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31 de julho de 2012

NÃO DÁ PRA FALAR MAIS NADA. ESTÁ FICANDO SEM GRAÇA!

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Hoje o destaque vai para um texto bem humorado, que circula pela Internet. Para “variar”, é daqueles cuja autoria não se conhece. Neste caso, do jeito que as coisas andam, com o modelo politicamente correto para tudo, o “pai” da criança vai negar se alguém o identificar como autor da piada.

“NA ÉPOCA DA DITADURA...

Podíamos namorar dentro do carro até a meia-noite, sem perigo de sermos mortos por bandidos e traficantes. Mas não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos ir a qualquer bar ou boate, em qualquer bairro da cidade, de carro, de ônibus, de bicicleta ou a pé, sem medo de sermos assaltados, sequestrados ou assassinados. Mas não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos reclamar do atendimento à saúde feito exclusivamente pelo INPS para a maioria da população – não havia convênios, que demoram do mesmo jeito para atender. Mas não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos comprar armas e munições, pois se sabia quem era cidadão de bem, bandido ou terrorista. Mas não podíamos falar mal do presidente.  

Podíamos paquerar as colegas no trabalho; dar em cima da gostosinha das contas a pagar ou passar uma cantada na recepcionista desinibida, peituda e de minissaia sem o risco de sermos processados por “assédio sexual”. Mas não podíamos falar mal do presidente.

Não usávamos eufemismos hipócritas para falar de raças (ei! negão!), credos (esse crente aí!) ou preferências sexuais (fala! sua bicha!) e não éramos processados por “discriminação” por isso. Mas não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos tomar uma cerveja no fim do expediente, para relaxar, e ir embora pra casa, de carro, sem o risco de sermos jogados na vala da delinqüência e presos por estarmos “alcoolizados”. Mas não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos cortar a goiabeira do quintal, empesteada de taturanas, sem que isso fosse crime ambiental. Mas não podíamos falar mal do presidente.

Como os tempos mudam e tudo muda, hoje a única coisa que podemos fazer... é falar mal do presidente. Que merda!”

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Imagens: Politicamente incorreto – link / Sequestro relâmpago – link / Cantada – link / Saiu do armário – link / Pai e filho - link 

A RÁDIO GLOBO VAI MUDAR A GRADE NACIONAL EM FAVOR DO RÁDIO REGIONAL

Tenho lido em sites e blogs especializados na cobertura do meio radiofônico, que a rádio Globo está repensando o modelo de programação nacional. O motivo alegado para a mudança é a falta de identidade que, muitas vezes, separa o público dos comunicadores redundando em perda de audiência em cidades importantes que integram a rede. (na foto, a rádio Globo-RJ)

Já tratei do distanciamento que tem havido entre a realidade local e os programas gerados por grandes redes de rádio. E, no vácuo da indefinição sobre o futuro do rádio, abrem-se brechas ocupadas por oportunistas de plantão. Isso, agora, pode mudar. Tomara. Aqui e aqui.

A uniformização de linguagem, usos e costumes foi adotada, no surgimento das redes, por uma questão econômica e funcionou durante alguns anos. Agora, há um novo componente que tem tornado mais difícil sensibilizar o ouvinte, Brasil afora.

Os grandes centros urbanos não mais impõem moda ao restante do país. A televisão, que alavancou a expansão das redes de rádio, deixou de ser o grande polo difusor de novidades.

Avanços tecnológicos e programas de inclusão digital, por exemplo, têm possibilitado a uma parcela cada vez maior da população o acesso à Internet. É a evolução.

Quem mora no eixo Rio-São Paulo, conhece as novidades ao mesmo tempo que o morador de qualquer cidade brasileira, se ambos estiverem conectados à rede mundial de computadores. E esse morador, que hoje sabe das coisas mais cedo, não precisa abrir mão dos valores próprios de sua região, passados como tradição familiar, geração após geração.

Em 44 anos de profissão, não conheci nada que se identifique mais com as pessoas de um determinado lugar do que a comunicação local. Não existe segredo para isso. Todos falam “a mesma língua”, para explicar de maneira bem simples.

Os novos tempos impõem alterações no modelo de rede em vigor, pois acabou-se o que era doce. Dessa forma, o ouvinte das cidades que replicam a programação nacional da Rádio Globo deve se preparar para ter de volta, no dial, ícones da comunicação local e regional.

O Sistema Globo de Rádio já está se mexendo para isso, no que deverá ser seguido por outras redes de rádio operando atualmente.

 Em São Paulo, fala-se que “um famoso comunicador do Rádio AM, que já passou pela Rádio Globo, está sendo cogitado”.

Não é preciso muito esforço para se lembrar de dois nomes que, seguramente, serão consultados: Eli Corrêa e Paulo Lopes, da rádio Capital. Ambos já estiveram na rádio Globo com grande sucesso.   

Os comentários dão conta de que o radialista carioca Antonio Carlos ainda não renovou contrato com a emissora.

Mesmo que venha a assinar, o programa do comunicador, entre 6 e 9 da manhã, deve deixar a grade nacional da emissora.  

Além disso, se a saída do padre Marcelo se concretizar como dizem, deve ficar vago também o horário entre 9 e 10 da manhã.

Unindo as pontas soltas, meu palpite é de que Eli Correa deve ter preferência para ocupar a faixa das 6 às 10.

Uma das características desse apresentador é ter programas longos no rádio. Como diz o ditado, “junta-se a fome com a vontade de comer”.

Veja mais detalhes sobre as mudanças na rádio Globo, aqui.

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Imagens: Rádio Globo-SP – link / Internet – link / Eli Correa – link / Antonio Carlos – link / Padre Marcelo – link

30 de julho de 2012

ALÇA DE MIRA. OLIMPÍADAS 2012: RECORD ERRA O ALVO E DÁ UM TIRO NO PÉ

A Record subestimou o poder global e acabou dando um tiro no pé. 

Os executivos do bispo Edir Macedo devem estar arrependidos de terem tirado a Globo da cobertura das Olimpíadas de Londres 2012.

No Brasil, a Rede Record comprou da Olympic Broadcast Services o direito exclusivo de transmissão de imagens dos jogos olímpicos para a TV aberta.

Antes que alguém “me corrija”, sim, a empresa dos Marinho transmite provas, jogos e demais competições pelas emissoras do Sportv, nos canais por assinatura.

Na tela da Globo, canal aberto líder de audiência em todo o Brasil, aparecem apenas boletins dentro dos jornalísticos da casa.

As redes sociais — particularmente  o Twitter — estão desempenhando um papel importante na divulgação do que rola nas provas, mas a força da rede mundial de computadores, apesar de notável no Brasil, ainda não se compara ao apelo da TV em nível popular.

Falta, nitidamente, o peso da TV aberta na cobertura dos jogos de Londres 2012. Falta o que decorre disso, ou seja, a voz do povo dando eco às conquistas dos atletas. 

Este fato, mais do que qualquer outro, tem sido determinante para os números inexpressivos que a Record vem obtendo com a transmissão das Olimpíadas. Não vou entrar na polêmica que a emissora de Edir Macedo levantou sobre o Ibope, apesar de eu não ser dos mais crédulos sobre os números obtidos na aferição de audiência. Minha ressalva não é de hoje, mas sou obrigado a admitir que o Ibope espelha, pelo menos, uma tendência.

A Record deve ter pensado que excluindo a Globo da parada ficaria com a faca e o queijo nas mãos, na hora de “fatiar” o mercado publicitário. Isso não aconteceu. Principalmente porque, depois das Olimpíadas, a vida segue. E sendo assim, pensar que a Record tiraria anunciantes da Globo seria infantilidade. Por respeito aos profissionais de venda da Barra Funda, descarto essa hipótese.

Estão anunciando na Record os mesmos patrocinadores que estariam lá de qualquer maneira, como estão em outras emissoras. Montadoras de veículos, fabricantes de bebidas, de eletroeletrônicos, redes de lojas de varejo, bancos, enfim, os anunciantes que mais ocupam a tela da TV em todo o país, independentemente das Olimpíadas.

Com a Globo fora, a Record não teve “cacife” para atrair a audiência que imaginou poder atrair. Primeiro, porque nos canais por assinatura a Globo não deixou barato e montou uma senhora equipe para cobrir os jogos olímpicos. E, segundo, porque a Record deu o azar de pegar pela frente duas novelas de absoluto sucesso, Cheias de Charme e Avenida Brasil.

novelas

Imagens: Record – link / Logo Twitter – link / Logo Ibope – link / Empreguetes – link / Nina e Carminha – link / Globo - link

28 de julho de 2012

FORÇA A PAULO EDSON CANDIDATO A VEREADOR DE SÃO PEDRO

Paulo Edson é candidato a vereador, na Estância Turística de São Pedro, cidade interiorana paulista, a 190 quilômetros da capital, como destaca o site da prefeitura do município.

É possível que você esteja se perguntando quem é Paulo Edson, afinal? E o que eu, que não moro em São Pedro, tenho a ver com isso? Duas boas perguntas, não resta dúvida.

Paulo Edson, radialista e jornalista foi meu companheiro de trabalho na rádio Bandeirantes, de São Paulo, nos anos 1980.

Radicado há vários anos em São Pedro, acabou se afastando do rádio e enveredou pela vida pública. Durante os últimos oito anos, foi secretário municipal de Esportes, Turismo, Cultura e Comunicação e, atualmente, é Diretor da Melhor Idade.

Nessa função, Paulo Edson é responsável por organizar eventos destinados ao público da terceira idade ou melhor idade, como preferem os defensores de expressões politicamente corretas.

Incentivado por amigos e simpatizantes, Paulo Edson se lança como candidato a vereador da cidade, pelo Partido Verde. Abaixo, foto da campanha:paulo_edsonEstas eleições se caracterizam como as primeiras em que a participação das redes sociais é intensa. Para não fugir à tendência, decidi dar uma força ao amigo. Não moro na estância turística de São Pedro e tampouco conheço a cidade. Mas conheço meu amigo e sei que o moradores de São Pedro farão um bela escolha ao eleger Paulo Edson vereador. Homem sério, honesto, trabalhador competente, tem costumes simples, é caseiro, apegado à família (veja este post), mas, acima de tudo, revela-se um defensor da melhoria da qualidade de vida para as pessoas.

Para relembrar a passagem do amigo pelo Scratch do Rádio decidi colocar a foto de anúncio antigo sobre uma das equipes mais categorizadas e respeitadas do rádio brasileiro. Clique na foto, para ampliar a imagem. Ele é o número 16, na foto.

A seguir, os principais projetos que compõem a bandeira de luta do Paulo Edson como candidato; alguns, se baseiam no sucesso de experiências anteriores muito bem sucedidas. A exposição é dele mesmo.

“Meus principais projetos:

  1)- Voltar com o "Som na Praça" e  movimentar, de novo, as noites de sábado, dando oportunidade para a apresentação de artistas da terra;   

    2)- Reativar a nossa Orquestra de Viola, esquecida já há algum tempo;

    3)- Reorganizar nossa Banda Municipal para voltar a alegrar nossas manhãs de domingo;

   4)- Retomar a realização do "Festival Craveiro & Cravinho de Música Caipira".

   5)- Criar o Teatro Ambulante, levando cultura à população mais carente nos bairros..


   Estão também entre os meus objetivos:

   1)- Dar total apoio ao esporte, como o futebol amador (ganhou credibilidade na minha gestão de Secretário de Esportes); o vôlei adaptado, hexacampeão do estado (os títulos começaram a vir quando assumi a secretaria); atenção aos idosos com aulas especiais de hidroginástica, biodança e integração social.

   2)- Fazer prevalecer as leis do Trânsito, com a colocação de semáforos em locais de maior fluxo de veículos, evitando, assim, os congestionamentos que causam tantos problemas ao cidadão, principalmente nos feriados prolongados. (Um problema crescente)

   3)- Ajustar, se preciso com emendas, a Lei do Silêncio na cidade. Somos uma estância turística. Há de haver respeito mútuo, em se tratando de som acima do permitido, como escapamentos abertos (motos e veículos), festas e encontros que venham ferir os direitos do cidadão, etc. (Veja a importância da participação de todos na solução do problema. Aqui)

   4)- Apoiar os projetos do Executivo, desde que realmente favoreçam a população, e discutir, com discernimento e critério, os projetos polêmicos.

   5)- Visitar os bairros a cada dois meses, procurando saber o andamento dos pedidos feitos pelos moradores e ouvindo sugestões para melhoria de cada um deles.

   Muitos outros projetos de interesse da comunidade poderão ser analisados a qualquer instante. Se você puder me ajudar a levar avante esses projetos, fica aqui, desde já, registrado o meu muito obrigado pelo apoio.”

Pois não, amigo Paulo Edson. Desejo muita sorte a você na campanha e que o eleitor da estância turística de São Pedro faça uma feliz escolha, no dia 07 de outubro. Grande abraço.

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Imagens: Paulo Edson – link e material de divulgação / Anúncio - link

27 de julho de 2012

GOLPE DE MESTRE: BANCOS TRANSFORMARAM CORRENTISTAS EM SEUS EMPREGADOS

Faz alguns anos que o brasileiro vem trabalhando de graça para o setor bancário. A prática é irreversível e se acentua cada vez mais. Disfarçados de evolução da vida moderna os serviços automatizados — que incluem caixas eletrônicos e home bankings — vêm fazendo a felicidade dos banqueiros.

A tecnologia transformou milhões de correntistas em trabalhadores que, ainda por cima, pagam tarifas para ter o “privilégio” de realizar operações que, antes, era atribuídas a trabalhadores do setor.

De faturas de cartão de crédito a boletos diversos e contas de consumo, tudo pode ser pago através da rede mundial de computadores ou nos caixas eletrônicos espalhados pelas cidades.

Como se não bastasse, casas lotéricas viraram miniagências bancárias, sem estrutura nem segurança, aonde milhões de pessoas vão pagar as contas do dia a dia. Inclusive e principalmente contas de água, luz, telefone, carnês, mensalidades escolares e de clubes sociais, além de uma série de outros encargos que os bancos estão rejeitando sistematicamente. “Sabe como é”— alegam os donos do negócio — “o custo operacional para receber esse tipo de conta é muito alto e não compensa.”

A razão é outra e repousa nas tarifas interbancárias, que garantem o recebimento de boletos de qualquer banco, por exemplo, e nos convênios firmados com entidades privadas e governamentais. Negociados caso a caso, estipulam custos e prazos para o banco  repassar os créditos. Sim, você entendeu corretamente. Além de cobrar uma taxa para receber o documento, o banco ganha alguns dias para transferir os recursos aos cofres públicos, concessionárias e demais empresas. Enquanto isso, o dinheiro fica disponível e a instituição financeira não recolhe a alíquota do depósito compulsório ao Banco Central, atualmente em torno de 45% para depósitos à vista. O resto, sua imaginação deduz com facilidade.

A demora no repasse tem sido o fator determinante para o fim do recebimento de contas nos bancos. Dessa forma, as filas que antes tinham lugar dentro de agências bancárias, hoje estão espalhadas em shopping centers, supermercados e outros locais de grande concentração popular.

Por total desnecessidade, a mão de obra dos bancários tem sido dispensada pelo setor. Afinal, mesmo que os bancos privados não contem com as lotéricas, para cada empregado demitido existem centenas ou milhares de correntistas “felizes” porque, agora, são modernos e “mexem no computador ou nos terminais de caixas eletrônicos”. Num país em que o número de analfabetos funcionais é assustador, o contingente de usuários forçados a fazer uso da tecnologia eletrônica e cibernética causa espanto, sem dúvida.

Erros e dúvidas, comuns para quem ainda está se familiarizando com a mudança, oferecem a oportunidade ideal para quadrilhas que, no espaço destinado aos caixas eletrônicos, nos bancos, simulam trabalhar na agência e aplicam golpes, impunemente.

Os mais conhecidos são os chupa-cabras, modalidade em que os bandidos retêm os cartões da vítima dentro do equipamento e logo surge um “dedicado e gentil funcionário do banco” (na verdade um vigarista disfarçado) se oferecendo resolver o problema. Alguns, têm até crachás, também falsos.

É quando, valendo-se da boa fé e da inexperiência das pessoas, os bandidos memorizam senhas que depois serão utilizadas para saques. Rotineiramente são divulgados vídeos que registram a ação das quadrilhas. Os bancos, quando muito e se solicitados, limitam-se a fornecer as imagens à polícia, pois alegam que naquele espaço da agência, a responsabilidade pela segurança não é da instituição, mas de cada cidadão. Eufemismo barato e imoral que significa “se vire, o problema é seu”.

grosseria

É bom que se diga: o quadro até aqui descrito teve o respaldo, é claro, da tecnologia, mas encontrou três aspectos básicos que colaboraram para a efetivação progressiva da mudança. A demora e o mau humor no atendimento ao público e as faltas constantes ao trabalho, principalmente em bancos oficiais, contribuíram, e muito, para que clientes e banqueiros recebessem a transformação com grande alívio.

Os primeiros, porque deixariam de ficar em longas filas para, no final, serem atendidos com descaso e falta de educação. Os segundos, por razões óbvias, porém não admitidas. O motivo mais elementar é indisfarçável, porém.

tarifas

As tarifas bancárias, hoje, respondem pelas folhas de pagamento das instituições bancárias. Veja nota publicada por sindicato do setor, no início deste ano. A situação é igual em todo o país. Uma grande moleza que não custa um único centavo para elas. E ainda sobra uma bela gordura, pois, de um lado, o quadro funcional diminui e, de outro lado, o número de correntistas não para de aumentar. O banqueiro, agora, dispõe de mão de obra farta que paga para trabalhar.

Um golpe de mestre, temos que reconhecer, com total conivência das autoridades governamentais. Há um esboço de reação, mas estamos em época eleitoral e qualquer anúncio visando a beneficiar o consumidor pode parecer o que não é. Então, devemos ter cautela.

Até porque, tudo indica que a festa vai continuar. Agora mesmo, a mídia vem noticiando que os caixas eletrônicos passarão a oferecer dólares para operações cambiais. A medida atende a uma série de preparativos que visam à realização da Copa, em 2014, mas é um absurdo que beira a irresponsabilidade e coloca em risco, ainda mais, a segurança pública.

Os bancos não encontraram, sequer, uma solução para inibir ataques a caixas eletrônicos e já estão botando mais lenha na fogueira. Com uma cesta de moedas à disposição, a tendência, em futuro breve, é explodirem os ataques a caixas eletrônicos sobre os quais os bancos alegam não ter nenhuma responsabilidade.

Se os bancos não se responsabilizam por golpes praticados nas agências, você acha que responderão por roubos a caixas localizados em locais públicos?

Tanto mais quando sabemos que o dinheiro levado por ladrões tem seguro e o equipamento danificado também está coberto pela seguradora. Que por sinal, na grande maioria, pertence ao mesmo grupo. Assim, fica fácil.

Por essas e outras é que digo: no Brasil, os bancos podem errar por atacado que ainda sobra muito para ganhar no varejo. Até quando?

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Imagens: Home banking – link / Contas de consumo – link / Boleto – link / Transferência -  link / Lotérica – link / Fila em caixas eletrônicos – link / Chupa-cabra – link / Grosseria (charge) – link / Tarifas – link / Ladrões explodem caixas eletrônicos – link

OSCAR, PATO, GANSO, COBRAS E LAGARTOS. A SELEÇÃO OLÍMPICA ESTREOU

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Assisti ao jogo de estreia da seleção olímpica brasileira, contra o Egito, nesta quinta, 26 de julho. Aquele punhado de atletas reúne alguns dos mais famosos e valorizados nomes da atualidade — jogando no país e no exterior — e, apesar da reserva natural que a gente mantém em relação aos convocados de Mano Menezes, os garotos representam o Brasil. Diante disso, o mínimo a fazer era torcer por eles.

O primeiro tempo até que foi bom. Os ingleses do Chelsea, que investiram cerca de 80 milhões de reais em Oscar, ex-Internacional de Porto Alegre, RS, devem ter ficado para lá de satisfeitos. Oscar foi o nome do jogo.

Os dirigentes do clube inglês já estavam felizes, na quarta-feira, 25 de julho, ao anunciar, pelo site da agremiação, que haviam fechado o negócio com o time gaúcho. Hoje, a cada toque do craque na bola, certamente os managers do football association deviam exclamar “Oh, my God! The boy is terrific! Fabulous!”  

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Ao mesmo tempo, em São Paulo, capital, o pétreo Juvenal Juvêncio devia rosnar algo parecido com “shit” ou “son of bitch” sempre que Oscar armava uma jogada. O camisa dez da seleção olímpica deve estar entalado na garganta do perpétuo dirigente paulista. Todos sabem como terminou a decisão do jogador ao abandonar o São Paulo Futebol Clube, do Morumbi.

Oscar foi brilhante no jogo de estreia e o placar espelhou a bela atuação no “garotinho” na partida, como diria Osmar Santos, o eterno “pai da matéria”. O “garotinho” organizou o time, disputou jogadas e distribuiu passes precisos. Dois deles, resultaram nos gols de Rafael e Leandro Damião.

neymar

O brilho foi tanto que, embora Neymar — de quem se espera muito nos jogos olímpicos — tenha feito seu golzinho, os olhos estavam em cima de Oscar. Neymar ainda teve que ouvir o técnico egípcio dizer que o atleta brasileiro é muito individualista. E está errado?

Antes do apito para o período complementar, vale uma observação. Já disse uma ou duas vezes, aqui no blog, que acho muito estranho notar que — depois de marcar um gol — o jogador saia correndo e tente se livrar dos companheiros que correm para abraçá-lo. Eu, inclusive, já me perguntei: será que eles não querem dividir o espaço na foto ou na tela com os colegas de equipe?

Pois hoje, fiquei com essa sensação quando o lateral Rafael abriu o placar. O rapaz tentou evitar o assédio dos companheiros, mas logo desistiu. Pode ser cisma, sei lá, porém tive a impressão. Ninguém joga sozinho e o futebol, principalmente, é disputado em e-q-u-i-p-e. A comemoração é, portanto, coletiva. 

Soou o apito nos 45 minutos iniciais, cravados, sem acréscimo. Tudo bem, o jogo foi corrido e a bola não teve moleza. Acréscimo para quê?

A volta do intervalo, para o segundo tempo, mostrou uma seleção brasileira apática, desmotivada. Três a zero “tava bão dimais”, no dialeto futebolês. E o Egito, que não estava embalsamado nem nada, acabou fazendo dois gols, assustando e acuando os brasileiros.  

Oscar, já cansado — ou, talvez, poupado para não comprometer o patrimônio do Chelsea — foi substituído. Ganso mostrou porque perdeu a posição. Em campo, estava mais para marreco do que para a ave que flutua, graciosa, em lagos de águas calmas e deu o apelido ao jogador santista.

Aproveitando o embalo, o outro anatídeo (sim, o Pato), vai acabar fazendo por merecer a identificação no sentido mais pejorativo da palavra. Porque de futebol, mesmo, o namorado da filha de Berlusconi não apresentou nada.

zaga

E para não deixar de “passar o rodo” na defesa brasileira, ô Mano!, vê se dá um jeito naquilo. Como se não bastasse termos perdido o goleiro Rafael (Cabral, por causa do xará lateral), de maneira inesperada, às vésperas da partida de estreia, tínhamos que passar por isso?

Para nossa sorte, os egípcios ficaram “pra lá de satisfeitos” com a reação mostrada diante dos brasileiros. Acabaram se acomodando nos instantes finais e a nação brasileira respirou aliviada quando o árbitro encerrou a partida.

Que a estreia tenha servido para mostrar que, passada a ansiedade inicial, ou soltamos os bichos pra cima da Bielorrússia ou vamos ter que engolir um “baita” sapo nessa Olimpíada (alô, craque Neto).

E nem adianta o consolo de imaginar que se essa molecada não se sair bem em Londres, os que voltarem vão ter que ouvir cobras e lagartos do povo brasileiro. Eu, hein?

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Observação: Os gols da partida estão no link que remete diretamente ao portal R7, da Rede Record, detentora dos direitos da transmissão dos eventos olímpicos em 2012. O portal, aparentemente, está sobrecarregado e a página demora um pouco além do normal para ser exibida. Aqui.

Imagens: Brasil x Egito – link / Oscar – link / Leandro Damião – link / Neymar – link / Ganso – link / Rômulo, Juan e Marwan Mohsen - link

25 de julho de 2012

RUÍDO EM EXCESSO: DA PERDA DE AUDIÇÃO À QUEDA DA ATIVIDADE SEXUAL. DURMA-SE COM UM “BARULHO” DESSES

Quem vive em cidade grande conhece uma das consequências do desenvolvimento: o nível de barulho aumenta no ritmo do progresso. Não estou falando do baterista, seu vizinho, que “derruba” as paredes quando ensaia. Nem da festinha de aniversário que também incomoda, mas a gente sabe que depois do “Parabéns pra você” não demora muito para acabar. Isso é o de menos, por sinal.

Há uma infinidade de outros sons, barulhos e ruídos tão incorporados ao dia a dia do cidadão que acabam sendo “assimilados” pelas pessoas, causando sérios danos físicos e emocionais ao longo do tempo.

A poluição sonora é tema recorrente, há vários anos. E pelo visto, sentido e ouvido não tem havido avanços notáveis nessa área. Faltam políticas adequadas e maior participação de todos para acabar com o problema. Se isto é impossível na vida moderna, pode-se pelo menos “abaixar o volume” e minimizar os efeitos causados pelo barulho.

Encontrei na rede um bom texto sobre o assunto. Redação ágil, parágrafos curtos, conteúdo claro e transparente mostrando conhecimento de causa.

O autor é o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida, do PMDB, eleito pelo Paraná. Não o conheço, mas consultei o site da Assembleia local e vi que Cheida é médico; professor universitário; foi vereador e prefeito de Londrina; secretário municipal e estadual do Meio Ambiente; membro titular do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Fora isso, é membro titular da Comissão do MERCOSUL e Assuntos Internacionais e, como deputado, preside a Comissão de Ecologia e Meio Ambiente, na Assembleia Legislativa paranaense, onde está há dois mandatos. Ou seja, Luiz Eduardo Cheida tem conhecimento de sobra e sabe o que fala.

Independentemente de quaisquer ideologias políticas, que não vêm ao caso aqui no blog, cuja preocupação é com o conteúdo e a qualidade dos artigos postados, o texto de Cheida, transcrito abaixo, é um convite à reflexão sobre o papel de cada um de nós no combate à poluição sonora.

No site do deputado, nota-se a data original da publicação, 19 de outubro de 2006, deixando claro que o assunto não é novo, mas continua em pauta. É fundamental que se entenda a poluição sonora como um problema de saúde e bem estar da população. Sendo assim, merece mais atenção dos administradores públicos. A seguir, o artigo de Cheida:

CONVERSA PRA BOI DORMIR

“O som é medido em decibéis. Uma conversa normal tem 60 decibéis. como o decibel é função logarítmica, a cada 10 decibéis, dobra-se o volume do som.

Por isso, 90 decibéis (a média sonora das médias cidades brasileiras) é o triplo do volume de um saudável bate-papo.

Os veículos são a principal fonte de poluição sonora: roncos de motores escapamentos, buzinas, frenagens, sirenes...

Os altos prédios enfileirados de uma cidade mal-planejada funcionam como verdadeiros amplificadores. Até perder-se no espaço, um simples toque de buzina bate e reverbera, alternadamente e por diversas vezes, nas fachadas dos edifícios. Assim, na cidade, um som multiplica-se em dezenas de sons iguais.

Mal planejadas, as ruas tornam-se pequenas para o número de veículos que aumenta a cada dia. Veículos de mais, velocidade de menos. As marchas mais pesadas são mais ruidosas. No trânsito vagaroso, os carros freiam mais, arrancam mais, buzinam mais. Os prédios reverberam e o ruído cresce.

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Serras elétricas em construções civis, sons de bares e lanchonetes, apitos do guarda, aviões, cinemas, discotecas, vendedores ambulantes, cães que ladram sem cessar e outras fontes, completam um quadro de grande preocupação.

Quais as consequências?

Ruído em excesso deixa a pessoa, progressivamente, surda. Reduzindo-se a audição, perdem-se inúmeras sensações prazerosas que vão do canto de um pássaro a uma música agradável. Pior: a surdez é irreversível. Não possui tratamento ou cura. Progressivamente surdas, as pessoas tendem a isolar-se, tornando-se mais solitárias, tristes e arredias a novas amizades.

O ruído é também grande fator de ansiedade. Ele aumenta a freqüência cardíaca, a irritabilidade, os distúrbios do sono, o colesterol e a pressão sangüínea.

O estresse provoca acúmulo de gordura no organismo e conhecidas conseqüências.  O mesmo ruído que faz dormir mal, reduz a freqüência sexual e a atenção no trabalho, causa acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

Ambiente barulhento é convite à neuroses. Neuróticos são imprevisíveis: às vezes, agressivos; outras vezes, covardes; medrosos; falsamente felizes ou falsamente corajosos; deprimidos; eufóricos...

Uma pessoa assim influencia, negativamente, outras pessoas.

Uma jovem árvore quebrada, uma escola depredada, pessoas que buzinam em frente a hospitais ou gritam na madrugada, são atitudes de quem agride por sentir-se agredido. Um ambiente calmo e sossegado é sempre menos sujeito a agressões.

Que fazer para melhorar?

Reduzir o barulho é mais um ato cultural que um ato de punição.

As leis devem ser claras, conhecidas e aplicadas. Entretanto, só um contínuo processo de educação resultará em uma cidade com menos ruídos.

Não produza ruídos. Dê o primeiro exemplo;

Nunca se acostume com os ruídos produzido pelos outros;

Não sofra em silêncio: com educação, peça para abaixarem o som;

Nunca freqüente restaurantes com TV, música ambiente ou demais ruídos que o impeça de conversar em tom natural;

Certifique-se do nível de ruído de um eletrodoméstico, carro, moto ou qualquer máquina, antes de adquiri-los;

Plante árvores e arbustos ao redor de casa. Eles abafam os ruídos;

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Suspeitando que os ruídos estão acima do recomendável, solicite sua medição aos órgãos competentes;

O volume dos sons permitidos constam do Código de Posturas (lei municipal). Não cumpri-lo, dá multa e até cassação de alvará de funcionamento.

sua_parteAqui, mais do que nunca, cada um deve fazer a sua parte.  

O grita-quem-pode-obedece-quem-tem-juízo das cidades brasileiras não deve continuar. Quem acha isso certo está com conversa pra boi dormir.

Em verdade, quanto mais tranqüilas as pessoas, mais estável a natureza.

Afinal, nós humanos, somos natureza também.”

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Imagens: Luiz Eduardo Cheida: site da Assembleia Legislativa do Paraná – link / Decibelímetro – link / Cruzamento em Londrina (PR) – link / Surdez – link / Neurose – link / Silêncio – link / “Muro” vegetal – link / Montagem Responsabilidade e cidadania – link1link2 e link3

24 de julho de 2012

QUANDO O PRÍNCIPE ENCANTADO É UM SAPO E A DONZELA UMA BRUXA

nota_editor Nota do editor: Uma das razões do sucesso das redes sociais é a vontade, própria do ser humano, de se relacionar com as demais pessoas. Social, afetiva ou profissionalmente, as redes acabam se constituindo em bom canal de comunicação. Diante disso, decidi tornar em post o release recebido da Sing Comunicações, cujas dados se encontram no final desta postagem. Serve de orientação para quem está a fim de encontrar uma pessoa interessante ou para quem quer, apenas, saber como funciona, o que pode ser o seu caso. Então, vamos à leitura.

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Um site de relacionamento encomendou pesquisa para identificar a motivação e o desencanto de usuários em busca do par perfeito. Os dados obtidos de 35 mil pessoas consultadas trouxeram informações interessantes. À pergunta “o que mais desmotiva no primeiro contato em um site de relacionamento?” 39% das mulheres consultadas responderam ficar desmotivadas quando o pretendente fala errado e escreve mal. Outros 23% das pesquisadas se desiludem quando não encontram fotos das pessoas disponíveis. E, por fim, elas admitem que falar de problemas corta o clima.

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Os homens exigem menos e, em alguns casos, se decepcionam em menor escala, mas deixam claro que não querem saber de dores de cabeça. Para 27% dos homens que procuram por um novo compromisso é fundamental ver fotos das candidatas. Repare que são 12 pontos porcentuais a menos que as mulheres, mas, ainda assim, o índice é significativo. E atenção para uma dica importantíssima. Se a mulher vier com uma ladainha de reclamações, contando problema depois de outro,  o encanto se rompe na hora e o cara parte para outra, sem rodeios.

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Analisando os quadros resumidos, acima, é possível ter uma ideia do que homens e mulheres esperam encontrar quando procuram uma boa companhia.

Inteligência forçada é ponto negativo para homens e mulheres. Se você é do tipo que cita frases célebres, “rouba” produções literárias e faz cara de conteúdo o tempo todo, cuidado. Suas chances de encontrar alguém ficam muito reduzidas.

E, embora a busca pelo amor seja a tônica do site, ninguém aguenta gente melosa e excessivamente romântica. Procure se lembrar do samba que diz “água de mais mata a planta”.

Em contraponto, alguém poderá citar, então, outra música que ensina “não é só casa e comida que faz a mulher feliz”, não é mesmo? Calma. O negócio é não exagerar ou, como dizem, nem tanto ao mar nem tanto à terra. O meio termo sempre foi boa tática.

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A pesquisa acima foi encomendada pelo site ParPerfeito, fundado em  2000, com cerca de 30 milhões de usuários cadastrados no Brasil. O link remete ao cadastro. Sites do tipo cobram taxas e mensalidades. Portanto, somente faça o cadastro se você considera que este é um dos caminhos para encontrar a pessoa dos seus sonhos. Ou você poderá perder o sono.

Falando nisso, é possível que, guiando-se pelos resultados mostrados acima, pessoas tentem parecer interessantes aos olhos de quem procura reconstruir a vida amorosa, sentimental ou que apenas busquem a companhia adequada para desfrutar bons momentos a dois. Como se prevenir contra os chamados “fakes” (perfis falsos) da rede evitando aborrecimentos?

O ParPerfeito, do grupo Malch Lalam, disponibiliza aos interessados várias ferramentas de interação como, por exemplo, troca de mensagens escritas e recursos audiovisuais.

Uma boa cautela é esticar a conversa, enviar bilhetinhos e trocar ideias tanto quanto possível, em busca de “mancadas ou contradições”.

 Melhor se prevenir do que remediar, não é mesmo?

Então, abra o seu coração, mas fale e escute com atenção, pois, afinal, é conversando que a gente se entende.

Ou não, como diria Caetano Veloso.

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Fonte:

Sing Comunicação de Resultados

Michelly Magalhães, Tatiane Dantas e Melissa Sayon

Fone: (11) 5091-7838 / mmagalhaes@singcomunica.com.br / tdantas@singcomunica.com.br / msayon@singcomunica.com.br

Imagens e referência: Pesquisa – Divulgação / Martha Medeiros – link1 e link2 / Cadastro – link / Chato – link / Charge Caetano Veloso - link