômica do país. E se formos considerar, apenas, o poder aquisitivo, a TV precisa, mesmo se mexer.

Aí começa o problema a que Flávio Ricco se refere na coluna dele. É preciso tomar cuidado para não se confundir com os indicadores e acabar trocando os pés pelas mãos.

Popularizar é razoável. Partir para o popularesco e a baixaria é inaceitável, além de ser um equívoco mercadológico. Raciocinar dessa forma, seria o mesmo que determinar que bom gosto está ligado a riqueza. São coisas diferentes. Como se diz, de maneira jocosa, mas verdadeira, “pobre tem bom gosto; o que não tem é dinheiro”. 

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Pois é… não tinha e agora já pode se dar ao luxo de fazer alguns gastos extras. É nisso que o mercado está mirando.

A TV Globo se movimenta para enfrentar a concorrência no jornalismo, em que a Record vem crescendo. No entanto, a líder está pressionada e, convenhamos, nunca passou por isso, muito pelo contrário. Uma das medidas para o confronto já foi anunciada: vai trocar os apresentadores dos telejornais da casa.

Não, não vai contratar ninguém de fora, ao que tudo indica. A Globo—parece— acredita que trocar A por B e C por D é suficiente. Será? Eis uma situação delicada em que um erro pode significar—no mínimo—confusão na certa.

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23 de junho de 2011

JUÍZES JURADOS DE MORTE

A Associação dos Juízes Federais (Ajufe), demonstra profunda irritação com as autoridades do Ministério da Justiça: é que levantamento feito pela entidade dá conta de que a proteção oferecida aos magistrados – a cargo do Departamento de Polícia Federal – é insuficiente.

Isto porque quarenta dos cerca de 300 juízes federais das varas criminais do país estão sofrendo ameaças do crime organizado, o que significa um em cada oito magistrados federais.

Existem casos de juízes federais que têm seus passos monitorados por criminosos. E, assim, abdicam de sua vida social e acabam pedindo transferência para outros Estados, temendo sofrer na pele juntamente com seus familiares.

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O corte de mais de R$ 50 bilhões promovido pela presidenta Dilma no orçamento da União atingiu o Ministério da Justiça e houve corte no orçamento da Polícia Federal, que teve consequência imediata na forma de proteção à vida pessoal e familiar dos juízes ameaçados. Há, porém, um juiz federal que recebe proteção permanente da PF há muitos anos: Odilon de Oliveira.

Mesmo assim, o número de agentes para sua segurança foi reduzido. O juiz Oliveira recebe escolta especial há 13 anos, desde que se especializou no combate a crimes financeiros passou a sofrer ameaças pelas quadrilhas que agem na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

Antes, a segurança do juiz Odilon de Oliveira era feita por nove agentes e hoje está reduzida para meia dúzia. As equipes foram completadas com elementos de segurança patrimonial da Justiça, que por não terem treinamento específico, servem apenas como motoristas, em sistema de rodízio.

Em fevereiro último, a Polícia Federal descobriu um plano para eliminar a juíza Lisa Taubemblatt, de Ponta Porã (MS). Imediatamente o Ministério da Justiça determinou proteção especial a ela e família, que trabalha num processo contra poderosa quadrilha de tráfico de drogas e de armas.

Mesmo assim, a juíza lamenta que os agentes para sua cobertura só tenham aparecido cerca de duas semanas após a promessa ministerial. E, mesmo assim, foram embora dias depois. E a juíza reclama mais: “O carro deles ficou parado lá (em frente à Vara), e ainda de forma irregular. O máximo que ele fazia era estragar o gramado”.

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Outros juízes ameaçados contam somente com a proteção dos seguranças particulares das varas em que trabalham.

É o caso de três dos dez que trabalham em varas criminais federais do Rio de Janeiro.

Uma delas é a juíza Adriana Cruz, que julgou acusados da máfia dos jogos ilícitos.

“A proteção dela é tão precária que ela comprou com dinheiro do próprio bolso um carro blindado de segunda mão”, informa o presidente da Ajufe, juiz Gabriel Wedy, que conversou com os 40 juízes jurados de morte.

Já o juiz Pedro Francisco da Silva, que julgou no Acre quatro processos contra a organização criminosa chefiada pelo ex-deputado federal Hildebrando Pascoal, acha que “a proteção a magistrados deve ser garantida mesmo após o resultado dos julgamentos”.

O juiz Pedro Francisco teve sua casa invadida por homens armados em 2008, oito anos depois das primeiras condenações do caso. Três anos antes, a polícia do Acre já havia prendido pistoleiros contratados para matá-lo.

Mesmo sob tamanha pressão pelas ameaças, o magistrado não desiste de enfrentar o crime organizado: “Tive de mudar toda a minha rotina pessoal e de trabalho. Mandei meus filhos para outro Estado. O único lugar que eu frequentava depois de minha casa e o Fórum era o supermercado”.

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Para devolver a segurança e a necessária tranquilidade aos julgadores, a Associação do Juízes Federais defende a criação de uma Polícia Judiciária Especializada, dedicada exclusivamente à proteção dos magistrados. A pretensão é justa e necessária. Trata-se de medida urgente-urgentíssima. A que ponto chegamos!

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Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. Visite o site:www.afanasio.com.br

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22 de junho de 2011

A LIDERANÇA DA GLOBO IMPEDIU-A DE VER A REAÇÃO DA CONCORRÊNCIA

A notícia do dia, em termos jornalísticos, na televisão, é a já anunciada dança das cadeiras do jornalismo global, prevista para setembro. As mudanças fazem parte da estratégia para conter o avanço da concorrência.

A sempre arrogante e de nariz empinado, emissora dos Marinho, instalada na confortável posição de líder, teve que, primeiro, dar uma olhadela para baixo, a fim de ver o que se passava.

O que viu, não agradou. Mais do que isso, os boletins do Ibope começaram a mostrar o que já era evidente, mas a Vênus Platinada se recusava a admitir. 

As classes C, D e E ascenderam com a estabilidade econômica e passaram a ter um poder aquisitivo que já lhes permitia adquirir bens de consumo-duráveis mais sofisticados, entre eles, TVs de última geração.

A digitalização do sinal transmitido, a popularização e o consequente barateamento dos aparelhos com tela de plasma ou LCD (mais em conta) se encarregaram de reconduzir o televisor, ao centro de atenções nos lares em todo o país.

De modo geral, a televisão brasileira não tem elevado o nível dos programas, incluídos os telejornais. Quanto muito, desde o advento da nova tecnologia digital, exibem-se filmes e, ocasionalmente, um programa e outro concebidos para exibição em HD, ou seja, High Definition, denominação, em Inglês, para o sistema de alta definição.

O quadro começa a mudar, sim, mas ainda não o suficiente. Os programas, em sua maioria, ainda fazem parte do estoque analógico. Quando não, são as redes que ainda não estão totalmente digitalizadas, incluindo as afiliadas.

Unindo as duas pontas, quais sejam, a melhoria do poder econômico da população e o refinamento tecnológico, a Rede Record de Televisão vem investindo em  programas novos e no reaparelhamento do parque técnico.

Ninguém ignora que a Globo é a ÚNICA adversária que a Record vê pela frente. A bem da verdade, é preciso dizer que concorrência, no dicionário das demais emissoras, parece ser um verbete inexistente.

Neste cenário, satisfeita consigo mesma e iludida com a falsa impressão de que não havia nada de novo no reino televisivo, a Globo não se deu conta do avanço teimoso, insistente e constante da Record. Como dinheiro não falta no reduto de Edir Macedo, (Leia AQUI e AQUI – note o detalhe das importâncias) era natural que houvesse ascensão paulatina da emissora cuja cabeça-de-rede está na Barra Funda, em SP.

O mercado estava de olho nisso, mas a Globo não viu. Ou não quis ver. Agora, quando o leite já está derramado, não adianta chorar e a solução é tentar conter o avanço da Record. As mudanças do jornalismo Global vão ao encontro dessa necessidade.

Minha dúvida é saber se mudar apresentadores daqui para ali e vice versa, será suficiente. Todos os profissionais da casa estão habituados ao status de primas-donas. Fazer com que assumam atitudes mais populares, pode produzir, apenas, o efeito que se nota no programa Bem Estar, nas manhãs globais.

Os jornalistas escalados para a tarefa não se sentem à vontade no papel de “amigos da dona de casa”. Fingir que estão ao nível popular só complica, pois as atitudes transparecem, nitidamente, como falsas e antinaturais. A dificuldade de assumir a nova faceta pode ser uma recusa, até inconsciente, de quem sempre esteve por cima da carne seca e, agora, não consegue mudar.

Já na Record, onde a luta é pela conquista de território, as equipes não têm nada a perder, só a ganhar. O espírito que move os profissionais da rua da Várzea é o de quem sabe que do couro sai a correia, ou seja, eles farão alguns sacrifícios envolvendo até a imagem profissional, mas, em contrapartida, serão mais vistos, reconhecidos e recompensados. Isso faz diferença.

Evitei, deliberadamente, citar nomes tanto de um canal quanto de outro, pois o foco, para mim, não está na mão de obra, mas no planejamento para a execução da tarefa.

Mudar a cereja não faz a torta mais gostosa. Exatamente por isso, suspeita-se que as trocas, na Globo, podem ir além dos apresentadores. A colunista  Keila Jimenez, na Folha.com (conteúdo exclusivo para assinantes) informa que “há quem aposte em mudanças em cargos de direção”. Seria, no mínimo, coerente.

No final, uma indagação necessária: as reformas que a Globo, acuada, terá que fazer, não levarão a um nivelamento por baixo? O povo, afinal, merece muito mais.

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21 de junho de 2011

GOLEIRO MARCOS TEM QUE SER VALORIZADO PELO QUE ELE É

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A rodada deste final de semana do campeonato brasileiro ficou um tanto esvaziada com o adiamento do clássico entre Santos e Corinthians para o dia 10 de agosto. O alvinegro da Vila Belmiro conseguiu colocar esta partida em outra data por conta de seu envolvimento na grande final da Copa Libertadores.

Havia um outro clássico programado, entre Botafogo e Flamengo. Este jogo teve destaque pelo fato de ser o primeiro 0 a 0 da competição, em cinco rodadas. Ainda assim, o futebol mostrado em campo por ambas as equipes não foi de emocionar multidões.pal_av

 O destaque mesmo veio da goleada do Palmeiras sobre o Avaí pelo placar de 5 a 0. Não tanto pelo resultado em si. O time catarinense, caso não tome os devidos cuidados, é um sério candidato ao rebaixamento neste ano. Um fato chamou a atenção. Quando o placar marcava 4 a 0, um pênalti foi marcado para o alviverde aos 25 minutos do segundo tempo. Parte da torcida que foi ao Canindé começou a se manifestar, pedindo para que o goleiro Marcos executasse essa cobrança.

Marcos Assumpção tenta convencer Marcos a cobrar o pênalti

O goleiro teve até incentivo de alguns companheiros, mas decidiu ficar no seu canto. Ele fez um gesto com as mãos indicando a negativa.

Depois da partida, ele disse que estava doido para bater, mas que não o fez por respeito a Aleks, goleiro adversário: “Iria parecer que estava pisando. Eu não sairia satisfeito.

Na coletiva, o treinador Luiz Felipe Scolari repudiou a idéia. “Quem foi o maluco que inventou isso?”, perguntou, para depois decretar: “Enquanto eu for técnico do Palmeiras, isso de o Marcos bater pênalti não vai acontecer”.

A idéia desse numeroso grupo de torcedores que esteve no Canindé era homenagear o goleiro, que está para se aposentar no final do ano. Contudo, tal solicitação pareceu mais a manifestação de complexo de inferioridade.

Explica-se: o São Paulo, um dos principais adversários do Palmeiras, tem como ídolo Rogério Ceni, um goleiro que é conhecido por fazer gols de falta e de pênalti. Um gol de Marcos talvez fizesse bem à auto-estima da torcida, tão em baixa por conta de sucessivos fracassos nas competições que disputa.

Marcos deve ser valorizado pelas qualidades que tem como goleiro. E sua história no Palmeiras é bem maior que esse complexo de vira-latas manifestado por parte da torcida.  Não é qualquer atleta que consegue ser campeão da Copa Libertadores da América em um determinado momento para depois passar todos os perrengues de uma série B (como aconteceu em 2003) a fim de levar o time de volta à elite do campeonato brasileiro.

Se tiver de sair um gol, que seja de uma forma bem natural.

Esse lance de forçar a barra não fará bem a ninguém.

Para ler mais artigos do mesmo autor, no FG-News,clique aqui.

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