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26 de novembro de 2011

PALAVRAS DESCRUZADAS – EDIÇÃO Nº8 – 26/11/2011

DISSERAM, SIM, MAS NÃO ERA BEM ISSO…

Folha.com 16/11/2011

CHINA PROTESTA PELA AMPLIAÇÃO DE PRESENÇA MILITAR DOS EUA NA AUTRÁLIA

Barack Obama e a premiê australiana Julia Gillard o (Jason Reed/Reuters)

O dicionário Michaelis tem, entre outras, as definições para protestar:

4 Reclamar, insurgir-se, levantar-se contra alguma coisa

5 Fazer valer quando ofendido; pugnar por (veja)

Assim podemos dizer que protestamos contra algo (contra o aumento dos impostos ou da violência) ou então podemos ainda protestar por algo, lutar por algum direito, enfim, alguma coisa que traga benefício a um grupo específico: 'Os estudantes protestaram por melhores condições na escola'.

No caso da manchete acima, ela pretende dizer que a China está protestando devido à ampliação da presença militar dos americanos na Austrália e não protestando pela ampliação ('querendo a ampliação' como nos faz parecer o texto). Lendo o trecho inicial da matéria, não fica nenhuma dúvida quanto a isso:'A China demonstrou sua insatisfação com o anúncio de que os Estados Unidos vão aumentar a presença militar na Austrália,(...)' . Deste modo a manchete deveria dizer que a 'China protesta contra ampliação de presença militar dos EUA na Austrália'.

Imagem: http://veja.abril.com.br (link)

O Imparcial 10/11/2011

CRISTIANO RONALDO FAZ GESTO OFENSIVO AOS ADEPTOS BÓSNIOS

Adepto? O dicionário Michaelis define adepto como 'admirador'. Já o dicionário Priberam, de Portugal diz, entre outros significados, que adepto é  'pessoa que apoia um desportista ou um clube desportivo'. (A videofoto abaixo, extraída de um telejornal da RTP —Rádio e Televisão de Portugal, deixa claro o uso da palavra adepto, na terra de Cabral. Neste link você encontra, inclusive uma reportagem sobre a segunda partida do play-off, realizada no dia 15/11/2011, no estádio da Luz, em Lisboa, Portugal. A seleção portuguesa goleou o adversário por 6 x 2. O primeiro jogo aconteceu no dia 11, em Zenica —Bósnia e Herzegovina, com placar de 0 X 0. Para assistir à reportagem, clique aqui. O vídeo dura pouco mais de 7 minutos)

O problema aqui é que o jornal O Imparcial  utilizou-se de um texto de um jornal português —o Jornal de Notícias— e daí vem o estranhamento na leitura da manchete, que no contexto da linguagem esportiva nacional, deveria usar 'torcedores' no lugar de 'adeptos'. Esse é um dos inconvenientes da transcrição de textos em português lusitano, o que nos faz perder parte do vigor inicial do texto, além de conter trechos de difícil compreensão para leitores não habituados a 'beber diretamente na fonte de Camões'. Senão vejamos como é difícil entender o trecho na matéria em questão : "A selecção portuguesa defronta amanhã a congénere bósnia, na primeira mão do play-off de acesso ao Euro 2012, e os ânimos estão bem quentes, depois da polémica à volta das más condições do relvado." Difícil, não? Já a reescrita do texto esclarece tudo: "A seleção portuguesa enfrenta amanhã a Bósnia, no primeiro jogo das finais para o acesso à Eurocopa 2012, e os ânimos estão acirrados, depois da polêmica em relação às más condições do gramado". Uma reescrita pode mudar completamente o vigor do texto, trazendo possibilidades mais adequadas ao nosso português brasileiro.

Imagem: http://ww1.rtp.pt (link)

Folha.com 24/11/2011

É FÁCIL PARA UM BRANCO SER COMPREENSIVO COM RACISMO, DIZ MANO

É uma manchete dúbia. Primeiro vejamos o trecho da fala do técnico Mano Menezes:  "É muito fácil para pessoas de cor branca ser compreensivo com questões como esta. É fácil ser compreensivo no fim do jogo, quando eu já ofendi uma pessoa (...)'' - (veja que a Folha.com reproduziu a fala do técnico sem destacar os erros de concordância, ou seja, não colocou o 'sic', termo em latim que significa 'assim', muito usado pelo jornalismo para indicar trechos reproduzidos literalmente, sem correção de erros de sentido ou de gramática.)

Notamos que há dois erros . Um erro foi o fato de o texto da manchete não reproduzir fielmente o que o entrevistado disse. Segundo erro foi a omissão do artigo o - 'É fácil para um branco ser compreensivo com o racismo', deveria ser a manchete. Isso porque ninguém é mais ou menos compreensivo com (ou sem) racismo e sim compreensivo (ou não) em relação a esta prática. Na verdade, a palavra mais adequada aqui seria 'condescendente', pois as situações de racismo estão ligadas a sistemas de poder e condescender  é uma palavra muito recorrente no discurso dos que simpatizam com o racismo.

Imagem: www.placar.abril.com.br (link)

O Povo 22/11/2011

DATENA PARTICIPA DO “RODA VIVA” E REGISTRA MELHOR AUDIÊNCIA PARA O PROGRAMA

Duas ressalvas. A primeira é a 'febre registradora', onde tudo é registrado - 'A inflação registrou queda', 'A companhia de trânsito registrou 15km de lentidão', 'Foram registrados dos casos de catapora na cidade', 'O time registrou dois gols', entre outros registros. Será que os editores não perceberam o uso excessivo da palavra? Fica aqui o registro (opa!).

datena_roda_viva

Segunda: O itálico-irascível José Luiz Datena não foi destaque por registrar 'melhor audiência' e sim por ter proporcionado a melhor audiência para o programa desde sua reestreia no formato consagrado, onde o entrevistado fica no centro da roda de entrevistadores. Um simples artigo aqui muda completamente o sentido da manchete.

Imagem: www.mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br (link)

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Imirante.com

MULHER FICA NA MIRA DE REVÓLVER E É VÍTIMA DE SAIDINHA BANCÁRIA

A ordem dos fatores não altera o produto —na matemática. Já na língua portuguesa, isso pode dar problemas. Inverter a declaração pode fazer com que a causa vire consequência. O que fez a mulher ficar na mira do revólver? Não foi o recurso da 'saidinha bancária'? Reescrevendo a manchete temos: 'Mulher é vítima de saidinha bancária e fica na mira de revólver". Ou seja, o mesmo enredo já conhecido da falta de segurança no país...

F5 25/11/2011

ATRIZ CAROLINE FIGUEIREDO DÁ À LUZ MENINA

Luz menina? O pessoal está em algum programa de economia de artigos indefinidos? Sim, porque ali deveria ser 'Atriz Caroline Figueiredo dá à luz uma menina', concordam? Ou então que se esqueça a linguagem jornalística e se use o 'texto poético' de uma vez: 'Caroline dá à luz menina, faceira, que invade o quarto e dança com a brisa risonha da alvorada juvenil...'  Era só o que faltava, não?

O Imparcial 22/11/2011

TRAVESTIS E TRANSEXUAIS USARÃO NOME SOCIAL

Nome social? Mas todo nome não é social, utilizado como referência e identidade de determinada pessoa em determinado grupo? Eles vão, mesmo, é usar o que até bem pouco tempo atrás se denominava “nome de guerra”. Pronto, falei!

Folha.com 16/11/2011

VENDAS DE CARRO NA ZONA DO EURO MOSTRAM FRAQUEZA EM OUTUBRO

Da série 'Como redigir uma manchete imprecisa'. Só faltava acrescentar 'mostram sinais visíveis de fraqueza'. Fazendo o dever de casa: 'Zona do euro tem vendas fracas de carros, em outubro'. Melhor, não acham?

Correio Braziliense  16/11/2011

ANALFABETISMO ATINGE 28% DOS JOVENS E ADULTOS DE PEQUENAS CIDADES NO NO

O que diria o navegador Pedro Álvares Cabral, conhecedor dos mares tenebrosos e de vários  cantos do mundo, se lesse essa manchete? Confundiram o NO (noroeste) com o NE (nordeste). Ora, pois...

O Imparcial 16/11/2011

SEM ESPERAR AJUDA PALMEIRENSE, CORINTHIANS VISITA CEARÁ PELA PONTA

Não, o Timão não irá visitar o ensolarado Ceará adentrando o estado pela ponta (se é que o estado tem alguma 'ponta'). A 'ponta' que o Corinthians vislumbra é a liderança da tabela no Campeonato Brasileiro. Este é o típico texto de manchete esportiva que na tentativa de originalidade, acaba sendo ambíguo —e engraçado.

Hoje em dia 25/11/2011

GIVANILDO COMANDA COLETIVO E GANHA DÚVIDA DE ÚLTIMA HORA

Ganhar uma dúvida? E ainda por cima, 'de última hora'? Se fosse uma dúvida antecipada, seria menos preocupante? Estamos em dúvida!

E ACABOU!

Agora, sem dúvida, a coluna terminou. Desde o último fim de semana estive em rápida viagem pelo Nordeste, mais precisamente em Aracaju, visitando amigos. Passou tão rápido que foi o tempo de chegar lá e já estava de volta.

Não se esqueça: ajude-nos a divulgar este trabalho passando o nosso endereço para os amigos e conhecidos.

Até a próxima semana.

23 de novembro de 2011

AÇÕES DE SEGURANÇA INTEGRADAS

É particularmente grave a falta de integração de dados na estrutura nacional de segurança. É até inapropriado se falar em “estrutura nacional”, pois o Brasil não tem uma política unificada de segurança. Apenas esboços. (ou iniciativas isoladas, como no exemplo da foto abaixo)

Disso resulta um quadro sombrio, que estimula a corrupção policial, desoxigena ações de combate à violência, ceva a impunidade e, por decorrência, incentiva o desapreço à lei.

As impropriedades de um sistema desintegrado se avolumam em resultados inaceitáveis. Os organismos de segurança federais e estaduais não sabem quantos foragidos da Justiça se espalham pelo país e quantas pessoas estão desaparecidas, muito menos por que razões sumiram.

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Como se diz no meio, “nossas polícias não falam a mesma língua”. Não existe, por exemplo, um cadastro nacional de impressões digitais, o que abre espaço para aberrações legais como uma mesma pessoa ter 27 cédulas de identidade, uma para cada unidade da federação.

O mapa de ocorrências policiais do Ministério da Justiça planejou para 2011 ações pautadas por dados de 2008 – mesmo assim, graças a cadastros fornecidos pelo SUS – Sistema Único de Saúde.

Um juiz de São Paulo, por exemplo, pode, sem querer, mandar soltar um criminoso mesmo que ele tenha mandados de prisão em outros Estados. E por aí segue a esquizofrênica situação da nossa segurança pública.

As  consequências  dessa   falta  de   integração   são  palpáveis:  caos  na catalogação de dados que ajudem o trabalho da Polícia e da Justiça, impossibilidade de elaborar programas de ação em níveis federal e estaduais para combater a criminalidade e até mesmo dificuldades de controle na emissão de documentos, essencial para uma atuação qualificada dos postos de fiscalização de fronteiras e aeroportos.

No plano institucional, essa falta de conexão compromete, por consequência, programas estaduais de combate à criminalidade e à violência dela decorrente.

Exemplo emblemático são as investidas da Polícia paulista contra o tráfico de drogas e de armas: contabilizando vitórias importantes no combate direto, o Governo do Estado se depara com o problema da falta de controle de entrada de armamento e de entorpecentes por fronteiras desguarnecidas (jurisdição de órgãos federais de policiamento e fiscalização), o que facilita o reabastecimento de quadrilhas, mesmo que asfixiadas.

No Brasil e em outros países há exemplos bem-sucedidos de como a integração de um sistema de segurança ajuda no combate ao crime. Aqui, mais precisamente no Rio de Janeiro, tornou-se paradigmática a operação de retomada do Complexo do Alemão, em que as polícias Civil e Militar contaram com a fundamental colaboração das Forças Armadas.

Em   Nova   York,   a   implantação   de   uma   rede   de   dados   atualizada diariamente, essencial para  ditar  uma  nova  e  vitoriosa  política  de  segurança,  virou modelo para departamentos de polícia em todo o território dos Estados Unidos.

Agora, nosso Ministério da Justiça anuncia a criação de um sistema nacional de dados, juntando num software informações criminais de todos os Estados, que pode ser a base de uma real política nacional de segurança. Já se falou em algo semelhante no passado, mas é um recomeço.

À iniciativa devem se agregar outras, para o país dar, afinal, conta do desafio de combater a criminalidade para valer.

Vê-se que as autoridades de plantão ou de passagem por Brasília se incomodam nos aperfeiçoamentos tecnológicos, materiais, deixando por último, ou até mesmo, nem levando em conta, o ser humano.

Nunca se pensa na questão salarial, para valorizar aqueles que efetivamente combaterão o crime, expondo a própria vida, dedicando horas, dias e meses a investigações. Se não houver essa preocupação em melhor remunerar e reconhecer o trabalho de cada um, do agente à autoridade, dos peritos, etc., não poderemos contar com um combate efetivo à marginalidade.

Leia outros artigos da Coluna do Afanasio, clicando aqui.

Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. Visite o site: www.afanasio.com.br

Imagens: www.guajuvirasterritoriodepaz.blogspot.com (link) / www.downloadsgratix.blogspot.com (link) / www.renataaspra.blogspot.com (link) /  www.chicodoplanalto.blogspot.com (link) / fotomontagem globrasil www.linkportal.com.br (link) / www.telmetal.com.br (link)

22 de novembro de 2011

AGORA É TARDE. JÔ SE MEXE OU JONAS PODE ENGOLIR A BALEIA

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Como você sabe, não sou crítico especializado em rádio e televisão, apenas tenho trabalhado nesses veículos, ao longo de 43 anos. Mas, assim como em futebol todos gostamos de dar pitacos, não sou diferente em relação ao assunto que envolve minha área de atuação. Você pode concordar ou não com o que digo, claro. Sinceramente, não fico aborrecido com quem discorda do que digo. Afinal, vivemos em uma democracia. E, muitas vezes, opiniões contrárias levam ao ponto de equilíbrio, não é mesmo?

danilo_gentile O tema deste meu comentário é a decisão da Band em tirar Danilo Gentile do CQC e fixá-lo exclusivamente no Agora é Tarde, atração noturna da rede, às terças, quartas e quintas-feiras, às 23h45, como informa o site da emissora. Taí uma boa medida. Raramente, o pessoal do Morumbi atua com rapidez e precisão, mas agora, sou obrigado a reconhecer, agiu como deveria.

Danilo Gentile merece receber mais cuidados da emissora. O programa, cujo início foi cercado pelo receio de que faltassem convidados dispostos a serem espinafrados pelo apresentador, desde logo mostrou que o temor era um equívoco. O jeitão de moço bom de Danilo acaba prevalecendo, muito embora ele, como humorista, não perca a chance de “meter o pé na jaca” quando surge uma oportunidade.

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Mas a “acidez” tão temida antes da estreia, fica na área do tolerável, sem ferir brios ou partir para ofensas pessoais ou morais grosseiras e desnecessárias.

Além do jeitão engraçado de Gentile, o programa conta com o apoio bem dosado e igualmente “leve” de Marcelo Mainsfield e da dupla Murilo Couto e Léo Lins, sem contar a boa sustentação musical do Ultraje a Rigor, capitaneado por Roger Rocha Moreira, dono de um surpreendente e respeitável QI. Veja, aqui. A mistura dos componentes da atração é agradável.

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Fico torcendo para que a Band, reconhecendo que tem em mãos um produto raro e comercialmente vendável, não o destrua com a habitual superexposição a que são submetidas as estrelas do canal dos Saad. É o caminho mais curto, aliás, para torrar a paciência do telespectador e “matar” a galinha dos ovos de ouro.

Se o Agora é Tarde foi criado como estratégia da Band ou aconteceu naturalmente não sei, mas o fato é que Jô Soares está se mexendo, como era de se esperar, diante da boa performance do concorrente. Danilo já havia lembrado a mesmice do talk show da Globo e, de fato, o programa da emissora paulista acendeu uma fogueira no rabo do gordo. A atração global, sem concorrência até então, estava cada vez mais acomodada e monótona. Agora, tem que se cuidar. Ou Jonas pode engolir a baleia.

Imagens: www.accirs.com.br (link) / fotomontagens a partir da imagem do site da emissora em http://www.band.com.br (link)

19 de novembro de 2011

NADA ACONTECIA EM FALL RIVER!

Nota do editor: Este conto se passa na região nordeste dos Estados Unidos, conhecida como Nova Inglaterra. Localizado no estado de Massachussets, Fall River ainda é considerado o epicentro da comunidade de língua portuguesa na região.

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Incrível como nada acontece de interessante nesta cidade!

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Ninguém assalta ninguém, sequestra ou mata. Ninguém morre atropelado, ninguém, além de mim, bate o carro... às vezes uma ou outra pancadinha muito da mixuruca! Viadutos e pontes não caem, não há furacões, nem enchentes... acho que o último crime mais sério que aconteceu aqui foi em 1892 quando uma professora de catecismo, Lizzie Borden, deu dezenas de machadadas na cabeça do pai e da madrasta. Foi só! Eu fico aqui injuriado, porque o canal da NBC todos os dias traz notícias sobre crimes acontecidos em outras cidades aqui da Nova Inglaterra, contudo em Fall River... nada!

Pô, eu sou um metropolitano, nasci e me criei em São Paulo... de vez em quando eu tenho de sentir alguma atmosfera criminal na cidade. Fui acostumado assim! Por analogia é como se, depois de morar anos numa cidade grande e poluída, eu fosse morar em Salto Grande, com muito verde e ar puro. Com certeza eu teria de cheirar, vez em quando, o cano de escapamento do meu carro para manter o equilíbrio.

Bem... outro dia estava eu tão deprê com esse tédio, que eu até cheguei a ligar pra a Hazel convidando ela pra sair. Acredita? Falei qualquer coisa sobre um motel lá na Rota 6, mas eu senti que ela desconversou... falou sobre estar “naqueles dias”... sei lá!

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Não acreditei muito... pra mim ela estava com alguém e me deu um belo fora! Porque com 84 anos nenhuma mulher fica “naqueles dias”... talvez fique “naquelas eras”, quem sabe?

O Goularth, meu peixinho republicano, também não quis saber de muito papo comigo.

O que eu fiz? Peguei o carro e saí rodando a esmo pela cidade.

Desci a Hope, entrei à direita na Fountain e subi a Columbia em direção da Main Street.

Pensei em parar no Cafe Arpeggio pra tomar um cafezinho... mas desisti. Eles cobram até 3 dólares por uma chícara de café expresso... vai se danar!

Prefiro a água de batata do Dunkin, que é $1,25 e vem um copão cheio... dá até pra fazer banho de assento.

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Continuei.... passei pelo City Hall e subi a Pleasant Street. Quase que eu paro no George’s pra comer aquele delicioso cachorro-quente com mollho de carne moída que ele faz.

Mas o desgraçado do George tem mania de arrotar dentro do balcão... e é cada arroto que faria o Shrek sair vomitando!

Assim, fui seguindo em frente até que eu passei pelo Jake’s Bar... porque não?

Um draft bem gelado iria bem... (draft é cerveja de barril metálico em copo) ... estava um calor de rachar mamona! Estacionei bem em frente e entrei!

Para um cinéfilo como eu, entrar no Jake’s é como entrar num filme... é o típico bar de americano que já vimos em Taxi Driver, Perdidos na Noite...

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Logo na entrada tem uma máquina que vende “raspadinhas da sorte” e uma Jukebox tocando Kenny Rogers, o rei do sertanojo americano. Bem, aquele bar nunca foi, digamos, muito recomendado. Não pela música, claro, mas pelos tipos que lá frequentam. Uma vez eu e a Alessandra viemos ao Jake’s e o bar inteiro parou pra ver a gente entrar. As barangas de plantão começaram a olhar enviesado pra Alessandra, toda bonitinha e gostosinha. Agora, os tipos mal-encarados já me olhavam com olhos que diziam: “Pô, o que é que esse coroa tem que eu não tenho?”. Eu não sei... pode ser minha aguçada inteligência ou o meu corpo sexy. Não sabíamos, mas a verdade é que aquele não era ambiente pra ela e... batemos em retirada rapidinho!

Bem... caminhei para as mesas lá do fundo, passando ao longo do balcão com alguns tipos bem esquisitos e algumas “tipas”... todos sentados, bebendo, fumando e conversando alto. Havia uma TV, enfiada na prateleira junto das bebidas, inutilmente ligada num campeonato de golfe. Dentro do balcão estava alguém que abusou da bondade de ser gorda. Seu nome era Nellie. Encostei em uma mesa e ela, chacoalhando os seios enormes, gritou com um vozeirão que deixaria Pavarotti e Plácido trêmulos:

___ Have a sit, sweetheart, I’ll serve you right away! (Pode sentar, querido, já vou lhe atender!).

Havia pelo menos umas cinco mesas dispostas de maneira esparsa no pequeno salão. Tinha um cara de terno cinza na mesa do fundo, um casal na outra extremidade e as outras mesas ainda estavam vazias. Mal sentei e já fui coberto por uma sombra enorme e fiquei atordoado por aquela voz de trovão:

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__ Did you choose? (Já escolheu?)

Era ela! Nellie... enorme, ruminando um chiclete e baforando um hálito de tutti-fruti. Estava com uma caneta e um bloquinho nas mãos gorduchas e recendia a desodorante barato. Dentes? Alguns! Quantos quilos? Quase todos! Seu rosto era redondo, suarento e as bochechas vermelhas davam-lhe um ar infantil. Não havia pescoço. A cabeça e o tronco formavam um só volume, colossal. Aliás, fazer amor com a Nellie significaria ter dois orgasmos distintos. Um de fato, mais demorado, e outro instantâneo, em caso de sobrevivência, quando ela saísse de cima!

Pedi um draft que ela trouxe-me e já estendeu-me a mãozona roliça pra receber. Porque aqui é assim: bebida alcoólica você tem de pagar na hora! Não importa quantas você beba! Pediu, pagou, pediu pagou... e assim por diante! Eu acho correto porque, no final da noite quando você já estiver caindo pelas tabelas, pelo menos a sua despesa já estará paga! Provavelmente, esses americanos acham problemático apresentar a conta para alguém que, de tanto beber, acaba esquecendo tudo! Como alguém lá em Brasília....

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Paguei e tomei o draft num único e largo sorvo, que caiu no meu estômago, eu diria, de modo confortável. Chamei outro, acendi um cigarro e dei uma olhada em volta. O cara de terno cinza ainda estava lá, remexendo uns papéis numa pasta, e já tinha chegado mais gente. Todas as mesas, agora, estavam ocupadas e sendo atendidas por mais duas garçonetes... uma morena com uma bela minissaia apertando um belíssimo par de coxas grossas; e uma loira grandalhona, de bundão enorme, usando um apertadíssimo rabo-de-cavalo e vestindo um jeans tão justo, tão agarrado à pele que, certamente, havia sido costurado nela! Cada vez que a morena me trazia um draft, o ar em volta da minha mesa ficava morno e perfumado. Assim, o tempo foi passando e com essas e outras, olhando para os lados, fumando e dando beliscadas mentalmente nas belas coxas da garçonete morena... eu já estava tomando meu sétimo copo. Bem, os drafts foram, aos pouquinhos, me deixando quase que completamente balão! Meu cérebro, solto dentro do crânio, parecia mais uma gelatina cremosa, igual a que a Alessandra fazia. O som ambiente misturava-se na minha cabeça num confuso carrossel sonoro. O vozeirão da Nellie, misturado ao vozerio interno, rebentava em mim como ondas bravias, fazendo vibrar a gelatina. O bar inteiro estava girando e, a essas alturas, o Kenny Rogers, acompanhado pela sanfona do Dominguinho, estava cantando Asa Branca só para mim! De repente, o ar em volta da mesa ficou morno e... perfumado!

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___ Excuse-me sir! ___ era ela, a morena, segurando uma bandeja com um draft espumoso que eu sabia não haver pedido.

___ Along with the compliments from Mr. Hagen, that gentleman! (Com os cumprimentos daquele cavalheiro!) ___ e apontou discretamente para o distinto com terno cinza, que estava olhando e sorrindo para mim.

Aceitei aquele draft e levantei-o em direção da mesa dele num brinde de agradecimento. Sei lá porque ele fez isso... vai ver foi com a minha cara, vai ver era gay… acontece que ele se levantou e, com modos apurados e elegantes, chegou até mim.

___ Quem são vocês? ___ perguntei, considerando seriamente que os drafts tinham, de fato, subido e eu já estava começando a ver tudo dobrado. Vamos ligar a tecla SAP:

___ Boa noite... ___ disse estendendo as mãos ___ meu nome é Tom Hagen, de Nova York. Através do meu cliente, Don Corleone, tenho uma proposta irrecusável para lhe fazer. Podemos conversar?

(To be continued!)

Não perca o eletrizante capítulo de O Poderoso Chifrão - Parte II.

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Imagens fornecidas pelo autor. Podem ser originais de arquivo pessoal ou não. Nunca se saberá, ao certo. Além disso, depois de tomar 8 drafts, até este ponto da história, exigir que ele se lembre de detalhes é querer demais.

16 de novembro de 2011

NOSSO TRÂNSITO ASSASSINO

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O Código de Trânsito Brasileiro dotou o país de uma legislação bem mais rigorosa para punir abusos dos motoristas. Por sua vez, a Lei Seca, com as blitzen para reprimir a mistura de álcool e direção, uma das maiores causas de tragédias nas vias brasileiras, não mudou muito as estatísticas de acidentes.

Um balanço do Ministério da Saúde dá conta de que o cerco a irresponsáveis que dirigem sob efeito de bebidas alcoólicas resultou, desde a vigência da lei, em 2008, numa redução de apenas 6,2% da taxa de óbitos em todo o território nacional.

Mesmo assim, são números positivos, mas não o suficiente para que se dê por vencida a luta por um trânsito em que a quantidade de tragédias seja menos vergonhosa. Pelo contrário. Acidentes com veículos ainda matam muita gente em nossas ruas, avenidas e estradas.

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O Brasil é o quinto país com mais mortes no trânsito, diz a Organização Mundial de Saúde, com um índice de óbitos três vezes maior do que o considerado aceitável pela OMS. São 18,3 mortes por cem mil habitantes a cada ano, contra médias inferiores a seis em países dentro do padrão do organismo.

Mais: levantamento da seguradora que administra o DPVAT, o seguro obrigatório para o licenciamento de veículos automotores, registra que 160 pessoas morrem todo dia no trânsito brasileiro. É um número que impressiona – que se torna apavorante se comparado ao total de civis mortos, por dia, no Iraque em 2006 (77 pessoas)   e  2007  (68),  o  biênio  de  maior  violência  no  país  após  a  invasão  norte-americana, em 2003.

fatura O drama vivido pelas famílias diariamente nessa carnificina é imensurável. Mas a fatura que fica espetada na conta da sociedade é concreta: se essa curva não for revertida, mesmo com a redução de danos obtida com o Código de Trânsito Brasileiro e a Lei Seca, estima-se que o número de mortes no trânsito continue aumentando a uma taxa de 4% ao ano, com 150 mil óbitos e 500 mil feridos até 2014, um custo ao país de R$ 140 bilhões em resgate, tratamento de feridos e perda de produtividade das vítimas.

A constatação de que os índices de mortalidade no trânsito têm sido significativamente engordados pelas vítimas de acidentes com motos, apenas aumenta a gravidade do problema. No geral, as tragédias no trânsito têm causas bem identificadas – fiscalização falha que enfraquece a legislação, por mais dura que seja a lei; ruas e estradas mal conservadas e com sinalização deficiente, e, indiretamente, o aumento da frota de veículos (motos, inclusive) em circulação no país.

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Registre-se, ainda, um fator que, se não contribui diretamente com a mórbida estatística, dá bem a medida da insuficiente importância que o tema é tratado institucionalmente pelo poder público: o trânsito não está representado no primeiro escalão do governo federal. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), órgão máximo do setor, ocupa o quinto escalão da hierarquia de Brasília. (Mas que não me venham com a invenção de um Ministério do Trânsito!).

Há, portanto, muito o  que  mudar  em  termos  de  política  pública  para  o trânsito e de comportamento dos motoristas para reduzir as tragédias que a cada ano atingem milhares de famílias do país.

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E a população fica cada vez mais perplexa com as decisões judiciais no tocante ao tratamento dos desastres provocados, por exemplo, pelos motoristas bêbados. O sujeito simplesmente se recusa ao teste do etilômetro (popularmente conhecido como bafômetro), para não produzir prova contra si, e não obstante tenha matado uma, duas ou três pessoas estando bêbado ao volante, não fica presa, bastando que pague fiança e vá embora.

Com um agravante ainda pior, se pode haver algo mais dramático do que ter matado pessoas: ainda pode continuar dirigindo à vontade, porque nem sua carteira de habilitação é apreendida. Portanto, nosso país de tantos direitos para criminosos, ao volante ou não, ainda tem muito a aprender com outras nações democratas. Sem nenhuma demagogia...

Leia outros artigos da Coluna do Afanasio, clicando aqui.

Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. Visite o site: www.afanasio.com.br

Imagens: www.vivonotransito.zip.net (link) / www.polibiobraga.blogspot.com   (link) / www.vrpaper.com (link) / www.miniinthebox.com (link) / www.jardinsdadesrazao.blogspot.com (link)

PALAVRAS DESCRUZADAS – EDIÇÃO Nº 7 – 16/11/2011

DISSERAM, SIM, MAS NÃO ERA BEM ISSO…

O Imparcial 10/11/2011

O CHINÊS PÕE COBRAS PELO NARIZ E AS TIRA PELA BOCA

Se você tiver estômago poderá conferir, no vídeo, que a manchete não bate muito com a realidade. Ao dizer que o homem ''põe cobras pelo nariz'', temos a impressão de que ele 'expele' cobras, assim como alguém que expele secreção nasal. Ou como a galinha, que põe ovos. 'O 'truque' real do chinês Liu Fei é composto pela introdução de cobras pelo orifício nasal e  retirada dos animais pela boca. Assim sendo, ele introduz cobras no nariz (nas cavidades) e as retira pela cavidade bucal.

Superesportes.com 10/11/2011

LATERAIS EMPLACAM SEQUÊNCIA NA EQUIPE E DEIXAM DE SER ALVO NO ATLÉTICO

A manchete não explica qual tipo seria esta  sequência  abordada - se sequência de gols, de bons jogos ou de vitórias.

Ao ler o texto, o leitor continua com a dúvida. Os laterais Carlos César e Triguinho, sob o comando de Cuca, apenas são citados como jogadores que deram certo, entre outras contratações frustradas.

Se alguém tiver bola de cristal, por favor, contate esta coluna para possíveis esclarecimentos!

Imagem: http://www.mg.superesportes.com.br (link)

Folha.com 07/11/2011

SURFISTA BRASILEIRO, 17, VENCE ETAPA AMERICANA DO CIRCUITO MUNDIAL

Vejam só, a onda 'Capitão Nascimento' (que chamava seus subordinados por números) agora também é vista no surfe profissional. Não sabemos seu nome, apenas seu número. Imagine um diálogo entre dois leitores ou dois amantes do esporte: ''Quem venceu a etapa americana do circuito mundial de surfe?'', perguntaria um ; e o outro responderia "Ora, você não sabe, foi o 17!"; e então o primeiro: "Grande 17, sempre apostei nele, ele é bom demais!" Claro que este “papo” é apenas uma brincadeira.

Na verdade o 'surfista 17' é Gabriel Medina, de apenas 17 anos, que venceu pela segunda vez nesta temporada do circuito mundial de surfe e está entre os 34 melhores 'tops' do mundo.

Obs. A Folha de S.Paulo instrui, através de manual de redação próprio, que a idade de personagens ativos da notícia seja grafada entre vírgulas, logo após o nome. Em favor da clareza para o leitor, a prática jornalística deve ser melhor observada em certos casos. Revelar o detalhe da pouca idade de Gabriel, na manchete, teria sido a melhor solução. Inclusive para orientar o leitor pouco afeito ao surf, por exemplo: “SURFISTA BRASILEIRO, DE 17 ANOS, …”

Imagem: www.globalfitness.com.br (link)

Correio Braziliense 27/10/2011

PRÉ-VENDA DE INGRESSOS PARA SHOW DE ROGER WATERS EM SP COMEÇA NESTA SEXTA

Em um sistema de 'pré-venda' pressupõe-se a possibilidade ou não de uma compra de um produto ou  serviço oferecidos, que serão analisados pelo comprador em suas qualidades, preço, facilidades de pagamento, entre outras coisas. Após esses passos, o cliente poderá comprar e o fornecedor vender. Só que no caso deste sistema de venda de ingressos, não há estas características de pré-venda e sim o fator 'exclusividade' - ou seja, o patrocinador do evento separa uma quantidade de ingressos para seus clientes e vende para eles antecipadamente em relação aos outros compradores não-clientes do patrocinador. Então, nessa situação, não podemos considerar uma 'pré-venda', mas sim um 'privilégio' para satisfazer os clientes - 'venda exclusiva' seria o mais próximo da significação adequada.

Imagem: www.echoesroiopage.blogspot.com (link)

CURTAS E GROSSAS

Para ver os exemplos, na origem, clique nas manchetes

Portal ORM 01/11/2011

ASTEROIDE DEVE PASSAR EM FRENTE À TERRA NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA, DIZ NASA

 Se o asteroide passou 'em frente à Terra' então 'a parte de trás' do planeta azul não presenciou o episódio, correto? Sabedores de que 'melancia não tem costas' (e a Terra idem), a nossa sugestão de manchete é :"Asteroide deve passar próximo à Terra na terça-feira que vem, diz Nasa"

Em.com.br 01/11/2011

PROJETO PREVÊ TOLERÂNCIA ZERO PARA QUALQUER NÍVEL ALCOÓLICO NA DIREÇÃO

Os níveis alcoólicos estão na direção ou no sangue do motorista? Ou alguém fala que 'a direção está sóbria?' No máximo, pode-se dizer que 'quem está na direção está sóbrio ou não', assim 'quem está na direção é bom ou mau motorista'. Então a tolerância é para com o nível alcoólico no sangue do motorista, que segundo o projeto de lei deve ser nenhum.

Folha.com 11/11/2011

EX-HOMEM MAIS RICO DA IRLANDA DECLARA FALÊNCIA

Não está confusa esta manchete?  Senão, vejamos: "Ex-homem mais rico da Irlanda'', significa que ele 'não era mais homem' apesar de milionário, quando declarou falência?  Para apagar todas essas dúvidas, deixamos a nossa sugestão (que não tem preço, não porque sejamos convencidos, mas porque é de graça mesmo...): ''Ex-milionário mais rico da Irlanda declara falência".

Gazeta Esportiva.net 10/11/2011

SANDRO MARCA GOL COM “VOADORA” E ESPERA DAR BICO EM LESÕES

A manchete fala sobre o gol inusitado de Sandro no jogo da seleção brasileira contra o Gabão, em partida amistosa. Entretanto, em nenhum momento, o jogador se refere à essa expressão 'dar bico em lesões' —pelo menos na matéria não há citações. O texto apenas se refere às lesões que o jogador teve. Parece que a única coisa a ser 'chutada' aqui é a imprecisão informativa.

Folha.com 11/11/2011

LUCRO DA PETROBRAS TEM QUEDA DE 26% FRENTE AO 3º TRI, A R$ 6,3 BI

Não entendeu nada, não é? Depois reclamam que ninguém entende o 'economês'. Para dizer a verdade, também não somos especialistas em economia, mas gostaríamos de sugerir a mudança da manchete. Algo como " Lucro da Petrobras de R$ 6,3 bi tem queda de 26% frente ao 3º trimestre de 2010" Agora sim, não economizamos os recursos da língua pátria e os leitores que não haviam compreendido saíram ganhando!

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Está concluída mais uma coluna PALAVRAS DESCRUZADAS. Embora o nosso espaço seja atualizado sempre aos sábados, nesta semana houve atraso devido a uma viagem do editor do blog. Se você gostou, Indique o endereço do blog para os amigos. Assim, você ajuda na divulgação do nosso trabalho. Foi bom contar com você por aqui. Obrigado e volte sempre.

Para ver as outras colunas PALAVRAS DESCRUZADAS, clique aqui.

Visite também meu blog, NOTAS DE MÍDIA. Clique aqui:http://notasdemidia.blogspot.com/

10 de novembro de 2011

UM DIA INTEIRAMENTE ESOTÉRICO: 11/11/2011. EXISTE RISCO?

Nesta sexta-feira, ocorre a passagem do dia 11, do mês 11, de 2011.

A coincidência, interessante, tem gerado dúvida e apreensão quanto ao que isso significa.

O episódio surge como ótimo pretexto para oportunistas de plantão, especializados em tirar vantagem de tudo. 

Para aumentar o clima que cerca a data, tem gente dizendo que quando o relógio marcar 11 horas, 11 minutos e 11 segundos, então, não se sabe o que pode acontecer.

Será que corremos perigo?

Quem se lembra, por exemplo, de 10 de outubro de 2010, às 10 horas, 10 minutos e 10 segundos? A combinação foi outra, sim, mas a sequência numérica, com tudo igual, se repetiu: 10/10/10 - 10:10:10.

11_11_11

E em anos anteriores, cada qual dentro do mesmo raciocínio. Aconteceu alguma coisa? Não acho que, agora, vá rolar algo pesado. Meu amigo Zé Maria, que você já conhece, não acredita nessas coisas.

Mas, por via das dúvidas, não passa embaixo de escada, escolhe qualquer número que não seja o 13, faz figa se um gato preto cruzar o caminho dele e, mesmo alegando que nada disso é coisa séria, carrega alguns amuletos e patuás, para garantir boas vibrações.  

Se é para prevenir, nada mais lógico do que manter um olho no gato e outro no peixe. Vai que…

Diante disso, o Zé me mandou o link, a seguir. Veja o que o site Terra publicou sobre a passagem do dia 11/11/2011, às 11h11. Clique aqui.

Enviamos ao amigo e colaborador deste blog, Orlando Rosinhole Soares, especialista em numerologia, um pedido para que ele fizesse algumas considerações a respeito. O resultado, está no blog de Orlando, lançado recentemente. Para ver o que ele diz, clique aqui.

blog_orlando

www.floresdelotus13.wordpress.com (link) / www.humor1games.blogspot.com (link) / www.zun.com.br (link) / http://acasadosnumeros.webnode.com

SEM ÚLTIMO DESEJO NA MORTE

Recente matéria da revista Carta Capital, publicada sob licença do jornal The Economist, dá conta de que “Em 21 de setembro deste ano, Lawrence Russell Brewer encomendou um banquete: dois peitos de frango fritos com molho gravy, um cheeseburguer gigante, uma omelete, quiabo frito, tortilhas, uma pizza, meio quilo de churrasco, meio pão de forma e, para sobremesa, sorvete com cobertura de amendoim.

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“Mas quando tudo chegou ele não quis comer. É bem possível que não sentisse fome. Brewer, defensor da supremacia da raça branca, estava prestes a ser executado por um assassinato cometido em 1998, quando ele e outros dois comparsas torturaram um homem negro, James Byrd Jr., e o arrastaram com uma caminhonete até a morte.

“Foi um dos crimes mais notórios na história moderna do Texas, e já havia causado uma mudança na lei: em 2001, o governador recém-empossado, Rick Perry, assinou uma lei impondo penas mais rígidas para crimes de ódio.

“Agora, o último pedido de Brewer provocou uma modificação na Justiça do Texas. Em 22 de setembro, John Whitmire, senador de Houston, enviou uma carta irada ao Departamento de Justiça Criminal do Texas: ‘Isso já basta!’, escreveu ele. ‘Esses privilégios são ridículos’. O diretor do departamento concordou e anunciou que de agora em diante todos os prisioneiros vão receber a mesma refeição.

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“A última refeição sempre foi um aspecto estranho das execuções. Comer é para pessoas que têm futuro. Alguns criminosos resistem à ironia e exigem apenas um copo de água. Mas a maioria aceita algum conforto final. E  ao  ler  seus  pedidos  é impossível ignorar o lugar-comum mesclado à emoção da pena máxima. As pessoas que enfrentam a execução querem açúcar, sal, gordura e fosfatos: frango frito, costeletas, hambúrgueres, sorvete, torta, refrigerante.

“Essa decisão do Texas ocorre em um momento em que muitos cidadãos estão um pouco nauseados com a pena de morte, na verdade. Quase dois terços dos americanos apóiam a pena capital, mas muitos deles ficaram horrorizados durante um debate presidencial republicano no mês passado, quando a plateia aplaudiu o fato de que Perry já havia presidido mais de 234 execuções como governador do Texas (a de Brewer foi a 236ª).

“Recentemente, centenas de pessoas protestaram diante de um presídio na Geórgia, enquanto o estado executava um homem, Troy Davis, condenado com base em depoimentos que mais tarde foram desmentidos.

“O apoio dos americanos à pena de morte vai diminuir em consequência desses fatos? Como o caso Brewer deixa claro, a pena de morte é um assunto enjoativo. A teatralidade sinistra de uma execução degrada o executor. Mas os crimes capitais também são repulsivos. E por isso as esperanças de abolição, provavelmente, ainda são irreais”.

A partir de agora, portanto, aquelas cenas do religioso acompanhando o criminoso na sua caminhada da cela até à câmara de morte, serão bem mais marcantes do que o encontro do diretor da penitenciária e o preso, pedindo a ele que escolha o que deseja para sua derradeira refeição.

Bastou que o assassino Lawrence Russell Brewer fizesse pouco, que caçoasse, que tirasse um sarro das autoridades texanas antes de sua execução com injeção letal, para que as autoridades dessem um basta, pusessem fim nesse ritual.

Espero que um dia manifestações austeras e corajosas também partam de alguns de nossos juízes criminais, pois não são poucos aqueles que são ofendidos e desafiados, em plena audiência, por bandidos principalmente ligados a poderosas facções criminosas que operam no sistema prisional. (Veja o caso ilustrado pela foto. Pode haver aviso de redirecionamento, mas não tema. O link é seguro. Clique aqui)

No momento em que magistrados puderem, diante do desacato de bandidos imediatamente aplicar mais anos de cadeia que aumentem a punição desses celerados – e sendo essas medidas efetivamente cumpridas à risca – nossos juízes terão mais liberdade, segurança e confiança no exercício de sua imprescindível função em favor da sociedade.

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Nota do editor: Veja um vídeo sobre a última refeição de Lawrence Russell Brewer que a TV KVEO, do Texas, Estados Unidos, afiliada da NBC, produziu uma semana depois da execução do condenado. O repórter David Scott, da KXAN,  foi a uma lanchonete e repetiu o pedido feito por Brewer. Como se recorda, o prisioneiro preferiu não comer a refeição que ele mesmo havia exigido. A atitude foi considerada a última ofensa do criminoso à sociedade, o que gerou a reação do senador John Whitmire, de Houston, que Afanasio destaca no artigo. O vídeo está em Inglês, mas não há problema de entendimento. Veja aqui.

Leia outros artigos da Coluna do Afanasio, clicando aqui.

Afanasio Jazadji – Jornalista, Advogado, Deputado Estadual por 20 anos, especialista em Segurança Pública e criador do Disque-Denúncia e do Resgate dos Bombeiros. Visite o site: www.afanasio.com.br

Imagens: fotomontagem de Brewer, videograma de Whitmire e logo da KVEO/NBC www.kveo.com (link) / www.oglobo.globo.com (link) / www.negrosnegrascristaos.ning.com (link) / http://www2.uol.com.br (link) / www.mais.uol.com.br (link)

9 de novembro de 2011

1984: A FICÇÃO, CADA VEZ MAIS REAL

big_brother

Nota do Editor: Circula na rede em tom de piada, mas é mais sério do que você imagina. A realidade, em breve, pode extrapolar as previsões futuristas de 1984, obra de George Orwell sobre o controle do ser humano através dos meios eletrônicos. O Big Brother, a um passo do mundo real.

O texto, que recebi do amigo Eduardo Abud, jornalista de boa cepa, é hipotético —claro— mas tem o traço da possibilidade tangível. Leia, divirta-se e pense. Enquanto você ainda tem, pelo menos, essa liberdade sem ser monitorado.

***

pizzaria_google

- Pizzaria Google, boa noite!
- De onde falam?
- Pizzaria Google, senhor. Qual é o seu pedido?
- Mas este telefone não era da Pizzaria do...
- Sim senhor, mas o Google comprou a Pizzaria e agora sua pizza é mais completa.
- OK. Você pode anotar o meu pedido, por favor?
- Pois não. O Senhor vai querer a de sempre?
- A de sempre? Você me conhece?
- Temos um identificador de chamadas em nosso banco de dados, senhor. Pelo que temos registrado aqui, nas últimas 53 vezes que ligou, o senhor pediu meia quatro queijos e meia calabresa.
- Puxa, eu nem tinha notado! Vou querer esta mesmo...
- Senhor, posso dar uma sugestão?
- Claro que sim. Tem alguma pizza nova no cardápio?

- Não senhor. Nosso cardápio é bem completo, mas eu gostaria de sugerir-lhe meia ricota, meia rúcula.
- Ricota ??? Rúcula ??? Você ficou louca? Eu odeio estas coisas.
- Mas, senhor, faz bem para a sua saúde. Além disso, seu colesterol não anda bom...
- Como você sabe?
- Nossa Pizzaria tem o banco de dados mais completo do planeta. Nós temos o banco de dados do laboratório em que o senhor faz exames também. Cruzamos seu número de telefone com seu nome e temos o resultado dos seus exames de colesterol. Achamos que uma pizza de rúcula e ricota seria melhor para sua saúde.
- Eu não quero pizza de queijo sem gosto e nem pizza de salada. Por isso tomo meu remédio para colesterol e como o que eu quiser...

- Senhor, me desculpe, mas acho que o senhor não tem tomado seu remédio ultimamente.
- Como sabe? Vocês estão me vigiando o tempo todo?
- Temos o banco de dados das farmácias da cidade. A última vez que o senhor comprou seu remédio para colesterol faz 3 meses. A caixa tem 30 comprimidos.
- Puxa! É verdade. Como vocês sabem disto?
- Pelo seu cartão de crédito...
- Como?!?!?
- O senhor tem o hábito de comprar remédios em uma farmácia que lhe dá desconto se pagar com cartão de crédito da loja. E ainda parcela em 3 vezes sem acréscimo... Nós temos o banco de dados de gastos com cartão na farmácia. Há 2 meses o senhor não compra nada lá, mas continua usando seu cartão de crédito em outras lojas, o que significa que não o perdeu, apenas deixou de comprar remédios.

pgto_dinheiro

- E eu não posso ter pago em dinheiro? Agora te peguei...
- O senhor não deve ter pago em dinheiro, pois faz saques semanais de R$ 250,00 para sua empregada doméstica. Não sobra dinheiro para comprar remédios. O restante o senhor paga com cartão de débito.
- Como você sabe que eu tenho empregada e quanto ela ganha?
- O senhor paga o INSS dela mensalmente com um DARF. Pelo valor do recolhimento dá para concluir que ela ganha R$ 1.000,00 por mês. Nós temos o banco de dados dos bancos também. E pelo seu CPF...
- ORA VÁ SE DANAR! (já gritando, descontroladamente)
- Sim senhor, me desculpe, mas está tudo em minha tela. Tenho o dever de ajudá-lo. Acho, inclusive, que o senhor deveria remarcar a consulta a que o senhor faltou com seu médico, levar os exames que fez no mês passado e pedir uma nova receita do remédio.

atendimento- POR QUE VOCÊ NÃO VAI À MERDA???
- Desculpe-me novamente, senhor.
- ESTOU FARTO DESTAS DESCULPAS. ESTOU FARTO DA INTERNET, DE COMPUTADORES, DO SÉCULO XXI, DA FALTA DE PRIVACIDADE, DOS BANCOS DE DADOS E DESTE PAÍS...
- Mas senhor...
- CALE-SE! VOU ME MUDAR DESTE PAÍS, PARA BEM LONGE. VOU PARA AS ILHAS FIJI OU ALGUM LUGAR QUE NÃO TENHA INTERNET, TELEFONE, COMPUTADORES E GENTE ME VIGIANDO O TEMPO TODO...
- Sim, senhor... entendo perfeitamente.
- É ISTO MESMO! VOU ARRUMAR MINHAS MALAS AGORA E AMANHÃ MESMO VOU SUMIR DESTA CIDADE.
- Entendo...
- VOU USAR MEU CARTÃO DE CRÉDITO PELA ÚLTIMA VEZ E COMPRAR UMA PASSAGEM SÓ DE IDA PARA ALGUM LUGAR BEM LONGE DE VOCÊ!!!
- Perfeitamente...
- E QUERO QUE VOCÊ ME ESQUEÇA!
- Farei isto senhor...

1_minuto

 

- O senhor ainda está aí?
- SIM, PORQUE? ESTOU PLANEJANDO MINHA VIAGEM... E PODE CANCELAR MINHA PIZZA.
- Perfeitamente. Está cancelada.

1_minuto

 

- Só mais uma coisa, senhor...
- O QUE É AGORA?
- Devo lhe informar um detalhe importante...

passaporte

- FALA, SUA CHATA...
- O seu passaporte está vencido.

Autor presumido: Álvaro Vieira Marcondes

Imagens: www.realidadecontundente.blogspot.com (link) / www.ribeirobr.blogspot.com (link) / www.vejabrasil.abril.com.br (link) / www.fitsbioquimica.blogspot.com (link) / www.eufacoprogramas.com (link) / www.grzero.com.br (link) / www.cemtoquescravados.com (link)