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29 de junho de 2012

R.R. SOARES: BENDITA TENTAÇÃO!

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Comentário do leitor André, na postagem anterior, dá boa dica sobre uma das causas que podem ter levado ao corte de 50 funcionários da RiT—Rede Internacional de Televisão, nesta semana. Como você se lembra, eu disse que bastaria ficarmos de olho na movimentação, para encontrarmos uma razão que justificasse a demissão em massa.

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A dica apontada por André, está em uma nota divulgada pelo colunista especializado em televisão, Flávio Ricco, no portal UOL. Na coluna, Ricco anuncia a construção de um megatemplo da Igreja Internacional da Graça de Deus, em terreno localizado na marginal Tietê, proximidades do terminal rodoviário. Veja. A notícia já circulava em sites do meio evangélico. Veja.

Há tempos existe um plano de centralizar as operações comerciais da empresa, digo, igreja, em um único local. O que deve incluir um dos mais novos negócios do grupo, a Faculdade do Povo.

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No entanto, problemas com a metragem final da área que se pretendia construir era incompatível com o terreno. Além disso, dado que o templo deve abrigar, pelo menos, 10 mil fieis, há implicações negativas para o trânsito na marginal. 

Como se sabe, nos casos em que o empreendimento imobiliário afeta determinada região, os empreendedores devem gastar até 5% do total investido na obra, em projetos para a solução do problema. Veja. E aqui está a lei municipal relativa ao assunto. Veja.

Recentemente, o Shopping Center Iguatemi JK (localização abaixo) teve problemas para inaugurar o empreendimento, por causa dessas obrigações.

A notícia, está aqui. Naturalmente, acostumado a ver tudo “cair do céu”, o milionár… digo, o missionário, não gostou nadinha da perspectiva.

Foi quando entrou em ação, o deputado federal Jorge Tadeu Mundalen, do DEM, antiga sigla  a que pertenceu o prefeito Gilberto Kassab, dono do recém-fundado PSD. Ignoro o que aconteceu, mas uma solução foi encontrada.

Tanto é verdade, que após oito anos de seguidas tentativas de contornar entraves junto à administração municipal, o atual prefeito de São Paulo deu sinal verde para a ambiciosa construção.

Não sei, de fato, se esta é a causa para RR ter realizado o “enxugamento da folha salarial” na RiT, mas que pode ser um bom motivo, pode. Afinal, entre pedra, areia, cimento, ferro, trabalhadores da construção civil ou a mão de obra empregada em veículos de comunicação não há nenhuma diferença: tudo se resume a números. E o que são números senão algarismos com os quais se produzem grandes somas?

Pense bem: dez mil fieis a cada culto, na base de cinco reais por fiel na hora do recolhimento das ofertas — em projeção muito acanhada. Deixe-me ver… cinquenta mil reais! Fora o “malho”, representado por CDs, DVDs, livros, cartilhas, camisetas e que mais houver de comercial, digo, celestial.

Tamanha multidão talvez seja possível reunir durante apenas duas vezes semanais, aos sábados e domingos, imagino. Já o Shopping do Povo, por exemplo, vai ficar aberto sete dias por semana, com instalações de grande porte, além da Internet. Algo parecido, suponho, com o que se vê na Catedral de Aparecida, da Igreja Católica e, certamente equiparável ao shopping do arquirrival de Romildo Ribeiro, o cunhado Edir Macedo. Eu disse Romildo Ribeiro? “Ai, Jesus”, se confundem RR com o “moreninho” da Rocinha! (O receio, dele, está na entrevista a Veja, aqui. Procure pelo logo tipo da revista. O trecho está perto)

Por baixo, nas pregações, devem ser recolhidos 400 mil reais por mês. Repito: por baixo, mas por baixo mesmo. E aqui, a expressão é utilizada, apenas para representar o mínimo. Quaisquer outras ilações ficam por sua conta, ok? Em relação ao rendimento total, qual seja, a soma da féria dos cultos com a venda de produtos religiosos, nem me atrevo a calcular, mas que deve ser uma quantia tentadora, não resta dúvida.

tentaçao

Ceder à tentação pode ser pecado, sabe-o bem Romildo, mas, neste caso, RR dirá: bendita tentação!

___________________________

Imagens: Logo Rit – link / Flávio Ricco – reprodução do portal UOL – link / R.R.Soares – link / Mapa sistema viário Shopping JK – link /  J.T. Mundalen – link / Dinheiro – link / Tentação – link

26 de junho de 2012

RR. SOARES: POR TRÁS DA MÁSCARA BONDOSA, UM CORAÇÃO VILÃO

Leio, sem surpresa, uma informação no portal jornalístico Comunique-se, que acesso regularmente. A RiT — sigla da Rede Internacional de Televisão, nome pomposo da TV do “majestoso”  R.R.Soares, demitiu cerca de 50 profissionais, de uma só vez. Entre eles, técnicos, pessoal da produção e 10 jornalistas. Por que a notícia não me surpreende?

Antes de prosseguir, vou explicar o adjetivo que usei acima, ao identificar o dono da RiT. “Majestoso”, concluo, porque esse deve ser o sentimento a nortear as ações de RR. A ponto de esconder, nas iniciais, o Romildo Ribeiro que é. Talvez RR imagine, sei lá, que Romildo Ribeiro “soa sambista demais” para um lord, rico, que mora no Rio de Janeiro. Adicionalmente, a síndrome majestática que o atinge talvez seja produto direto do poderoso esquema que, hoje, movimenta e ampara as empresas, digo, as igrejas do grupo. Além de filhos na vida pública com a sustentação da fé, RR é muito poderoso politicamente. A ponto, por exemplo, de ter passaporte diplomático, de uso exclusivo do Itamaraty, o que garante a ele o direito de não ser barrado em aeroportos, a bordo de avião particular.  Privilégio de poucos e, naturalmente, digno de RR, embora ele não tenha nada a ver com a diplomacia. Com muito boa vontade poderíamos dizer que ele é um embaixador da boa vontade alheia. Não sei, não, mas acho que desta qualificação RR não vai gostar; lembra um certo concorrente na área, não lembra?

Ah, sim… ainda há pouco, eu disse que RR, rico, mora no Rio de Janeiro. Antes que alguém, cego pela fé, me recrimine e cite a Bíblia para dizer que Deus não proíbe a riqueza, é verdade, não proíbe mesmo. Curiosamente, no entanto, essa proibição parece não valer para os fieis. Os dirigentes empresariais, digo, espirituais, via de regra estão com a vida ganha. Já não se pode dizer o mesmo dos fieis, não é? Tanto é verdade, que o noticiário vive revelando casos em que seitas religiosas se apossam do patrimônio dos fieis, sob a forma de doação espontânea, em nome da salvação. Que Deus tendencioso é esse, O que favorece os donos do negócio?

Você, que me acompanha habitualmente no blog, não há de estranhar as palavras iniciais que dirijo ao mais atrevido de todos os coletores, digo, pastores, entre os que atuam no espaço etéreo da fé. Para RR não há limites, nem o próprio céu, exceto, talvez, quando os calos apertam. Aí, não há sentimento cristão que o faça agir com tolerância e amor ao próximo. O que deve ter acontecido, imagino. Resta descobrir a razão que motivou o “enxugamento salarial”, ou seja, o corte. Em breve, sem dúvida, saberemos. Basta ter olhos para ver.

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Aliás, para um observador atento, a aparência inefável que RR ostenta, de um ser que flutua em território divino, é pura exibição para inglês ver. Eu contei, uma vez, a título de comparação, que nas organizações Globo e no grupo Bandeirantes de Comunicação, quando trabalhei por lá, a informação de que o Dr. Roberto Marinho estaria em São Paulo ou a de que "seo” João Saad estava percorrendo os departamentos da empresa (coisa que ele fazia sempre, com imensa gentileza e simplicidade) era, por si mesma, motivo de alegria para o quadro funcional. Todos nos sentíamos valorizados e acarinhados pela cortesia, ainda que não os víssemos, pelo simples fato de terem vindo à sede da empresa em que atuávamos.

Porém, quando nos informavam que RR estava em São Paulo e que, talvez, visitasse os estúdios da RiT (o que nunca se concretizou), era um “Deus nos acuda”, com o perdão da aparente blasfêmia. A sensação passada para nós era a de que o diabo em pessoa estava por vir, tal o medo revelado pelos asseclas, digo, assessores do “patrão”. Logo “um homem de Deus” provocando pânico, em vez de admiração?

Há uma historinha, que RR contou durante um culto transmitido pela tv dele, na certeza de que demonstraria aos irmãos de crença a bondade infinita que possui:

“Hoje, ao sair da igreja (em São Paulo), vi um menino pobre e sujo, na rua. Notei que o coitadinho estava descalço. Fui até ele e perguntei: ‘por que você está com os pés no chão?’ O menino me disse ‘não tenho dinheiro para comprar sapatos’. Então, compadecido com aquela situação, pedi que me acompanhasse até uma loja de calçados, ali perto. Chegando, disse ao balconista para buscar o sapato que o menino escolhesse. O menino me olhou, meio desconfiado. ‘Pode pedir, eu pago.’ Abrindo um sorriso, o menino apontou para um par de tênis. O vendedor me alertou, dizendo que ‘era caro’. Respondi que não havia problema. O vendedor foi ao depósito e voltou com o par de tênis. O garoto colocou o calçado, me  agradeceu e foi saindo da loja, feliz da vida. ‘Espere um pouco’, eu disse. ‘Você não pode sair assim’. O menino ficou paralisado, quem sabe imaginando que eu tivesse mudado de ideia. ‘Não é nada, não, fique calmo. Espere o rapaz da loja lhe dar a nota fiscal. Se a polícia o parar e quiser saber como é que você está usando um calçado tão caro, mostre a nota e diga que fui eu que o deu a você’.”

Terminada a história, em pé no palco do templo, dirigiu-se aos fiéis e bradou, sorrindo de modo angelical: “aleluia, Deus seja louvado!”. 

Aplausos e ovações da platéia. Em meio àquela manifestação emocionada da igreja, o pedido nada sutil: “sejam generosos”. E uma pequena legião de homens de terno escuro, percorreu o templo recolhendo as “ofertas”.

Essa demonstração de amor ilimitado ao próximo, que acabei de narrar, só falhou em um detalhe. Pode parecer insignificante, mas, pelo contrário, demonstra como age o “coração bondoso” do dono da igreja, perdão, do líder espiritual da Igreja Internacional da Graça de Deus. Sei, perfeitamente, que você também notou o ato falho do pastor de ovelhas.

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É isso mesmo. Ao pedir que o vendedor da loja de calçados desse a nota fiscal ao menino que iria sair do estabelecimento, o “poço de bondade” simplesmente chamou o garoto de ladrão. Só faltou que RR dissesse “com a cara que você tem, a polícia vai deduzir que você roubou o par de tênis”.

Foi ou não foi uma demonstração cabal do mais puro e elevado preconceito? Além disso, RR ainda se valeu da emoção dos fieis para arrecadar mais. Manobra pérfida, mesquinha e dissimulada; incompatível com o sentimento cristão.

Você ainda não se satisfez com minha versão dos fatos? Então, ouça mais esta passagem, narrada de “viva voz”, por RR, quando entrevistado pela revista Veja, edição 1822, de 1º de outubro de 2003:

“Veja - Seu nome é Romildo Ribeiro. RR Soares é nome artístico, não é?
Soares - Uma vez eu fui a uma igreja na favela da Rocinha. Sentei-me no meio do povo e o pastor gritou: "Romildo, vem cá!". Quando me levantei, um moreninho também se levantou. Eu falei: "Ai, Jesus!". Amanhã eu me torno pastor e esse cidadão também se torna. Os dois vão ser pastor Romildo. Vamos dizer que ele fizesse alguma coisa errada. Meu medo é que poderiam dizer: "Foi o pastor Romildo quem fez". Vamos dizer que ele tivesse se tornado um adúltero. Iam dizer que o pastor Romildo é adúltero. Daí eu é que poderia pagar o pato. Falei: "Jesus, tenho de mudar isso". Então lembrei que os americanos usam muito as siglas. Pensei em RR Soares. Se alguém colocar, tá me imitando. Eu saí na frente.” (
a entrevista, na íntegra, está aqui)

Não vou, sequer, comentar. Se o fizesse, eu seria desrespeitoso para com você, capaz de interpretar por conta própria o que está nas entrelinhas dessa declaração.

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Viu porque, a notícia, lá de cima, não me surpreende? Do coração de alguém que pensa e age como RR, tudo se espera. Trabalhei durante quase dois anos na RiT, entre 2007 e 2009. Fui colega de boa parte dos profissionais relacionados na notícia do Comunique-se. E como jornalista é, por natureza, um observador circunstancial do próprio tempo, acredite, as circunstâncias e o tempo sempre me foram amplamente favoráveis nesse sentido.

Minha relação com a empresa, desde o início, foi puramente profissional. Contrataram um serviço e o receberam, independentemente da profissão de fé que nos separava e ainda nos mantém em cantos opostos. Tudo ia bem, até que um erro grosseiro na emissão de minhas férias, tido como acidental, originou minha demissão. Nunca fui condescendente com a ignorância.

sombras

Hoje, acredito no caráter intencional do “acidente” e também não me surpreendo. Ações rasteiras sempre foram a marca dos que precisam de cantos escuros para agir. 

Exatamente por isso, não estranhei, também, a ausência de alguns nomes; os daqueles que atuam nas sombras, feito almas penadas, cuja única função é serem olhos, ouvidos, boca e “coração” de RR.

Bom coração, claro.

Imagens: Logo Comunique-se – link / Logo RiT – link / Riqueza proibida? – link / Folha de pagamentos – link / R.R. entre nuvens – link / Medo – link / Olho nas doações – link / Policial aborda menino – link / Logo Veja – link / FG – arquivo / Criaturas das sombras - link

SACOLAS PLÁSTICAS: CONSUMIDOR, UNIDO, JAMAIS SERÁ VENCIDO

A boa notícia do dia, para São Paulo, é a volta (ainda parcial) da distribuição de sacolas plásticas descartáveis. A medida foi adotada em duas unidades dos supermercados Sonda, nas Zonas Oeste e Norte da capital paulista, motivada pelo alto índice de reclamações dos clientes. Os gerentes das demais unidades, 22 lojas, poderão fazer a mesma coisa, segundo critério pessoal e conforme cada caso. Veja.

Se esta não é a notícia que todos esperavam, ou seja, a volta incondicional das sacolinhas, pelo menos é melhor que uma das  alternativas propostas pelos supermercadistas.

Refiro-me ao reembolso ao consumidor, na próxima compra que ele fizer,  se devolver a sacola comprada na compra anterior, acompanhada do ticket do caixa. Pela “simplicidade” da proposta, dá para imaginar o tamanho da confusão que seria criada, não é? Veja.

Candidamente, João Galassi, presidente da APAS, entidade que defende os interesses dos supermercadistas, explica a “engenhosa” operação. Segundo ele, a proposta,  visa garantir que as sacolas utilizadas pelo consumidor para carregar as compras não sejam reaproveitadas para acondicionar o lixo doméstico e terminem contaminando o meio ambiente.

Bela jogada. De uma só vez, a rede supermercadista tenta sepultar as tentativas pela volta de tão “danosa ameaça ecológica” e exterminar a “concorrência”,  representada pelos fabricantes de sacolas retornáveis. É o que digo: a criatividade dessa gente não tem limite.

Se a preocupação fosse, de fato, ambientalista, seria simples resolver a questão: bastaria que a indústria de alimentação e a rede supermercadista fechassem um acordo em benefício do consumidor, custeando a produção de sacolas ecologicamente adequadas e as distribuisse à clientela. Claro que ninguém é inocente a ponto de acreditar que o rateio seria absorvido pelos “paladinos verdes” sem custos para o consumidor. Porém, diluído entre a população, o encargo representaria pouco no bolso de cada família.

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Uma ação como essa, comunicada claramente à população, seria perfeita. Muito melhor, por exemplo, do que cobrar do produtor de alimentos pela exposição privilegiada de algumas mercadorias, em detrimento dos que não pagam e têm seus produtos escondidos nas gôndolas. Pior ainda, sem repassar o “benefício” ao consumidor. O plus é rendimento extra do estabelecimento e estamos conversados.

Repito: o Carrefour, há cinco ou seis anos, tentou implantar a distribuição de sacolas plásticas biodegradáveis, mas não encontrou “eco” nos, agora, “sensíveis” concorrentes. Sozinho na empreitada, feito Dom Quixote de La Mancha, abandonou, de fininho, a luta contra os moinhos de vento e dane-se o resto.

Uma obrigação elementar de quem se instala no comércio, qual seja, responder pelo ônus da atividade, está sendo disfarçada de preocupação com o meio ambiente legado ao futuro, pelo bem da Humanidade. Seria um discurso maravilhoso, se não fosse tão falso quanto uma nota de 120 reais, por mais bonita que parecesse.

A população precisa se conscientizar do papel que lhe cabe e colaborar com medidas efetivas para a preservação do meio ambiente, garantindo qualidade de vida para as gerações futuras. Mas não cabe a ela, e somente a ela, tal responsabilidade.

Isto nem estaria em questão, se o poder público já estivesse fazendo a parte dele, executando programas ambientais adequados e, sobretudo, honestos. Fica mais fácil responsabilizar o cidadão e continuar eximindo-se das ações que devem ser executadas pela administração pública.

Como, por exemplo, permitir a constução de submoradias em  terrenos públicos, de proteção de mananciais e áreas de risco à integridade física da comunidade.

Permite e não executa obras de contenção, saneamento básico e outras melhorias necessárias, pensando mais ou menos assim: “eles se viram por lá e param de me encher o saco”. É bonito isso? — como perguntaria Lilico, antigo comediante da rede Globo.

Contando com a conivência do poder público, relapso, os supermercadistas tentam a mesma jogada com essa medida cretina e mesquinha, dissimulada de preocupação ambiental, que propõe a extinção das sacolinhas.

A única verdade, temida pelo setor supermercadista e, também, pelos governantes, em qualquer nível, é uma só: o povo, unido, jamais será vencido. O que você vai escolher?

Imagens: Boa Notícia – link / Cupons fiscais – link / Sacolas – link / Comunicado – link / Dom Quixote - link / Lixo – link / Área ocupada - link

25 de junho de 2012

SILVIO SANTOS QUER HEBE CAMARGO DE VOLTA AO SBT

Sou crítico contumaz das atitudes do maior apresentador da tv brasileira, na função de proprietário do SBT. Se, diante das câmeras, Silvio Santos é um exemplo de talento e prodígio, no papel de dono do negócio ele se revela um problema. Imagino a dor de cabeça dos executivos da Anhanguera, quando o “sorrisão” tem uma ideia “luminosa”. Uma das mais recentes, é a volta do palhaço Bozo. Por causa disso, eu afirmei neste blog que o dono da Tele Sena está parado no tempo. Veja.

No entanto, endosso com prazer e entusiasmo o desejo de Silvio Santos reconduzir a primeira-dama da televisão, Hebe Camargo, aos domínios “essebetanos”. A medida, anunciada pelo colunista Flávio Ricco deixa antever que Silvio Santos talvez não seja um caso perdido.

Tudo indica que o ex-camelô, digno do maior respeito, atravessa, apenas, momentos de extrema lucidez, entremeados com outros, de profunda confusão mental. Esse tipo de conduta bipolar, como se sabe, tem tratamento.

Hebe Camargo não deveria ter saído da tv do Silvio. Foi um equívoco que, certamente, causou reflexos negativos para o SBT, para Silvio Santos e para a estrela. Uma das poucas com o direito de assim ser chamada na constelação artística brasileira que, hoje, infelizmente, está mais para uma nebulosazinha qualquer que privilegia corpos, porém nada celestiais.

O carisma de Hebe não encontrou na RedeTV a moldura ideal para a personalidade cintilante da estrela.

Parabéns, Silvio, pela brilhante ideia.

Hebe Camargo merece!

Imagens: Silvio Santos (rosto): link / Hebe e Silvio – Portal Uol: link / Logo RedeTV - link

ESTREIA DE FÁTIMA BERNARDES, NA GLOBO. NÃO VI, MAS GOSTEI


De fato, nem precisaria ver a estreia para gostar da “novidade”. As aspas significam, é claro, que praticamente não havia mais nada de novo sobre o que viria. As especulações em torno do programa de Fátima Bernardes, ex-"Jornal Nacional” ao lado do marido, Willian Bonner, tiveram início no ano passado. No dia primeiro de dezembro, a Rede Globo anunciou, oficialmente, a saída de Fátima da bancada informativa mais famosa do país. Veja. De lá para cá, chutaram de tudo.
Nesse período, até a semana passada, espiei, ocasionalmente, a programação matinal da TV, incluindo os canais por assinatura exibidos em São Paulo, capital. Não era preciso ser expert em TV, como não sou, para concluir que a situação na telinha é crítica nesse período. Alguns programas, com anos de vida, continuam sendo o que sempre foram. Desrespeito ao telespectador, acomodação ou falta de criatividade?
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Ana Maria Braga, por exemplo, sabe das coisas, mas o programa que ela comanda é sofrível e tem cara de déjà vú. O “Bem Estar”, à seguir, é daqueles programas-tampão cuja retirada no ar pode ocorrer a qualquer tempo.
A “garotada” do “Hoje em Dia”, na Record, lembra uma equipe de mauricinhos e patricinhas mais interessados em fazer boa figura, na tela, do que apresentar um bom programa. Um sorrisinho para cá, outro para lá e muita “cara de conteúdo”.
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Os executivos da Band, têm no simpático, calvo e gorducho Daniel Bork a receita ideal para o dia a dia da TV. Na visão deles, logicamente, o que não significa que o público concorda com isso.
A TV Gazeta sepultou Claudete Troiano, Ione Borges e Palmirinha em nome do rejuvenescimento, mas criou clones que embora tenham “cara nova” fazem a mesma coisa que as antecessoras.
Não posso deixar de lado Catia Fonseca cujo programa, “Mulheres”, é um rebotalho de quadros pretensamente úteis e um desfile tedioso e cansativo de merchandising. Catia talvez seja a mais experiente das atuais apresentadoras da av. Paulista. Articulada, à vontade no ambiente de estúdio, comanda um dos programas de maior audiência da TV Gazeta.  No entanto, eu já disse isto aqui, ela poderia melhorar a emissão vocal, que prejudica o estabelecimento espontâneo de empatia com o público. Há, sempre, um detalhe irritante que prejudica essa relação: a sonoridade vocal de Catia. Uma fonoaudióloga como Mara Behlau, por exemplo, colocaria Catia nos “trinques” em três tempos.
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Nos canais por assinatura, prevalecem “u-lá-lás e marravilhas”, mas, igualmente, nada que valha a pena.  A propósito, Palmirinha estreia quadro culinário na Fox. Mais do mesmo. Tenho a impressão que os executivos desse segmento “não estão nem aí para a carne seca”.
Isto posto, eu não precisaria, mesmo, ter visto a estreia de Fátima Bernardes para saber que a Globo fez um golaço. O chamado “gol de placa”. Inclusive porque um dos pensamentos que norteou a criação do programa, foi o de transformar a TV matinal no que o rádio sempre foi: companheiro perfeito das horas mais agitadas do dia para a dona de casa. O rádio dá o recado, sem prender o ouvinte diante do aparelho.
Fátima, além de bonita, segura de si, dotada de ótimo improviso não encontra, no atual mercado televisivo, obstáculo capaz de ofuscar o inegável talento que possui.
Se a produção do programa não exagerar nas “gracinhas” e a apresentadora não insistir em querer “ser vista” pela audiência, o “Encontro com Fátima Bernardes” vai engolir a concorrência. A prévia do Ibope, divulgada hoje, após a estreia, mostra claramente que “não tem pra ninguém”.
Com a chegada do “Encontro com Fátima Bernardes”, fica órfão o público infantil, mas esta era uma questão previsível. Para suprir esse mercado, a Globo criou recentemente o canal por assinatura Gloob, exibido na Net—São Paulo pelo canal 30. Com o tempo, os canais a cabo serão o destino da programação infantil da TV aberta. Inclusive porque, em breve, as demais emissoras imitarão a Globo.
Este comentário foi escrito com base, apenas, em minhas impressões. Vou assistir ao programa (até para ver o que está rolando) e, se for o caso, farei reparos sobre este assunto. Acho, no entanto, que dificilmente terei algo a acrescentar. Plim, plim.
Imagens: Fátima Bernardes - link / Ana Maria Braga: site da Globo – link / Daniel Bork: site da Band - link / Palmirinha: site R7 – link / Fátima Bernardes – site TV Globo - link

22 de junho de 2012

A POLÍTICA, PELO CASSETA E PLANETA. ONZE ANOS DEPOIS, O PROGRAMA MUDOU

Está circulando na web uma notícia informando que  deputados de Brasília, indignados, forçaram a Procuradoria da Câmara Federal a reclamar dos Cassetas, na Rede Globo.

Segundo a nota, os parlamentares ficaram ofendidos com a exibição do Casseta & Planeta da última terça-feira.

Não há menção específica de data e você, provavelmente, não vai se lembrar que o humorístico —com esse nome— não existe mais.

O programa atual, relançado em 30 de março, depois de quase dois anos fora do ar, agora é exibido às sextas-feiras com o nome Casseta & Planeta Vai Fundo. Veja.

Esclarecidos os detalhes, vamos em frente. O que difere este e-mail dos demais, costumeiramente falsos, que entulham a rede com lixo virtual, é que os fatos nele narrados são verdadeiros, mas… aconteceram há onze anos.

Como é que as pessoas não percebem isso logo de cara? Por uma questão muito simples e, ao mesmo tempo, profundamente lamentável. Os políticos satirizados naquele programa de mais de uma década atrás podem não ser os mesmos, com exceção daqueles que se reelegeram ao longo desse período e continuam na vida pública, mas a diferença é apenas essa. A crítica considerada ofensiva pelos deputados, é absolutamente atual.

Encontrei, nos arquivos do portal Folhaonline, o texto publicado no dia 08 de junho de 2001. É possível, inclusive, que você tenha recebido essa informação recentemente e, sob o ímpeto da indignação, decidiu repassá-la a todos os seus contatos.

Fatos como esse talvez expliquem a máxima segundo a qual  “o povo tem memória curta”. E, além disso, é desligado.

Ao acessar o portal da Folha, note que o cabeçalho informa o dia de hoje, mas atenção.  Repare na data em vermelho, acima da manchete. E, também, quatro linhas abaixo, nos créditos que identificam a procedência da nota e a data da publicação no jornal O Globo: 17/05/2001.

O impressionante é que, de lá para cá, nada mudou. Exceto algumas coisas do programa global, claro. Clique aqui e comprove.

Imagens: Casseta satiriza políticos – link / Novos Cassetas – link /  Câmara dos deputados – link / Logo Folhaonline - link

21 de junho de 2012

O VAI E VEM DAS SACOLAS PLÁSTICAS. E QUEM VAI PAGAR O PATO?

Atualização: 22/06/2012 - 22h36

Decisão do Ministério Público trouxe de volta a discussão sobre o fim das sacolinhas nos supermercados paulistas. A proposta, agora, é a de que os estabelecimentos do ramo encontrem uma alternativa viável para substituir o produto. Veja.

Ao eliminar as sacolas plásticas, o argumento utilizado pela APAS—Associação Paulista de Supermercados, entidade que congrega o segmento supermercadista, foi o de agir em favor da preservação da natureza. De acordo com a APAS, as sacolinhas eram reutilizadas para acondicionar o lixo residencial.

Expostas, defronte às casas, acabavam sendo destruídas antes da passagem dos coletores e, os pedaços de plástico ou as sacolas com o lixo dentro, entupiam as bocas de lobo, provocando enchentes. Mas não era só. A luta contra o uso das sacolas classificou como “terrível ameaça”,  o tempo de até 200 anos que o material plástico leva para se biodegradar. A consequência inevitável seria a contaminação ambiental, prejudicando o solo e a água. A terra, logo se tornaria imprestável para o cultivo de alimentos. O precioso líquido seria contaminado quando os resíduos da biodegradação atingissem os lençóis freáticos. Enredo calcado em estudos embasados pela ciência e pelas entidades protetoras do meio ambiente.

Há cerca de quatro ou cinco anos, a rede Carrefour anunciou com grande estardalhaço, o início da distribuição das sacolas plásticas ecológicas. Para acentuar o caráter da medida, as novas sacolinhas eram verdes. Foi um gesto simpático em favor do meio ambiente, bem recebido pela sociedade. Como era de se esperar, essa rede de supermercados foi alvo de rasgados elogios. Curiosamente, procurei e não encontrei, na web, nenhuma informação sobre daquela campanha. Parece que o registro da iniciativa foi “deletado”, mas muita gente, como eu, deve se lembrar disto. Havia, inclusive, cartazes internos (pôsteres) afixados nos supermercados da rede comemorando o próprio feito. “O Carrefour tomou a iniciativa de defender o planeta, lançando sacolas descartáveis ecológicas” — era, em síntese, o teor da mensagem. Tipo da campanha egocêntrica na base do “parabéns para nós”. 

Com o passar do tempo, porém, o produto biodegradável desapareceu dos caixas e as “perigosíssimas” sacolinhas tradicionais voltaram a ser distribuídas. Até que “o sentimento preservacionista”, antes circunscrito a uma única rede, virou consenso no setor, mas de forma inversa e desleal. Todos os estabelecimentos empunharam a mesma bandeira tingida pelo ativismo da proteção ambiental e, hipocritamente, lançaram a culpa do iminente desastre ecológico sobre as costas do consumidor.  O resto da história você conhece e vou nos poupar da repetição.

Na guerra de guerrilhas que se formou sobre o assunto tendo, de um lado, os supermercadistas e, de outro lado, entidades de defesa dos direitos do consumidor e os lobbies em favor da manutenção das sacolas, o resultado mais danoso é o desencontro de informações. Ora se diz que o MP exige a volta das sacolas, ora o discurso muda e aponta alternativas que os supermercados devem apresentar para contornar a situação. A imprensa, aparentemente desinformada, oscila entre artigos pró e contra as sacolas plásticas, aumentando a confusão. Veja.

Na verdade, o pano de fundo dessa discussão deixou, há muito, de ser ecológico para se transformar em mera questão econômica, disfarçada pela hipocrisia do discurso preservacionista. Há um ditado, politicamente INcorreto, que traduz muito bem o caso e vou utilizá-lo para dizer que as partes envolvidas devem negociar os interesses e encontrar a melhor solução para todos: “vocês, que são brancos, se entendam”. E, por favor, não me venha com a insinuação desgastada e inútil de que estou permeando meu comentário com o ranço do racismo, pois a questão, aqui, é muito outra e atinge a todos, indistintamente.

O certo, para finalizar, é que o setor supermercadista levou o consumidor a acreditar que era o grande vilão ambiental do planeta, mas se esqueceu de um detalhe ao eliminar as sacolas: a indústria de alimentos, que inclui bebidas, continuou produzindo e embalando suas mercadorias em plástico. Não biodegradável, claro. Fazendo um cálculo grosseiro e aleatório, em cada sacolinha a dona de casa acondicionava entre quatro e oito itens como açúcar, pó de café, feijão, farináceos, salsichas e demais embutidos, bandejas de frios e produtos do açougue (para citarmos apenas esses, mas há milhares de outros) embalados em plástico e, invariavelmente, em bandejas de isopor, produto produto tão poluente e de difícil degradação como o plástico. Veja uma projeção do Sebrae sobre o número de itens vendidos em estabelecimentos congêneres, aqui. Você precisa ter um software leitor de PDF. Se não tem, clique aqui e o instale. É rápido e gratuito.

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Claro que iria cair a ficha do povo e não deu outra: passados dois meses da adoção da medida, o único prejudicado com o fim das sacolinhas foi o consumidor.

O maior beneficiário, o meio ambiente, não deve ter sentido a diferença. A APAS informa que, de abril para cá, as redes de supermercados deixaram de distribuir mais de um BILHÃO de sacolinhas. Um número impressionante, que deveria ser creditado como auxílio à natureza. Veja.

A entidade se esqueceu de contabilizar, sob o critério acima exposto, que, nesse mesmo período o meio ambiente continuou sendo bombardeado por alguma coisa entre seis e oito BILHÕES de embalagens plásticas de inúmeros produtos destinados à alimentação. E você nutrindo o maior orgulho por deixar de poluir o planeta. Imagine quem morreu de rir da sua cara?

Muita gente não sabe, mas os supermercados negociam com a indústria de alimentos preços diferenciados, que NÃO são repassados ao consumidor, para que o produtor tenha sua mercadoria exposta nas prateleiras mais visíveis das gôndolas.

Tipo assim: “Você quer o seu molho de tomate colocado ao alcance da visão do consumidor? Perfeitamente! Deixar o produto exposto nesse nível vai lhe custar tanto. Caso contrário, os itens de sua marca serão ‘escondidos’ no meio do ‘mar’ de similares produzidos pela concorrência.” Se questionados a respeito, supermercados e indústria possivelmente negarão a prática, mas ela existe, sim. Se alguma rede admitir o processo, na certa vai dizer que “repassa integralmente o benefício ao consumidor”, uma deslavada mentira.

Nesta hora em que o grupo francês Casino  assumiu o controle de uma das maiores redes do gênero no país, o Grupo Pão de Açúcar (Extra e outros), faço uma sugestão: que tal bancar, na rede, a permanência das sacolinhas, sem custo adicional ou qualquer sacrifício imposto ao consumidor? Uma tática de mercado muito barata e eficaz para conquistar a preferência do público, ao se apresentar ao consumidor. O custo dessa medida vai se refletir em aumento de vendas, naturalmente. Afinal, todo mundo precisa comer, não há como fugir disso. Mas podemos fazer compras aonde não nos classifiquem de otários e nos responsabilizem por culpas que não temos. Ou você vai deixar barato?

pagar_o_pato

Garanto que, rapidamente, o setor inteiro reagirá. Ou volta ao esquema tradicional de distribuir sacolinhas ou vai responsabilizar, na Justiça, o concorrente. O desfecho é inevitável, mas duas perguntas ficam no ar é: “Será que o Casino vai bancar essa aposta? Ou será que, no fim das contas, acabará concordando com os demais estabelecimentos do gênero ao concluir que é melhor VOCÊ continuar pagando o pato?”

Imagens: sacolas – link / Lixo – link / Carrefour – link / Sacolas “perigosas” – link / Informações – link / Vilão – link / Cartaz Planeta – link / Gôndola – link / Casino – link /  Pagar o pato (recorte) – link /

20 de junho de 2012

TAÍ SILVIO SANTOS QUE NÃO ME DEIXA MENTIR…

Depois, alguns leitores me criticam por considerarem que “pego no pé” de Silvio Santos. Primeiro, que não “pego no pé” de ninguém e não o faria com um dos ícones da TV brasileira, senão o maior dentre eles. Segundo, porque nunca adiantou criticar SS, pois ele se considera acima do bem e do mal e não leva a sério comentários que lhe sejam desfavoráveis. Muito menos a opinião de quem ele nem conhece, como eu.

Entretanto, como o que escrevo é destinado aos leitores do blog e não tem o objetivo de criar polêmica, não abro mão do direito que tenho de expor meu ponto de vista. Agora, é impossível não concordar comigo quando eu disse em postagem anterior, por exemplo: CACHÊ DE CANDIDATAS REVELA: SILVIO SANTOS PAROU NO TEMPO. Veja, aqui.

Silvio, de fato, continua pensando em televisão de 30, 40 anos atrás. Pois veja que a mais “nova” ideia do dono do SBT é relançar programas do palhaço Bozo, figurinha que alegrava (mas, também, assustava) a criançada de então.

E para matar a cobra e mostrar o pau, reproduzo abaixo, em imagem, artigo publicado pelo site AdNews,  nesta quarta-feira, 20 de junho. Só mesmo SS para ter uma “brilhante” ideia, como essa.

Na reprodução, o tamanho do texto está um pouco menor do que habitualmente é publicado no blog. Se preferir, clique aqui e leia o original.

bozo_sbt

Fonte: AdNews

19 de junho de 2012

BEBIDA E CELULAR. QUAL É MAIS PERIGOSO NO TRÂNSITO?

Dirigir falando ao celular é tão perigoso quanto assumir a direção de um veículo depois de ingerir bebida alcoólica.

Levantamentos nesse sentido robustecem a afirmação: quem conversa ao celular enquanto dirige, tem 23 vezes mais chance de se envolver em acidentes graves, cujas consequências são imprevisíveis. Veja.

A infração cometida por quem dirige com o telefone colado à orelha ou em viva-voz é considerada média, pune o infrator com quatro pontos na carteira e gera multa de R$ R$ 85,13.

No entanto, quem é apanhado pelo bafômetro é penalizado com sete pontos; sofre suspensão do direito de dirigir; paga multa considerada gravíssima, no valor de R$ 957,69 e ainda sujeita o infrator à detenção de seis meses a três anos.

Se o risco nas duas situações é idêntico, as penalidades não deveriam ser iguais? Ou chega-se a um entendimento sobre a gravidade de ambas as situações ou teremos a lamentar, por muito tempo ainda, acidentes que devem e podem ser evitados.

Para complicar, no último dia 12 de junho, o Conselho Nacional de Trânsito—CONTRAN, através da resolução 404, decidiu colocar em prática uma medida temerária. A partir de janeiro de 2013, infrações de trânsito consideradas leves ou médias, poderão se transformar em simples advertência por escrito em vez de multas. Veja.

Confira, na tabela de multas, infração, valor e penalidades quanto pode lhe custar cada irregularidade cometida no trânsito, quer você esteja dentro do veículo ou fora dele, quando estacionado, a depender do local, naturalmente. Clique aqui.

Imagens: motorista ao celular: link / agente multa: link /