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31 de janeiro de 2013

PEDOFILIA FAZ ROBERTO CANAZIO, DA RÁDIO GLOBO, SE DESCULPAR COM OUVINTES

gente_grande Em que idade crianças deixam de ser crianças? A resposta deveria ser única e fácil, mas é tão diversa quanto complexa.

Por infância, compreende-se a faixa que se inicia no nascimento e vai até os 12 anos de idade. Em seguida, vem a adolescência, que a medicina prefere estender até os 20 anos. E, finalmente, tem início a fase adulta. Do ponto de vista genérico é isso.

Se quisermos ser mais detalhistas, devemos dizer que entre a infância e a adolescência, existe a puberdade —período em que ocorrem as maiores transformações fisiológicas— e se prolonga até por volta dos 16 anos. Entretanto, algumas pessoas se desenvolvem mais rapidamente que as outras, o que torna essa fase variável.

Continuando com a subdivisão etária, entre os 16 e os 29 anos está compreendida a juventude. Especialistas afirmam que nesse período dá-se a transição entre adolescência e vida adulta.

A fase adulta é caracterizada pela noção das responsabilidades e o desenvolvimento da plenitude mental e intelectual. Paradoxalmente, ao atingir esta etapa o corpo humano já apresenta sintomas progressivos de decadência de algumas funções físicas.

A velhice, etapa final do ciclo da vida, começa por volta dos 70 anos em países europeus, por exemplo. No Brasil, somos considerados velhos mais cedo, a partir dos 60 anos. É quando nos tornamos sex… agenários.

Sempre, é claro, com a devida observação de que algumas pessoas —da mesma forma que outras se desenvolvem mais depressa— levam mais tempo para demonstrar sinais de envelhecimento.

Diante dessas diferenças —e apenas essas— responder à pergunta inicial do post já deixou de ser única e fácil, não é mesmo? Imagine, então, se complicar um pouco mais o cenário do desenvolvimento humano.

A complicação começa a surgir logo na fase da infância das crianças de hoje. Comparativamente, elas estão muito mais evoluídas, aos cinco anos, do que a maioria quase absoluta das crianças que tinham até dez, doze anos em 1930.  

O século XX, encerrado em 2000, já parece “pré-histórico” diante do que virá neste século 21. E cada vez mais depressa do que se supõe.

Meninos e meninas, a partir dos três anos, já se mostram desenvoltos no uso de celulares e computadores, cada vez mais precocemente. A inteligência intuitiva deles nos espantam e forçam à comparação inevitável com o que nós éramos. 

Criaturinhas que ainda não sabem ler, navegam sem cometer os erros comuns aos adultos de agora, que estão em contato com o ambiente virtual há uma década pelo menos.

Como serão as crianças dos próximos anos?

Deixe essa pergunta em perspectiva, para compreender a razão deste comentário.

Nossos pais, e antes deles, nossos avós comentavam os casamentos arranjados que eram feitos antigamente.

Com o propósito básico de aumentar fortunas, famílias prometiam meninas a partir de 12 anos para se casar com herdeiros ricos de outras famílias.

Alguns casamentos foram realizados tão logo as meninas completavam 14, 15 ou 16 anos, mas havia uniões precoces.

Muito antes dessa prática, na Roma Antiga, nos anos 445 a.C., para minimizar os efeitos da perda de fertilidade dos cidadãos, jovens a partir de 14 anos (eles) e 12 (elas) podiam se unir em matrimônio. E nem sempre havia cerimônia oficial para validar o enlace. Bastava a vida em comum, sob o mesmo teto, para caracterizar o casamento.

Daqueles tempos para cá, muita coisa mudou, é claro. A começar pela mentalidade de muitos pais, infelizmente, que gostariam de ver seus filhos transformados em artistas, da noite para o dia a qualquer custo. Em busca de uma oportunidade acabam negligenciando a vigilância, o que permite a ação de vagabundos, como o que você verá.

Somem-se a essa ânsia pela fama, reality shows que produzem celebridades instantâneas. Homens e mulheres se digladiam em uma arena televisiva onde as armas para a conquista do prêmio em disputa são a falsidade, a falta de escrúpulos e total disposição para “o que pintar”. Nada importa, senão a fama.

Agora, vamos ao comentário que motivou este post. Pedofilia é crime inafiançável, considerado hediondo e não merece apoio de ninguém em sã consciência. Vou abordar um caso ocorrido recentemente, no Rio de Janeiro.

Veja um trecho de matéria veiculada no site AdNews, especializado em assuntos de rádio, televisão, propaganda e marketing:

A Rádio Globo publicou um pedido de desculpas por um post infeliz publicado em sua página no Facebook. A mensagem veio logo após a descrição de uma notícia envolvendo um pedófilo. O jornalista Roberto Canazio, apresentador do programa Manhã da Globo, fez a seguinte pergunta: "Algumas meninas de 12 anos têm hoje corpo de mulher. Pensar 'maldade' seria pedofilia por parte dos homens?" (…)

A notícia sobre o pedófilo e o comentário de Canazio, já excluídos da página da rádio Globo no Facebook, seguem abaixo, para você ver:

canazio_RJReclamações começaram a pipocar. A Globo, imediatamente tirou o post do ar, manifestou discordância com o comentário do profissional contratado e, como era de se esperar, o jornalista/apresentador do programa “Manhã da Globo” se desculpou publicamente.

Não tenho procuração para defender o colega e, tampouco, pretendo polemizar o assunto. O que me move é a certeza de que Roberto Canazio não foi leviano ao comentar um crime indesculpável na intenção, quem sabe, de justificar a atitude do pedófilo. Jamais.

O jornalista está na estrada há muito tempo, sabe o que está fazendo e não seria com um assunto dessa natureza que ele iria errar a mão intencionalmente.

Acredito que o pensamento de Canazio foi igualzinho ao que pode ocorrer a qualquer um de nós, homens e mulheres, que temos acompanhado a precocidade da vida sexual dos jovens desta geração. Porém, nem mesmo essa evidência autoriza ou justifica o crime de pedofilia, caracterizado por torpeza e vilania máximas. Por isso imagino que o apresentador fluminense não teve a intenção de minimizar a atitude do pedófilo.

O escorregão de Roberto Canazio exigiu pronta ação da rádio Globo, o que deve ser elogiado e, serviu, também, de alerta aos pais.

Para consumar o abuso, o pedófilo se aproveita da ingenuidade que ainda está presente na criança em transição, apesar da aparente desenvoltura com que está se habituando a ver o sexo na TV e, inclusive (ou principalmente), na Internet.

Não perca seus filhos de vista, procure saber com quem eles saem e verifiquem o conteúdo daquilo que a garotada anda vendo na rede mundial de computadores. Escondido nas sombras virtuais, o perigo é uma ameaça real.

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A informação da AdNews, está aqui.

Pedofilia é crime inafiançável. Veja

Um pouco dos usos e costumes da Roma Antiga, aqui.

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Imagens: Crianças feito gente grande – link 1 e link 2 /Adultos, responsabilidade – link / Pré-história – link / Criança precoce – link /  Roma Antiga, casamento – link / Criança na rede – link / Roberto Canazio - link