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24 de janeiro de 2013

SÃO PAULO, 459 ANOS. HAJA SANDUÍCHE DE MORTADELA!

São Paulo, a maior cidade do país, uma das maiores do mundo, completa 459 anos de fundação neste sábado, 25 de janeiro de 2013.

Não vou alinhavar, aqui, as razões pelas quais São Paulo ocupa papel de destaque nos cenários nacional e internacional. Tudo o que eu dissesse seria repetição do já vem sendo dito do estado mais poderoso da nação. Para abordar os aspectos histórico, geográfico, político, social e econômico que determinam a dimensão paulista há gente muito mais qualificada do que eu.

Contento-me em dizer que tenho sido feliz nesta cidade. Ainda que, hoje, eu não encontre motivos para alegrias, no geral, o saldo é positivo. Cheguei a São Paulo em 1977 e nunca mais saí desta cidade. Aqui nasceram meus filhos, todos três.

Sempre adiei “para o ano que vem” a provável volta às origens. Retornar à terra natal, Sorocaba/SP, passou a ser uma hipótese acalentada, mas cada vez mais remota.   

Para dar a mim mesmo a impressão de que “agora é pra valer”, de vez em quando pensava numa cidadezinha qualquer para onde eu gostaria de me mudar. E passei a imaginar como seria boa a vida pacata do interior, num ponto isolado deste país. Mas, qual! Continuo por aqui. A razão, para isso, talvez esteja na esperança de dias melhores.

Em busca de um lugar ao sol muitos, como eu fiz um dia, continuam vindo para a cidade grande. Chegam, surpreendem-se com o gigantismo de tudo (São Paulo é muito maior do que a imaginamos) e projetam possibilidades sem fim.

Sempre ouvi dizer que, em São Paulo, as pessoas perdem a identidade. De certa forma, isso acontece. Aos poucos, os forasteiros caem na real, sentem-se sufocados pela crueza do dia a dia e vão se tornando mais um no meio da multidão que caminha apressada. São Paulo não pode parar.

Por isso, meu desassossego, neste 25 de janeiro, se dirige ao rádio. Para comemorar o aniversário da cidade, o rádio vai fazer… o de sempre: realizar shows musicais com artistas populares; registrar a presença da população em parques públicos; transmitir programas “incríveis” do mercadão municipal; os apresentadores se “assustarão” diante dos sanduíches generosamente recheados e, por fim, a reportagem deve colher promessas de autoridades “preocupadas em melhorar a vida na cidade”. Promessas que vão ecoar, até serem devidamente esquecidas ou repetidas no próximo ano.

Quanto às promessas não cumpridas, o rádio —se quiser— poderá  cobrá-las.

Desde que não repita a mesmice avassaladora que o tem caracterizado não apenas durante a programação comemorativa de datas importantes, anos a fio.

São Paulo não pode parar e o rádio tem o dever de melhorar.

Ou, então, haja sanduíche de mortadela!

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Panorâmica Parque Ibirapuera e cidade ao fundo – link / Soltando balão, em arte Naif – autor Airton das Neves – link / Mercado Municipal de São Paulo – link /  Sanduíche de mortadela – link /