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30 de outubro de 2012

FERNANDO HADDAD JÁ PODE ESTAR EM CAMPANHA

Passado o período eleitoral de segundo turno, aqui em São Paulo, os jornais da capital paulista estamparam, hoje, que duas das principais promessas de campanha de Fernando Haddad, PT, ficariam para o ano que vem. São elas: Bilhete Mensal e fim da taxa veicular. De quebra, o novo prefeito anunciou a intensificação do combate às enchentes.

Haddad lembrou que o Bilhete Mensal, por exemplo, precisaria ser aprovado pela Câmara de vereadores e, certamente, isto só ocorreria em tempo hábil de ser colocado em prática no ano que vem. A declaração, embora contrarie frontalmente a plataforma eleitoral do petista, foi feita com pés no chão.

O novo prefeito sabe que vai precisar de apoio das bancadas para aprovar alguma coisa enquanto estiver no cargo. E o atual prefeito, Gilberto Kassab, que encerra o mandato este ano, já sinalizou a intenção de dominar a Câmara Municipal, de olho em 2014.

Dono do recém-fundado partido político PSD, terceira maior bancada na Câmara Federal, em Brasília, o prefeito em fim de mandato, que não é bobo, pretende controlar os vereadores da capital de São Paulo, sem dúvida.

Neste cenário, Fernando Haddad precisaria ser mais ingênuo do que parece (dizem que ele é exatamente o que aparenta, mas, pode ser intriga da oposição), se acreditasse que iria entrar na prefeitura e sairia fazendo tudo o que prometeu.

Convém não nos esquecermos, é claro, que a própria Justiça Eleitoral reconhece a legitimidade do “prometismo”, pois promessas de campanha são apenas promessas de campanha.

Já tivemos a oportunidade de mencionar isto aqui. Um absurdo, mas este é o consenso. Algo equivalente a dizer que, em campanha, vale a propaganda enganosa.

Não deu outra: sentindo-se enganado, o eleitor que votou no candidato do ex-presidente Lula manifestou descontentamento, prevendo que o nariz de palhaço, de sempre, já está a caminho.

Nesta terça-feira, na hora do almoço, o prefeito eleito de São Paulo foi visitar o governador Geraldo Alckmin, PSDB, e já mudou o discurso, ao afirmar que quer ver o Bilhete Único Mensal e o fim da Taxa de Inspeção aprovados rapidamente. (foto acima)

Sabendo das intenções de Gilberto Kassab quanto à Câmara Municipal de São Paulo, o que significa dizer que a vida do novo prefeito, Haddad, não será fácil, temos um fato novo.

serra_haddad

Pelo menos é o que me ocorre imaginar, diante da mudança brusca, de ontem para hoje, do prefeito eleito.

Ou Kassab já está negociando “compensações” — daí a ousadia do petista ao dizer que “quer ver as duas propostas aprovadas o mais rápido possível” — ou Fernando Haddad já está em campanha para 2014.

Sendo assim, é possível que estejamos presenciando o nascimento de um novo Serra, ouvindo-se ao fundo um clássico da Bossa Nova, na voz de Maysa, cujos versos, se me lembro bem,  sugerem “até um dia, até talvez, até quem sabe...”

Decididamente, política não é fácil de entender. Principalmente quando se tem licença para prometer.

*** *** ***

Manchetes, como esta, podem ter provocado a mudança de atitude de Fernando Haddad, de ontem para hoje. Veja.

O encontro de Fernando Haddad com o governador Geraldo Alckmin está aqui e aqui.

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Imagens: Alckmin e Haddad – link / Gilberto Kassab – link / Nariz de palhaço – link / Serra x Haddad - link

27 de outubro de 2012

FIM DE SEMANA: BOM PARA RELAXAR E PENSAR

botao

Fim de semana é para ser aproveitado. Quem está de folga do trabalho trata de fazer o que quer ou o que for possível, no período.

Grande parte dos trabalhadores cumpre a chamada semana inglesa, de cinco dias trabalhados. Sábado e domingo são folgas. 

Nas áreas de saúde, segurança, comércio e prestação de serviços como hotelaria, bares e restaurantes, entre outras, o descanso semanal obedece a rodízio que nem sempre garante a folga no fim de semana.

Entretanto, mesmo o trabalhador sujeito ao regime de escala, tem um domingo de folga garantido por lei. A periodicidade varia conforme a categoria, mas nunca é maior que o intervalo de sete semanas seguidas.

Neste caso, imaginemos um trabalhador que folga uma vez por semana, às quintas-feiras. A cada sete semanas, ele terá direito à folga habitual e mais um domingo, determinado por lei. Sendo rara, dá para imaginar que a folga dominical é aguardada com ansiedade pelo trabalhador. Afinal, deve haver muito a ser feito num domingo tão esperado.  

Pensar sobre a vida e o futuro é uma das coisas que todos, em algum momento, fazemos. Principalmente nos momentos de folga, em quaisquer dias da semana; ainda mais agora, em que vivemos os tempos do Mensalão e do herói popular, superministro Joaquim Barbosa.

Deixo aqui, uma sugestão: leia o artigo abaixo, de autoria do economista Waldir Serafim. Vale lembrar que foi publicado, originalmente, no final do governo Lula, em 2010, quando a presidente Dilma Rousseff estava candidata à sucessão e jurava de pés juntos que daria continuidade do governo de seu antecessor.

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Ao receber, de mais um amigo, o enésimo e-mail com a ótima análise de Serafim, decidi publicar seu conteúdo. Valendo-me da audiência sempre renovada e rotativa da Internet, espero que muitas pessoas que ainda não leram o artigo do economista possam pensar um pouco sobre o assunto. Não se aborreça com a proposta, pois sei que você vai gostar da explicação sem prejuízo do descanso, da folga, ou do mero intervalo do trabalho, se é que você está trabalhando hoje.

Didático, mas sem usar a terminologia irritante do economês, Serafim mostra, a diferença entre as dívidas brasileiras externa e interna.

Este assunto, normalmente árido e de difícil assimilação, se transforma em uma narrativa simples e cativante, à medida que a gente lê o artigo.  Os valores expressados em reais, embora altíssimos, estão defasados, o que vale dizer: hoje estão mais altos.

O teor do comentário, passados quase dois anos, continua atualizado. Mexi em uma coisinha aqui, noutra ali (no texto) para eliminar referências temporais e expressões típicas de e-mails destinados a circular infinitamente pelo mundo virtual.

Todos os outros detalhes estão preservados em sua originalidade. Inclusive os links que acompanharam, na época, o comentário de Serafim. Ambos permanecem ativos. Boa leitura!

*** *** ***

SAIBA O QUE LULA FEZ DE 2002 A 2010 COM A "DIVIDA INTERNA/EXTERNA" DO BRASIL

*Por Waldir Serafim – economista em Mato Grosso

A gente ouve falar no rádio e na TV, lê em jornais e revistas sobre DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA. O assunto, de tão complicado e sutil, nos deixa sem entender direito as diferenças entre as dívidas.

DIVIDA EXTERNA é contraída com os bancos mundiais, o FMI e outras Instituições, no exterior, em moeda estrangeira. DIVIDA INTERNA é contraída com bancos locais, em moeda nacional (real), no país.

Quando LULA assumiu  o governo, em 2002, esta era a situação das dívidas: 

Dívida externa 212 Bilhões
Dívida interna 640 Bilhões
Total da Dívida 852 Bilhões

Em 2007, Lula disse que pagou a DÍVIDA EXTERNA. É verdade, só não explicou que para pagar a dívida externa, ele aumentou a DÍVIDA INTERNA. Naquele ano, nosso endividamento estava assim:

Dívida externa 0   
Dívida Interna 1.400 Trilhão
Total da Dívida 1.400 Trilhão

Como você viu, a Dívida Externa foi paga, sim, mas a dívida interna cresceu bastante. Se, em 2007, a conquista alardeada era o pagamento da dívida, em 2010 o assunto desapareceu da mídia e quando tratado, esporadicamente, não havia argumentos convincentes sobre a quitação da Dívida Externa. Sabe por que? Porque ela voltou! Veja o quadro que mostra a evolução das dívidas no governo Lula, em 2010:

Dívida Externa     240  Bilhões
Dívida Interna 1.650 Trilhão
Total da Dívida 1.890 Trilhão

Ou seja, no governo LULA, apesar do alardeado pagamento da dívida externa, o endividamento da nação aumentou 1 Trilhão de reais!

Daí é que saiu o dinheiro que o governo afirma vir gastando com PAC, Bolsa Família, Bolsa Educação, Bolsa para dependentes de presidiários (que, no entanto, deixa à míngua famílias de vítimas da criminalidade) além de outras bolsas existentes.

É dessa forma que se consegue o “milagre” de tirar 30 milhões de brasileiros da pobreza!

Saem daí, também os recursos para o benefício da Bolsa Brasil Carinhoso que integra o programa Brasil Sem Miséria, criado por Dilma Rousseff. Não se trata de dinheiro destinado ao crescimento, mas sim, dinheiro obtido através de ENDIVIDAMENTO.

Muita gente acha que Lula foi mágico (ele prefere ser apontado como estrategista, capaz e eficiente), uma vez que FHC não deixou um caminhão de dólares para serem gastos à vontade. Mágico, é?  Quer mais detalhes, sobre as dívidas interna e externa do Brasil? Acesse o site:
www.sonoticias.com.br/opiniao/2/100677/divida-interna-perigo-a-vista

A atitude perdulária do governo Lula vai custar muito caro aos brasileiros. Ninguém, consegue pagar sequer os juros dessa "Dívida trilhardária". O que dizer, então, do principal? 

A realidade é que o Brasil continua tendo que engolir um "spread" (taxa de juros) muito elevado para refinanciar os "papagaios" (títulos da dívida), sem nenhum benefício para o povo. Pelo contrário, ficam as DÍVIDAS A PAGAR por todos os brasileiros, que já arcam com pesados impostos!

É assustador descobrir que CADA cidadão brasileiro deve quase 1 MILHÃO DE REAIS. Esta pode ser uma das razões porque, vira e mexe, ainda se fala em ressuscitar a CPMF.

A pergunta que não quer calar é: até quando a gastança vai continuar?

Para mais esclarecimentos, leia o artigo de Hélio Fernandes no site: www.tribunadaimprensa.com.br/?p=6379

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Imagens: Botão – link / Ministro do STF, Joaquim Barbosa – link /  Waldir Serafim, economista – link /  Bolsa Família – link /

Lula, mágico – link / CPMF - link

COPIAR E COLAR. NOTÍCIA NÃO SE ESCREVE ASSIM


Considero o trabalho das assessorias de imprensa valioso e importante, apesar de alguns profissionais, normalmente em início de carreira, serem muito aborrecidos. Se você atua na área, mantenha a calma e, por desforra, pode retrucar, lembrando que os “velhos jornalistas” também têm essa má fama. Nos dois casos há um pouco de verdade.
Releases, quando confiáveis, podem ser utilizados na produção de pautas e na formação de um eficiente banco de fontes. Bem elaborados, municiam a redação com informações preciosas, importantes, honestas, objetivas, reunidas inteligentemente para facilitar a elaboração de reportagens, análises, comentários. Tenho colegas muito competentes que atuam em assessorias de imprensa. A todos respeito e admiro, mas, como em qualquer atividade, existem aqueles que precisam ser olhados com, digamos, respeitosa prudência.
No afã de valorizar o produto oferecido, que pode ser uma pessoa, alguns colegas se excedem e, se não estivermos atentos, há o risco de vendermos gato por lebre. Caso isso aconteça, ao verificar o engodo, o público vai ficar com um “ pé atrás” em relação a nós.
Perder a credibilidade, não está nos planos de ninguém. Ser acreditado pelo leitor, telespectador e ouvinte é o maior patrimônio profissional do jornalista.
Esta é a principal razão que me leva a ter cautela com os releases, mas não deixo de utilizá-los sempre que sejam claros, úteis e oportunos. Porém, aproveitar as informações contidas em um release não significa copiar o que está escrito.
Transcrever um release é o mesmo que endossar seu conteúdo. Se nele houver uma informação inverídica, distorcida ou mal formulada, a responsabilidade recairá sobre quem não teve o cuidado de checar os fatos.
Quando acontece um caso desses, infelizmente, a primeira providência de quem cometeu a tolice é acusar o autor do release, como se a culpa fosse dele. “Ah, não tenho nada com isso. Eu só repassei as informações que me mandaram.”
Tipo da desculpa que revela irresponsabilidade, além de despreparo profissional. Um pouco de atenção localiza o problema, antes que o erro de informação seja divulgado.
Quem joga a culpa no release erra, pelo menos, três vezes: por estar desatento, por desconhecer o assunto e por agir com leviandade ao responsabilizar terceiros. Vejo isso o tempo todo.
Não tenho nada para ensinar a ninguém, mas jornalismo sério, com credibilidade, exige muito mais que transcrever releases. Aliás, nesta época, em que a dupla Copy & Paste deita e rola, nem se transcreve mais. Está cheio de gente que “escreve” na base do copiar e colar. A Internet, em particular, é um prato cheio para os adeptos do modelo. Uma lástima.
Aludir a essa prática me trouxe à lembrança um episódio ocorrido no dia 3 de setembro de 2004, uma sexta-feira. Fui testemunha ocular do caso e por questão ética não vou revelar personagens nem o local dos fatos.
Estávamos preparando a edição de um jornal de rádio que iria ao ar, às sete da manhã. Lá pelas seis e quinze, a CNN de língua espanhola passou a transmitir, ao vivo, informações sobre o tiroteio na escola de Beslan, na Ossétia do Norte, Rússia.
As tropas de segurança do governo de Vladimir Putin, haviam começado a invasão do prédio. A operação resultou na morte de mais de trezentas pessoas, entre elas, cerca de 150 crianças, reféns de terroristas.
Explosões, tiros, gritos, correria, resgate de corpos, sirenes abertas, socorro a feridos, choro, desespero, o caos. As informações começavam a ser veiculadas naquele momento, ainda dos estúdios, através dos âncoras. As reportagens diretamente do palco dos acontecimentos viriam pouco depois. O clima era de total comoção. As notícias sobre vítimas surgiam desencontradas, mas já se antevia que os casos fatais seriam numerosos.
Imediatamente, pedi que a editoria de Internacional acompanhasse a cobertura da CNN para redigir a escalada (manchetes) e as notas de abertura do jornal que entraria no ar, em minutos. A seguir, determinei que mais duas pessoas auxiliassem na redação dos textos daquela edição.
O desfecho da invasão era o destaque do dia e tínhamos a oportunidade de presenciar os acontecimentos, na hora em que o jornal estava em fechamento. Decidimos modificar o espelho, repaginar os blocos, derrubar matérias, alterar entradas ao vivo e uma série de outras providencias que o tempo, já escasso, exigia urgentemente.
Foi aí, que ouvi a justificativa mais absurda e inacreditável que, nunca, esquecerei: “É melhor a gente esperar para falar desse assunto amanhã, quando as informações detalhadas estiverem nos portais de notícia. Agora, nessa correria, não dá.”
bronca
Não preciso dizer que “soltei os cachorros” e pus todo mundo para correr. Fui tachado de louco, violento, agressivo, grosseiro e mal educado. Na hora, não me abalei com a opinião de ninguém. O importante era entrar com as informações em tempo real. E entramos, tenham gostado ou não.
Ignoro o paradeiro das pessoas que tiveram a “brilhante” ideia de sugerir que esperássemos o dia seguinte para informar, com “segurança”, os detalhes da tragédia na escola de Beslan. Hoje, provavelmente, copiam e colam “notícias” nas redações da vida. Se não mudaram de profissão.
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A invasão da Escola de Beslan, na Rússia, passo a passo. No menu à esquerda, na página criada pela BBC Brasil, há sete itens descritivos para você recapitular a tragédia. Aqui.
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Imagens: Press Release – link / Credibilidade – link /  Copiar – link / North Ossetia – link /  Painel In Memoriam Beslan – link / Metendo bronca - link





















25 de outubro de 2012

O RÁDIO REGIONAL PODE FICAR MAIS LIGADO NO DIA A DIA DO OUVINTE

Amigos, colegas e ouvintes que se lembram de mim, profissionalmente, sempre me perguntam por que estou fora do rádio “moderno”. Presumo que se trate de um caso explícito de total incompatibilidade com o veículo, nos moldes em que ele se encontra. Na verdade, tenta se encontrar, pois o rádio está perdido, confuso, amador, inútil e sem graça. Tem gente achando que o seu ouvido é pinico. No final deste post, um exemplo do que estou afirmando.

É justo, porém, fazer uma ressalva importante. Nem todas as condições que acabei de citar são verdadeiras no rádio regional. Algumas emissoras, felizmente, redescobrem o poder que têm e voltam a se comunicar com a população local do jeito que a população local se comunica.

O “rádio-metido-à-besta”, esse, sim, vai de mal a pior. O papo furado, roto, rasgado, hipócrita e desonesto de que o conceito de rede é a melhor solução para o rádio interiorano já não convence. Nem artística nem tecnologicamente.

Do ponto de vista artístico, não existe mais diferença entre o “profissional” dos grandes centros e a prata da casa. De tanto ser obrigado a “engolir” babaquices, o radialista interiorano, quase sem perceber, por osmose, se transformou em cópia fiel do jeito “avançado” de fazer rádio. O hábito de “tirar um e pôr outro” nivelou por baixo, muito por baixo, a mão de obra, outrora, especializada.

Peço perdão a você, que me lê, pelo excesso de aspas no texto, mas, com  elas, tento reproduzir nuanças vocais que eu usaria, se estivesse falando.

Voltando ao ponto, tecnologicamente o rádio regional já não deve nada às emissoras dos grandes centros.

A figura do locutor “falando para a cidade e cochichando para o interior”, como diria o personagem “Alberto Júnior”, criado pelo impagável Odayr Baptista, está, definitivamente, confinado ao humor.

Se você não conhece o tipo, no final do post há um link para sua diversão.

Hoje, estúdios compactos, microfones razoáveis, softwares, computadores e transmissores de pequena potência são suficientes para se falar em alto e bom som para a cidade. Com o streaming, na Internet, ninguém mais “cochicha para o interior”.

Radiofonicamente, interior deixou de existir, pois não há limite para o alcance de qualquer emissora através da rede mundial de computadores.

Restaria ao empresário localizado fora dos grandes centros a possibilidade tentadora de ganhar dinheiro com pouco esforço.

Pura ilusão, sem dúvida. Remunerados por valores do mercado local e, muitas vezes, até abaixo deles, esses empresários mal ganham para pagar a conta de luz, como se diz.

Por outro lado, o conceito de rede nacional só funciona para a cabeça de rede. Ela fica com a parte do leão e dá migalhas às afiliadas.

Houve tempo em que parecia vantajoso para o dono de uma emissora de rádio, num ponto distante do país, contar com músicas e informações diretamente do eixo Rio/São Paulo, por exemplo.

As dimensões continentais brasileiras e as dificuldades tecnológicas de comunicação somavam-se à necessidade de manter o ouvinte atualizado.

Esse empresário, se quisesse estar em dia com o meio artístico, político ou empresarial era levado a se afiliar a uma rede de rádio, ainda que faturasse menos do que o mercado local lhe permitiria faturar. 

Hoje, basta estar conectado para acessar qualquer coisa que circule na rede. Qualquer coisa, mesmo. Tudo está à inteira disposição de quem quiser saber o que rola no “mundo sem fronteiras” que a Internet criou.

Até eu, que sou mais bobo, acabaria entendendo que dois mais dois são quatro; e foi o que aconteceu. As emissoras regionais de rádio estão redescobrindo o próprio público e oferecendo a ele tudo o que uma rede de rádio “famosa” é capaz de oferecer.

Se, antes, as dificuldades para produzir uma programação radiofônica atualizada e de qualidade eram enormes e custavam caro para quem estivesse distante dos grandes centros, essa história acabou.

A digitalização, apregoada como a “salvação da lavoura” para melhorar a sonoridade do rádio, ainda deve demorar, mas quem precisa dela tendo a estrada livre e infinita da web?

Claro que haverá, sempre, os “espertos” que preferem empurrar minhocas na descida. Para esses, a solução tem sido arrendar emissoras a púlpitos eletrônicos de várias denominações cristãs e até desvinculadas do cristianismo. Neste caso, vale a máxima que ensina “cada um que pague por seus pecados” .

Resta esperar que os talentos locais sejam revalorizados pelo empregador. Temo pelo mau hábito das migalhas, cultivado pelas redes.

É chegada a hora da reconquista. Atenção, pois reconquista não é revanche. Na verdade, a redescoberta da força do rádio regional deve ser comemorada por todos: pelo empresário de radiodifusão, pelo profissional do setor e pela população deste imenso país.

Num cenário assim, quem sabe eu recupere a simpatia que sempre tive pelo veículo, mas que vim perdendo, gradativamente, nos últimos anos por causa de alguns gênios que “inventaram a comunicação”.

medo

Para eles, com a mesma idade minha, eu fiquei “ultrapassado”. Por eles, entenda colegas que atuaram comigo e, hoje, no comando de algumas emissoras, consideram-se “atualíssimos”.

Tal atitude, além de ser preconceituosa, revela profundo desconhecimento dos profissionais do meio em que atuam e uma dose, talvez, de medo da concorrência. Afinal, quem tem olhos para ver, sempre são perigosos, digo, “ultrapassados”. Claro.

Ouvi, certa vez, que para mandar qualquer um serve. Só é preciso dar o poder à pessoa. Todavia, para realizar, a tarefa só pode ser entregue a capazes. Às vezes, penso que deve ser isso mesmo.

O futuro, porém, já está em curso. Retoquem a sintonia, aumentem o volume e curtam o rádio, sem moderação. Ele tem tudo para ficar ainda mais ligado no seu dia a dia, caros ouvintes.

*** *** ***

Agora, ouça que “gracinha” inventaram durante uma transmissão esportiva, dia desses. Ouça, mas, depois, se você me perguntar se é pra rir ou pra chorar, sinceramente, não saberei responder. É possível que Rodney Brocanelli — do blog Radioamantes — tenha a resposta, mas não vou comprometer o amigo fazendo a ele essa pergunta. Clique aqui.

E para quem não conheceu, não se lembra ou quer recordar, segue o link do amigo Odayr Baptista, criador da rádio Difusora de Camanducaia, do “faz tudo” Alberto Júnior. Divirta-se.

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Imagens: Mic e mesa – link / Banda Larga – link / Estúdios compactos – link / Tudo na Web – link / Púlpito eletrônico – link / Medo - link

 

 

24 de outubro de 2012

PÃO DE AÇÚCAR: OS 100 ANOS DO BONDINHO

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Usain Bolt, o homem mais rápido do mundo, veio ao Brasil, no dia 23, para uma visita de dois dias. Trazido pela Puma, que patrocina o atleta jamaicano, Bolt não economizou elogios à beleza natural do Rio de Janeiro. Como qualquer mortal — embora comparado a um semideus —, foi visitar os pontos turísticos da cidade maravilhosa. Encantado com o que viu, até registrou em fotos a paisagem do Rio.

Assediado pelos fãs, gentil e simpático Bolt foi ainda mais rápido que nas pistas de atletismo e levou apenas uma fração de segundo para conquistar o carioca.

Tranquilo, de bem com a vida, abriu sorrisos para fotos e deu autógrafos, com a consciência de quem sabe a importância que tem, mas não deixa que isso lhe suba à cabeça.

Olhando algumas fotos em que Usain Bolt aparece, vi, ao fundo, o Pão de Açúcar e, claro, não pude deixar de me lembrar que neste dia 27 o mundialmente famoso bondinho completa 100 anos.

Na imagem de “O Globo”, abaixo, a marca do patrocinador de Bolt aparece em destaque e o Pão de Açúcar se transforma  em “outro cartão postal carioca”. Vá se saber o porquê dessas coisas, não é? (a interrogação, na foto, é minha)bolt_p_acucar

Então, decidi fazer esta postagem comemorativa. Nela, você vai encontrar links que revelam desde a história da construção do teleférico até detalhes curiosos a respeito, por exemplo, de algumas personalidades internacionais que já estiveram a bordo do bondinho.

A Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, que administra o teleférico, mantém um site em que você pode ver “de perto”, através de fotos incríveis, como funciona o sistema, quais são os horários, as normas de conduta, os preços e tudo o que é necessário para se fazer um passeio inesquecível a centenas de metros de altura em meio a uma paisagem deslumbrante. Clique no menu, siga os links e boa viagem. Aqui.

Neste link, a história contada por outra fonte e, de quebra, mais fotos de um dos teleféricos mais fascinantes do mundo: o bondinho do Pão de Açúcar. Aqui.

Entre os passageiros ilustres que já estiveram no bondinho são lembrados o papa João Paulo II, o ex-presidente norte-americano John Kennedy e o físico alemão Albert Einstein. Embora todo movimento seja relativo, como afirmou Einstein, a beleza do Rio de Janeiro vista do alto, durante uma viagem no bondinho do Pão de Açúcar, é incomparável. Aqui.

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Para conhecer os fatos que originaram a célebre foto de Albert Einstein, clique aqui.

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Imagens: Bondinho do Pão de Açúcar – link / Fãs e Bolt – link /Usain Bolt com Pão de Açúcar ao fundo – slide-show de O Globo – link / Albert Einstein e a clássica pose, mostrando a língua - link

23 de outubro de 2012

O REI ESTÁ VIVO. VIVA O REI! FELIZ ANIVERSÁRIO, PELÉ!

Pelé completou 72 anos, neste 23 de outubro! Não é fácil chegar a essa idade na boa forma física que o Rei do Futebol ostenta. Edson Arantes do Nascimento será, por muitos e muitos anos reverenciado como o maior nome da história do futebol dos últimos tempos. Ou, como querem alguns, de todos os tempos.

A verdade é que Pelé ultrapassou os limites da realidade e, hoje, pessoa e personagem se confundem. É impossível falar de uma sem se referir, obrigatoriamente, ao outro. A simbiose entre homem e atleta alcançou a perfeição máxima.

Sim, reconheço que existem os que não o consideram o maior de todos, mas isto também é compreensível. Principalmente quando se localizam os reticentes. São os hermanos argentinos aqueles que não aceitam a unanimidade. As razões que tentam justificar a recusa, no entanto, não convencem e perdem-se no pó do tempo.

Nesta semana, porém, uma notícia desviou os olhares do mundo sobre o acontecimento que pode superar uma das incríveis marcas de Pelé: depois de 54 anos, o argentino Messi pode bater o recorde de Pelé, que marcou 77 gols jogando pelo Santos e pela seleção brasileira, em 1958.

Consideradas apenas as partidas oficiais, Messi fica mais perto de se consagrar, pois faltam apenas quatro gols para igualar a marca do Rei.

Indulgente, magnânimo e soberano como sempre foi, dotado de extrema humildade (fato raríssimo), Pelé deve estar satisfeito por ver, ainda em vida, Messi conquistar essa façanha.

De todos os craques recentes, o argentino é, sem dúvida, o único capaz de chegar lá e até ultrapassar o recorde “real” com os cumprimentos do Atleta do Século.

Sem máscara, jogando um futebol de qualidade excepcional, doando-se em campo pelas equipes que defende, seja o Barcelona ou a seleção argentina, os jogos mais recentes de Messi foram “de calar a boca dos brasileiros”.

O menino franzino se tornou um jogador cuja dimensão ultrapassa em quilômetros a pequena estatura do ser humano estupendo que ele também é.

Neste dia, em que nos unimos ao coro mundial para marcar o transcurso de mais um aniversário do Rei, tenho certeza absoluta que na hora do “é pique, é pique, é pique, pique pique…” Pelé estará sorrindo e saudando o feito notável do argentino Lionel Messi.

Afinal, quem é Rei nunca perde a majestade. Mesmo que tenha se passado mais de meio século para a história registrar um fato novo, digno de ser eternizado. Enquanto dure, naturalmente. Até porque Neymar é promessa para daqui alguns anos. Para nossa alegria, o Rei está vivo. Viva o Rei!

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Neste link, o aniversário do Rei.

Aqui, um slide-show com fotos marcantes do Atleta do Século 20, que ficarão para sempre.

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Imagens: Pelé – link /  Capa de Placar – link / Pelé, em frente ao poster - link

ANELISE DE OLIVEIRA, ENTRE NUVENS BRANCAS DA PAZ

Em dois de outubro, por ocasião da estreia de Anelise de Oliveira, então recém-contratada pelo SBT para apresentar previsões do tempo, este blog publicou um comentário sobre as declarações atribuídas à profissional, estampadas na coluna “Terraço Paulistano”, assinada por João Batista Jr., na Vejinha-SP.

Alertada pela assessora de imprensa, Anelise passou por aqui para ler a mensagem. E, delicadamente, deixou um comentário. Mais do que um direito de resposta, Anelise merece respeito pela atitude madura, séria e profissional com que encara a tarefa de corrigir um deslize de origem.

Sei, perfeitamente, que é possível haver distorções ou equívocos na hora de transcrever o que foi dito por alguém durante uma entrevista. Acontece o tempo todo e, em certos casos, até deliberadamente. Nessas ocasiões, o melhor a se fazer é o que faz Anelise Oliveira, ou seja, dar a própria versão dos fatos.

Se conheço a natureza humana, e acho que sim, me permito lhe fazer uma sugestão, Anelise: leia, com calma e total isenção, o comentário que precede o seu, na publicação original (aqui). Você deve ter reparado, por certo, que este blog foi inteiramente fiel às declarações contidas na coluna de Veja, uma revista acreditada há muitos anos. Até onde se sabe, “Terraço Paulistano” não se dedica a fofocas do meio artístico. Nem uma palavra do que você teria dito foi desvirtuada ou acrescentada. Minha análise foi da atitude de uma profissional em relação a outras, sérias e competentes.

Sou jornalista há 44 anos. Sugerir, como faz sua assessoria, que ignoro como se dá o processo informativo, é demonstração inequívoca de ingenuidade, grosseria, destempero emocional e pouca habilidade para enfrentar momentos de tensão.

Vou entender a frase da colega, sua assessora, como parte da “síndrome do escorpião”, nada além disso. Incapaz de resistir, cedeu à própria natureza, mas se equivocou na escolha da presa a ferroar.

Uma boa assessoria não provoca conflitos, evita-os. Como, aliás, você está fazendo pessoalmente. Portanto, atenção. Sua imagem, em todos os sentidos, é patrimônio profissional. Escolha com cuidado quem deve cuidar dela.

Para finalizar, parabéns! Depois das faíscas e trovoadas, surge no céu de nuvens brancas a Anelise que todos esperam. Suas colegas, inclusive.

Bons tempos hão de vir.

Na seqüência, a explicação de Anelise de Oliveira:

“Olá Flavio, como vai?
Minha assessora me avisou sobre este post do seu blog. Achei muito bom porque neste espaço posso esclarecer esta nota da Veja. Aliás eu já havia feito isto pelas redes sociais no dia em que recebi a Veja na minha casa.
Fiquei indignada quando li a entrevista. Sempre tive a maior admiração pela Revista Veja, mas não sei de onde o repórter tirou estas respostas. Em momento algum disse que fui convidada pelo Silvio Santos, isto jamais ocorreu. Ainda não tive a HONRA de conhece-lo pessoalmente. Recebi o convite da direção artística e do jornalismo do SBT. Recebi dois convites, o primeiro não pude aceitar porque estava trabalhando em uma produção independente, mas graças a Deus recebi o segundo convite e agora eu pude aceitá-lo. Essas foram as palavras que disse ao repórter.
Segundo ponto, sobre as roupas...no final da entrevista o repórter me perguntou se eu iria usar vestido curto, ousar um pouco mais no figurino, afinal eu não estaria sentada em uma bancada. Simplesmente respondi que não!! Disse que eu iria usar as mesmas roupas que sempre usei no jornalismo. Em momento algum mencionei a palavra VULGAR ou nenhuma colega de trabalho. Admiro e sou amiga de muitas delas. Quando li aquela entrevista não acreditei!!!!
Resolvi responder este post, não só por mim, mas por todas as minhas colegas que devem passar por este tipo de situação constantemente. E isso é muito triste. O bom seria que as pessoas checassem antes de fazer qualquer comentário maldoso, mas infelizmente isto nunca acontece.
Abraços.
Anelise de Oliveira

23/10/2012”

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Para quem não viu a coluna de Veja, que deu origem ao desencontro das declarações de Anelise de Oliveira, basta clicar aqui.

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Imagens: Anelise de Oliveira 1 – link / Escorpião – link / Anelise de Oliveira 2 – link /

 

22 de outubro de 2012

VIOLÊNCIA EM SÃO PAULO: PRA CIMA DE “MOI”? AQUI NÃO, VIOLÃO!

 

Mesmo quem não mora em São Paulo acompanha o noticiário policial da maior cidade do país. A facção criminosa denominada Primeiro Comando da Capital—PCC, tem levado pânico ao contingente policial do estado paulista. Por via de consequência, o medo toma conta da população.

Ameaçados, os policiais trancam-se em quartéis e deixam a cidade praticamente entregue à criminalidade. Os casos de execução sumária têm se multiplicado. Boa parte deles, atinge cidadãos que nunca tiveram passagens pela polícia. Esses casos, quando não envolvem a morte de policiais, são jogados para a vala comum das “mortes a esclarecer”. Quando serão esclarecidas ou se, de fato, serão, é outra história.

A cada dia, as promessas de reforço no policiamento são renovadas. Infelizmente, ficam no plano das promessas e nada mais.

Há menos de duas semanas, no último dia 10 de outubro, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pressionado pela opinião pública, anunciou com pompa e circunstância que seriam colocados cinco mil policiais nas ruas para reforçar a segurança da população. “O Estado não vai ser intimidado”, disse Alckmin, encarando a lente das câmeras de TV, celulares e máquinas fotográficas. Uma boa imagem, dizem, vale mil palavras, mas ficou nisso.

Todos sabem que o “reforço” anunciado foi uma estratégia publicitária visando a preservação da vida dos policiais ameaçados pelo PCC.

E, mesmo que a população não tenha um benefício direto com a medida, o fato de os policiais (principalmente militares) serem poupados acaba se revertendo em ganho indireto para a segurança pública.

Um policial morto a menos deve representar um policial a mais no patrulhamento da cidade grande. Pelo menos na teoria, claro.

Se havia “policiais em estoque”, eles deveriam estar nas ruas há muito tempo.

Afinal, a segurança de sociedade deve ser oferecida indistintamente a todos os cidadãos e sob qualquer circunstância, não apenas quando policiais estão ameaçados.

O discurso do governador ficou parecendo conversa mole para boi dormir. Ou, como dizem adversários, “para dar a impressão de que está agindo. Em tempos de segundo turno isso é muito importante, sabe como é…”

Passados poucos dias da trombeteada informação governamental sobre o reforço no policiamento das ruas da cidade, as ocorrências policiais têm traçado o verdadeiro perfil da violência na cidade grande. Ou os cinco mil policiais já deixaram as ruas ou estão fazendo corpo mole. Prefiro acreditar na primeira hipótese.

capa_agorasp

Delinquentes juvenis mataram impiedosamente uma garota de 15 anos neste domingo. Tudo porque ela, num gesto em que se misturaram medo diante da arma e o movimento mecânico de quem protege a bolsa, esboçou o que o assaltante chamou de reação. (Agora SP, à direita)

Dois tiros no pescoço da garota foram a resposta fatal. Zombeteiro, o assassino confesso advertiu: “é o que acontece com quem reage”.

Diferentemente dos menores infratores que evocam para si a “valentia” de terem acionado o gatilho em atos criminosos (pois sabem que a “bronca” não cola), desta vez o autor do disparo mortal foi um rapaz de 19 anos e assumiu isso, sem receio.

E daí? Daqui a poucos dias, “assim que a poeira baixar” ele talvez esteja em liberdade, pronto para novos roubos e assaltos.

Mesmo que já tivessem enveredado pelo mundo do crime antes de completar 18 anos, isso não vai constar do prontuário do marginal juvenil.

Ao se tornar “de maior”, a vida pregressa do menor é zerada e o famoso “nada consta” vai impulsionar a “carreira” de mais um marginal “novinho em folha”.

Nossa dedução toma por base episódios semelhantes, anteriores. Passada a comoção popular que o caso provoca, os advogados conseguem a soltura dos acusados e a vida continua. Menos para quem a perdeu, vítima da violência e dos violentos impunes.

Outra informação que circula neste início de semana desperta nossa curiosidade. O ex-PM Osmar Ananias da Silva mantinha um pátio particular clandestino com cerca de 300 veículos desviados ilegalmente de um depósito da Polícia Civil.

A maioria, são carros roubados e recuperados. Boa parte está depenada, mas o ex-PM garante que já chegou assim, afastando a suspeita de que o pátio alimentava o comércio de peças usadas.

Quem autorizou Osmar Ananias da Silva a manter um pátio de recolhimento de veículos nessas condições? Ninguém sabe. Oficialmente, o local não existe. “Fiz por minha conta e risco”, declarou Silva. Apesar da ousadia aparente, é claro que o ex-PM não decidiu “tocar o negócio”, sem pedir autorização a ninguém.

Se eram carros roubados, por que os proprietários daqueles veículos não foram comunicados da apreensão? Haveria um esquema fraudulento entre companhias seguradoras e policiais? O pátio era desova para desmanches ou não? São indagações que pedem respostas, urgentes! Sem elas, poderemos imaginar que é possível fazer qualquer coisa nesta cidade.   

Enquanto isso, vamos assistindo a cenas de pequenez do governador e de policiais se aquartelando com medo da bandidagem. Se a facção criminosa determina as ações de dentro das prisões, os “paus-mandados” agem aqui fora, diante de qualquer um, sem receio.

Pelo jeito, falta mais do que segurança em São Paulo. Faltam autoridade, vergonha na cara e vontade política de quem deveria garantir a ordem e a lei.

Como não sou bandido, não pertenço a nenhuma fação criminosa, não tenho nenhum negócio à margem da legalidade e não sou “protegido” de ninguém, é capaz de alguém querer mostrar autoridade e valentia logo para cima de “moi”.

Aqui não, violão.

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Links relacionados ao post

1) Chacinas continuam ceifando vidas a granel. Aqui.  

2) “É o que acontece com quem reage”, disse ladrão que matou menina de 15 anos. Aqui.

3) Veja a mágica do governador, tirando da cartola cinco mil policiais para dar “segurança à população”, aqui.

4) E o pátio “particular” do ex-PM está aqui.

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Imagens: Viatura atacada – link / PMs aquartelados – link / Governador anuncia reforço – link / Capa do Agora SP (fotomontagem) – link /  Pátio clandestino – link / Aqui, não - link

19 de outubro de 2012

AVENIDA BRASIL: ANTECIPANDO-SE À SAUDADE

Para quem já está com saudade, uma seleção com os personagens que desde março vêm atraindo multidões para a frente da televisão. Em todos os cantos só se fala de uma coisa: o final da novela, nesta sexta-feira. João Emanuel Carneiro, com o apoio de um grande elenco, marcou um golaço ao contar uma história que caiu nas graças da população brasileira. É a cara do país, dizem. Não sei se chega a tanto, mas uma coisa é indiscutível: o país ficou com a cara “grudada” na telinha.

Todos aguardam um grande final para a saga de Nina, Carminha, Tufão e companhia. Que a novela termine como a maioria espera. Essa “turma”, aí de baixo, fez um grande trabalho.

Salve Jorge terá, a partir de segunda-feira, 22 de outubro uma tarefa e tanto. Glória Perez está calejada e deve enfrentar o desafio com garra e talento, mas será providencial contar com uma forcinha de São Jorge Guerreiro. Ninguém melhor, nesta hora, para enfrentar um dragão desse tamanho.avenida brasil Novela Avenida Brasil: Curiosidades, Personagens, Capítulos e Fotos

elenco avenida brasil Novela Avenida Brasil: Curiosidades, Personagens, Capítulos e Fotos

personagens avenida brasil Novela Avenida Brasil: Curiosidades, Personagens, Capítulos e Fotos

av_brasil Juca de Oliveira  surgiu na trama como  o vilão Santiago e ganhou muita força junto ao público tornando-se um dos destaques do final.

Isis Valverde, vivendo a periguete Suelen, sumiu um pouco depois de ter abandonado Roni (Daniel Rocha) para ficar com Leandro ( Thiago Martins) que acabou sendo comprado pelo Flamengo.

E, no vídeo abaixo, uma chamada relembra como tudo começou.

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Imagens: a sequência de fotos, acima, foi publicada originalmente pelo site www.furiarosa.com e pode ser vista neste linkVídeo: Youtube

18 de outubro de 2012

PETISTAS QUERIAM AVENIDA BRASIL EM COMÍCIO. NEM QUE FOSSE NOVELA

 

“Avenida Brasil”, a novela da Globo, continua monopolizando as atenções, em todo o Brasil.

No dia 16 noticiamos aqui que, por causa do final da novela, a coordenação da campanha petista de Fernando Haddad, em São Paulo, capital, adiou o comício em que a presidente Dilma Rousseff estaria presente. Por cautela, o comício foi transferido para sábado, no ginásio da Portuguesa de Desportos, no Canindé.

Agora, novamente, “Avenida Brasil”, atravessa o caminho da presidente Dilma. Desta vez é na Bahia, onde o candidato à prefeitura de Salvador, Nelson Pelegrino, do PT, queria exibir o último capítulo da novela durante o comício marcado para esta sexta-feira, 19, com a presença de Dilma Rousseff.

A intenção foi vetada pela justiça eleitoral baiana, em favor do candidato do Dem, Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, ou ACM Neto, como é conhecido. Coincidentemente, a família Magalhães tem participação no canal que retransmite a rede Globo no estado. A Rede Bahia, hoje, é controlada por três grupos: a família de Antonio Carlos Magalhães Júnior (33%), de Luis Eduardo Magalhaes Filho (33%) e a familia Coutinho Nogueira (33%), proprietária da EPTV.

Imagine a cena: o candidato petista usando a novela global, cuja programação é retransmitida pela TV Bahia, da família de ACM Neto, para animar o comício.

Difícil até de imaginar, não é mesmo? Nem em novela isso iria acontecer. E não vai.

Dá-lhe, Carminha!

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Veja a decisão da justiça eleitoral baiana, aqui.

Imagens: Dilma Rousseff – link / Adriana Esteves, Carminha - link

 

17 de outubro de 2012

JÚLIO MALC: DESISTIR, JAMAIS! NEM QUE SEJA PARA INCENDIAR A KOMBI

Atualizado às 18h27

Conheço Júlio Malc, cantor de Santo André, região do ABCD paulista, desde o final dos anos 1990, início dos anos 2000. Naquele tempo, quase um menino, Malc já se dedicava inteiramente à carreira. Cantava, tocava alguns instrumentos e também se arriscava como compositor.
Júlio Malc veio até meu estúdio que, na época, estava direcionado para gravações musicais, atraído por um profissional tão incomum quanto capaz: Otto Dutweiller. Júlio Malc “trombou” com Otto (técnicos trabalham para vários estúdios) por aí e gostou do “alemão”. Dotado de uma audição excepcional (conhecida, em música, como *ouvido absoluto—no fim do post há um link sobre o tema) Otto sempre se destacou nas mixagens. Quando alguém é “fera”, como Otto, a mixagem define o som do disco, por assim dizer. Malc “sacou” o lance e veio atrás de Otto quando quis finalizar um CD.

Júlio Malc trouxe a matriz para mixar e regravou a voz de algumas faixas em nosso estúdio. Por causa disso, fomos convidados para o lançamento do CD, durante um show, em Santo André.

De quando em quando, uma notícia de Júlio Malc despertava nossa atenção: festivais, shows, lançamentos musicais, a Garagem do Faustão, enfim, aonde houvesse espaço para lá ia o menino ocupar a vaga e dar um jeito de “aparecer”. Passaram-se anos e ele continua tentando. Levar a vida cantando não é fácil, mas Júlio Malc é um lutador.

Para encurtar a conversa, o título da música que você vai ouvir revela, de saída, que se a luta é dura, não falta vontade para encarar a batalha. E mais um traço, que me agradou: Malc, em 2009, ainda prestigiava o talento de Otto Dutweiller.

É isso, garoto. O caminho, você vem percorrendo há tempos. As estradas da vida são suas conhecidas. Cada curva, cada reta, cada parada. Os amigos leais o acompanham na viagem. Bota fogo nessa Kombi e deixe que as labaredas incendeiem a galera. Uma hora dessas, o sucesso acontece. DESISTIR JAMAIS. A música já teve 100 mil acessos, no Youtube. Clique e ouça.

* Para saber mais sobre o ouvido absoluto, clique no link e veja o vídeo intitulado “Minha Amada Imortal”, aqui.

PT: CONTRA OU A FAVOR? VOCÊ DECIDE!

Recebi de Sueli Guilherme, uma prima que mora em Sorocaba (SP), Lady Sussu para família, parentes, amigos, colegas, conhecidos, vizinhos e mais um montão de gente.

Veio em formato Power Point  e circula pela Internet, semelhante a tantas outras mensagens que todos conhecem e costumam chegar, via e-mail.

Pelo momento político-judicial que vivemos, considerei que seria apropriado publicar este conteúdo. Como não dá para postar a apresentação do jeito que recebi (para ver, os leitores precisariam ter o Power Point instalado), copiei os slides e resolvi fazer este post.

Nem adiantaria comentar. A interpretação é sua.

16 de outubro de 2012

ÚLTIMO CAPÍTULO DE AVENIDA BRASIL DERRUBA COMÍCIO PETISTA, EM SÃO PAULO

 

A grande expectativa, esta semana, é com o final da novela Avenida Brasil, da rede Globo. Previsto para sexta-feira, dia 19, o último capítulo da trama determinou a mudança de comício petista de que participaria a presidente Dilma Rousseff, em São Paulo. 

A coordenação da campanha de Fernando Haddad à prefeitura da capital paulista verificou que o fim das aventuras de Nina, Carminha, Tufão, Leleco, Muricy, Nilo, Jorginho, Lúcio, Janaína, Ivana, Lucinda e Santiago, entre outros, cai na mesma data originalmente prevista para o comício.

Diante de tal coincidência,  não teve dúvida: transferiu o evento para o dia seguinte, sábado, dia 20. Insistir na sexta-feira seria arriscado. A presidente Dilma poderia discursar sem público.

Ainda mais que todos querem saber quem matou o vilão Max e quem vai ficar com quem.

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Veja a nova data do comício aqui; o local do evento é mencionado aqui.

A seguir, um resumo de “Avenida Brasil”, a novela da Globo. Veja também os links relacionados, aqui. E também aqui.

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Logo Avenida Brasil – link / Tufão e Nina – link / Max - link