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15 de janeiro de 2013

AGORA JÁ NÃO É BOATO. O RÁDIO REGIONAL VOLTARÁ A SER FORTE

O maior mercado do rádio brasileiro, do ponto de vista publicitário, é São Paulo, capital. Artisticamente, o rádio paulistano já viveu dias de glória. Hoje, grandes profissionais não têm como meta vir à capital dos paulistas para aparecer no cenário radiofônico. Eles estão espalhados pelo Brasil e fazem muito sucesso nas regiões em que atuam. Não vou mencionar nomes porque não é o propósito deste comentário.

No último trimestre de 2012, começaram a circular rumores de que o rádio de São Paulo poderia sofrer uma grande guinada, em nome da recuperação do faturamento e da audiência que, provam os números, têm recuado ano após ano.

Já se tentou de tudo. Nacionalizar a programação através de redes e, com elas, instituir o anunciante nacional de rádio, à semelhança do que ocorre, há muitos anos, na TV.

Projetos considerados inovadores foram desenvolvidos, sem grandes resultados. Uma ou outra iniciativa mostrou-se acertada, notadamente no segmento denominado all news, das redes de rádio informativas tipo CBN e BandNews FM.

Houve ensaios que nunca passaram disso, como a rede Record News, de rádio. A boataria cresceu em torno da aquisição da Rede Transamérica de Comunicação, em negócio estimado em mais 350 milhões de reais. A “prova” de que a rede estava a caminho era a contratação de Heródoto Barbeiro, da CBN. “Ele vai coordenar a rede”, diziam. No fim, tudo não passou de mais um boato.

Ainda em 2012, o grupo financeiro Bradesco em parceria com o Grupo Bandeirantes de Comunicação lançou-se na mídia rádio, centrando esforços no segmento esportivo.

Uma aposta no esporte, em alta com a realização da Copa das Confederações, agora em 2013; a Copa do Mundo de Futebol, em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Muita pompa e circunstância, mas, o estardalhaço não produziu constância.

Não sei quanto a outras praças —o Rio de Janeiro, em especial, onde José Carlos Araújo, o Garotinho é ídolo—, mas em São Paulo o projeto não deslanchou.

Já se fala em demissões e “enxugamento” orçamentário, equipes multifacetadas, habilitadas a tratar de vários esportes, essas coisas usadas para dourar a pílula óbvia da contenção de despesas.  

A parceria ESPN/ESTADÃO, foi uma tentativa em cujas fichas muita gente apostou.  A união de duas marcas fortes se manteve até o ano passado e acabou desfeita por iniciativa do grupo dos Mesquita que, como todos sabem, edita o jornal O Estado de São Paulo.

No final de 2012, depois de uma série de boatos, o grupo descontinuou o Jornal da Tarde. Chegou-se a dizer que era parte da estratégia para centrar fogo no projeto radiofônico, que viria.

A rádio Estadão é a nova aposta do mercado, mas, sinceramente, trata-se de um projeto que precisa de cinco ou dez anos de maturação para, daí em diante, começar a se firmar perante o ouvinte.

O que havia de mais acreditada, a consagrada rádio Eldorado, simplesmente foi sepultada e não se fala mais nisso. Agora é começar tudo de novo.

Rádio e jornal são mídias muito diferentes. Embora se faça jornalismo no rádio, não dá para colocar a redação de um jornal num estúdio de rádio e dizer que se está fazendo radiojornalismo.

A recíproca também é verdadeira. Poucos colegas atuam bem nas duas áreas. Uma questão de afinidade com o veículo e técnica na execução da tarefa.

Já se comentou tanto a respeito que não vou torrar a sua paciência falando sobre as diferenças. Diferenças que hoje, para ser honesto, nem acho mais que sejam tão grandes. 

O contraste diminuiu porque o ouvinte, ao longo dos últimos anos, acabou sendo “acostumado” com algumas coisas que, em outros tempos, seriam impensáveis no rádio.

Ainda no final do ano passado, ouvimos pela primeira vez os comentários de que o Sistema Globo de Rádio estava planejando uma desnacionalização da grade para regionalizar a programação, ou seja, uma volta às origens.

Recuar faz parte de qualquer boa estratégia e vi na proposta global um quê de razão. Tanto mais que sempre considerei tolice ignorar valores regionais e tentar enfiar goela abaixo da população local modismos que não se identificam com ela.

Foram feitas algumas mudanças na diretoria executiva da área de rádio, na Globo, e não se falou mais nisso. Até que nestes primeiros dias do ano os rumores voltaram. 

Agora, as informações —não mais boatos— dão conta que o Sistema Globo de Rádio começa a pôr em prática os planos do ano passado. Em São Paulo, tudo indica, a mudança já está em curso.

A notícia é mais que alvissareira. Sendo, a Globo, a potência que é, as outras vão correr atrás. Nenhum “dirigente” que se preze vai admitir não copiar os passos globais. De um jeito ou de outro, o panorama do rádio deve mudar em São Paulo.

Haverá, ainda, muita resistência por parte daqueles que, escondidos atrás de títulos, fechados em salas refrigeradas, “dirigem” a maravilha chamada rádio que eles imaginam ter inventado.

Há muitos anos longe do meio, embora atuante em outras mídias, sou considerado pela nova geração carta fora do baralho. Prefiro não ter ilusões quanto a uma convocação para botar a casa em ordem, mas tudo pode acontecer. É tempo de aragens positivas.

Seja como for, espero, sinceramente, que os colegas chamados à luta façam o que deve ser feito. Como eterno apaixonado pelo rádio, vou retocar a sintonia, ajustar o volume e esperar pelas boas novas.

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Imagens: Estúdio de rádio – link / Logo CBN – link / Logo BandNews FM – link / José Carlos Araújo – link / Logo ESPN/ESTADÃO – link / O extinto Jornal da Tarde – link / Logo antigo Eldorado – link / Redação do jornal O Estado de São Paulo – link / SGR – link / Sistema Globo de Rádio – link / Torre de rádio - link