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30 de setembro de 2011

ELEIÇÕES 2012: OBRAS, REAJUSTES SALARIAIS E CONGELAMENTO DE TARIFAS

Está acontecendo em São Paulo, capital, mas poderia ser na sua cidade. O esquema é o mesmo que deve ser posto em prática pelos atuais prefeitos que estão de olho em 2012. Seja porque serão candidatos à reeleição ou porque estarão envolvidos na tarefa de fazer o sucessor.

Se você reparou que em 2011, terceiro ano do atual mandato, o seu prefeito não investiu em quase nada, ignorou o funcionalismo, abandonou à própria sorte o munícipe que recorreu ao sistema municipal de saúde e, também, mais participou de reuniões políticas do que esteve em busca de soluções para os problemas da cidade, pode apostar: no próximo ano haverá uma enxurrada de obras e farta apresentação de pirotecnias administrativas, em busca de votos.

O prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, quer eleger o sucessor pela legenda recentemente lançada, o PSD, partido do qual é dono. Para isso, não hesita em colocar em prática o esquema engana-trouxa para alcançar o objetivo dele. Kassab confia na falta de memória do eleitor e sabe que a última imagem é a que fica. Leia mais aqui, aqui e aqui.

Imagem: http://ultimosegundo.ig.com.br (link)

DILMA ROUSSEFF: O GOVERNO (LULA) SUBESTIMOU A CRISE DE 2008

Muitos vão espernear. Outros, uivar. E haverá aqueles e aquelas, ainda, que tentarão jogar os famosos panos quentes sobre o fato, minimizando sua repercussão pelo país. Para usar o jargão da apresentadora Luciana Gimenez, “abafa o caso”.

Quem diria, a presidente Dilma Rousseff está confortável sobre os saltos altos e não teme escorregar ou errar o passo ao criticar, veladamente, a política do ex-presidente Lula diante da crise econômica de 2008. Aquela que foi, mas, para o Brasil, pareceu nunca ter sido. Pareceu, pois os reflexos do “nunca antes neste país” começam a ser sentidos agora, três anos depois daquela crise.

As declarações de Dilma Rousseff tiveram lugar no Fórum Exame, em São Paulo, durante discurso a empresários.

Veja os detalhes da fala presidencial, aqui, aqui e aqui.

Imagem: http://veja.abril.com.br (link)

BANDIDOS TOGADOS: MAGISTRADOS DEVEM AGIR SEM MONITORAMENTO?

Magistrados em pé-de-guerra. Claro que é força de expressão, mas os ministros da mais alta instância judicial do país, o Supremo Tribunal Federal, estão, no mínimo, fazendo beicinhos de contrariedade. O motivo para tanto foi a declaração, tida como infeliz, da corregedora geral da Justiça, ministra Eliana Calmon, de que há “bandidos togados” agindo livremente nos tribunais do país.

Não vamos entrar no mérito da questão, mas vistos a partir da superfície, como os fatos ligados à Justiça nos são dados a ver, parece, mesmo, que alguma coisa está errada. Já não espanta mais a revelação de comércio de sentenças, participação de gente insuspeita em esquemas criminosos e outros tantos desvios.

Membros da área judicial, inflamaram-se dando início a declarações ora de um lado, ora de outro.

Afinal, os magistrados devem agir livremente, sem monitoramento? Claro que o que se espera da Justiça como um todo, mas particularmente de juízes, é que seu integrantes tenham conduta exemplar e ilibada na operação dos instrumentos legais. Infelizmente, há evidências de não é bem isso o que acontece, em certos casos. Depois, não adianta declararem-se ofendidos, magoados e humilhados. Ou você acredita nessa “revolta”?

Veja mais aqui, aqui e aqui.

Imagens: www.conjur.com.br (link) / www.ipco.org.br (link)

CRIANÇAS QUEIMAM A BOCA COM TODDYNHO

Pais, mães, avôs, avós, tios, tias, amigos e conhecidos. A notícia surpreendeu e criou aprensão. O achocolatado Toddynho, de tanta tradição, está sob suspeita, no Rio Grande do Sul.

Imediatamente, o imaginário popular cria dúvidas quanto à qualidade do produto no resto do país.

O que está acontecendo? Por que algumas crianças, no estado gaúcho, tiveram a boca queimada ao consumir Toddynho? O temor quanto à possibilidade de acontecer a mesma coisa em outras regiões brasileiras procede? Vamos ler e saber.

Clique aqui, aqui e aqui.

Imagem: www.casaevida.com (link)

CÂNCER E CELULAR: RISCO PARA BILHÕES DE PESSOAS NO MUNDO?

Nota do editor: A discussão, controversa, sobre os malefícios à saúde causados pelo uso frequente dos telefones celulares está longe de acabar. Que dirá, então, surgir brevemente uma definição em torno do assunto. Como a Internet permite, em qualquer parte do globo, a leitura dos artigos postados na rede, não custa lembrar aos irmãos portugueses que estamos falando do telemóvel.

Recebi release de Juliana Morato, da Link Comunicação Empresarial, com um artigo do oncologista Leandro Ramos, da Oncomed Bh, sobre o assunto. Ramos aborda os diversos aspectos atribuídos ao uso do aparelho, inclusive por crianças, e faz considerações importantes na tentativa de esclarecer o usuário de celular.

Fica, no entanto, o lembrete de que nada, ainda, é conclusivo. Os vários estudos a respeito, em todo o mundo, apenas sugerem possibilidades e apontam evidências. Mesmo assim, a leitura do artigo, abaixo, é uma forma de prevenção. Cautela nunca é demais.

CÂNCER E CELULAR: O QUE DE FATO DIZEM OS ESTUDOS

Por Dr. Leandro Ramos, oncologista da Oncomed Bh – Belo Horizonte - MG

O crescente aumento no número de usuários de telefones celulares nos últimos anos tem preocupado a comunidade científica mundial com os possíveis efeitos deletérios à saúde causados pelos campos eletromagnéticos de radiofrequência emitidos por estes aparelhos. Atualmente cerca de *4.6 bilhões de pessoas são usuárias de telefones celulares. (veja nota no rodapé)

A utilização destes aparelhos junto ao ouvido durante uma chamada telefônica resulta em absorção pelo cérebro da energia eletromagnética emitida pelo aparelho. A intensidade desta absorção está também relacionada ao modelo e à antena do aparelho celular, além da qualidade do sinal entre o aparelho celular e a Estação Rádio-Base.

As crianças que utilizam aparelhos de telefones celulares estão mais expostas à absorção cerebral da energia eletromagnética devido a menor espessura do osso craniano quando comparado ao adulto.

Os estudos de avaliação biológica entre irradiação eletromagnética não ionizante e câncer não apresentaram resultados conclusivos. Portanto, as principais fontes de avaliação entre efeitos do telefone celular e potenciais riscos a saúde são de estudos epidemiológicos.  Estes, até o momento, não indicaram, de forma clara, a relação de causa e efeito entre telefone celular e câncer.

Em Março de 2010 foi publicado na revista INTERNATIONAL JOURNAL OF EPIDEMIOLOGY o estudo INTERPHONE, o maior estudo epidemiológico (caso controle) que analisou esta associação. Foram avaliados mais de 10 mil pacientes por mais de 10 anos, em 13 países. Todos os participantes eram portadores de câncer cerebral (glioma ou meningioma), porém, a frequência de utilização do telefone celular variou entre menos de 1 ligação por semana até o frequente uso diário.

A conclusão dos autores deste estudo apontou para o baixo risco de câncer cerebral nos usuários pouco freqüentes de telefones celulares. Entretanto, existe uma tendência de aumento do risco de glioma nos usuários que utilizaram o telefone celular por mais de 1640 horas durante este estudo. Os autores alertam para as possíveis falhas na análise destes dados.

Em virtude da importância deste assunto, em Maio de 2011, 30 cientistas da Agência Internacional da OMS para Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês) se reuniram na cidade de Lyon, na França. Essa comissão foi conduzida pelo Dr. Jonathan Samet, coordenador da Cadeira de Medicina Preventiva da Universidade do Sul da Califórnia. Os membros da IARC, após análise dos estudos mais relevantes entre utilização de telefone celular e câncer, concluíram que “o campo eletromagnético emitido por estes aparelhos, são possivelmente carcinogênicos aos seres humanos”.

Em nota, o Dr. Samet afirmou: “A conclusão é de que pode haver algum risco e, portanto, precisamos ficar atentos para um elo entre celulares e câncer”.

Até que se tenham maiores esclarecimentos sobre o real risco entre câncer cerebral e telefone celular, é importante que sigamos o “Princípio da Precaução”, ou seja, reduzir o contato das crianças com os telefones celulares e nos adultos, além de reduzir a frequência da utilização destes aparelhos, utilizar sempre que possível os fones de ouvidos para as chamadas telefônicas mantendo o aparelho celular afastado do corpo.

Fonte:

LINK

Juliana Morato
Link Comunicação Empresarial
Assessora de Comunicação
juliana.morato@linkcomunicacao.com.br
(31) 2126-8072 / (31) 9815-5467

*Em tempo e para constar: de acordo com a empresa Wireless Intelligence, ainda em 2010 o número de celulares, no mundo, ultrapassou a casa dos cinco bilhões de aparelhos. A informação está, por exemplo, no blog Mundo da Comunicação Integrada, em artigo postado por Renata Medeiros Silveira, em 31 de março de 2011. Para ver, clique no destaque, em azul.

Imagens: www.renatamedeiross.blogspot.com (link) / www.revistaencontro.com.br (link) / www.tecnippon.blogspot.com (link) / www.embargowatch.wordpress.com (link) / www.itcconference.com (link)

29 de setembro de 2011

DOR DE CABEÇA PARA O CIDADÃO CONTINUA

O brasileiro vive hoje mais um dia conturbado em relação a operações bancárias. A greve no setor continua, sem perspectiva de rápida solução. As opções para quem precisa de dinheiro vivo são os caixas automáticos das agências e os equipamentos 24 horas instalados em diversos outros locais.

Quem precisa pagar mensalidades, faturas, contas de consumo, transferir dinheiro  de conta corrente para conta corrente ou poupança, entre outras operações, pode recorrer, também, ao home banking, pela Internet.

Outra greve que contribui para deixar a vida do cidadão mais complicada é a dos Correios, que promete se arrastar por mais algum tempo. A  decisão final poderá caber à Justiça.

A greve dos bancos, aqui, aqui e aqui. A dos Correios, aqui, aqui e aqui.

Imagem: www.veronicapacheco.wordpress.com (link)

MORTE DA JUÍZA DERRUBA O COMANDO-GERAL DA PM DO RIO DE JANEIRO

O assassinato da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, Rio de Janeiro, em agosto, levou o coronel Mário Sérgio Duarte, comandante-geral da Polícia Militar do Rio, a pedir exoneração do cargo. 

Duarte sente-se responsável, pelo envolvimento do tenente Coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira no homicídio da juíza. O comandante demissionário declarou que sai para "não deixar nenhum espaço para dúvidas quanto a minha (dele) responsabilidade no processo de escolha dos Comandantes, Chefes e Diretores da Corporação".

A investigação da morte de Patrícia Acioli levou ao indiciamento do Tenente Coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, apontado por um cabo da PM como o articulador da execução. Sob o espírito da delação premiada, em troca de proteção e redução da pena a que está sujeito por ter participado da ação, o militar, que se diz arrependido, delatou os demais integrantes da quadrilha que matou a juíza. Nem todos estão presos, mas a polícia afirma que é questão de tempo.

Leia mais aqui, aqui e aqui. Não deixe de acessar os links relacionados ao caso.

Imagem: http://www.estadao.com.br (link)

28 de setembro de 2011

CRIMES SEM PUNIÇÃO

Levantamento divulgado em abril pelo Ministério da Justiça, com base na pesquisa Mapas da Violência 2011, mostrou que só 8% dos cerca de 50 mil homicídios cometidos por ano no Brasil são resolvidos.

No total, o perfil – elaborado a partir principalmente dos índices de produtividade das delegacias policiais dos estados – registrava que, até 2007, havia no Brasil pelo menos cem mil inquéritos inconclusos sobre assassinatos.

Inaceitáveis, estes números levaram o Conselho Nacional do Ministério Público a criar, em parceria com a Pasta da Justiça, o Conselho Nacional de Justiça, e governos estaduais, a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), que estabeleceu como meta tentar concluir até o fim de 2011 os inquéritos criminais abertos até quatro anos atrás.

A providência tinha bons propósitos. Era otimamente bem intencionada, mesmo porque, homicídios não solucionados comprometem a credibilidade da polícia e da justiça, principalmente quando os índices alcançam a dimensão demonstrada pelos Mapas da Violência. Além de gerarem impunidade.

Mas, vê-se agora, a “metodologia” aplicada pelo Ministério Público em praticamente todo o país, para cumprir a meta da Enasp, em vez de ajudar a resolver a questão dos crimes sem castigo, apenas varreu o problema para debaixo do tapete.

Em quatro meses (de abril a julho), os MPs arquivaram 80% dos casos em investigação. Somente no Rio de Janeiro, o índice de arquivamento de inquéritos chegou a 96%. Em Goiás, o encerramento de  processos  de  assassinatos  sem autoria conhecida foi a 97%. Em Pernambuco, o índice atingiu 85%, e em São Paulo, 71%.

Trata-se de óbvia adulteração dos objetivos que pautaram a Enasp. Ao definir a meta de zerar, ou de chegar a algo próximo disso, as pilhas de inquéritos antigos à espera de solução (pelo oferecimento de denúncia contra suspeitos, limitando-se o arquivamento aos casos efetivamente impossíveis de serem esclarecidos), o órgão visava a combater a impunidade, com o esclarecimento dos crimes e a consequente punição dos responsáveis.

Mas o arquivamento em massa de casos não resolvidos tem apenas efeito estatístico. Na prática, é uma patranha contra o princípio de uma justiça que deve proteger a sociedade, não só dando a sensação, mas principalmente a efetiva segurança social e garantia da ordem pública.

Com esse procedimento, os promotores alimentam uma cadeia de atos que desservem à Justiça brasileira. Essa rede, que ceva a impunidade, começa nos maus serviços nas delegacias (pelo sucateamento das repartições policiais, pela falta de estrutura técnica para a obtenção de provas, pelo déficit do número de investigadores e pela inexistência de uma política nacional integrada de segurança).

Passa, como se vê, por essa inapetência investigadora do Ministério Público e se completa na burocracia e na lentidão dos ritos judicantes do país. Desse somatório resultam, entre outros males, baixas taxas de resolução de crimes, estímulo e afrontas à lei e, como decorrência, crescente descrédito da população com a capacidade de estas instituições cumprirem seus pressupostos de  guardiãs do estado de direito.

E, aqui, vale o ensinamento do experiente e saudoso delegado de polícia *Coriolano Nogueira Cobra, velho cardeal da Polícia Civil paulista e grande professor de Investigação Policial da antiga Escola de Polícia, atual Academia da Cidade Universitária:

-Todo crime é misterioso até ser descoberto. Não existe crime insolúvel e sim investigação mal feita.

E ele não admitia policial sem vocação. Ao contrário do que há hoje, nos vários concursos de ingresso, em que se vê muito mais gente desempregada tentando uma colocação no serviço público, do que qualquer pendor para se dedicar à causa da apuração criminal. O finado Coriolano estava certo. E os números da incompetência só tendem a aumentar...

Leia outros artigos da Coluna do Afanasio, clicando aqui.

Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. Visite o site:www.afanasio.com.br

Imagens: www.duquedecaxias.net.br (link) / www.criminal.caop.mp.pr.gov.br (link) / www.coturnocarioca.blogspot.com (link) /  www.migalhas.com.br (link) *reprodução de retrato exposto na galeria de ex-delegados gerais de polícia de São Paulo (link)

27 de setembro de 2011

MEU BANCO ME DEVE E SEU BANCO DEVE A VOCÊ. OU NÃO?

Se não bastasse a greve dos Correios, a partir de hoje temos, também, o movimento grevista dos bancários, sem duração definida. Por um lado, a greve, legítima, é um instrumento de salvaguarda dos interesses dos trabalhadores. Mas, por outro lado, toda greve produz efeitos colaterais que, via de regra, atingem a maioria da população.

Relativamente a estas duas paralizações—dos Correios e dos bancários—, o problema é ainda maior. Em particular para quem utiliza a rede bancária ao pagar aluguel, mensalidade escolar, plano de saúde, cartão de crédito, financiamento e uma grande variedade de outros compromissos mensais. É preciso ficarmos atentos ou iremos arcar com encargos que oneram ainda mais o nosso sempre apertado orçamento.
Desde que os bancos começaram a repassar ao correntista serviços que, antes, eram executados pelos funcionários das agências, a situação ficou pior para o devedor. Antes, uma greve no setor bancário adiava o vencimento de seu compromisso para quando os bancos retomassem a atividade normal. Não havia cobrança de encargos. Hoje, você não pode mais alegar que por causa da greve não pagou a mensalidade escolar, por exemplo. Afinal, o home banking é uma agencia bancária dentro de sua própria casa ou local de trabalho, 24 horas.
O mesmo acontece em relação aos Correios. Já não dá mais para dizer que não recebemos o boleto da dívida e, portanto, não temos como pagar a parcela do mês. Praticamente todas as empresas, a começar da rede pública, disponibilizam meios para que nós obtenhamos segundas-vias de tudo. E não tem acordo. Pagou depois do vencimento, é prejuízo na certa.
Faço o alerta e fico pensando que, no fundo, temos sido levados a executar serviços dos outros e ainda pagamos por isso em vez de recebermos, como seria de se imaginar. Os bancos, e você deve se lembrar, sempre alardearam que as operações realizadas nas agências oneravam os custos operacionais das instituições bancárias em cerca de R$ 0,70 (com pequenas variações) por operação. Hoje, você quita as contas diretamente pela Internet e PAGA para ter o direito à “facilidade”. Somem-se a isso, os caixas automáticos em que o correntista realiza pessoalmente outros tantos serviços. A consequência direta do novo modelo operacional, com o auxílio da informatização e da automação, foi o corte drástico no quadro de funcionários do setor bancário e a correspondente perda de poder nas negociações coletivas de contratos de trabalho. Além disso, livre do mau humor e da grosseria de certos empregados, durante o atendimento ao cliente, muitos correntistas acabaram aceitando, numa boa, a substituição do homem pela máquina. Admira-me que os sindicatos nunca tenham questionado esse aspecto e protegido seus associados. Agora é um tanto tarde para chorar sobre o leite derramado.
Por último, uma indagação: se fomos transformados em mão de obra bancária e, antes, os bancos pagavam empregados para fazer o trabalho que hoje fazemos por eles, por que nós é que pagamos aos bancos para realizar o serviço que era responsabilidade deles? Não deveríamos receber a cada vez que fazemos o trabalho?
Uma parte da resposta está nos altos salários que os executivos dos setor bancário recebem (veja EXECUTIVOS BRASILEIROS GANHAM FORTUNAS POR MÊS, na postagem de ontem, 26 de setembro (a  foto* ao lado identifica a nota, abaixo). Alguém tem que pagar essa conta. Claro que sobra para o cliente. Não caberia uma ação pública coletiva para recolocar as coisas em seus devidos lugares? Penso que meu banco me deve e seu banco deve a você, por serviços prestados. Eu gostaria de receber meu “salário”. E você?
Notícias da greve dos bancários, aqui, aqui e aqui. Sobre a greve dos Correios, aqui e aqui.
Imagens: www.bancarios.com.br (link) / www.mundodastribos.com (link) / *replicação de foto já publicada por este blog

26 de setembro de 2011

SEM MAQUIAGEM: VEM AÍ, NOVO IMPOSTO PARA A SAÚDE



NOVO IMPOSTO NO LUGAR DA CPMF
A semana começa com a notícia da inevitável criação de um novo imposto para a saúde, apesar dos sucessivos recordes no recolhimento de tributos. A ideia, lançada como balão de ensaio, já no governo Lula, e mais acentuadamente a partir da gestão Dilma Rousseff, agora é dada como certa. Prevista para retornar em 2012, a nova tributação deverá render 45 bilhões de reais, cerca de 5 bilhões menos que o montante arrecadado pela extinta CPMF. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT), afirma que o governo não implantará a medida na base da canetada, mas “com muitos baldes de saliva para unir a base aliada”, ou seja, na base do toma lá, dá cá. Veja mais, aqui.

Imagem: http://www.estadao.com.br (link)


PODE ACORDAR, O PESADELO ACABOU: SATÉLITE CAI SEM CAUSAR DANOS

Embora a NASA tivesse avisado que dificilmente os destroços do satélite UARS, de pesquisa atmosférica, pesando seis toneladas, atingiriam alguém em terra, ficou uma ponta de receio no ar. Afinal, tratava-se de um equipamento do tamanho de um ônibus. Dava, mesmo, para assustar.
Foi a primeira queda descontrolada de um satélite espacial em 30 anos. As previsões da NASA tentavam tranquilizar a população de uma vasta extensão territorial do globo terrestre, localizada entre entre os paralelos 57 norte e 57 sul do equador, área em que se encontram cidades densamente povoadas. Leia mais, aqui.
Imagem: republicação de original localizado neste link

HEAVY METAL NO ROCK IN RIO: MUITO PEITO PARA ENCARAR
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A noite de domingo, no Rock in Rio, foi contagiante. Fãs do heavy metal não tiveram do que reclamar. Além das superbandas do gênero, o metal pesado deu show entre a plateia. Por alguma razão, que pode ser interpretada desde simples euforia de fã até uma boa oportunidade para aparecer na mídia—todas negam—, algumas mulheres deram show à parte. O público, naturalmente, gostou, mas o espetáculo ficou restrito a quem estava por perto, na multidão. Hoje, com calma, você pode ver o motivo da euforia que não estava no programa musical. O heavy metal é inexplicável. Leia mais, aqui, aqui e aqui. Veja mais do “show”, aqui.

Imagem: fotograma da galeria de imagens de O Globo (link)

WIKILEAKS FAZ ESCOLA. FOLHA, NA COLA, DEIXA DÚVIDA
Na cola do WikiLeaks, de Julian Assange, no último dia 17, a Folha de S.Paulo lançou um site para receber informações anônimas. É o Folhaleaks. Em apenas uma semana, chegaram cerca de setecentas mensagens. O compromisso da Folha é o de averiguar cada informação, mas não se obriga a publicá-la.  Toda denúncia será submetida a uma triagem rigorosa, antes de se decidir pela divulgação do fato. Haverá, inclusive, contatos entre a equipe de repórteres e os autores das denúncias, para comprovação de certos itens indispensáveis à publicação. No texto que divulga o site, a Folha diz:  “o jornal preservará o anonimato das fontes que não queiram se identificar, procedimento autorizado pela Constituição brasileira quando necessário para garantir o direito à informação”. Como assim, “que não queiram se identificar”? Se o site é para o recebimento de informações anônimas, essa condição está implícita e explícita. A menos que o Folhaleaks deixe aberta a possibilidade de “entregar” o informante. Creio que foi, apenas, descuido de redação. Veja os detalhes, aqui e aqui.


EXECUTIVOS BRASILEIROS GANHAM FORTUNAS POR MÊS
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Quer se aborrecer e, ao mesmo tempo, entender por quê certas coisas custam muito caro? Basta dar uma olhadela na relação de ganhos de alguns executivos brasileiros, que o Estadão publica no caderno Economia & Negócios, acessível, também, pela Internet. É um absurdo tão grande que se torna difícil entender como é possível um profissional ganhar tanto enquanto outros, milhares de outros, na mesma empresa, sobrevivem com salários ridículos. Para se ter uma ideia, um executivo brasileiro chega a ganhar dois mil salários mínimos por mês. Veja; vai ficar clara a razão de tarifas aéreas e bancárias, sobretudo estas, serem tão elevadas. Ou então, descubra a origem dos choques habituais quando você recebe as contas de energia elétrica ou telefone. Bancar a boa vida dessa gente, não é fácil. Veja mais, aqui.

22 de setembro de 2011

SATÉLITE EM QUEDA ATINGE A TERRA NESTE DIA 23 DE SETEMBRO



Ora (direis) ouvir estrelas! O verso do soneto* de Olavo Bilac já inspirou muitas noites insones na busca da resposta para dilemas de amor. Até este dia 23 de setembro, porém, se fosse possível, muitos perguntariam às estrelas onde vai cair o satélite UARS, de pesquisa atmosférica, pesando seis toneladas.
Desativado em 2005, depois de vinte anos de trabalho no espaço, o aparelho está em queda livre. A boa notícia: a Nasa afirma que o aparato vai se desintegrar. No máximo, restarão 26 pedaços da peça original.
As más notícias, são três: pode haver atraso de um dia na previsão, ampliando a expectativa dos que temem o pior; os pedaços podem cair sobre áreas densamente povoadas e, a mais apavorante, talvez, é que o maior pedaço pode pesar até 160 quilos. Considere a velocidade com que os fragmentos despencarão do céu e você terá motivos de sobra para se preocupar.
Mais uma vez, a Nasa diz que ninguém deve perder noite de sono por causa disso. Quem vai nos tranquilizar, afinal? Perguntar às estrelas talvez não seja a melhor alternativa.
A queda do satélite está aqui, aqui e aqui.
Notícia atualizada, de hoje, 23 de setemmbro, está aqui.
* Soneto é o nome que recebe pequena composição poética de 14 versos divididos em quatro estrofes (dois quartetos e dois tercetos, geralmente decassílabos). Fonte: Dicionário Aulete Digital (clique aqui, para ver)
Imagem: http://hypescience.com (link)

IGNORAR A HISTÓRIA REVELA DESINFORMAÇÃO

CheniA pressa é inimiga da perfeição. Inclusive na redação. Ou seria principalmente? Não importa, leia, por exemplo, a nota divulgada no Blog  Cheni no Campo, do radialista e jornalista Anderson Cheni, publicada em postagem intitulada NOVIDADES NO SGR (Sistema Globo de Rádio). É a segunda, de cima para baixo, ao lado do logo da CBN. — clique sobre o nome em azul

Com o subtítulo CBN: 20 anos tocando notícia, Cheni afirma que há duas décadas, antes de a emissora global estrear, não existia no Brasil “Informação isenta, com espaço para a pluralidade de opiniões e a análise crítica do que está por trás dos fatos”.  

Menos Cheni, menos, por favor. Não sou advogado de meus colegas, mas advogo, há 43 anos a causa da verdade e da transparência na informação. Iniciei minha jornada profissional em maio de 1968. Nesse ano, em 13 de dezembro, houve o decreto do Ato Institucional nº 5—o AI-5—que instaurou um dos períodos mais agudos dentro do regime militar que, então, governava o país.

Nem por isso, eu e meus colegas contemporâneos daquela época, nos calamos e, menos ainda, deixamos de informar com isenção. Além disso, nunca houve falta de “espaço para a pluralidade e demais opiniões e a análise crítica” do que estava por trás dos fatos.

Afirmar o contrário seria, também, desrespeitoso em relação a alguns veículos de comunicação, em todo o Brasil, que sempre se pautaram pela verdade e transparência. Não vou, sequer, me dar ao trabalho de mencioná-los. São conhecidos e admirados por isso.

A frase, infeliz, só pode ser produto do açodamento que levou Anderson Cheni a redigir tal bobagem.  É verdade que Cheni é um garoto esforçado e não viveu, com certeza, aquela época da história do país, mas, para casos assim, estudar ajuda a iluminar a escuridão dos fatos. Está claro—pelo menos para mim—que Anderson Cheni quis aludir ao formato inédito, da emissora, mas trocou as bolas e, com a desatenção, maculou o passado de colegas probos e insuspeitos.

Saudemos a CBN, sem dúvida, quando comemora 20 anos da implantação de um formato inovador ao tratar da notícia. Nessa tarefa, há o mérito do professor e jornalista Heródoto Barbeiro que ajudou a formatar o novo modelo informativo. Mas para por aí.

Levar o público a imaginar que, vinte anos atrás, o trabalho jornalístico deixava a desejar, Cheni, só se pode atribuir ao entusiasmo juvenil de quem acredita, piamente, que inventou esse negócio chamado notícia. Ou, quem sabe, você imagina que tenha sido a CBN?

Imagens: http://cheninocampo.blogspot.com / WWW.cnnf.org.br (link) / www.pimenta.blog.br (link)

DIA MUNDIAL SEM CARRO

Hoje, 22 de setembro, é o dia Mundial Sem Carro, uma tentativa de motivar o cidadão a deixar de lado o transporte individual e utilizar os meios de transporte urbano.
A luta acontece no mundo inteiro. Todos os governos estão preocupados com o caos no trânsito, cuja tendência é ficar cada vez pior. Além da poluição sonora, perda de horas de trabalho, aumento no consumo de combustível e no custo do transporte, deve-se considerar a contaminação atmosférica causada pela emissão de gases dos motores, um problema que afeta a saúde pública.
É certo que o cidadão responsável precisa, sim, fazer sua parte e contribuir para a melhoria da qualidade de vida coletiva. No entanto, nunca é demais nos lembrarmos que a situação somente chegou ao estado em que se encontra devido à falta de planejamento diante de um problema que poderia ser minimizado. Bastaria haver vontade política para tal. Deixar o carro em casa, durante um dia, é ótimo. Cobrar o seu governante, para que tome uma atitude, é fundamental. Em nome de um futuro melhor para todos.
Leia mais sobre o tema aqui, aqui e aqui.
Imagens: www.dirigindoseguro.com.br (link) / www.ultimosegundo.ig.com.br (link)

DIA DO RADIALISTA. AGORA INÊS É MORTA

O dia do radialista mudou. E ponto.

É verdade que durante muitos anos a data de 21 de setembro era comemorativa ao dia do radialista. No entanto, há mais de seis anos a nova data é 7 de novembro. Quem não é do meio tem o direito de ainda se confundir, mas o profissional do setor não pode cometer esse equívoco.

Pior do que a desinformação é a intenção de alguns colegas de continuarem considerando a antiga data. O movimento encontra apoio nas entidades de classe, mas por outro motivo. Quando ainda podiam fazer alguma coisa pela manutenção da data, os representantes da categoria sem omitiram. Agora que Inês é morta, não adianta chorar.

Então, de uma vez por todas, acertem-se no calendário e no tempo: o dia do radialista, é 7 de novembro. Acesse o link do Sindicato dos Radialistas de São Paulo e conheça os detalhes da mudança. Clique aqui.

Imagem: www.contextolivre.blogspot.com (link)

21 de setembro de 2011

STF INSISTE NA CONTRAMÃO

Com todo o respeito, nosso Supremo Tribunal Federal (STF) parece insistir em ficar na contramão do que interessa à sociedade. A mais recente decisão parece bisonha, mas é verdadeira: os atuais dez ministros do Supremo (a composição correta é de onze ministros) decidiu que motorista que bebe e mata alguém em um acidente de trânsito deve responder por homicídio culposo, aquele que ocorre por negligência, imperícia ou imprudência.

Esse precedente de nossa suprema corte torna ainda mais difícil que condutores alcoolizados respondam por crimes na cadeia. É que alguns delegados estavam enquadrando e o Ministério Público (promotores de justiça) estava acusando e denunciando alguns condutores pilhados por embriaguez por dolo eventual, ou seja, como homicídio doloso, porque o agente, no caso o motorista beberrão havia cometido crime, matado pessoas, assumindo o risco de promover aquela barbaridade.

O STF concedeu “habeas corpus”, o que nos corredores dos fóruns já ganhou o apelido de “abre pernas” de homicídio doloso (intencional) para culposo (sem querer) a um motorista que atropelou e matou uma mulher ao dirigir embriagado, em julho de 2002, na cidade de Guariba, a 337 quilômetros da Capital de São Paulo.

Na visão do ministro carioca Luiz Fux, de  acordo  com  a  assessoria de imprensa do STF, “o crime só seria intencional se o motorista tivesse bebido com o objetivo de matar ou de se encorajar para assassinar alguém no trânsito”. Sua excelência só faltou exigir que para enquadrar-se um beberrão como assassino doloso deveria ele, antes de provocar desastre e matar, ter passado em cartório e deixado registrado oficialmente que pretendia liquidar alguém no trânsito.

Mesmo assim, poderia fugir do enquadramento se, ao lavrar em cartório sua vontade de matar, não tivesse mencionado o horário certo e a esquina em que pretendia fazer isso. Ora, bolas, Senhor Ministro!!!

Essa malévola deliberação judicial deve influenciar juízes do todo o país a adotarem a mesma postura. É apenas um primeiro precedente que abrirá espaço para decisões similares, para gáudio de centenas de matadores no trânsito. E a população horripilada nada pode fazer...

Essa visão do STF vai acabar pesando em casos que recentemente ganharam notoriedade, como a do então deputado estadual paranaense que, em excesso de velocidade, passou por cima de um carro em Curitiba e matou dois rapazes arrancando suas cabeças, e que brevemente deverá ir a júri popular, o que, a partir desta decisão, talvez nem vá mais...

acidente_dep  Deverá livrar de uma punição mais enérgica, também, aquele ricaço dono de uma Porsche que, avançando um farol de madrugada na Capital, e trafegando a quase 150 km por hora, matou uma advogada baiana que dirigia sua perua Tucson.

porsche_mata

Por  essas  e  outras  é  que  a  sociedade  brasileira  fica  perplexa  a  cada  deliberação polêmica da nossa mais alta casa de justiça. Em tese, são onze cabeças privilegiadas, tidos como verdadeiros jurisconsultos a formatar uma ordem jurídica a ser seguida por toda a população. Mas do jeito que a atual composição do STF tem se comportado, obriga a que as pessoas tenham menos esperança e confiança no Poder Judiciário.

Vale relembrar alguns casos emblemáticos, como o da autorização para que o assassino terrorista italiano Cesare Battisti permanecesse no Brasil; a liberalidade para as marchas pró maconha e outras drogas; o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e, brevemente, o julgamento dos 39 envolvidos no caso Mensalão. É para a população ficar preocupada, sim, com os destinos da nossa Justiça, cada vez mais comparada a uma grande “loteria”, pois a cada sessão do Supremo Tribunal Federal forjam-se decisões as mais díspares, esquisitas, até então jamais vistas, para desassossego de todos...

Um consolo e uma esperança: essa decisão do ministro Fux, que abre precedente e pode servir de argumentação para a defesa de réus que estejam respondendo processos semelhantes, ainda não se caracteriza como jurisprudência, o que só ocorre quando há diversas decisões no mesmo sentido. Porém, o julgamento dele não foi unânime. Vamos, então, torcer e rezar pela sensatez e espírito público dos demais ministros, para que esse absurdo não prevaleça.

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Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. Visite o site:www.afanasio.com.br

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20 de setembro de 2011

TUPI OR NOT TUPI? EIS O LISTÃO…

A Rádio Tupi AM soluciona, parcialmente, o problema criado com a desativação, de um dia para o outro, do quadro de apresentadores da Record AM. (Relembre, aqui) Nem todos os demitidos foram reempregados. A situação mais grave é a do pessoal de bastidores, como técnica e produção, cujo reaproveitamento pelo mercado não é tão fácil.
Kaká Siqueira passou a comandar o horário de oito da manhã ao meio-dia. Gil Gomes, outro dos desligados pela Record, ganha quadro diário dentro do programa de Kaká. O rapaz é do ramo e, portanto, no quesito popular, a Tupi está bem servida. Havia uma certa expectativa de que Roni Magrini também traçasse a rota de volta à emissora da Avenida Paulista, mas o profissional acabou se acertando com a Rádio Iguatemi AM, em 1370 Khz. (Fonte: Bastidores do Rádio)
Paulo Barboza vive momento familiar delicado. A mulher dele, Eliane, foi submetida a uma operação pulmonar e inspira cuidados. Barboza pretende manter-se fora do ar até que o estado de saúde de Eliane se estabilize. Nesse sentido, torcemos para o pronto restabelecimento dela. Resolvida essa questão que exige muita sensibilidade, Paulo Barboza voltará à ativa. Para onde irá, ainda não se sabe. Há muito tempo, boatos indicavam que Paulo Barboza estava de saída da Record. Ou voltaria para a Tupi ou iria para a Capital. Este blog chegou a tocar no assunto, mas o radialista acessou nossa página e deixou recado dizendo que permaneceria na emissora do bispo Edir Macedo até o término do contrato. (Relembre, aqui. O recado de Paulo está nos comentários) Nas voltas que o mundo dá, a primeira parte dos boatos se concretizou. Paulo Barboza deixou a Record, na degola geral promovida pela emissora, no início de agosto. A segunda parte da questão está de volta ao ponto de partida: Tupi ou Capital. Experts do mercado afirmam que a contratação de Kaká Siqueira inviabiliza o retorno de Barboza à Tupi. O veterano sabe das coisas e só voltaria se Paulo Abreu desse para ele o horário matinal. É assunto a conferir.
Na Capital, Paulo tem amigos e a emissora do grupo Morizono  luta para faturar. Soma-se a essa necessidade, o temor de que o “japonês” pode ceder à tentação (quem diria!) exercida por grupos religiosos interessados na emissora. Essa é uma história muito estranha que, vira e mexe, volta à baila. Uma pena, pois tira a tranquilidade dos profissionais e de Chico Paes de Barros, diretor geral da rádio vice-líder, entre as AMs.
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Como não tenho bola de cristal, fico na minha, apenas acompanho o que se passa. Mas há dois pontos que faço questão de ressaltar sobre a reorganização da grade da rádio Tupi. O primeiro, é a facilidade com que o empresário Paulo Abreu descola emissoras para o grupo CBS. Rumores têm sinalizado que a rádio Globo procura um prefixo de FM para replicar o som da unidade paulista, tendência que vem se verificando de alguns anos para cá. Apesar do grande poder empresarial que tem, a Globo não vai além da intenção. A razão é simples: não há rádio dando sopa por aí. Mas Paulo Abreu tirou da cartola, assim, como quem não quer nada, uma rádio FM, nos 97,3 Mhz, e vai replicar o sinal da Tupi AM. Encontrei um artigo na Internet, no blog Midiaclipping, datado de 12 de junho de 2010, em que o articulista, Anderson Diniz, explica um pouco da “magia” de Paulo Abreu. É preciso ter um raro talento, sem dúvida.
Bem, para dirigir o mix resultante das duas frequências, o magoempresário destacou, acertadamente, o atual diretor artístico da Tupi FM, 104,1 Mhz, Ênio Roberto Silvério. O rapaz conhece do riscado, sem dúvida, voltado inteiramente para o segmento que combina música e brindes à granel.    
Aí vem o segundo ponto que mencionei, acima. Não é preciso dizer que José Nello Marques, até a semana passada, no ar de segunda a sexta, das 07h00 às 09h00, é profissional sério, correto e competente.   A pedido de Paulo Abreu, com certeza, Nello estava no comando de uma boa atração jornalística cuja tônica eram a prestação de serviços e entrevistas, particularmente com políticos. Afinal, em 2012, teremos eleições. Com a chegada de Kaká Siqueira, Zé Nello foi remanejado para o horário das 16h00 às 18h00. Em uma única pernada, três rasteiras: no ouvinte, no jornalista-apresentador e nos entrevistados que perdem o poder da audiência matinal e ficam encurralados entre o fim de tarde, o início de noite e minguados pontos de Ibope.
Por antever um final semelhante, em 2009, depois de ser chamado por Rubens Palli e ter conversado com Paulo Abreu para fazer um programa exatamente nos moldes desse que José Nello Marques vem apresentando—afinal, haveria eleições em 2010; não, não estou me repetindo; a história, como sabemos, é que se repete—fiquei preocupado ao ser encaminhado à sala da direção comercial, exercida, na época, por Cacilda Ferracini. Exatamente ali, tudo o que havia sido acertado verbalmente com Paulo Abreu, começou a mudar. Em vez de sete da manhã, o programa passou a ser cogitado para estrear às quatro da madrugada. Mas, poderia ser em qualquer outro horário, claro, ao sabor apenas dos interesses da casa. Para mim bastou. Meu pavio curto nunca foi usado como bucha de canhão e não seria também daquela vez.
José Nello Marques é radialista, jornalista, advogado e futuro candidato à magistratura. Em suma, um cavalheiro. Gente de fino trato merece a recíproca em igual nível, correto? O resto é questão de sintonia e funciona melhor quando não se mistura estação.

Imagens: http://www.bastidoresdoradio.com (links 1 e 2) / www.google.com.br (link, quebrado, atribuído ao endereço www.diariodesuzano.com.br) / www.zenello.wordpress.com (link) / www.concurseirosolitario.blogspot.com (link) / www.paulista900.com.br (link)

19 de setembro de 2011

INFECÇÃO HOSPITALAR MATA MAIS DE CEM MIL PESSOAS POR ANO

Os números estão aí e não mentem. Embora não sejam de caráter oficial, pois faltam dados precisos para apurar com exatidão o que, de fato acontece, a estimativa é de que mais de CEM MIL pessoas perdem a vida, por ano, devido à infecção nos hospitais brasileiros.

De problemas estruturais hospitalares à inobservância de normas de higienização do quadro funcional (como lavar as mãos, por exemplo), o risco de o paciente morrer infectado por uma bactéria fatal é enorme.

Para a presidente da Associação Nacional de Biossegurança (Anbio), Leila dos Santos Macedo, "o risco não pode ser eliminado nunca, mas é possível bloqueá-lo para que chegue perto de zero.

A matéria completa sobre este assunto está disponível na edição digital de O Globo, com acesso restrito, mas é possível ver um esboço da situação reinante nos mais de 7 mil hospitais brasileiros. Um absurdo!

Alguns de meus leitores sabem que há cerca de um ano e meio, em abril de 2010, quase morri durante uma internação hospitalar desastrada, em São Paulo. Um procedimento médico incorreto deu início a um período de 37 dias entre a vida e a morte, tempo que durou minha permanência no Hospital Universitário, na capital paulista.

paciente

Tive sorte, escapei com vida, mas minha convalescência durou mais de um ano. Algumas sequelas, entre leves e outras mais severas, complicaram minha recuperação. Somente de maio deste ano para cá é que estou 100% restabelecido. A julgar pela matéria de O Globo, sou dos poucos privilegiados que conseguiram sobreviver ao caos hospitalar.

A pergunta, inevitável, é: Quem vai ser responsabilizado pelas centenas de milhares de mortes anuais que podem ser evitadas? Até quando o descaso com a saúde da população vai continuar?

Leia mais sobre o assunto, aqui.

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10 de setembro de 2011

SÃO PAULO TROPEÇOU NA CIDADANIA. CALÇADAS DESRESPEITAM A POPULAÇÃO

A prefeitura de São Paulo promete, com anos de atraso, fiscalizar as calçadas da cidade. À primeira vista, a notícia causa estranheza, mas entranheza maior é verificar que na capital paulista o que se vê é um verdadeiro absurdo. O direito de ir e vir, garantido pela Constituição Federal, é mera figura de retórica. Pela calçada, não dá para caminhar. Nem indo, nem vindo.
Verdadeiras armadilhas, as calçadas paulistanas representam risco à integridade física dos transeuntes. Buracos, pavimento solto, piso escorregadio, ocupação irregular da calçada e degraus cuja altura pode variar de 20 a 70 centímetros de altura. É impossível caminhar em segurança por grandes trechos do que seria calçada, tantos são os obstáculos pelo caminho.
Veja algumas fotos que mostram o perigo enfrentado pelos pedestres, diariamente, na cidade de São Paulo. É o caso de estampar, aqui, uma frase da deputada federal Mara Gabrilli, cadeirante, dedicada à solução de questões de acessibilidade e mobilidade social: “Se não tem degrau na rua, por que tem degrau na calçada?”. Conheça um pouco mais de Mara Gabrilli, aqui.
A primeira foto, abaixo, ilustra bem a pergunta da deputada. À esquerda, na foto, a rua não tem degraus. Á direita, a calçada é uma sucessão deles. Repare na altura do degrau em primeiro plano, em relação à sequência da calçada. É um despropósito.
As demais cenas retratam o abandono das calçadas, o malabarismo do transeunte para vencer os obstáculos e a desolação do cadeirante. Todas as fotos foram feitas em São Paulo, mas a situação é muito parecida com o que se vê no restante do país, com poucas e honrosas exceções.
calçadas_sp
Como se permitiu, até agora, a multiplicação desse desrespeito ao cidadão? A construção de salões comerciais, casas, sobrados, edifícios de apartamentos, etc., obedece a normas do município. Nelas, se incluem parâmetros relativos a recuo, alinhamento, prumo e nivelamento da obra, para citar alguns.
O habite-se, que libera o imóvel para uso, somente é concedido quando a construção foi feita conforme determina a legislação e de acordo com o projeto aprovado pelos órgãos competentes. Alguns pagamentos são exigidos. Após a vistoria final, o habite-se é expedido. (veja um resumo do procedimento e a importância do documento, aqui)
Por alguma razão misteriosa, os desníveis da calçada ou a inexistência do passeio nunca foram motivos para impedir a concessão do documento. Como isto aconteceu?
O primeiro pensamento é dirigido à dificuldade para fiscalizar uma cidade tão grande, como São Paulo. O poder público nunca tem recursos suficientes para bancar a contratação de pessoal e o custo de manter os fiscais em ação.
Quando se olha para determinados imóveis, é fácil reconhecer que a construção está em desacordo com o nivelamento do leito carroçável, ou seja, a rua. Muitas vezes, o piso da garagem do imóvel, por exemplo, está cerca de um metro acima do nível da rua.
Então, para permitir a entrada de veículos, fazem-se as rampas. Com isso, criam-se degraus na calçada. O pedestre que se lasque! Nivelar o piso da garagem iria requerer a retirada de cinco a dez caminhões de terra, dependendo da área útil a ser ocupada.
Aí é que entra o famoso “jeitinho” que resolve tudo: os interesses do construtor e os do poder público. E a imprensa publica, rotineiramente, denúncias a respeito. Tudo acaba sendo contestado, mas a dúvida fica instalada, não é?
 “Como?”—você há de dizer. “O poder público leva vantagem nisso?” Tem razão, não leva. Quem leva, evidentemente, é algum tipo de intermediário nessa questão.
Mas que muita gente tem feito vistas grossas para o problema, não resta dúvida. Basta olhar para as calçadas e outras evidências; está na cara que alguém “molhou a mão” de alguém para tapar o sol com a peneira. A suspeita é generalizada e faz tempo que tal possibilidade é comentada, entre rumores ocasionais.
O resultado disso, a gente está vendo. A população sofre escorregões, tombos, quedas, lesões, fraturas e tem a própria vida colocada em risco. Sem contar que cadeirantes simplesmente não conseguem “transitar” pelas calçadas irregulares. O desrespeito ao cidadão é total.
A Prefeitura de São Paulo parece ter acordado. Mas, ainda entorpecida pelos “anos de sono”, só conseguiu pensar em multar donos de imóveis cujas calçadas estiverem em descordo com as normas ou representem perigo à integridade física do pedestre. Depois da leniência, agora virá a sanha arrecadadora. E dane-se, com inteira justiça, quem pagou para dar um jeitinho. Porém, o poder público, conivente, vai se safar. Ou alguém será responsabilizado pelo que já aconteceu? No dia de São Nunca, dirão, em coro, os céticos. Eu, inclusive.
A iniciativa municipal é uma tentativa de mudar o cenário.
Porém, o problema maior, a fiscalização, vai continuar existindo. O dinheiro arrecadado através das multas nunca será suficiente.
Assim, me parece que a questão das calçadas irregulares, em São Paulo, vai continuar dando um “passeio” no cidadão.
Veja mais, aqui e aqui.
www.band.com.br (link) / www.prefeitura.sp.gov.br (link) / painel montado com fotos obtidas nos seguintes endereços: www.fecheociclo.blogspot.com (link),  www.apnendenovaodessa.blogspot.com (link),  http://www1.folha.uol.com.br (link) e  www.deficientealerta.blogspot.com (link) // www.ffb.com.br (link) / www.grzero.com.br (link) / www.ilicitacoes.blogspot.com (link) / www.colunas.cbn.globoradio.globo.com (link)