CONTATOS, INCLUSIVE ASSESSORIAS DE IMPRENSA:
FALE CONOSCO!

Navegue à vontade

Na coluna à direita, logo abaixo das postagens preferidas do leitor, está o ZAPPING. Através dele você tem acesso direto às noticiais do dia, nacionais e internacionais, além de informações sobre quase tudo. ZAPPING. Uma central de notícias e entretenimento em que você escolhe o que quer.

28 de março de 2013

O TELEFONE DA POLÍCIA MILITAR, 190, NÃO FUNCIONA A CONTENTO

copom_190

Espero que você não precise acessar o serviço, mas é possível que, em alguma ocasião, seja necessário. Se você tiver sorte, uma pessoa vai atender seu telefonema após dois ou três toques.

Caso contrário, uma voz feminina, gravada, informará que sua ligação para a PM foi concluída com sucesso, vai expor o menu de atendimento de outros serviços de emergência e fará algumas recomendações. Enquanto isso, o tempo vai passando. Se sua emergência é URGENTE, mantenha a calma.

Depois da série de orientações ditadas pela gravação, o telefone fica completamente mudo. Você não sabe se a ligação caiu ou se foi uma pane momentânea do sistema de atendimento. Não se ouve nenhuma mensagem. O silêncio é absoluto.

Trinta segundos de espera… nada. Trinta e cinco… nada. Quarenta segundos… o telefone continua mudo. Na certeza de que houve algum problema, você desliga e liga novamente. Começa tudo outra vez. A gravação, as recomendações e o silêncio.

Quem ligou a primeira vez, compreende que o silêncio, apesar de gerar dúvida e nervosismo, é natural do processo. Imagino que a PM prefere o silêncio às mensagens tradicionais tipo “não desligue, logo iremos lhe atender”, etc.. O efeito do silêncio é o mesmo que o das mensagens idiotas. E o tempo continua passando. Sem remédio, o negócio é esperar que alguém atenda.

Eu vivi a experiência. Na primeira ligação, para solicitar o serviço, tive sorte. Fui atendido, após três toques, por uma pessoa em vez da gravação. O policial perguntou meu nome e o motivo da chamada. Falei. Ele me ouviu com calma. Perguntou o endereço e me avisou que o pedido seria atendido. Agradeci e desliguei.

Mais de vinte minutos depois, a situação de emergência se resolveu com alguns conflitos, mas sem desdobramentos graves que eu queria, justamente, evitar.

Então, tentei ligar novamente para o 190. Queria cancelar o pedido de apoio, feito vinte minutos antes.

Aconteceu tudo o que descrevi, lá em cima. Após cerca de 40 segundos de espera em silêncio, desliguei e tentei uma segunda ligação. Quem sabe eu tivesse a sorte de ser atendido diretamente por alguém, como aconteceu quando liguei pela primeira vez, pensei.  Que nada. Ouvi o menu inteiro e todo o bla, bla, bla que também já lhe contei no início.

Imaginando que o serviço estivesse sobrecarregado, decidi esperar pelo tempo que fosse preciso —apesar do silêncio exasperante. Pouco mais de um minuto depois, uma policial me atendeu.

Expliquei a ela que eu queria cancelar o pedido anterior, mas fiz questão de registrar meu descontentamento. Afinal, não apareceu ninguém para atender à ocorrência. Nem um policial a pé, de moto ou uma viatura, nada.

A atendente me ouviu, concordou com o que eu disse, garantiu que anotaria minha insatisfação e pronto, desligamos.

Este post é para deixar claro que as coisas não funcionam como deveriam funcionar. Minha emergência acabou não se revelando traumática, mas poderia ter sido. E daí?

Serviços emergenciais não podem ser burocratizados e ter o acesso dificultado por sistemas automatizados que, na maioria das vezes, apenas atrasam ou sonegam as providências requeridas. Inclusive o cumprimento do dever. A menos que seja essa a intenção.

Será? Não posso acreditar.

*** *** ***

Imagens: Copom – link / 190 PM – link /