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31 de maio de 2012

DIA MUNDIAL SEM TABACO. PARABÉNS AOS ANIVERSARIANTES

Atualização: (01.06.2010 – 17h28)

Nota do editor: Agradeço ao leitor, amigo e sempre colaborador deste blog, Marcos Vinicius Gomes, por chamar-me a atenção para um erro bobo e grosseiro que cometi na postagem original deste artigo, ontem, dia 31 de maio. Ao afirmar que me iniciei no vício do cigarro na adolescência, disse, na primeira linha do texto: “Fumei, dos 13 aos 45 anos de idade”. Não haveria nada demais se, logo abaixo eu não tivesse dito que, parei com o tabagismo há 27 anos. Fazendo as contas direito —o que, lamentavelmente, não fiz—,  Vinícius chegou à conclusão de que errei em alguma coisa. Ele está certo. Na verdade, deixei o hábito de fumar aos 35 e não 45 anos de idade. Veja porque: somando-se os 45, alegados por mim, aos 27 anos decorridos desde o abandono do vício, o resultado aponta para 72 anos, o que seria, então, minha idade atual. E, menos mal, tenho 62, embora espere chegar e ultrapassar com folga as mais de sete décadas que o meu deslize, ao errar a conta, projetou equivocadamente como sendo minha idade atual. Deve ser alguma sequela do vício, Vinicius. Agora corrigido, o texto abaixo é um chamamento à consciência de todos, fumantes ativos ou passivos. Obrigado, Vinícius. Um abraço.

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Fumei, dos 13 aos 35 anos de idade. Comecei com uma marca que, hoje, acho que não existe mais, Continental, sem filtro. Quando parei, 27 anos atrás, meu “consumo” diário estava na casa dos quatro maços completos mais três ou quatro cigarros do quinto maço. Nessa época, eu já havia mudado para o Galaxy, “a decisão inteligente”. O slogan da marca era esse, apenas isso. Fumar, como se sabe, não traduz nenhuma sabedoria, pelo contrário.

Eu fui o típico fumante inveterado, cujos dedos amarelos denunciavam o vício. Um episódio familiar, o diagnóstico de câncer em um cunhado, foi a pancada de que eu precisava para deixar de fumar. Antes, como a maioria dos fumantes, eu havia tentado abandonar o vício, várias vezes, sem sucesso. Quando muito, chegava a dez ou quinze dias de abstinência. E voltava fumando mais do que antes. O caso de meu cunhado, não me fez tentar abandonar o vício. Simplesmente decidi que não fumaria mais dali para a frente.

Não posso dizer que precisei me superar e ter muita força de vontade, pois não é verdade. Nas tentativas anteriores, apesar de incentivado a deixar os cigarros de lado, nada foi mais forte que o desejo de voltar à nicotina. Saber que alguém da *família tinha sido alcançado pelos efeitos maléficos do cigarro, porém, funcionou como se eu tivesse “desligado a chave” que acende a vontade de fumar.

De lá para cá, nunca mais pus um cigarro na boca. E nunca senti falta disso. Ao contrário do que já fizera tantas vezes, antes, continuei tomando cafezinhos diários e não me incomodando que fumassem perto de mim. O bloqueio foi total. Uma coisa que não sei explicar, mas foi exatamente assim.

chato

Passados tantos anos, durante os quais nunca fui doutrinador fanático para proibir o vício alheio, aqui estou, hoje, para, pelo menos, ajudar na disseminação da ideia de uma vida saudável, sem fumaça nos pulmões. Cabe a cada pessoa decidir o que fazer com o próprio corpo e, em consequência, com a saúde.

Neste 31 de maio, quando se comemora o Dia Mundial sem Tabaco, pense na possibilidade de largar o mau hábito. Lembre-se: o cigarro não agride apenas ao fumante ativo, mas, principalmente, o passivo. Nessa modalidade estão a mulher, os filhos, demais familiares, amigos e até colegas de trabalho. Eles não têm que sofrer as consequências de um vício que é seu.

Aliás, minha mulher também deixou o cigarro, alguns anos depois. Tenho três filhos; apenas a mais velha sucumbiu ao hábito de fumar. Coisas de aceitação social, perfil do meio profissional e detalhes assim, que costumam exercer o poder de influência, acabaram sendo determinantes para isso. Não a proibi, nem poderia, mas espero que ela, um dia, deixe o tabagismo de lado. Enquanto tiver saúde.

Fumar faz mal? Sim, mas, para o fumante, o que importa? Talvez você também pense dessa forma e, nesse caso, nada que a gente diga tem importância. Mas se você anda pensando em abandonar o vício, abaixo estão alguns links onde existem artigos sobre o assunto que poderão ajudar na decisão. Acredite, deixar de fumar não exige prática nem habilidade.

Visite o site do INCA—Instituto Nacional do Câncer e clique nos demais links disponíveis. Aqui.

Veja fotos de ações em prol da campanha contra o fumo, em nível mundial, aqui.

Se, além do meu depoimento você  precisa de mais incentivo para tomar coragem e dar fim ao cigarro, clique aqui.

E agora, que a decisão começa a tomar forma, você pode perguntar “tá bom, mas como parar de fumar?” Então, clique aqui.

Eunice_Nelson

*Em tempo: aquele cunhado, diagnosticado com câncer, há 27 anos, deixou o cigarro, está curado e vivo. A  propósito, ontem, 30 de maio, ele completou 73 anos de vida. Por uma dessas coincidências do destino, minha irmã, mulher desse cunhado, também faz aniversário na mesma data. Portanto, os aniversariantes do título são os personagens em questão. Ao casal Nelson e Eunice, parabéns pela data e um grande abraço.

Imagens: Dia Mundial Sem Tabaco: link / Maço amassado: link / “Bomba”: link / Casal: arquivo pessoal

29 de maio de 2012

MORRE JAIR BRITO, LUTADOR INCANSÁVEL POR UM RÁDIO MELHOR

A maior certeza da vida é a morte. Tal afirmação, embora possa chocar, é uma lamentável realidade. E por mais que nos julguemos preparados para enfrentar momentos assim, não conseguimos aceitar o passamento de conhecidos, amigos e familiares. Faz parte do ser humano apegar-se às pessoas e, assim, na hora da partida, o que fica é o vazio.

jair_brito

Morreu Jair Brito, aos 74 anos, em um hospital de Taubaté, São Paulo, no último dia 26 de maio, sábado. Soube da notícia apenas hoje, através do comentário de Marilze dos Santos Brito, filha de Jair com Evanira dos Santos, uma das melhores cantoras populares que o Paraná já conheceu e primeira mulher do radialista.

Sei que Jair tinha pelo menos um filho, aqui em São Paulo, de outro casamento, mas perdi contato com o veterano radialista, como eu, há mais de uma década. São os caminhos da vida que acabam nos levando a destinos diferentes, separando pessoas que se estimam e se respeitam.

Jair tinha o mesmo pensamento que eu, em relação à formação de redes de rádio que, além de descaracterizar a programação regional, restringem o mercado profissional local, gerando desemprego e a “importação” de usos e costumes que não se identificam com a maioria das populações atingidas pela rede.

Pensei em fazer, aqui, uma homenagem ao companheiro, mas o comentário de Marilze, já mencionado, me fez mudar de ideia. (Role a página até o comentário) Juntamente com a informação da morte do pai, a filha deixou anotado um link. Naturalmente, fui até o endereço. É onde se hospeda o site paranaense www.jornale.com.br que tem entre seus colaboradores alguns blogueiros, entre eles, Zé Beto.

Ao ler o texto do colega locutor Célio Heitor Guimarães sobre a morte de Jair, encontrei, ali, a melhor homenagem que eu poderia fazer a mais um companheiro de profissão que se vai. Então, pesaroso com a morte de Jair Brito, indico o link, a seguir, para quem deseja saber mais deste grande profissional que ajudou a produzir, sem dúvida, uma das melhores fases do rádio brasileiro de todos os tempos.

À família enlutada, nossos pêsames. A Jair Brito, lutador incansável em prol de um rádio melhor, nosso desejo de que descanse em paz.

Clique aqui, para ler o texto de Célio Guimarães.

Imagens: Jair Brito 1 link / Jair Brito 2: link

É FOGO! SEU CARRO PODE VIRAR CINZAS EM MINUTOS

Nota do Editor:  Em 19 de maio, um comentário de Jorge Almada, na postagem NOSSOS INSEGUROS VEÍCULOS, despertou minha atenção. Primeiro, porque o texto em questão foi escrito pelo especialista em seguro automotivo, Cleber de Oliveira Santos, em 14 de dezembro de 2011. Cleber de Oliveira Santos deixou de colaborar com o blog, mas as postagens feitas por ele, continuam online. Foi dessa maneira que o engenheiro químico Jorge Almada viu a postagem acima mencionada e deixou o comentário. Depois, porque o teor das explicações de Almada tem o tom de quem sabe o que está falando. Pesquisei pela Internet e localizei o engenheiro. Em troca de e-mails, eu disse que gostaria de publicar o artigo dele, no que Jorge Almada consentiu. Numa época em que as concessionárias de veículos estão “pegando fogo” diante de um consumidor ávido por automóveis, agora mais baratos (quanto dinheiro sobrando, hein?), as ponderações de Jorge Almada soam como advertência. E, de fato, são isso mesmo. O texto que segue já está na Internet, em outros sites e blogs, faz algum tempo, mas, pela importância das informações, está aqui também.

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COMBUSTIBILIDADE DE PLÁSTICO E BORRACHA AUTOMOTIVOS

Por *Jorge Luiz Ramos Almada — Engenheiro Químico

“Recentemente, tive a infelicidade a presenciar a morte de duas pessoas CARBONIZADAS, após colisão frontal entre dois automóveis. As chamas propagaram-se rapidamente consumindo um dos autos em poucos minutos, como vemos na foto do acidente, publicada pelo jornal O Vale, de São José dos Campos.

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Trabalhando há 30 anos como Engenheiro Químico, especializado em materiais plásticos e borrachas venho, aqui, denunciar que os testes feitos em laboratórios para apurar os índices de combustibilidade desses materiais, nunca se aproximam de uma situação real.

As borrachas são compostos por elastômeros e aditivos óleos minerais, sendo que estes últimos são altamente voláteis e combustíveis. E, no Brasil, o mercado de reposição (mercado paralelo) desconhece as normas de combustibilidade dos materiais.

Os plásticos, mesmo os mais resistentes à propagação da chama —mediante a adição de aditivos antichamas—, amolecem e derretem (gotejam) contribuindo para ampliar a área de queima (combustão) e, depois, passam a ser combustível, acentuando a queima pela elevada taxa de evaporação do álcool.

Os carros populares não possuem corte de fluxo em caso de colisão, o que faz com que a bomba de combustível continue trabalhando após o choque, enviando o combustível que vai  alimentar as chamas. No caso do acidente mostrado acima, as chamas chegaram a mais de 3 metros de altura.

As Engenharias buscam fazer autos mais leves, utilizando chapas de aço finas, com objetivos de redução de peso (economia de combustível), redução de custos e de energia de impacto. Cabe lembrar que as chapas têm que ter um mínimo de espessura para suportar, após a colisão, uma estrutura suficiente para impedir a total desintegração do veículo. Nos carros populares, no Brasil, nos sentimos como se estivéssemos dentro de uma lata de alumínio (de refrigerantes), face à facilidade com que se amassam e mutilam.

O carro popular custa muito caro, a margem de lucro é altíssima e nossas autoridades pouco cobram sobre a  melhoria da segurança veicular. Nossos automóveis  são os  mais caros do mundo. O lucro está acima da preservação da vida e se pessoas como eu não continuarem a divulgar essas informações nos meios de comunicação,  cobrando  melhorias, poucas coisas serão feitas ou se levará muito tempo para corrigi-las. Abaixo, acrescento uma normalização do Contran. Veja a que ponto o absurdo chegou.

Em termos mundiais, o crescimento anual dos aditivos antichama é de cerca de 8 a 10% devido às exigências impostas pelos órgãos governamentais em determinadas aplicações. No Brasil o consumo ainda é considerado muito pequeno, pela inexistência de leis que regulamentem e exijam a utilização eficaz (do aditivo). Nos países desenvolvidos, por exemplo, a exigência para a velocidade máxima de propagação do fogo nos revestimentos internos, na indústria automobilística, é de 80 mm/minuto; esta exigência no Brasil, estabelecida pelo Contran, é de 250 mm/minuto e ainda desobriga ônibus e caminhões. (Nota do editor: três vezes mais que o padrão mundial aceitável)

Tenho  assistido a inúmeros vídeos de veículos incendiados. Quando o fogo começa na parte frontal de um carro popular, a chama leva aproximadamente 3 minutos para atingir a parte interna (painel) e mais 4 minutos para concluir a combustão interna, ou seja, após 7 minutos  o tanque já está em combustão.

crash_test

Venho,  há alguns meses, tentando  contatos com revistas especializadas em automóveis e outros meios de comunicação para a divulgação da matéria,  mas não consigo; há interesses comerciais e financeiros por trás disto. Além do que, as montadoras não querem comentar o assunto, já exposto em Blogs e na UOL, junto com os Crash Test. (veja um filme a respeito)

Sobre a combustibilidade dos materiais dos automóveis, fui um dos primeiros a fazer testes no Brasil, no laboratório de Controle de Qualidade da VW, em 1987.

Para se ter uma ideia  da combustibilidade dos materiais naquela época descrevo a seguir: os resultados dos ensaios de combustibilidade  no banco da Kombi foram de  mais de 1000 milímetros (um metro) por minuto, ou seja a chama se propagou rapidamente em mais de 1 m por minuto, sendo que a especificação máxima, aceita por norma, era de 250 mm/minuto. O material utilizado abaixo do assento do banco era  de fibra de coco, sem tratamento antichama. Após este ensaio corrigiu-se a taxa de combustibilidade.

Pode ser que daqui a alguns anos os fabricantes de automóveis venham a corrigir os problemas encontrados hoje, porém quantas pessoas morrerão queimadas ou ficarão com cicatrizes?

combustao_total

No acidente descrito (acima), observei que quanto mais se aplica o extintor de incêndio mais espalham-se as chamas. A pressão do gás contribui para aumentar o espalhamento dos materiais plásticos em combustão.

Quando estouram os pneus dianteiros, é como se estivéssemos assoprando, ou melhor, abanando o carvão para aumentar a área de queima, ao iniciar um churrasco.

Este acidente mudou meu modo de ver os automóveis. Assim como todo brasileiro sou apaixonado por eles, mas depois de ver, na prática, uma combustão total, compreendi que os testes de laboratório passam longe da realidade.

Quanto à resistência à colisão, o Brasil todo já conhece o Crash Test e  são poucos  os que cobram melhoria da performance quanto à preservação  estrutural  e/ou mesmo reforços estruturais e projetos  mais seguros. Compram-se  automóveis  por beleza, luxo, design, etc., mas não se compra pensando em segurança.

*Jorge Luiz Ramos Almada tem 30 anos de experiência em Polímeros; é professor ministrante de cursos de Plásticos em Escola Técnica - SENAI-SP. Exerce, também, a função de consultor e professor, atuando na formação de funcionários operacionais, “chão de fábrica e técnicos. Contatos: (12) 8182-8600 – e-mail: jorgealmada@uol.com.br

Imagens: Acidente na Tamoios: link / Bomba de combustível: link / Crash Test: link/ Combustão total: link

23 de maio de 2012

PODER CRIATIVO: NA ESCALA DE DESENVOLVIMENTO DO VALOR HUMANO

miriam_izabel Conheci, pelo Twitter, a psicóloga Míriam Izabel. Visitei o site que leva o nome dela, www.miriamizabel.com.br e pude ver, em detalhes, o trabalho que ela realiza. Nada mais nada menos que desenvolvimento do valor humano. Uma especialidade que exige conhecimento e profissionalismo, coisas que Míriam tem de sobra. Aliás, as credenciais de Míriam Izabel podem ser conferidas no próprio site.

Um detalhe: alguns dos cursos ministrados por ela são gratuitos e você pode participar, até para conhecer melhor Míriam Izabel.

Com mais de vinte anos de experiência profissional, a psicóloga abre um leque variado de programas cuja finalidade é a de auxiliar no crescimento pessoal e transformar atitudes, valorizando o indivíduo.

Dentro dessa ótica, qualquer pessoa insatisfeita consigo mesma, seja no terreno profissional ou social, vai encontrar, nos cursos, uma ferramenta poderosa para mudar o cenário e dar a chamada volta por cima na vida.

Depois de uma boa olhada no site de Míriam Izabel, tenho certeza que você vai concordar comigo. O site de Miriam atravessa fase de mudanças, mas você vai encontrar todas as informações de que precisa. Não se esqueça, o endereço está lá em cima, certo?

PC_logo

Dinâmica, versátil e competente, a psicóloga Míriam Izabel pode ser vista também na TV, via web. Ela comanda um programa semanal intitulado Poder Criativo, transmitido toda  sexta-feira, às 13h00, ao vivo, na ClicTV, hospedada no portal UOL. Com produção de Adriane Miguel, Poder Criativo propaga a ideia de que você é o "Criador da sua Própria Vida".

Nos primeiros 30 minutos, Míriam fala sobre aspectos da psique humana que interferem na criação daquilo que vivemos. E responde a perguntas de internautas, sobre o tema. Todos podem participar.

Na segunda meia hora, convidados especiais contam como criaram a vida que levam. Muita gente boa já passou pelo programa.

PC_convidados

O convidado revela onde nasceu, cita a família, relembra a infância, como viveu aqueles tempos e, naturalmente, revela quando e como teve a certeza do que gostaria de fazer na vida.

Durante a entrevista, são apresentados alguns quadros relacionados ao convidado. Ponto Alto/ Ponto Baixo, por exemplo, mostram dois momentos da trajetória pessoal e profissional do entrevistado que avalia qual foi o ponto alto de sua vida e qual foi o ponto baixo.

PC_criador

Como tudo na vida faz parte de um eterno aprendizado, o programa quer saber se houve um ponto alto na fase de ponto baixo, ou seja,  o que foi possível tirar de positivo do momento ruim e o que foi mais difícil na trajetória.

Ensinamentos dessa natureza ajudam na condução da vida rumo à vitória, mas, até atingir o topo, e mesmo depois, tudo é resultado de muita luta e determinação.

miriam_farrudaAssim, Poder Criativo fala sobre os aspectos positivos e negativos da profissão do entrevistado; destaca a evolução de sua carreira e anuncia projetos atuais. Ao final do bloco, um brinde à criação da vida do convidado.

Se você perder o programa das sextas-feiras, não se preocupe. Ele fica à disposição, em caráter permanente, num link da TV UOL. Veja.

Míriam Izabel pode ser localizada — e seguida —  nas redes sociais Facebook e Twitter. Basta clicar nos links.

Você conheceu um caminho que pode ajudar a construir, melhor, sua própria vida. Daqui para a frente, você tem escolha. Sucesso!

Imagens: divulgação /Míriam Izabel e Fábio Arruda: link

22 de maio de 2012

CRUZADA DE EDIR MACEDO LEVA MÚSICA GOSPEL AO INFERNO

*Atualizado em 22 de maio, às 10h49

Você, que leu a manchete, deve ter se perguntado: “É brincadeira?” A resposta: “Não, não é” — por mais que você possa duvidar. Edir Macedo tem cerrado fogo contra cantores (e cantoras, claro) do segmento religioso que interpretam músicas evangélicas ou gospel, como também são chamadas. A bronca de Macedo teve início no ano passado, há oito meses, mas continua rendendo pano para mangas.

Edir_critica_cantores

*Recentemente, em 15 de maio, o site F5, da Folha de S.Paulo, desdobrou o assunto no que foi seguido por blogs e outros sites especializadas em TV. Veja.

Vamos recapitular a origem do ódio de Macedo, chefe a igreja evangélica Universal do Reino de Deus, cuja orientação cristã segue o neopentecostalismo. O site Púlpito Cristão, em página publicada no dia 15 de setembro de 2011, destaca que os ataques foram deflagrados quando o Ministério Público Federal formulou uma acusação contra Edir Macedo e a Igreja Universal por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A informação deste site leva a crer que Macedo teria usado do estratagema para desviar o foco da atenção sobre ele. Veja aqui. E se quiser ouvir a declaração que originou tudo isso, na voz do bispo, clique aqui. (demora um pouco mais para carregar, mas vale a pena conferir)

Não sei até que ponto Ana Paula Valadão se transformou em pivô dessa questão nem por qual motivo, mas gratuitamente, é claro, não foi. Algo, não revelado pelo bispo Macedo e, tampouco, pela cantora, aconteceu. Se foi um fato pessoal, profissional, espiritual ou de qualquer outra natureza, não vem ao caso, mas o destempero do chefão da Record atrai nossa atenção para o papel da música na evangelização.

A atividade musical dentro das igrejas evangélicas é denominada Ministério de Louvor e trata, naturalmente, de temas bíblicos e religiosos segundo a doutrina cristã. Mercado fonográfico dos mais rentáveis, em que a pirataria, embora exista, é menor do que aquela que atinge cantores seculares (não evangélicos), os ministérios de louvor se multiplicaram nos últimos tempos. Editoras musicais e gravadoras próprias, das igrejas, idem. 

cantor

Toda e qualquer pessoa que tenha tenha voz (boa ou má, não importa) começa a cantar; e tome caitituagem dentro das igrejas, durante os cultos. Todos com a “missão” de propagar a palavra. Pastores-cantores, carismáticos e craques da oratória, transformam-se em ídolos do dia para a noite. Fazem a mesma coisa que padres católicos cujos CDs vendem milhões de cópias e contam fãs, aos milhares, em cada lugar do país.

voz_de_gralha

Os evangélicos, porém vão mais longe. Boa parte deles garante um lugar no palco, para filhos, mulheres, sobrinhos, netos e demais parentes. Em São Paulo, um dublê de vereador, enfiado na Câmara Municipal pela força do pai, também se intitula cantor. Impunemente, massacra os coitados que vão aos cultos em que ele se apresenta com trejeitos simiescos sobre o palco, enquanto faz ressoar no templo uma voz que se confunde entre o crocitar da gralha e o palrear agudo da maritaca.

Mas espere, não é só! (como diria o locutor de ofertas dos infomerciais de TV). Naturalmente, tais líderes também são filhos de Deus e dispõem-se a cantar, “maviosamente”, louvores a Jesus, mesmo quando os ouvidos do mais fervoroso membro da igreja percebem que o dote canoro não é a praia desses pseudo cantores (se você disser que desafinam, compra briga com os fiéis). Os cultos, mas as missas não são diferentes, transformam-se, assim, num espetáculo sui generis — que dá para imaginar.

Como o centro das maldições de Edir Macedo são os cantores evangélicos, vamos retornar ao ponto da questão. De uns anos a esta parte, o palco das igrejas virou uma beleza, uma “santidade” contagiante. Sorrisos cândidos e gestos celestiais, na frente das câmeras. Estrelismo e exigências de toda sorte, assim que os refletores se apagam.

estrelismo

Exigências, sim. “Não canto no culto deste ou daquele, imagine, sou uma estrela.” Outra: “Só vou se fechar um pacote de apresentações em tais e tais unidades da igreja” (normalmente as mais frequentadas, óbvio). “Tem transporte, camarim, flores, sucos, comidinha, toalhas brancas?” — são pedidos comuns, de bastidores.

Ninguém fala abertamente em dinheiro, mas sabe-se de contratações nesse nicho de mercado a valores consideráveis. Sobre cachês artísticos, nem um pio, porém eles existem e não se pode dizer que sejam desprezíveis.  

Vendas expressivas e fã-clubes em todo o país —  até fora dele — dão o toque final à carreira, digo, “missão” dos escolhidos.

Em público, todo o progresso material de tais “ídolos” é atribuído ao poder divino.

Até mesmo o Criador deve se espantar com tamanha operosidade, pois o mundo é imenso e são tantos os problemas a resolver, não é mesmo?

O cenário é semelhante ao que se verifica na igreja católica cujos padres-artistas-animadores-de-auditório-e-sessões-de-ginástica-aeróbica conquistam multidões de fiéis, com uma diferença notória: porque adota o celibato, a Igreja católica arregimenta “artistas” entre os padres, o que garante menor números de enganadores, digo, cantores. Não sei se cabe a expressão, mas eu me arrisco a dizer: “Graças a Deus!”

O fato inegável é que rola muito dinheiro em torno dos artistas do segmento religioso, de forma geral.

“O que há de errado nisso?”, você poderá querer saber de mim.

Acho melhor você fazer a pergunta diretamente a Edir Macedo. Afinal, foi ele quem começou essa história e talvez conheça a resposta melhor do que ninguém.

Imagens: Edir Macedo em estúdio: link / Ana Paula Valadão: link / Música nas igrejas: link / Cantor em silhueta: link / Voz ruim: montagem / Espere: link / Estrelismo-montagem: link 1 e link 2 / Bens materiais: link / Missa: link / Venda de CDs: link

17 de maio de 2012

O BRADESCO ESTÁ NA ÁREA E SE DERRUBAREM É PÊNALTI

Todos sabem, pois já disse aqui, que não vejo com otimismo os projetos de customização de emissoras de rádio. Algumas experiências já realizadas mostraram resultados positivos durante uma certa temporada e, depois, foram encerradas sem maiores explicações. Para citar dois exemplos, recordo os casos da Mit FM e da Rádio Oi.

A primeira, uma realização do Grupo Bandeirantes de Comunicação para a Mitsubishi, em parceria com a agência África, de Nizan Guanaes.

A segunda, envolvendo o grupo Bel e a operadora de telefonia Oi. Em ambos os casos parecia que tudo ia às mil maravilhas, mas não foi bem assim.

Quanto à  Mitsubishi, a Bandeirantes declarou que o contrato entre as partes foi rescindido antecipadamente por decisão do cliente. Sim, é verdade, mas a medida foi adotada, certamente, porque o investimento não compensou para a montadora japonesa. Se o projeto tivesse dado o retorno esperado é claro que o acordo ainda estaria em vigor. Caso encerrado, os funcionários foram demitidos e fim de papo.

Veja matéria da revista meio&mensagem, especializada no setor de publicidade e propaganda, sobre o fim da parceria. A publicação é de 14 de fevereiro de 2012, em reportagem de Bárbara Sacchitiello. Clique aqui.

 Se você leu, inteiro, o texto a que o link acima remeteu, então viu que meio&mensagem citou, também, o fim das operações da rádio Oi FM. Se não terminou a leitura ou quer mais informações a respeito, então dê uma olhada em outro artigo, da mesma revista, publicado cerca de quarenta dias antes, também escrito pela Bárbara. Você terá uma visão geral sobre o encerramento do projeto da Oi, uma das primeiras empresas a financiar a customização de emissoras de rádio, no Brasil. Clique aqui.

O fato comum entre os dois projetos é o abandono do patrocinador, depois de algum tempo de vigência de contrato. Indicativo claro de que, para o investidor, o retorno não foi bom. Para as emissoras, porém, a história é bem diferente e deve ter sido muito lucrativa. Tanto, que o grupo Bel, detentor das frequências ocupadas pelo projeto da Oi, declarou que partiria em busca de novo patrocínio. E não deu outra.

Acaba de estrear nesta quinta-feira, dia 17, em São Paulo, a Rádio Bradesco Esportes FM – 94,1 – a primeira de cinco emissoras que vão compor a rede dedicada exclusivamente ao esporte. Na web, você pode ouvir a Bradesco Esportes FM, aqui.

Na próxima semana, é a vez da emissora carioca, na frequência de 91.1 Mhz. As demais irão formando a rede no segundo semestre. Com a chegada dessa nova rede, o mercado esportivo está em ebulição. Profissionais experientes e conhecidos no meio, valorizados, estão promovendo o mais espetacular troca-troca de prefixos dos últimos anos.

Band.com.br

De acordo com boletim divulgado pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, no site da Band, a Rádio Bradesco Esportes FM “irá preparar ainda mais o brasileiro para a década do esporte no país, com eventos como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e as Olimpíadas.” Veja a nota inteira, aqui.

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Pelo que se depreende do comunicado, o projeto tem vida útil até as Olimpíadas, em 2016. Se fôssemos nos basear nos dois exemplos citados acima, poderíamos prognosticar o fim da Rádio Bradesco Esportes tão logo terminem os eventos esportivos que motivam o início das operações.

No entanto, em se tratando do Bradesco, acredito que as emissoras esportivas vão continuar após 2016 e por muitos anos depois. Não se trata de previsão do futuro, mas de simples olhar para o passado.

O Bradesco conhece rádio, investe em rádio e gosta de rádio. Há cinco décadas o mais popular banco do país patrocina, por exemplo, o jornal de rádio Primeira Hora, da mesma Bandeirantes com a qual firma parceria, agora, no projeto Rádio Bradesco Esportes FM.

Este fato, para mim, credencia  a perspectiva de longevidade do projeto, mais até do que a participação dos outros parceiros envolvidos, quais sejam, o Grupo Bandeirantes de Comunicação e o Grupo Del. Pelas experiências anteriores, como vimos, ambos os grupos são inteiramente do ramo, sim, mas o compromisso com o ouvinte terminou no momento em que o patrocinador master fechou a torneira. Comercialmente, os dois grupos estão certos, afinal a radiodifusão é uma atividade comercial como outra qualquer, demanda investimentos elevados e muito trabalho para se firmar.

Com o patrocínio do banco fundado por Amador Aguiar, o risco do projeto terminar de uma hora para outra, é quase nenhum. Dessa forma, o ouvinte deve ter a expectativa de contar com uma rede esportiva de primeira linha, inteiramente atendida. Afinal, o Bradesco sabe que “atender bem é uma questão de presença”.

Se usarmos um jargão futebolístico consagrado pelo uso, o Bradesco “está na área e se derrubarem é pênalti”. Esse jogo vai ser inesquecível. O espetáculo já começou!

Imagens: Bradesco: link / Mitsubishi: link / Bradesco FM: link / Copa das Confederações: link / Copa do Mundo e Olimpíadas: link / Primeira Hora: link / Amador Aguiar: link

16 de maio de 2012

O INVERNO VEM AÍ. CAMPANHAS DO AGASALHO E OPORTUNISTAS TAMBÉM

Quanto mais se vive, mais se aprende. Uma das graças da vida — em todos os sentidos — é exatamente essa. O eterno aprendizado nos faz aceitar tendências e sermos aceitos por elas. Afinal, como ensinam versos de Eu Quero Rebolar, antiga marchinha de carnaval, quem fica parado é poste. Veja a letra, clicando na frase, em azul.

Nota do editor: A marchinha foi gravada  em 27/10/1953 e lançada em janeiro de1954. Era o lado A de um disco em 78 rpm e trazia como autores Arnô Provenzano e Otolindo Lopes. No link a seguir, a letra aparece com versos adicionais, certamente originais — Fonte: link

Veja, na prática, uma lição de oportunismo incomparável, em nome da solidariedade. Vinte, dez anos atrás uma atitude destas seria imediatamente recriminada, mas, hoje, vivemos outros tempos e a ousadia, abaixo, pode até ser considerada, pelos “gênios” do marketing e da propaganda, uma “grande sacada”.

Juro que tento — e muito — me adaptar a novos usos e costumes, mas, certas coisas ainda me incomodam. Talvez eu esteja mais velho do que suponho, aos 62 anos de idade.

Recortei o anúncio, recebido através desses intermináveis e cansativos e-mails que têm o moderninho nome de e-marketing.

À primeira vista, é um reforço às campanhas do agasalho que vão começar em todo o país com a proximidade do Inverno. Olhando bem, não passa de um anúncio metido a esperto com uma pontinha de vigarice, pois leva à confusão quem o vê.

Posso parecer rabugento, mas, para mim, tudo tem limite. O que você acha? Deixe a sua opinião, aqui.solidariedade

Imagem: Campanha do Agasalho: link / e-marketing: link

14 de maio de 2012

AS BELEZAS NATURAIS DO RIO ABRIGAM LUGARES SURPREENDENTES, COMO VILA ISABEL

Amigos da rede estranharam uma foto que usei na postagem anterior. José Maria Scachetti foi o primeiro a se manifestar. E, depois dele, outros leitores fizeram a mesma observação. Eles ficaram intrigados, pois a foto revela um Rio de Janeiro sem o conhecido encanto das belezas naturais. Em vez disso, alguns veículos em trânsito moderado.

Vamos aos fatos. Ao mencionar minha estada no Rio, em Vila Isabel, recentemente, ilustrei o parágrafo com uma fotografia simples tirada de uma esquina qualquer do Boulevard 28 de Setembro. A foto, disponível entre as imagens do Google, na Internet, mostra um dia tranquilo de uma das principais artérias de acesso e circulação do bairro carioca. Veja mais sobre a Vila, aqui.

Por que usei aquela foto, em vez de uma das imagens tradicionais que fascinam a todos, de praias, mares azuis e mulheres lindíssimas que vemos habitualmente? Por algumas razões muito simples, mas a primeira delas porque eu estive em Vila Isabel e nem passei pela orla famosa do Rio. Depois, porque Vila Isabel chama a atenção de um paulista, como eu, que vê uma certa semelhança entre a Vila e alguns bairros paulistanos.

O Boulevard 28 de setembro, por exemplo, lembra — com um mínimo de boa vontade, claro — a zona comercial do Itaim Bibi, por exemplo. Mas, sinta o detalhe, para começar: bares; um supermercado aqui, outro ali; bares; prédios de apartamentos; lojas; lanchonetes e fast foods; bares; farmácias e drogarias; bares; uma igreja católica, várias evangélicas; bancos; bares; pizzarias; padarias e mais bares. Você observa que o forte do bairro, como em boa parte do Rio, são os bares. Um em cada esquina e vários no meio das quadras ou quarteirões como dizemos. A razão disso é simples. No Rio, uma das boas opções de lazer, além das praias, é encontrar os amigos nos botecos.

Em Vila Isabel, especialmente, os bares reforçam o espírito boêmio e musical do bairro cujas calçadas, em pedras portuguesas, são decoradas com notas musicais. Saiba mais sobre as calçadas da Vila, aqui.

Basta que nos lembremos de Noel Rosa, ex-morador do bairro, para entender a tradição musical dessa região carioca.  Aliás, na Vila, é bastante comum formarem-se pequenas rodas de samba, regadas a chopp, cerveja e petiscos de todos os tipos.

Quem tem samba no pé dança nas calçadas mesmo, numa boa. Quem acha mais divertido “fazer o som”, participa da batucada improvisando garrafas, talheres, copos, mesas e as tradicionais caixas de fósforos. Vale tudo para batucar, mas é importante não perder o ritmo nem atravessar no samba. Este cenário é comum pela manhã, à tarde e à noite nos finais de semana e feriados, mas, não raras vezes, o pagode rola solto em qualquer noite dos chamados dias úteis. Seria estranho se não fosse assim.

Afinal, a escola de samba de Vila Isabel é um dos destaques do Boulevard, mostrando claramente que o povo da Vila é do ramo.

Antes que você me pergunte, não, não vi Martinho da Vila nos dias em que estive por lá. Martinho só aparece, de fato, em eventos especiais. E, como dizem, “devagar, bem devagar, devagarinho…”

Sabrina Sato seria uma excelente alternativa para a frustração de não ver Martinho, mas aí já é pedir demais da sorte fora da temporada dos ensaios da escola, não é mesmo?

Quem não estiver nem aí pelo fato de não ver Martinho ou Sabrina, pode engrossar a multidão que toma o Boulevard 28 de setembro nos carnavais de rua que sacodem os foliões. Como este, da foto abaixo, que aconteceu em 17 de fevereiro deste ano, entre a Visconde de Abaeté e a Silva Pinto, das 20h00 às 22h00. O instantâneo registra a aglomeração popular horas antes da bateria jogar todo mundo no samba. Pelo visto, a turma estava muito a fim de botar o bloco na rua!

vila isabel

No Rio, o trinômio “futebol, samba e cerveja” é uma gostosa realidade. Contribuindo para valorizar a animação, mulheres, muitas mulheres. De todos os tipos, para todos os gostos. E para não deixar a menor dúvida, aquele que já foi chamado de maior estádio do mundo, o Maracanã, fica pertinho da Vila. Quem chega ou sai do bairro, passa pelo estádio Mario Filho, imponente e impressionante, em obras para a Copa.

Vila Isabel faz parte da região denominada Grande Tijuca, que não deve ser confundida com a Barra homônima, na Zona Sul. A Vila, assim como outros bairros que compõem a Tijuca, é cercada por montanhas e morros, onde se localizam várias comunidades, a maioria pacificada. Entre elas, uma das mais conhecidas habita o Morro dos Macacos. Veja aqui, alguns espaços públicos recuperados após a pacificação. Na matéria oficial do governo do Rio de Janeiro, além da descrição do morro, há um slide-show  com alguns aspectos da aérea do antigo jardim zoológico do bairro, transformado nova opção de lazer local.

pedro

Claro que há muito mais para ver e contar, mas na condição de paulista que foi apenas três vezes ao bairro carioca visitar uma de minhas filhas qualquer tentativa será um espetacular fracasso.

Ainda mais agora, que sou avô de um carioquinha da gema — e  da Vila (esse mocinho bonito aí, ao lado), não posso dar vexame, certo?

Diante disso, para você conhecer alguns dos muitos pontos pitorescos de Vila Isabel, veja as fotos que o cidadão Emanuel Paiva tirou durante um passeio pelo bairro e postou num fórum, à disposição de todos. Vale esclarecer que Emanuel — à quem não conheço, mas agradeço — deu um “giro” pelo bairro em 2005, porém muitas partes da localidade ainda mantém a aparência. O problema é que o fotógrafo em questão não identifica boa parte das fotos. No entanto, as imagens transmitem o lado simples e original da Vila de Noel e Martinho. Clique aqui para ver.

Quem quiser conhecer, por dentro, um pouco da beleza arquitetônica da igreja de Nossa Senhora de Lourdes, na Vila, clique aqui. Eu também não conheci, ainda, apesar de minha filha morar bem pertinho da igreja, no Boulevard.

Enfim, Vila Isabel é uma gostosa e agradável surpresa. Com aquele jeitão singelo de centenas de cidades brasileiras, guarda a essência hospitaleira e a descontração do carioca, para quem os prazeres da vida não têm preço. Talvez por isso esteja, quase sempre, sorrindo. E para os que não abrem mão da praia, o mar está logo ali, depois do túnel Rebouças.

Tá bom, admito; nesta relação de distância, fui um pouquinho paulista demais, mas isso não diminui meu entusiasmo por Vila Isabel, um pedaço especial do Rio.

Cristo Redentor: link / Calçada musical: link / Noel Rosa: link /  Sede da Unidos de Vila Isabel: link / Martinho da Vila: link / Sabrina Sato: link / Carnaval de rua: link / Maracanã, em obras (1): link / Maracanã, em obras (2): link / Meu neto, Pedro Augusto (arquivo) / Túnel Rebouças: link

12 de maio de 2012

SP RIO FM: SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, NAS CORES DE UM FORASTEIRO

*Atualização: 06 de de janeiro de 2013 – Veja link, no final desta postagem.

vila_isabelDomingo, 6 de maio de 2012. Estou em Vila Isabel, Rio de Janeiro. Recebo um recado, via Facebook, de Maurício Guisard, filho de meu antigo companheiro de trabalho, Celso Guisard Faria. O rapaz pede que eu entre, ao vivo, na segunda-feira, dia 7, no Jornal matinal da SP RIO FM - 90,3 - de São José dos Campos, SP, para cumprimentar o aniversariante, Celso. Respondo que sim, com prazer, e passo o número do telefone de onde eu estava.

Segunda-feira, 7 de maio, pouco antes de 8 da manhã, Maurício me liga. Naquela conversa preliminar, fico sabendo que Caio Camargo não está mais na emissora. Caio estreou com a nova programação da rádio, em outubro de 2011. Quero saber quem ficou no lugar dele. “Por enquanto, Dirceu Plenamente, daqui da cidade, está cobrindo a ausência de Caio” — é a resposta.

Cabe acrescentar que em outros horários, ocupados até então por dois locutores e Sandra Cabral, trazidos por Caio, estão profissionais dos antigos quadros da emissora, que antes da mudança, em outubro de 2011, se chamava Planeta Diário.

Continuando, digo a Maurício que eu poderia ajudá-lo. Na verdade, desde a estreia da nova programação, imaginei que talvez fosse boa ideia participar da empreitada, mas o convite não veio.

Diante de minha manifestação, Maurício diz que iria pensar no assunto. Faria umas contas. O faturamento não é o que se esperava, no início; depois da apuração da atual situação financeira da emissora, ele me diria o que dava para fazer em termos de remuneração.

O empecilho maior era o fato de eu morar em São Paulo, capital. “Tudo bem” — eu disse — “posso morar em hotel durante a semana, volto para casa aos sábados e domingos. Caio fazia isso, também posso fazer.”

Maurício pergunta se posso ir à emissora, na volta do Rio. Meu regresso estava previsto para quinta-feira e não seria possível passar por São José dos Campos. Então, ficamos de conversar no sábado, 12 de maio, quando Maurício viesse a São Paulo, capital, onde continua residindo. Ok, combinado. Desligamos.

Minutos depois, a produção do jornal me liga. Fico na escuta e, após a apresentação de Dirceu Plenamente, entro no ar para os cumprimentos a Celso Guisard Faria, o aniversariante. Gosto de “conversar” com o colega. De quebra, troco algumas palavras com José Márcio Mendonça, jornalista político do jornal O Estado de São Paulo e comentarista da SP RIO FM, nesta nova fase. Zé Márcio, como é chamado, foi meu colega de TV Cultura, nos anos 1980. 

Terça-feira, dia 8 de maio, mando e-mail a Maurício com o telefone de casa e confirmo o regresso para quinta. Sugiro nos encontrarmos, no sábado, em um shopping nas imediações de nossa casa, ou seja, a minha e a dele. Ou em local que ele venha a sugerir. “Falamos no fim de semana” — foi a resposta imediata. Estranho o ”tom”, mas estou habituado a humores instáveis. Para mim, nenhum problema.

Sexta-feira, dia 11, por volta de quatro e quinze da tarde, ligo para a emissora, em São José. Até esse horário, aguardei uma confirmação do local para nos encontramos no sábado. Peço para falar com Celso. Queria dar um alô. Não está e não retorna. Só segunda. Maurício estava e a telefonista me transfere. Sou atendido e o cumprimento. Sinto um certo desconforto na voz dele.

“Flávio, a rádio passa a ter futebol, no domingo, e não irei a São Paulo neste fim de semana. A gente não vai poder conversar. Quem sabe na próxima semana...”

“E como fica a emissora nesse meio tempo?”— eu quis saber. Foi, então, que ouvi uma das explicações mais surpreendentes para quem, como eu, está na estrada há 44 anos, aliás, completados no início deste mês de maio.

“Olha, Dirceu Plenamente é daqui da cidade e o pessoal está adorando a participação dele no jornal com meu pai” (Celso). E, sendo assim, não tem espaço para você neste momento.”

Já fui dispensado, ignorado ou recusado antes, mas, repito, fiquei surpreso. Tanto mais, porque uma explicação assim nunca ouvi. Se as palavras não foram exatamente essas, também não foram muito diferentes.

Sabe o que é? — arrematou Maurício. O povo da região não gosta de gente de fora.”

Não vou nem mencionar o que, segundo Maurício Guisard, a população local pensa de Caio Camargo. Sem ter conseguido localizá-lo antes da publicação deste post, senti-me impedido de reproduzir, aqui, a opinião. Eu precisaria conversar, primeiro, com Caio e saber se isso criaria algum tipo de constrangimento para ele. Afinal, Caio Camargo foi meu companheiro de trabalho na Bandeirantes e na TV Cultura e merece respeito como profissional e como colega.

“Como assim?” — procurei saber de Maurício. “Não estou entendendo essa xenofobia que você descreve. Povos interioranos mostram-se, normalmente, pacatos, hospitaleiros e acolhedores.”

Sou interiorano, nasci em Sorocaba e vivi na cidade até quase completar 23 anos. Volto regularmente a minha terra natal. Nunca vi um comportamento dessa natureza em Sorocaba e, tampouco, em Santos e na capital paulista, cidades por onde passei e moro atualmente, nessa ordem. Não posso acreditar que os habitantes de São José dos Campos ou de qualquer outra cidade do Vale do Paraíba exerçam tal discriminação. 

Foi, então, que me ocorreu uma provável explicação para tamanho disparate. Ainda aturdido com a saída de Caio Camargo e equipe (Sandra Cabral e mais dois locutores — José Márcio Mendonça permaneceu), o jovem diretor geral da SP RIO FM - 90,3 -  deve ter se dado conta de que não vai emplacar o projeto previsto para a cidade. Não por incompetência dos que passaram a ocupar as vagas. Além de capazes, a população os adora, pois são filhos da terra, não é mesmo? O problema, imagino, é que Celso, Maurício e Zé Márcio são forasteiros. E durma-se com um barulho desses.

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LEIA, TAMBÉM, A ORIGEM:

SÃO PAULO / RIO FM 90,3 - UMA RÁDIO QUE VOCÊ SENTE… NO AR

*Sem nenhuma alegria, pela previsão certeira, aponto o link sobre o fim das operações da SP/RIO FM. Era inteiramente previsível. Aqui.

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Imagens: Vila Isabel-RJ: link / São José dos Campos-SP: link / Sorocaba-SP: link