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14 de janeiro de 2013

SABE AQUELA DO CEGUINHO, DA BICHINHA, DO PORTUGUÊS? ESTÁ DIFÍCIL DE SABER…

O humor brasileiro, há tempos na UTI, está com o pé na cova. À primeira vista, pode não parecer, mas é a pura realidade. O mercado atravessa fase das mais pobres no segmento humorístico.

“— Ué!?” —alguém poderá exclamar, misturando surpresa e dúvida. Aparentemente, tudo vai bem. Basta ver quantas “celebridades” existem fazendo humor.

Aí é que está o problema. Um problema cuja solução parece muito longe de ser alcançada. Veja porquê:

  • A produção em série de humoristas medíocres foi consequência natural da entressafra que gerou escassez de talento e excesso de oportunistas.
  • O que eles sabem fazer, na maioria das vezes, são imitações baratas e limitam-se a gravitar em torno da mesmice.
  • A insensibilidade confunde características e/ou limitações físico-psíquico-emocionais com motivos para chacota. Personagens que se pretendem engraçados ridicularizam não apenas a gente simples do povo, alvo da idiotice, mas o próprio humor.
  • A crítica de costumes deixou de atingir a essência para se fixar na aparência.
  • Arquétipos estereotipados sufocam a criatividade e impõem bordões que se espalham como fogo na palha e, exatamente por isso, se extinguem ao menor bafejo de inteligência.
  • O garrote hipócrita do politicamente correto, amordaçou —pelo medo de parecer impróprio— filões consagrados da sátira. É ingenuidade confundir humor com discriminação.
  • O poder econômico-financeiro de alguns canais de televisão veta —em causa própria— gozações a anunciantes e ao elenco de profissionais medíocres “da casa”.
  • A zona cinzenta e obscura da política-partidária ou o jogo de interesses inconfessáveis, transforma em vítima, hoje, o mesmo safado que, amanhã, guindado à posição de destaque e influência, será endeusado pela mídia espúria.
  • E, finalmente, a própria limitação artística de alguns “talentos” do humor contribui para condenar o riso à morte e sepultar a graça.

Não por outra razão, tentam criar “fenômenos” de popularidade, da noite para o dia, mas é inútil. Ídolos com pés de barro não se sustentam ao longo do tempo. Está na hora de se pensar seriamente no assunto ou, então, jogar uma pá de cal no defunto.

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Situação não é para rir. Programa do Tom, Escolinha da Band, Saturday Night Live, Casseta Vai Fundo, Turma do Didi e outros menos votados, saíram do ar ou devem sair em breve. Do que resta, pouca coisa presta. Algumas estreias são prometidas para este ano, mas devem repetir fórmulas já desgastadas. Nem vou citar nomes consagrados do humor brasileiro que foram desta para melhor. A comparação seria, por demais, humilhante para os que ficaram.

Pânico, dizem, se mantém nas coxas. Das panicats. Em junho, programa já estava sem graça. Veja.

No último trimestre de 2012, CQC também dava sinais de alerta. Aqui.

A poderosa rede Globo tenta conter a crise, mas alega falta de talentos. Aqui.

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Imagens: Humor – link / Renato Aragão – link /