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Na coluna à direita, logo abaixo das postagens preferidas do leitor, está o ZAPPING. Através dele você tem acesso direto às noticiais do dia, nacionais e internacionais, além de informações sobre quase tudo. ZAPPING. Uma central de notícias e entretenimento em que você escolhe o que quer.

26 de abril de 2012

CURTO RECESSO

Aos amigos da rede: estarei fora durante os próximos dias. Devo retornar entre quarta-feira, dia 02 de maio e, no máximo, sexta, dia 4.

Lembra-se do velho slogan do SBT, “quem procura acha, aqui.”?

É exatamente isso; o blog conta com vários links para levar a você informações do dia —nacionais e internacionais—,  além de artigos especiais, alguns postados há mais tempo e que você, talvez, não tenha lido.

O FG-News também tem horóscopo, cinema, televisão, música, economia e muito mais. Tudo isso está na coluna, à direita. Claro, você terá que clicar sobre os links, mas o resto, a gente faz. rsrs

Abração e até a volta.

Imagens: Mundo de Informações: link / Abraço do tamanho do mundo: link

24 de abril de 2012

RISCO VIRTUAL DO PARQUE ESTADUAL DO GUARTELÁ, O GRAND CANYON BRASILEIRO

grand_canyon

Aparentemente inofensivo, há tempos circula na rede um e-mail contendo apresentação em Power Point de imagens identificadas como se fossem produzidas no Parque Estadual do Guartelá, estado do Paraná, mas são falsas. O texto sugere que a região deveria ser chamada de Grand Canyon brasileiro, em alusão ao Grand Canyon, do Arizona, Estados Unidos, onde realmente foram feitas as imagens do “canyon paranaense”. Como exemplo, veja a foto acima, do rio Colorado correndo entre paredões de rocha sem vegetação. Essa imagem está entre as fotos supostamente registradas no Parque Estadual do Guartelá.

Para não deixar ninguém com a curiosidade atiçada em vão, fotos do verdadeiro Parque Estadual  do Guartelá, podem ser vistas aqui.

Note que as crateras do Grand Canyon, profundas e assustadoras, são resultantes da erosão produzida em milênios, enquanto as imagens do parque paranaense destacam vegetação abundante, grandiosas quedas d’água e paisagens deslumbrantes, repletas de riquezas naturais.

O contraste é indisfarçável, embora cada qual —a do Arizona e a do Paraná— tenha uma beleza peculiar.   O autor do e-mail poderia ter usado apenas imagens do parque brasileiro, sem fazer feio, pelo contrário. Mas a mania de achar que o quintal do vizinho é mais bonito que o nosso deve ter orientado a produção.

Muito bem, o e-mail aqui descrito é um dos campeões de encaminhamentos, ou seja, quem o recebe geralmente repassa aos amigos. Com o agravante de que os fatos distorcidos são levados adiante, num autêntico boca a boca virtual.

Isto é um problema, mas não é tudo. Na verdade, este e-mail é uma daquelas pragas (há quem não pense assim) conhecidas como virais, ou hoax, que circulam pelo mundo virtual e se transformam em correntes. (falei disso, recentemente, aqui)

Na maioria das vezes, o objetivo desses e-mails cansativos é captar endereços eletrônicos. Empresas especializadas se encarregam, depois, de revender a informação transformada em mailing lists. O mecanismo é simples: um amigo nos envia um e-mail desses e, por acreditarmos no amigo, nós o repassamos a outros amigos. Os autores do viral também recebem uma cópia e armazenam os endereços das pessoas para as quais encaminhamos a mensagem. O processo vai se repetindo e os bancos de dados crescem.

Você já deve ter visto anúncios oferecendo milhões de endereços eletrônicos, destinados a empresas interessadas em divulgar marcas e produtos na rede. O seu e-mail, o meu e o de internautas do mundo inteiro estão nessas listas, com certeza, o que explica os intermináveis spams. O esquema, infelizmente, vai continuar por muito tempo. Por enquanto, é impossível fiscalizar toda a rede e impedir ações desse tipo. No fim desta postagem há um link, sobre alguns dos virais mais comuns em circulação. É bom dar uma olhada, para se prevenir. À relação disponível, pode ser acrescentado o lixo que lota nossa caixa de entrada. Falei disso em outubro do ano passado, aqui, mas diante da seriedade da situação, volto a tocar no assunto.

Alguns e-mails  pedem que você clique em anexos ou remetem a links perigosos. Todo cuidado é pouco. Ignore, principalmente, aqueles que afirmam ser do seu banco pedindo atualização do cartão de senhas ou do Itoken, gerador de códigos que autorizam operações. Fuja também das mensagens do tipo "o seu pedido foi faturado"; "depósito realizado em sua conta"; "solicitação de orçamento"; "compra debitada em seu cartão de crédito"; "confirmação de passagem aérea"; “oi, amor, gostou das fotos?”; “parabéns, você ganhou na loteria”, normalmente de um país distante (que maravilha, hein? —você nunca foi lá, mas a sua sorte é fantástica) e mais uma série de outras “boas notícias” que você já deve ter recebido e estranhado, naturalmente. 

Mal comparando, esses e-mails podem ser classificados no mesmo nível das "promoções tentadoras" de maquininhas para aumento peniano que não selecionam, sequer, destinatários. Tenho amiga e leitora do blog, que já perdeu a conta das vezes em que recebeu ofertas do tipo. Ela, é claro, não vê utilidade nos anúncios, mas algumas pessoas, na expectativa de ganhar polegadas a mais, compram a promessa de milagre. Mais tarde, descobrem o engano. E aquilo que não cresceu pode se transformar em bola-de-neve psicológica ainda mais séria.

Como dá para notar, um dos objetivos desses e-mails é fod... perdão, sejamos educados, é ferrar os destinatários. Na dúvida, e para não correr risco, delete tudo que lhe parecer suspeito, sem exceção. De uma coisa, pelo menos, tenho certeza. Os malandros sabem que confiamos nos amigos e contam com isso para o sucesso do plano deles. 

Vamos cultivar e fortalecer as amizades, sempre. Mas não custa nada ficar em alerta, permanentemente.

Para concluir, dê uma boa olhada no link sobre os e-mails falsos que circulam por aí: http://sad-buttrue.blogspot.com.br/2011/05/51-e-mails-falsos-que-circulam-pela.html 

Ou vai “amarelar”, justamente agora, hein?

Imagens: Grand Canyon: link  / Parque do Guartelá: link / Queda d’água: link / Mailing List: link / Boca a boa virtual: link / Perigo na rede: link / Maquininha: link / Desconfiado: link

SEMELHANÇAS ATRAEM DESTINO DE ARQUIRRIVAIS CORINTHIANS E PALMEIRAS

Este assunto ainda repercute em São Paulo: Corinthians e Palmeiras  estão eliminados do campeonato paulista. Os “carrascos” foram Ponte Preta e Guarani, ambos de Campinas (cerca de 96 quilômetros da capital), cujos uniformes têm as mesmas cores dos “condenados”.  As semelhanças, no entanto, não se resumiram às cores que identificam os quatro times.

Tudo aconteceu no mesmo dia —domingo, 22 de abril— e os dois jogos terminaram com o mesmo  placar, 3 X 2 para os  campineiros. 

deola

É bom destacar que a “macaca” e o “bugre”, além do bom futebol mostrado em campo, contaram com a “mãozinha” dos goleiros adversários.

*Julio Cesar (acima) e Deola falharam de modo grosseiro em dois lances decisivos e ajudaram a enterrar suas equipes.

Tanta coincidência pode ser maldição. Coisa tão forte que nem São Jorge deu jeito.

sao_jorge

O “santo guerreiro”, cujo dia foi lembrado ontem —segunda-feira, dia 23 de abril—, acabou não favorecendo a nenhum dos dois times da capital. Talvez o matador de dragões, conhecido cavaleiro de armadura reluzente, lança e cavalo branco tenha ficado dividido e, na dúvida, deixou a preferência de lado.

Como assim? —você poderia perguntar.

Convém não esquecer que o time da **Zona Leste nasceu da ação de um grupo de imigrantes italianos, no ***Bom Retiro, em 1910. O primeiro presidente do Corinthians foi Miguel Bataglia. Buona gente, capito?

Mais tarde, em 1914, alguns "oriundi" descontentes com os rumos corintianos partiram para a fundação do Palestra. Vai daí... a origem dos dois times é praticamente a mesma e. a julgar pelo fracasso de ambos, parece que o destino também. Porca pipa!

Aiuta, San Genaro!

Saravá, São Jorge!

Créditos:

Imagens: Julio Cesar, do Corinthians: link / Deola, do Palmeiras: link / São Jorge: link

* No site oficial do goleiro corintiano o nome do atleta não tem acentos.

** Zona Leste: região da capital paulista a que pertence o Tatuapé, bairro onde fica a sede social do clube, na rua São Jorge, 777.

*** Bom Retiro: bairro da Zona Central da capital paulista onde, no imóvel de número 34 da antiga Av. dos Imigrantes, hoje José Paulino, foi fundado o Sport Club Corinthians Paulista, em 1910.

21 de abril de 2012

BENDITA, A TUA VAGINA. ALELUIA! LEIA, ANTES DE USAR

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Assistindo à televisão nesta manhã de sábado, 21 de abril, zapeando à vontade, ficando cerca de dez ou quinze segundos em cada canal acessado, eis que me deparo com um “pregador” das verdades dele um tanto diferente dos demais. O que me chamou a atenção foi o áudio do programa e não o vídeo. Assim dito parece estranho, pois é de se esperar que as imagens atraiam os olhos de quem vê tv. Uma imagem vale por mil palavras, não é o que dizem ?

Vamos ao caso: muita gente conhece ou já ouviu falar de uma espécie de cartilha que circulou pela rede algum tempo atrás. O livro Castigo Divino, de Edir Macedo, ele mesmo, discorre sobre a maneira certa de os casais “se relacionarem sexualmente”. Para quem não viu, a ilustração, abaixo, dá uma boa ideia da tal “cartilha”. O chefe da Universal deve ter se arrependido da iniciativa, pois os “ensinamentos” acabaram virando alvo de chacota. Veja porquê:

Este é o ponto. Eu costumo dizer que os líderes espirituais mais espertos detectam “vácuos de fé” ou, pelo menos, pontos fracos que podem ser explorados para arrecad… perdão, para “propagar a palavra” —como tais líderes apregoam. Atentos, vão criando a profissão de fé segmentada.

O mercado está repleto de ofertas, para todos os tipos e gostos. Em nível econômico e intelectual mais elevado ou em patamares de conhecimento mais baixos  e pequeno poder aquisitivo. Sempre dá para “raspar o tacho e tirar o último torrãozinho de açúcar grudado no fundo”, não é? Ou, se você considera o eufemismo dispensável, sempre dá para “tirar a última moeda do bolso de cada um”.

Josué Gonçalves, pastor evangélico desde os 17 anos, quando se lançou como pregador em Bragança Paulista, interior de São Paulo, (veja aqui) é um desses experts na detecção de nichos de mercado (opa!) —mais uma vez cometo um ato falho—, digo, na detecção de novas oportunidades para arrebanhar “ovelhas”, como são chamados os fiéis.

Bom orador, embora escorregue no idioma, Josué tem domínio de cena e se dirige em tom coloquial à plateia, o que já o diferencia dos habituais pregadores de voz rouca, sempre afônicos, fala raivosa e estridente. Não, Josué é calmo e simples. Além disso, não é chegado a gestos e frases grandiloquentes nem acentua palavras como quem profere maldições milimetricamente estudadas. E no programa que vi Josué trajava camisa listrada, calça social e tênis. Ou seja, bastante despojado. O ambiente não era o de um templo evangélico, pelo menos assim me pareceu.

Talvez seja a simplicidade comunicativa de Josué o fator de maior empatia entre ele e o público. Uso público no lugar de fiéis, crentes ou seguidores, pois a relação que se nota, pela tv, é idêntica à que se estabelece entre público e artista, sem dúvida. Josué até sorri entre uma fala e outra, como se estivesse contando uma piada leve, de salão. Ao que o público reage também sorrindo. E do que ri a plateia? Ri do tema e da maneira como o assunto é tratado pelo orador.

O programa que me chamou a atenção ressaltava a importância da vida sexual para o ser humano. Prudentemente, é claro, Josué Gonçalves, que se intitula terapeuta familiar, circunscreveu as virtudes do sexo ao âmbito do casamento, mais propriamente, entre marido e mulher. Não sei por que motivo em vez de dizerem marido e mulher os pregadores, em geral, usam esposo e esposa. Talvez achem que é mais chic, menos saliente ou menos mundano, secular, sei lá.

Tanto recato, no entanto, não impede que Josué diga gracinhas do tipo “ao gozar, o esposo deveria dar aleluia e saudar a bem-aventurada vagina da esposa”. Da mesma forma, a “esposa deveria proclamar bem-aventurado o teu pênis ou o teu saco escrotal… ” e a platéia ri. Discretamente, como convém ao povo de Deus.

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Josué não perde a deixa e finaliza, sorrindo entre as palavras: “O ‘negócio’ é bom; foi Deus quem fez. Sexo faz bem para a saúde. Diga para sua esposa ‘cuide da minha saúde’. Olhe para ela e diga!” Mais risos e, agora, não mais contidos. Corte rápido para a platéia e a câmera focaliza casais sorridentes. No olhar, a  promessa de “cuidar bem”.

Posso estar cometendo algum equívoco quanto às expressões corretas utilizadas por Josué Gonçalves, mas o vídeo exibido pela RedeTV, por volta da onze horas e poucos minutos da manhã deste sábado, está disponível no site www.amofamilia.com.br dirigido por Josué ou neste link do Youtube. Quem se interessar, pode ver. Sim, eu poderia assistir ao programa, com calma, inclusive para citar as frases exatas às quais me referi, acima, mas para mim já bastou a tv.

Acredite, não ironizo a temática do pregador. Pelo contrário, acredito que Josué pode se tornar uma pedra no sapato de muita gente que, de maneira hipócrita, prega uma coisa e faz outra —como tantas e tantas vezes temos visto ou tomado conhecimento delas através dos meios de comunicação. É desnecessário citar nomes por serem, os capitães da indústria da fé, sobejamente conhecidos. E eles têm motivos para se preocupar com Josué.

O que você faria se em sua igreja os pregadores valorizassem a castidade sobre todas as coisas e na igreja do vizinho aquilo que você conhece como pecado fosse tratado como algo bom e sadio, capaz de prolongar a vida na terra, sem se desviar do caminho para o céu? A “tentação” abençoada soa como algo irresistível, eu sei.

Mas não se iluda. Exceto o aconselhamento, digamos, pouco usual (mas positivo) a casais, o resto segue o mesmo modelo dos demais púlpitos eletrônicos que existem por aí. São oferecidos imãs de geladeira, adesivos, camisetas, livros, CDs, DVDs, viagens, peregrinações, encontros nacionais de casais para manter o matrimônio aceso e o diabo. Perdão, mas o termo escapuliu. Como você percebe, a essência da atividade é exatamente igual às demais, inclusive na Igreja católica. Aleluia, mas o “negócio” é bom! Palavra de Josué.

Imagens: fac-simile de página de livro  da Igreja Universal (link mencionado no corpo da postagem, acima) / Mãos de casal sobre a Bíblia: link / Josué Gonçalves: copia de foto disponível aqui / estante: link

20 de abril de 2012

OS QUADRIS DE JOAQUIM BARBOSA REVELAM A CINTURA GROSSA DE CEZAR PELUSO

briga_preconceito

Vira e mexe a imprensa informa que alguém, no calor de uma briga ou discussão, perdeu as estribeiras e lascou uma frase altamente ofensiva e preconceituosa contra outra pessoa: “seu preto safado, sem-vergonha, macaco, fedido, nojento…” e por aí afora.

Logo você nota que um dos antagonistas, nessas histórias noticiadas, é negro. A ofensa quase nunca fica sem resposta à altura. E lá vão as partes exigir retratação ou apresentar defesa nos tribunais, não é isso? Afinal, discriminação racial é crime inafiançável.

Está escrito na Constituição da República Federativa do Brasil (CRFB) – de 1988,  no capítulo que trata da IGUALDADE DE DIREITOS, inclusive o RACIAL:

Artigo 5º – Caput: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (...)”.

Os incisos, abaixo, complementam a questão: 

XLI – “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”.
XLII – “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”.

Isto nos basta. Não pode ser considerado pontual o episódio da troca de farpas entre dois ministros do Supremo Tribunal Federal. Refiro-me a Cezar Peluso, presidente da casa —até ontem, quando entregou o cargo—, e Joaquim Barbosa, agora ocupando a vice-presidência da gestão de Carlos Ayres Britto.

Uma discussão desse tipo se esperaria dos dois personagens evocados pelo parágrafo inicial deste artigo, mas é inteiramente descabida no caso de dois ministros da mais alta corte judiciária do país.

Reinaldo Azevedo, jornalista da revista Veja, típico profissional de imprensa do qual se gosta ou se odeia —ninguém é indiferente a ele—, tratou do entrevero ministerial, em comentário publicado no blog mantido no portal da Editora Abril. Leia, aqui.

Os pontos de vista sobre os problemas de saúde de um e a limitação intelectual ou artística de outro, podem se resumir a opiniões subjetivas e não se revestem, para mim, de maior importância neste caso. Sendo assim, vou deixá-los de lado. No entanto, quero destacar um detalhe da discussão que acabou desfocado e você já não encontra facilmente no corpo do texto que trata da “briga”, em vários veículos da grande mídia. Não estou dizendo que tenha partido alguma orientação superior para suprimir o trecho, mas afirmo que a supressão é estranhável.

Trata-se da declaração de Joaquim Barbosa, sugerindo que Cezar Peluso é racista. Repito: a sugestão é de Joaquim Barbosa, quando disse, a certa altura, “(…) eu tinha uma escolaridade jurídica que pouquíssimos na história do tribunal tiveram o privilégio de ter. As pessoas racistas, em geral, fazem questão de esquecer esse detalhezinho do meu currículo. Insistem a todo momento na cor da minha pele. Peluso não seria uma exceção, não é mesmo? (…)”

Veja a reportagem divulgada pelo portal jurídico JUSBRASIL.COM.BR, onde o trecho que menciono, acima, pode ser lido na íntegra. Clique aqui.

Estou enganado ou tal afirmativa exige uma verificação séria e profunda, diante da gravidade que encerra? Se fosse feita pelos energúmenos que retratamos na abertura deste texto, a declaração seria entendida como fruto da desinteligência, no ardor da discussão entre cidadãos sem discernimento. No entanto, os personagens do bate-boca são dois pilares do judiciário brasileiro, instalados na mais alta instância judicial exatamente para cuidar do estreito cumprimento das leis que regem a nação.

Se Cezar Peluso é racista, como dá a entender Joaquim Barbosa, que sejam aplicadas a ele as sanções previstas em lei. Ou, então, se a acusação é leviana, que se exija de Barbosa a correspondente retratação.

Afinal, o novo presidente do Supremo, em discurso de posse, disse  que “a magistratura tem que se impor o respeito” para ser respeitada, naturalmente. O cidadão brasileiro espera, exige e merece tratamento igual. Se os brigões, do exemplo lá em cima, devem ser enquadrados por ofensa à dignidade de seu semelhante, por quê um ministro do STF deve ser tratado de outra forma? Somos ou não somos, todos, iguais perante a lei?

Veja a declaração de Ayres Britto, aqui.

Imagens: Briga_preconceito: montagem / Cezar Peluso: link / Joaquim Barbosa: link / Ayres Britto: link

18 de abril de 2012

QUANDO A ESMOLA É DEMAIS…

 

Como você sabe, na rede mundial de computadores há de tudo, para todos os gostos. Claro que em meio a coisa boa há muito lixo. O problema está em separar uma do outro, pois, na maioria das vezes, certas matérias têm aparência séria, embora sejam completamente falsas.

A isso dá-se o nome de hoax, termo em Inglês que significa “brincadeira”, mas que também pode ser traduzido para “embuste”, “farsa”, “trapaça” e outros sinônimos. Veja mais, aqui. No fundo, não passam de gozação que, infelizmente, nem sempre são reconhecidas como tal. Na maioria das vezes as pessoas repassam a mensagem induzidas pela boa-fé.

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As famosas correntes espirituais, “visitas” de santos, madonas e congêneres, misturam-se aos apelos dramáticos em favor de crianças doentes ou desaparecidas, preces poderosas e simpatias infalíveis, como todos já vimos e estamos “cansados” de receber.

Como, diariamente, milhares de novos internautas têm acesso à rede mundial de computadores, existe um vasto campo favorável à disseminação dessas bobagens que parecerão informações verdadeiras para os neófitos virtuais.

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Aqui está mais um desses “produtos” cujo objetivo parece ser o de gozar da cara da gente. Um circulo vicioso cujo final é impossível prever. Tata-se de um e-mail que já está na rede desde 2010, pelo menos, e continua sendo replicado. Acreditando estar diante de um episódio real, muitos acrescentam opiniões à corrente, fortalecendo-a para que atinja mais pessoas.

Veja o vídeo, abaixo e pense. Sendo possível transformar o lixo plástico em petróleo novamente, através de um processo tão simples como as imagens levam a crer, por que não se faz isso? Confiar desconfiando talvez seja, ainda, uma boa recomendação aos navegantes.

Imagens: Mundo Digital: link / Ave-Marias: link / Akinori Ito: link / Youtube: link

17 de abril de 2012

LUVAS DE 1 MILHÃO, PEIXE DE CEM ANOS, DUAS VAGINAS…

Para quem não quer gastar tempo procurando o que ver, mas exige boa leitura, indico os textos selecionados nesta página, sob o título “Postagens que não têm prazo de validade”, um pouco mais acima. Escolha um. Ou todos, por que não?

Se, no entanto, você está a fim de outras coisas, faço cinco indicações aleatoriamente, na expectativa de que você goste de uma delas. Ou de todas. Então, vamos lá.

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Rafinha, o devorador de mamães e bebês, recebeu um milhão de reais, como “luvas”, para assinar com a RedeTV. A informação é de Ricardo Feltrin, editor do F5, da Folha, e foi divulgada no programa Ooops!, da TV UOL, apresentado pelo Ricardo. Veja, aqui e aqui. No vídeo, a notícia aparece por volta dos 3 minutos e 40 segundos.

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O amigo de quase 40 anos, Dedé Gomes, postou um recado ao Santos e ao torcedor do Peixe, alusivo ao centenário santista (é um texto singelo, mas apaixonado). Minha indicação serve como homenagem ao time brasileiro que mais divulgou o nome do país no exterior, depois da própria seleção. Com Pelé no time, é claro! Veja, aqui.

Homem_rosto Para quem gosta de política, indico o blog do jornalista carioca Eduardo Homem de Carvalho. Sem papas na língua, o que custa a ele alguns contratempos e processos, Homem escreve fácil e bem humoradamente. Até mesmo quando o texto parece raivoso—estado que tem sido natural para o cidadão, diante das revelações infindáveis dos últimos tempos. Clique aqui.

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Amenizando, uma notinha, também publicada no F5 da Folha, sobre uma jovem inglesa, dona de duas vaginas. Não, você não se enganou. Leu o que está escrito. O fato, inusitado, mereceu entrevista na TV inglesa. A moçoila está mais para uma daquelas candidatas a atriz, dispostas a tudo. Mas quem sou eu para duvidar da natureza?  Clique aqui.

edemar_rosto Finalizando, indico o blog de Edemar Annuseck, narrador esportivo de mão cheia, atualmente comentando jogos no canal Premier FC, do Sportv. Edemar, com a experiência que tem, é daqueles caras que a gente tem que acompanhar, mesmo que dele possamos discordar. O que nunca acontece. Aqui.

16 de abril de 2012

ORLANDO DUARTE. PRÊMIO SECOPA 2012. O FUTEBOL AGRADECE

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Orlando Duarte cobriu 15 Copas do Mundo e 10 Olimpíadas.

Um feito e tanto, que mereceu o prêmio conferido pela Prefeitura de São Paulo na sexta-feira, dia 13 de abril.

Considerado o jornalista brasileiro, em atividade, que mais cobriu Copas do Mundo, Orlando Duarte recebeu o 1º Prêmio SECOPA, na categoria "Comunicação", levando-se em conta, também, os mais de 60 anos de atuação profissional desse paulista de Rancharia. Estudioso do mundo esportivo, Duarte publicou obras de referência para o futebol e outros esportes.

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O prêmio SECOPA, em sua primeira edição, faz parte do calendário de realizações da Secretaria Especial de Articulação para a Copa do Mundo e do Comitê Municipal da Copa, de 2014. 

Além de Orlando Duarte, foram homenageados o ex-goleiro Marcos Roberto Silveira Reis, consagrado como “São Marcos”, do Palmeiras; o documentarista Primo Carbonari e Paulo Machado de Carvalho, também chamado de Marechal da Vitória, (ambos in memorian).

Secopa 2012

A homenagem da prefeitura de São Paulo a personagens que contribuíram ou contribuem para a consagração do esporte nacional é justa e merecida. Que a ideia não se desvaneça, após a Copa do Mundo.

Algumas fontes divergem sobre o número exato de Copas do Mundo em que Orlando Duarte esteve presente. Para umas, são 14. Para outras, 15. Na dúvida, a pesquisa resolveu.

Encontrei um vídeo, realizado pela TV Câmara, antes da Copa de 2010, disputada na África do Sul, em que Duarte diz que cobriu 14 Copas (NOTE BEM, ANTES DA COPA DA ÁFRICA que seria, portanto, a décima-quinta) e expressa o desejo de estar na décima-sexta competição, no Brasil.

Nós também torcemos para que o sonho do amigo jornalista se concretize e que possamos comemorar a vitória brasileira, em 2014. Veja, aqui.

Imagens: Pedro Pereira / Secom

13 de abril de 2012

DEMÓSTENES TORRES: “PASSA-MOLEQUE” EM TODA A NAÇÃO

Passarinho que come pedra sabe o traseiro que tem. O dito popular é grosseiro, mas também é verdadeiro. Esse é, em síntese, o quadro das denúncias de envolvimento do senador Demóstenes Torres (agora sem partido) com Carlinhos Cachoeira, acusado de ser explorador de jogo ilegal. Aliás, desligar-se do DEM foi uma das primeiras providências de Demóstenes Torres que ainda fez “doce” ao insinuar que ficou ofendido com a suspeita mantida pelos companheiros de legenda, ao pedirem que se explicasse.

Quem diria, não? Com ares de profunda mágoa, Demóstenes se desvencilhou da sigla e ficou no cargo. Cargo que foi conferido a ele pelo povo, através do voto. O povo, portanto, deveria se manifestar se quer o senador ou se pede gentilmente que ele caia fora e dê lugar a outro representante, digno, do estado goiano. Mas essa é outra história e, por enquanto, estamos muito longe—politicamente—de ver, um dia, isso acontecer. Demóstenes não foi o primeiro político a desdenhar de um partido e do eleitor nem será o último, com certeza.

A esta altura, você deve estar se perguntando: “O que o passarinho (lá de cima) tem a ver com essa história?” Então, “vamos por partes”—como diria Jack, o estripador. A citação é horrível, concordo, mas a situação merece, concorda?

Depois de todo o barulho sobre o fato, Demóstenes Torres demonstrou sangue-frio e muita cara de pau comparecendo à sessão do Conselho de Ética, do Senado, que vai julgar a possibilidade de cassar o mandato dele. O silêncio e o desconforto eram tão pesados com a presença dele que era impossível não notar o constrangimento reinante. Leia, aqui.

Antes, cinco senadores recusaram o “convite” para serem relatores do processo disciplinar contra Demóstenes. Até que Humberto Costa, do PT pernambucano, aceitasse a incumbência Lobão Filho (PMDB-MA), Gim Argello (PTB-DF), Ciro Nogueira (PP-PI), Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL) disseram “não, muito obrigado, mas declino de tamanha honraria'”. Eram, segundo Costa, parlamentares que, de um jeito ou de outro, tinham se indisposto com o senador por Goiás. Poderia parecer revanche, imagine, e ninguém quis se arriscar a fazer o papel de mau caráter. Gente fina é outra coisa. Leia, aqui.

O relator (na foto, com Demóstenes) já disse que o foco do julgamento a ser realizado pelo Conselho de Ética contra o senador goiano é “eminentemente político, e o colegiado avaliará se de fato houve quebra de decoro parlamentar”. Isto posto, fica bastante claro que não há, no Senado, a partir do relator, disposição para enquadrar Demóstenes de modo a que o parlamentar venha a perder o mandato.

Para analistas políticos, a presença de Demóstenes no Conselho de Ética serviu, também, de lembrete e aviso: “vejam bem o que vocês vão fazer, hein?” Seja lá o que for que isso signifique, parece que deu resultado, ou seja, começa a fazer sentido a história do passarinho, está vendo? Pois é…

Agora, a “luta” de Demóstenes Torres é contra o Supremo Tribunal Federal—STF ao questionar a legitimidade das escutas telefônicas que levaram à revelação bombástica do envolvimento do senador com o bicheiro, ops, digo, o suspeito de contravenção, Carlinhos Cachoeira.

Note que o senador não rebate as acusações que pesam sobre ele, apenas alega que as escutas teriam sido ilegais, pois, na condição de parlamentar, teria direito a foro privilegiado.

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, negou o pedido do senador, mas robusteceu, em parte, a estratégia da defesa do parlamentar, ao determinar que o conteúdo das escutas e o processo sejam encaminhados integralmente ao Supremo. Parece que o primeiro passo para o  foro privilegiado está em curso, mas digamos que, por enquanto, a honra nacional está lavada.  Por quanto tempo isso será mantido é outra história, pois o mérito da liminar do ministro Lewandowski ainda será julgado pelos demais ministros do STF e pode haver uma reviravolta na situação. Leia, aqui.

Vamos, portanto, observar. Prevalecerão os fatos, incontestáveis—inclusive pelos envolvidos—ou Demóstenes Torres conseguirá aplicar um “passa-moleque” em toda a Nação?

Eu, que não sou pássaro e tampouco como pedra, não me arrisco a dar palpites, embora tenha um. Como você também tem, é claro!

Na pior da hipóteses, restará ao país o conforto dos versos de Mario Quintana, no Poeminha do Contra:

“Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!”

(Prosa e Verso, 1978)

Leia mais sobre Mario Quintana, aqui.

Imagens: Demóstenes e Cachoeira: link / Demóstenes, no Conselho de Ética: link / Humberto Costa e Demóstenes Torres: link / Demóstenes, ao telefone: link /

Atualizado em 14.04.2012, às 15h31

12 de abril de 2012

AS BRUXAS CONTINUAM SOLTAS NA REDETV!

Desde o vazamento das notícias envolvendo a disputa acionária entre os sócios Amilcare Dallevo (esquerda) e Marcelo Carvalho, donos da emissora, uma sucessão de fatos negativos tem se encarregado de dar contornos pessimistas à sobrevivência da empresa.

Cerca de um ano depois, Dallevo continua com a ideia fixa de comprar a parte de Carvalho, mas a concretização do plano não é fácil. Veja, aqui, mais um capítulo dessa “novela”.

As más línguas atribuem a má fase, também, à briga surda travada nos bastidores, entre as primeiras-damas da Marginal Pinheiros, como são chamadas Luciana Gimenez—mulher de Carvalho—e Daniela Albuquerque—mulher de Dallevo. Ambas não se suportam e seriam o ponto crítico do embate entre os sócios. Para agravar o problema, as duas são contratadas da RedeTV. A foto abaixo é do tempo em que Lu e Dani (para sermos íntimos—rsrsrs) ainda não haviam tornado pública a rivalidade entre elas.

LuGi_Dani

Como se isso não bastasse, a RedeTV tem sofrido revéses de grande monta cujos reflexos incidem diretamente no faturamento. As perdas do futebol europeu e a segunda divisão do Brasileiro, as lutas do UFC/MMA e, mais recentemente, a turma do Pânico representaram um grande baque financeiro e expressiva queda de audiência. Somando-se a tudo isso, a RedeTV tem demitido a granel. Os cortes, atingiram particularmente o jornalismo da casa. O mercado ouve rumores, mas ninguém se atreve a fazer um prognóstico público da situação. Se ninguém faz, por que eu o faria, não é mesmo? Mas posso, por exemplo, apontar os indícios do que circula por aí. Veja, por exemplo, esta reportagem da revista Exame (Editora Abril), sobre o terremoto que ameaça derrubar a “casa”, ou seja, a RedeTV. Clique aqui.

O futuro é uma incógnita, mas o presente não é menos preocupante e tenso, a julgar pelo noticiário que envolve a emissora. A tensão, aliás, deve ter sido o fator determinante para o pequeno deslize na divulgação de uma foto em que Luciana Gimenez treina baliza em carro de autoescola. Motorista com declarada dificuldade na hora de estacionar em uma vaga por exemplo (a famosa baliza), La Gimenez decidiu tomar aulas extras de direção para superar a deficiência. O gesto é digno de aplauso. Poucas pessoas são capazes de admitir a própria incapacidade, como Luciana admitiu.

Mas a produção do Pop Show, que prometeu mostrar as aulas da apresentadora, numa espécie de reality-show, pisou na bola ao captar imagens para divulgação, o que inclui a foto desta postagem.

sem_cinto_LuGi

Repare que o instrutor, ao lado de Luciana, não usa um acessório fundamental e obrigatório a qualquer condutor ou passageiro do veículo: o cinto de segurança (deveria passar sobre o ombro direito dele). Quanto à Luciana, é impossível afirmar que ela não esteja usando o equipamento. O vidro da porta, escuro e ligeiramente levantado, poderia estar ocultando a presença do cinto (passaria sobre o ombro esquerdo dela). A imagem foi ampliada, a fim de facilitar a identificação do acessório. Clique na foto para ver o instantâneo em tamanho original e a informação do portal F5, da Folha.

Tudo pode se resumir a uma falha de produção no momento da registrar a foto, é claro, mas, se os detalhes revelam mais do que realmente mostram, a coisa não anda nada boa pelos lados da *Castelo. Ou será que as bruxas não existem?

* A sede da RedeTv fica às margens da Rodovia Castelo Branco, em São Paulo. Imagens: Amilcare e Carvalho: link / Luciana e Daniela: link / Autoescola: link

5 de abril de 2012

QUEM ROLA A BOLA E NÃO RESPEITA A GORDUCHINHA PODE LEVAR O DRIBLE DA VACA

juliana_cabral

Informações do setor esportivo paulistano dão conta de que a rádio Globo, depois de contratar Juliana Cabral, ex-jogadora da seleção brasileira feminina de futebol, para atuar como comentarista, procura uma narradora. O fato em si é alvissareiro, amplia o mercado de trabalho para as mulheres, mas é um equivoco dizer que trata-se de “algo inédito no rádio Brasileiro”. Ressalte-se que a informação não deve ter partido da rádio Globo. Veja aqui.

raiva

Depois, com o orgulho ferido, o autor da notícia fica espumando de raiva quando é lembrado que errou. Jornalismo, sempre foi assim, só é equivocado se o jornalista é desatento. Seja motivado pela pressa na execução do trabalho, seja pelo engano ao delegar funções.

Afirmar que a presença de uma narradora de futebol é “algo inédito no rádio brasileiro” é, no mínimo, prova de desconhecimento da história do rádio neste país. Além de ser uma descortesia para com profissionais do microfone que atuaram há mais de três décadas nessa função, com sucesso.

Nomes como Jurema Yara, Germana Garili, Leilah Silveira, e Claudete Troiano, por exemplo, levaram muito marmanjo à loucura narrando lances e reportando detalhes de uma jogada, através da rádio Mulher, paulistana, de Roberto Montoro.

Veja um arquivo da revista Placar Magazine, de 17 de novembro de 1986, falando sobre o aparecimento da equipe feminina de narradoras, repórteres e comentaristas da rádio Mulher, em 1971. Talento e competência nunca macularam a feminilidade dessas colegas.

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Uma década mais tarde, Regiani Ritter (com quem trabalhei em 1981) foi repórter de campo e comentarista esportiva na rádio Gazeta, da Fundação Cásper Líbero. Uma  prova do caráter vanguardista do rádio brasileiro e de que as mulheres sempre souberam aproveitar as oportunidades. Ainda hoje Regiani é nome respeitado entre os colegas. Para quem se dispuser a pesquisar, a Internet mostra muito mais a respeito —o que evita imprecisões.

Por isso, a iniciativa da rádio Globo de São Paulo em retomar a prática do passado e abrir espaço para a mulher entre a equipe masculina que se dedica ao futebol é mais do que louvável e merece aplausos.

Oscar Ulisses, irmão do pai da matéria, Osmar Santos, sabe das coisas e o apoio à iniciativa da emissora era de se esperar. No entanto que fique claro: ninguém está inventando a roda.  Repito que a informação, tal como foi passada, certamente não partiu da rádio Globo.

Aliás, como se percebe, muitos colegas ainda não se deram conta de que o mundo não gravita em torno deles. Para essa turma, está na hora de parar de olhar para o próprio umbigo e abrir os olhos para o que se passa ao redor. O jornalismo agradece.

Imagens: Fotomontagem de Juliana Cabral: link 1 e link 2 / Raiva: link / Regiani Ritter: link / Logotipo da rádio Globo: link

4 de abril de 2012

VIOLÊNCIA NO FUTEBOL E CARÊNCIA DE CRAQUES AFASTAM TORCEDOR DOS ESTÁDIOS

O futebol tende a ser assunto predominante nos próximos meses, diante da realização da Copa do Mundo no Brasil. O problema é que o esporte que deveria ser motivo de festa, alegria, torcida, gritos de gol e comemoração tem se transformado em palco de tragédias, dentro e fora de campo.

Cada vez mais, multidões enlouquecidas digladiam-se como se fossem guerreiros em luta campal. Atos de barbárie são cometidos em nome da bola e da paixão maior do torcedor. Uma coisa tão paradoxal quanto incompreensível. O resultado tem sido o registro de tumultos, pancadarias e mortes, inclusive. O fenômeno não se verifica apenas em São Paulo, capital, a exemplo do que ocorreu no domingo 25 de março, antes, durante e após a partida entre Corinthians x Palmeiras, no estádio do Pacaembu.

Alguns setores da sociedade preocupam-se com a repercussão negativa que tais atos podem ter no panorama internacional, prejudicando a “imagem” do Brasil lá fora. País do sexo fácil, inclusive com crianças e adolescentes; terra de ladrões, assaltantes, maus políticos, corruptos, maus caracteres e levianos —tudo isso— é parte do conceito ruim que já ostentamos perante o turismo mundial. Bela “imagem”, portanto.

Para deixar o prato ainda mais indigesto, agora corremos o risco de ficarmos estigmatizados como a terra dos novos hooligans, os temíveis torcedores-brigões ingleses, responsáveis pela fuga em massa dos grandes públicos dos estádios na terra da rainha Elizabeth II.

O fenômeno, como seria de se esperar, já se verifica por aqui. Afinal, o que deveria ser uma festa esportiva pode significar o fim de sonhos que jamais serão concretizados e o início de um pesadelo infinito para famílias atingidas pela tragédia de ter um ente querido massacrado até a morte, por uma horda de bárbaros furiosos.

Dizem os analistas de comportamento social que o futebol desperta instintos básicos, aflorados por fatores como competição, disputa e dominação diante de um adversário que deve ser abatido. Ou seja, é o despertar da animalidade levada ao extremo, visto que os ânimos exaltados não medem consequências e são alimentados por grupos que têm como objetivo aniquilar o “inimigo”.

Mas não é só. Ao lado dessa histeria coletiva que transforma torcidas em batalhões de guerra, somam-se outros fatores igualmente perigosos e letais.

É o pai de família que amarga o desemprego ou o subemprego e a consequente má remuneração; é o funcionário assediado moralmente por chefetes tão despreparados quanto mal intencionados, que humilham, espezinham, achincalham e atingem a moral do trabalhador que, muitas vezes, sofre calado por medo de perder o ganha-pão; é o preconceito social seja pela cor, pelo gênero, pela raça, pelo credo ou ideologia política que levam à angústia e ao desespero; é a insegurança pública que faz chefes de família reféns do medo —quando não se tornam novas vítimas que ilustram o noticiário policial, cada dia mais corriqueiro—; enfim, uma série de outras condições que vão se acumulando e explodem nos estádios e em seu entorno. Mais do nunca, o homem é produto do meio.

O policiamento específico, voltado a garantir tranquilidade e a integridade física do torcedor, nem sempre cumpre seu papel.  Ainda ecoam em nossos ouvidos as palavras de um policial militar que, na impossibilidade de reagir e enfrentar os briguentos, transformou-se em mero espectador de cenas de violência sem limites. O pequeno contingente policial nada pode fazer. Veja.

O comando-geral da PM apressou-se em garantir que o policiamento não apresentou falhas. Em vão. Veja.

Os acontecimentos que envolveram aquela partida foram a gota d’água que culminaram no afastamento do comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo. Com histórico de ações conturbadas, o oficial sucumbiu. Podem dourar a pílula, afirmar que a troca atende a razões estratégicas, já estava programada, foi uma decisão pessoal do coronel, enfim, nada vai desviar o foco da questão. O policiamento naquele episódio, mas não só, deixou a desejar e pode ser apontado como um dos fatores que facilitaram a explosão da fúria assassina.

Torcidas, uniformizadas e descontroladas, produzem o efeito contrário que delas se espera, ou seja, ondas de vibração positiva causadas pelo fervor clubístico animando os jogos, tornado o futebol a festa que deveria ser. A pancadaria afasta o principal componente dos estádios, a torcida.  E com o afastamento do torcedor, o futebol vai ficando mais pobre, mais feio e, naturalmente, perigoso.

Dias atrás, repliquei neste blog um artigo extraordinário do escritor Ignácio de Loyola Brandão, em que ele, indignado, desiludido e melancólico, confessa que não leva os netos aos estádios para ver esse futebol medíocre que aí está. Eu acrescento que a falta de craques e o excesso de violência, somados, estão massacrando o futebol e acabando com o encantamento que jogadas inesquecíveis produziram e, ainda hoje, são cantadas em prosa e verso pelo torcedor.

Para concluir este artigo —e reforçá-lo— publico o texto do escritor Célio Pezza, que recebi em release da assessoria de imprensa dele. O artigo fala sobre a violência que fere e mata torcedores do esporte chamado de “paixão nacional”, diante do arrebatamento que produz em 9 entre 10 pessoas neste país. Até quando?

Célio Pezza é escritor e autor de diversos livros, entre eles:  As Sete Portas, Ariane, e o seu mais recente A Palavra Perdida. Saiba mais em www.celiopezza.com 

Infelizmente vemos com freqüência cenas de extrema violência por parte de indivíduos que se intitulam torcedores de um ou outro time de futebol, em especial durante jogos considerados clássicos nas grandes cidades. Esta semana (em 25.03.2012), durante um jogo entre Palmeiras e Corinthians na cidade de São Paulo, assistimos a mais um deplorável espetáculo que teve como desfecho duas mortes e diversas pessoas em estado grave. As imagens na TV mostraram centenas de pessoas armadas com pedaços de pau, canos e armas de fogo, se batendo contra outras, pelo único motivo de serem torcedores de times rivais.

A polícia, impotente e sem a menor chance de conter a onda de ódio que se espalhou pelas ruas, tentava controlar sem sucesso aquela horda de bárbaros. Após a carnificina, aqueles loucos simplesmente entraram no estádio do Pacaembu e foram assistir ao jogo como se nada tivesse acontecido. Como explicar o ocorrido? Como justificar tamanha violência ligada a um espetáculo de futebol, criado para o lazer e diversão?

A única explicação é que o Homem se transformou numa bomba, armada e sempre prestes a explodir. Quando está só, este instinto assassino é bloqueado mais facilmente e o indivíduo suporta sem explodir e mostrar sua verdadeira face; quando se reúne em um grupo maior, como é o caso das torcidas, em especial as uniformizadas, existe o incentivo coletivo e sua parte sombria e assassina vem à tona. É como um lobo da mesma matilha, que quando um deles uiva dando o comando para atacar, todos os outros vão sem pensar. Nesta hora, o aparentemente pacato cidadão se transforma na besta raivosa, como no conto do médico e o monstro. Toda a sua frustração como ser humano, toda sua raiva contra tudo aquilo que o incomoda diariamente, subitamente vem à tona e ele se torna uma verdadeira fera. Parte da humanidade está dando mostras diárias de uma queda brutal e, no fundo, estamos nos acostumando a ela. Esta é a verdade.

Antigamente, quando acontecia um acidente com vítima no trânsito, era uma comoção geral; agora, quem está ao lado pragueja devido ao congestionamento, sem se importar com a vítima. Antigamente as pessoas iam a um estádio de futebol para passar o tempo, torcer pelo seu time e apreciar um esporte. Agora, muitos vão para brigar e extravasar suas frustrações em cima de outro ser humano. No caminho do estádio, matam e desviam dos mortos, sem dar nenhuma importância à vida.

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