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5 de janeiro de 2013

MEU AMIGO “KIBOU”. FALHA NOSSA, POR CONFIANÇA EXTREMA!

No post O QUE ESTÁ POR TRÁS DE LULA, O FILHO DO BRASIL? OU QUEM? POR QUÊ? eu disse a você que o texto reproduzido logo abaixo de meu comentário inicial era da autoria de um amigo que reencontrei através do Facebook.

Isso é meia-verdade. No entanto, a exemplo de gravidez, que não existe pela metade, a verdade também só pode ser dita por inteiro.

O reencontro com o amigo foi verdadeiro. O pedido de amizade através do FB, também. Idem, para o “papo” no chat. E, da mesma forma, o anonimato solicitado quando pedi autorização para replicar o texto do qual eu havia gostado, também é uma questão verdadeira. No entanto, a afirmativa que fiz, sobre o texto em questão ter sido escrito pelo amigo, não passou de uma mentira. Ou meia-verdade, como o amigo certamente iria preferir que eu dissesse.

Alguém, há muitos e muitos anos, já disse que a mentira tem pernas curtas. Atualmente, circula uma versão, adaptada, que completa o adágio esclarecendo que, além das pernas curtas, a mentira tem a língua presa, é analfabeta e não tem o dedo mínimo na mão esquerda.

Não deixa de ser uma observação baseada em um personagem verdadeiro, conhecido no Brasil e no mundo, mas não se pode afirmar que o complemento seja, de todo, verdadeiro. Então, seria uma das tais meias-verdades? Eis a questão.

O que me resta fazer, neste momento, é pedir desculpas a você, que me lê diariamente neste espaço, por ter mentido involuntariamente.

Menti por descuido ou, melhor dizendo, pela confiança que costumamos ter nos amigos, mas, assim mesmo foi uma mentira.

Por obra do acaso, dando razão ao ditado sobre as pernas curtas referidas acima, fiquei surpreso ao receber, do Twitter, no início da tarde desta sexta-feira, dia 4 de janeiro, o e-mail que muitos conhecem, comunicando o que está acontecendo naquela rede social, em termos de informação.

Entre os 40 destaques relacionados, um me chamou a atenção. Intitulado, “Globo ignora os escândalos de corrupção da era Lula e leva ao ar filme sobre o ex-presidente”, o texto começava assim: (…) “Fora do tom—A Rede Globo caminha na contra mão da vontade das pessoas de bem.” (…) E prosseguia, naturalmente. É o segundo destaque da lista, abaixo.

quibada

Como não poderia deixar de ser, cliquei no link sugerido e fui ver a matéria. O endereço é da “Ucho.Info -  a marca da notícia”. O link está no fim deste post. De cara, me deparei com um recorte da imagem idêntica ao cartaz utilizado por mim (disponível na rede), no post de igual teor. “O FG-News foi “kibado”, pensei. E não deixei de sentir, confesso, uma pontinha de satisfação. Afinal, o FG-News fôra visto por eles, imaginei, e meu post acabou sendo replicado. “Kibar”, como você sabe, é um termo usado na rede para denominar plágios ou réplicas em que não se credita a fonte. Uma coisa comum em termos de Internet, mas inconcebível jornalisticamente falando.

kibar

Conversei com o amigo sobre o fato e disse que faria o reparo, razão deste post.

Em respeito a você, eu peço desculpas. Em respeito ao amigo, autor da “kibagem”, eu mantenho o anonimato prometido. Nem poderia ser diferente, neste caso. O amigo em questão teria muito a perder, profissionalmente, se eu revelasse a identidade dele. Não o farei, mas não posso deixar de revelar o engano que cometi.

Se você comparar os dois textos, como lhe peço que faça, vai ficar claro que a publicação da “Ucho.Info” ocorreu primeiro, no dia 02 de janeiro, e talvez tenha sido utilizada por meu amigo que “recozeu” a informação e deu uns toques pessoais ao escrito. Fez o que fizeram com o ditado sobre a mentira, complementado por um gozador atento e perspicaz, acrescentando detalhes que, de pronto, identificam um ex-presidente “desta nação nunca dantes governada por um metalúrgico, filho de mãe que nasceu analfabeta”.

Com boa vontade, eu diria que meu amigo é coautor do “Frankenstein”, ou seja, o texto mutilado e remendado que acabou ganhando uma “cara” diferente da original. Olhos atentos notam as semelhanças e as diferenças. Como na imagem de Monalisa, que encima este post. Parece, mas não é.

É possível que meu amigo tenha pensado assim: “acrescentei meus ‘pitacos’, então, sou o autor da versão final.” E talvez tenha sido esse entendimento que o levou a me sugerir que lesse o texto “dele” sobre o filme que a Globo iria passar naquela noite. Aliás, faltava pouco mais de meia hora para o início do filme quando, depois de ler o texto “do” amigo, resolvi escrever o post de que tratamos aqui. A publicação ocorreu quando o filme já estava no ar.

Ainda no rol das possibilidades, é possível que meu amigo fique chateado comigo por causa da revelação, mas, em nome da correção profissional — que não tem preço — esta admissão de falha por confiança extrema precisava ser feita.

Tenho certeza de que serei compreendido pelo amigo, sem abalo de nossa amizade. Espero contar, também, com a compreensão dos amigos da rede, sem abalo de minha credibilidade. 

*** *** ***

O link da postagem com o texto original creditado, em confiança, ao meu amigo está aqui. Note a semelhança entre os dois.

O significado de “kibar”, está no Dicionário Informal, aqui.

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Imagens: Monalisa – link / Falha Nossa – link / E-mail do Twitter – reprodução / Verbete “kibar” – link / Frankenstein - link