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30 de abril de 2013

LUIZ CARLOS GERTEL, O REPÓRTER CRONISTA DA CIDADE, TEM INFARTO EM SÃO PAULO

gertel

Luiz Carlos Gertel é o repórter mais longevo da rádio Bandeirantes, de São Paulo. Há mais de 35 anos no ar (se não estou enganado), Gertel é referência para a geração mais nova. Não apenas pela dedicação e talento demonstrados ao longo desse período, mas, principalmente, pela forma como “narra” o que vê.

Profissional experiente, já fez todo tipo de cobertura jornalística. Nos últimos anos tem sido destaque constante na cobertura do trânsito da cidade. Com estilo próprio, aprimorado pela atividade ininterrupta, Gertel sempre encontra um diferencial na hora de indicar as melhores opções para quem está no “para e anda” infernal da cidade grande. De tanta credibilidade, o motorista sai mesmo do caminho habitual porque o Gertel recomendou esta ou aquela via alternativa para fugir do transtorno.

Estou lembrado quando, em 2006, Felipe Bueno (na mais estranha e desconfortável entrevista profissional pela qual já passei —creio que para nós dois), usou a figura de Luiz Carlos Gertel para me explicar como seria a rádio SulAmérica Trânsito, que estava em fase de planejamento. Gertel, acertadamente, era o modelo ideal sugerido por Bueno aos apresentadores da emissora.

No sábado, 27 de abril, o “repórter cronista da cidade” participou normalmente da programação da Bandeirantes, mas durante o fim de semana foi traído pelo coração e teve um infarto. Felizmente, socorrido e hospitalizado a tempo, passa bem.

Na segunda-feira, dia 29, José Paulo de Andrade avisou aos ouvintes do Pulo do Gato, no encerramento do programa, o que aconteceu com o repórter.

Eu só fiquei sabendo hoje, ao ler o Bastidores do Rádio. Acompanho o trabalho dos amigos que deixei na Bandeirantes, mas não é todo dia que estou sintonizado. Por essa razão é que só estou falando do Gertel agora, mas, ainda bem, com o espírito leve por saber que o estado de saúde dele é bom.

Uno-me a todos quantos conhecem Luiz Carlos Gertel, pessoalmente ou através do rádio, para desejar que a recuperação dele seja rápida e completa. Afinal, as manhãs de São Paulo não parecerão as mesmas sem as dicas de trânsito deste repórter. Dicas sempre acompanhadas de uma pincelada que só os olhos de quem está atento aos mínimos detalhes é capaz de notar.

Você que lê este blog em outros estados brasileiros, talvez não conheça o trabalho de Gertel. Pedi ao amigo Luciano Amaral (colega na Bandeirantes e amigo até hoje) que me fornecesse o áudio de dois momentos da programação da rádio. Eles estão no player abaixo.

O primeiro, é o encerramento do Pulo do Gato desta segunda-feira, quando José Paulo comunicou aos ouvintes o infarto do amigo. O segundo, é um trecho de reportagem de Luiz Carlos Gertel, com a característica atuação que o diferencia dos demais. Gertel abriu o boletim falando do sol que nascia deslumbrante sobre a cidade. E sem deixar a peteca cair, arrematou com as mudanças de trânsito que seriam implantadas na segunda-feira.

Essas mudanças Gertel não pôde acompanhar, mas haverá muito ainda para se falar sobre o caótico trânsito de São Paulo e das belezas escondidas na cidade que, muitas vezes, nervosos com a lentidão que nos atrapalha, não temos olhos para ver.

Até a volta, rapaz. Grande abraço.

Fonte: Bastidores do rádio - link

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Ouça, primeiro, José Paulo de Andrade. Na sequência, um trecho  editado de boletim do trânsito com Luiz Carlos Gertel.

Zp gertel edit by Flávio Guimarães

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Imagens: Luiz Carlos Gertel – link /

29 de abril de 2013

AH, MAS QUE SURPRESA! DEU EIKE BATISTA NO MARACANÃ

bilhar

A bola mais cantada da vez entrou entrou lisa na caçapa. Não, não estou falando de snooker ou como dizemos em Português, sinuca.

Apesar da retórica utilizada no parágrafo, o assunto aqui é futebol. Mais precisamente, a licitação para explorar o Maracanã. Portanto, como você vê, não existe ligação visível entre sinuca e futebol, apesar de as duas modalidades precisarem de bolas para serem praticadas. A não ser, talvez, que o elo se dê através da “malandragem” que sempre caracterizou uma partida de sinuca e que parece estar presente nessa “vitória” de Mr. X.

A “malandragem” não é criação minha. No site Mundo Estranho, da Editora Abril, é possível saber a diferença entre snooker (sinuca) e bilhar. Bilhar não tem caçapa. Reparou, agora, na foto acima? Pois bem, a redação lembra, ainda, que ao chegar ao Brasil, no início do século XX, a sinuca (com caçapa) logo despontou como jogo preferido da malandragem, sempre disposta a faturar umas cervejas a mais sem muito esforço. Explicada a origem do “malandro” na citação acima, vamos em frente.

Eike Batista levou a melhor e vai administrar o Maracanã por longos 35 anos. Para tanto, o bilionário deve dispor de 155 milhões de reais, em parcelas de 5,5 milhões por ano. Parece muito? É, de fato, bastante dinheiro, mas não é muito, diante do potencial do estádio.

Para efeito de comparação, a Sociedade Esportiva Palmeiras está fechando um contrato de naming rights (direito ao nome) da Arena Palestra, cuja reforma está em andamento. Com as obras temporariamente paralisadas, devido a um lamentável acidente que matou um operário, a Arena, quando pronta, será entregue ao grupo segurador Allianz para ser explorada durante 20 anos. Pelo direito, a seguradora vai pagar cerca de 300 milhões de reais. Abaixo, montagem projetando o estádio pronto.

 

Viu, que coisa? Pelo Maracanã o grupo de Eike Batista vai pagar 155 milhões e poderá deter os direitos de exploração comercial do estádio durante 35 anos. Repito, pela Arena Palestra a Allianz vai pagar 300 milhões e poderá gerir os negócios do estádio por duas décadas. Quinze anos menos que o negocião de Eike!

Se, em qualquer parte do mundo, alguém falar para um estrangeiro sobre o Maracanã, ainda que ele não saiba nada de futebol já terá ouvido falar do estádio brasileiro, na cidade maravilhosa. É bom frisar que a dimensão do estádio já ultrapassa a imagem do Rio de Janeiro e se firma como um dos ícones do nosso país-maravilha. Ou seja, é muita coisa.

Com a maior boa vontade do mundo, talvez na Itália (e olhe lá) alguém terá ouvido falar do Parque Antárctica, agora Arena Palestra, ou Arena Allianz. E mesmo assim, na Itália talvez se tenha ouvido falar do assunto por causa do time, Palmeiras, cuja origem está ligada aos “oriundi”, ou seja, imigrantes oriundos de várias regiões italianas.

Trocando em miúdos, a marca Maracanã é infinitamente mais valiosa do que a marca Palmeiras, Palestra ou seja lá o nome que venha a ter o estádio do time paulistano. Como sou ruim de contas e não sei nada de marketing (né?) vou ter que fazer cara de conteúdo e arregalar os olhos para dar a impressão de que entendi tudo.

Mas, por favor, alguém me explica essa “barbada”? Eeeepaaa! Já estou misturado bola com turfe. Deve ser o susto.

Eu conhecia a máxima que ensina “dinheiro chama dinheiro” e talvez seja o caso de Eike Batista, mas você não fica com a sensação de que tem alguma coisa errada na história?

Nessas horas é que detesto ser burro. Eu, hein ?

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O “negócio da china” feito por Eike Batista está aqui

E o negócio do Palestra, que são outros trezentos, está aqui

A diferença entre bilhar e sinuca, com a “pitadinha” de malandragem, está aqui

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Imagens: Mesa de bilhar – link / Maracanã – link / Maquete Arena Palestra – link / Eike Batista - link

 

 

 

26 de abril de 2013

MARACANÃ REFORMADO ENTREGUE COM FESTA PARA OPERÁRIOS DA OBRA

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“Tá vendo aquele edifício, moço? Ajudei a levantar…”

A frase faz parte dos versos de “Cidadão”, sucesso popular brasileiro. Na visão simples de um trabalhador na construção civil, a letra conta a desilusão de quem ajuda a erguer, do nada, grandes edifícios e, no fim, é proibido de entrar neles. Uma crítica social sem meias-palavras, escritas por Lúcio Barbosa, todavia bem emolduradas pela sensibilidade artística do sagitariano José Geraldo Juste, de 68 anos, conhecido pelo público como Zé Geraldo.

Nascido em Rodeiro, MG, mas criado em Governador Valadares, o sonho de menino era jogar futebol. O destino, porém, tem suas manhas e arranjou um acidente automobilístico que deixou o “jovem-futuro-talento-dos-gramados” hospitalizado durante um ano. Obrigado ao “repouso” ganhou tempo disponível, que tratou de aproveitar.

Nada mais de gols de letra e correr pra galera. Mas nada o impedia, também, de continuar perseguindo letras que seriam transformadas em gols inesquecíveis. Unindo a disponibilidade com a oportunidade, o jovem aspirante à gloria futebolística deu uma guinada nos sonhos em direção à carreira artística. Começou a dedilhar violão. De acorde em acorde, o espírito de cantor e compositor de Zé Geraldo acordaria de vez.

A fisioterapia, em Santos/SP, para recuperar a mobilidade perdida no acidente e que o debilitou durante o período de hospitalização em Carangola/MG, foi mais uma providencial “mexida de pauzinhos” do destino. Na baixada santista Zé Geraldo conheceu uma banda de bailes e passou a fazer parte dela, cantando. Em Inglês, uai, pois naquela época, anos 1960, enrolar a língua no embromation já era o máximo.

Os bailinhos continuaram mesmo enquanto o cantor estudava Administração. Formado, virou executivo, mas frequentava palcos de festivais, comuns na década de 1970. Até que, em 1978, venceu o Primeiro Festival de Música da Ericsson no Brasil. Daí em diante, adeus gravata. Contratado pela gravadora CBS (Sony), o executivo abraçou a carreira artística em definitivo.

Os bailinhos, os amigos de faculdade e os festivais abriram os caminhos para que ele se transformasse em nome forte nos circuitos universitários onde, até hoje, é presença muito concorrida.

Gosto de falar de artistas que conseguem chegar lá, mesmo enfrentando adversidades. No caso de Zé Geraldo, tudo o que aconteceu parece que foi de encomenda para preparar o espírito sagaz com que ele vê o homem do povo e o descreve com sentimento verdadeiro na músicas que interpreta. Tive a sorte e a felicidade de receber  e entrevistar Zé Geraldo, na época em que eu ainda atuava no segmento musical, antes de me dedicar exclusivamente ao jornalismo.

Você que me acompanha, deve estar se perguntando por que, afinal, estou falando de Zé Geraldo. Há sempre um porquê, sem dúvida, e você já se acostumou com minhas “divagações” que preparam o assunto reservado ao blog.

É que acabo de ler a notícia sobre a reinauguração do Maracanã, no Rio de Janeiro, neste sábado, 27 de abril.

E o que tem uma coisa a ver com a outra? — talvez você insista.

Tudo a ver! — como a Globo diria.  ze_geraldo

Acontece que haverá um jogo de futebol reunindo Bebeto, Ronaldo e amigos, como parte das festividades reinaugurais do estádio. E todos os oito mil trabalhadores que participaram da reforma estarão nas arquibancadas para assistir ao jogo e a um espetáculo musical dedicado exclusivamente aos operários. Cada trabalhador poderá levar a família o que eleva o prognóstico de público para 25 mil pessoas nas instalações estalando de novas.

Já dei uma olhada na relação de artistas convocados para o evento e não pude deixar de sentir uma pontinha de decepção. Acho que você vai concordar comigo. Para a festa ficar completa e perfeita, imagine se no show estivesse, entre os demais artistas, Zé Geraldo cantando  para os trabalhadores “tá vendo o Maraca de novo, moço? Ajudei a reformar…”

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A notícia da reinauguração do Maracanã, no Rio de Janeiro, neste sábado, está aqui

Para quem quiser recordar “Cidadão”, de Zé Geraldo, este link leva até a música. É só clicar

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Imagens: Maracanã -  link / Zé Geraldo -  link 1 e link 2

25 de abril de 2013

TROFÉU IMPRENSA, DO SBT, É UM NEGÓCIO MUITO SÉRIO

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Não se trata, porém, de elogio. É o tipo da expressão irônica que se usa quando não cabe outra coisa a fazer. O incrível Troféu Imprensa sobrevive ao tempo, muito embora perca, a cada ano, um pouco mais de sua importância. Se é que já teve alguma, naturalmente.

Não se trata de nenhuma crítica aos laureados, mas, definitivamente, ao laurel. Para mim, o Troféu Imprensa já deu o que tinha que dar. Aliás, troféus e premiações desse tipo deveriam ser extintos. Pouco ou nada acrescentam à carreira de quem quer que seja. Às vezes, até os contemplados mostram-se pouco à vontade na hora de receber o “troféu”, pois, no fundo, sabem que aquilo não significa nada.

Silvio Santos, não há como negar, é isso mesmo. Popular, sorridente, espalhafatoso e dono de um gosto pessoal duvidoso. Para ele, só é bom o que vem de Miami ou da Televisa, mexicana. Assim, é difícil dar algum crédito às escolhas que o ex-dono do Baú costuma fazer. Embora não seja dele a escolha direta, ninguém pode negar que a preferência do dono do SBT se reflete nos escolhidos.

Verdade seja dita: de uns tempos para cá, o SBT tem se esforçado para melhorar o padrão dos programas. Há diferenciais respeitáveis na emissora, particularmente no jornalismo da casa.

jornalismo_sbt Telejornais e programas jornalísticos se sobressaem na grade. Esse é um mérito inquestionável de SS. Há muitos anos os profissionais do ramo têm se manifestado positivamente em relação ao fato de que o big boss não interfere no conteúdo editorial do jornalismo produzido por lá. Silvio concede, até, um tipo de liberdade editorial difícil de se ver por aí. E se mais não se faz na Anhanguera, deve-se ao temor reverencial que as chefias têm do patrão, mas esta é uma conversa que nenhum deles avaliza. Então, fica apenas meu registro de cunho pessoal.

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Voltando ao ponto, ou seja, o Troféu Imprensa, veja porquê eu digo que o prêmio é um negócio “muito sério”. Como é possível, na mesma votação, haver empate entre Roberto Carlos e Luan Santana na categoria “Melhor Cantor”?

Gosto musical à parte, não há comparação entre os dois. E a estranheza acaba comprometendo o resultado geral da premiação. Como se trata de um evento capitaneado pessoalmente por Silvio Santos, vamos deixar assim. Afinal, Silvio Santos pode tudo. Com P ou com F, como você pode até pensar. Tanto faz.

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Veja uma antecipação sobre o resultado do Troféu Imprensa, que será apresentado neste domingo, pelo SBT. Aqui

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Imagens: Silvio Santos – link / Luan Santana – link /  Roberto Carlos – link / Montagem – links 1, 2, 3 e 4

 

 

 

24 de abril de 2013

JÉRÔME VALCKE, DA FIFA: “DEMOCRACIA DEMAIS ATRAPALHA O FUTEBOL”

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Jérôme Valcke,  o secretário-geral da Fifa —aquele mesmo que sugeriu um chute na bunda dos brasileiros para fazer as coisas entrarem no eixo para a Copa do Mundo de 2014— volta a ficar sob os holofotes.

Desta vez, o homem-forte da Federação Internacional do Futebol clamou por “menos democracia”. Em tom de lamento, Valcke afirmou que “menos democracia, às vezes, é melhor para organiza uma Copa”. E arrematou, dizendo que num país em que existe um homem forte, como na Rússia, que decide (nenhuma alusão à Dilma Rousseff, naturalmente), é mais fácil de organizar o evento. Antes de cairmos de pau em cima do “desastrado” secretário, é bom entendermos o que está nas entrelinhas da frase.

Para justificar a reclamação, ele trouxe à tona a complicada liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa. Jérôme Valcke reclamou da dificuldade para negociar, separadamente, em três níveis (federal, estadual e municipal) em cada estado em que a Copa vai se desdobrar. “Há pessoas diferentes, movimentos diferentes, interesses diferentes e é um pouco difícil organizar a Copa do Mundo nestas condições”.

Assim como no caso do “chute na bunda”, Valcke faz uma crítica (merecida) aos nossos homens públicos. Diante do tamanho do evento, gigantesco, dá para se imaginar o volume de dinheiro envolvido nas mais variadas etapas que compõem a Copa do Mundo.

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Esse é o ponto. O homem público brasileiro adora, basta reparar, uma negociação. Em tudo e para tudo a negociação está presente. A impressão nítida que se tem é a de que os representantes do povo estão sempre prontos a fazer a pergunta “e quanto é que eu levo nisso?”, antes de aprovar alguma coisa.

E mais não digo, porque vou ver o jogo do Brasil contra o Chile. Vou abrir uma cervejinha, me sentar diante da TV e torcer pela seleção. Mas, confesso que estarei pensando (é impossível não pensar) que em torno da Copa do Mundo “há pessoas diferentes, movimentos diferentes, interesses diferentes…”

Não morro de amores pela Fifa e seus métodos, mas acho que, no fundo, Jérôme Valcke está espantado. Ele não imaginava que a nossa “democracia” fosse assim, tão complicada. Entende?

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A queixa do homem da Fifa está aqui

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Imagens: Jêrôme Valcke -  link / Dilma Rousseff, presidente – link / Charge, adaptada - link

23 de abril de 2013

EDUARDO HOMEM DE CARVALHO: INDICAÇÃO FG-NEWS AOS AMIGOS DA REDE

De quando em quando, indico o site ou blog de um colega. Um procedimento que me permite oferecer aos amigos da rede que nos acompanham, a possibilidade de conhecer profissionais competentes e de prestígio.

Um deles, é Eduardo Homem de Carvalho. Jornalista da mídia impressa, Internet, rádio e televisão foca o trabalho na área política. Quando a oportunidade aparece, por predileção, atira petardos sobre a instituição judicial.

Esclarecendo, não sobre a instituição em si, mas em direção a representantes do judiciário que extrapolam, digamos assim. Homem não se curva e “senta o pau”, sempre que é preciso.

Esta predileção editorial tem custado processos, ameaças e empregos a Homem, como o chamo. Nesta atividade há os que batem duro no sistema, como é o caso dele e de poucos e seletos empresários do setor, mas também há os que vivem das benesses concedidas pelo poder. Aí é que mora o perigo e, via de regra, para não perder a “boquinha”, o empregador não hesita em mandar o pé nos fundilhos dos que se diferenciam do rebanho, sabe como é. Homem não tem vocação para cordeiro e, por causa disso, já foi para o olho da rua algumas vezes. Garbosamente, como convém às pessoas de fino trato.

Dia destes, fiquei sabendo através da rede social “Linkedin” que Eduardo Homem de Carvalho acaba de se aposentar.

Por exemplo, somente na TVE do Rio de Janeiro, o amigo trabalhou durante 26 anos. Profissional rodado, experiente, é do tipo “ame-o ou deixe-o”, sem meio termo.

Clique no link a seguir e conheça Eduardo Homem de Carvalho, jornalista do Rio de Janeiro. Explore o blog dele. Tenho certeza que você vai gostar. Aqui

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Imagens: reprodução de originais encontrados no blog do focalizado

22 de abril de 2013

A “FOGUETEIRA DO MARACANÔ E O SINALIZADOR DE ORURO, 24 ANOS DEPOIS

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Os corintianos presos no lamentável episódio que matou o garoto Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, continuam encarcerados. Como se recorda, em 20 de fevereiro, durante a partida entre San José X Corinthians, em Oruro, Bolívia, na estréia das duas equipes na Libertadores da América, o disparo de um sinalizador vitimou o jovem torcedor. Dias depois do incidente um menor, de 17 anos, assumiu a culpa pelo disparo. Como não é possível extraditar um brasileiro nato menor de idade, por via das dúvidas, a justiça boliviana tem preferido manter os torcedores do timão atrás das grades.

Mais de duas décadas atrás, outro sinalizador causou confusão. Durante uma partida entre as seleções do Brasil e do Chile, em 1989, uma mulher disparou o artefato em direção ao gramado, em pleno Maracanã, Rio de Janeiro. O goleiro chileno, Rojas, forjou ser atingido pelo foguete e saiu ferido, carregado pelos colegas. Tudo não passou de uma trama. Foi provado, depois, que o próprio goleiro se cortou no supercílio para tumultuar.

O espantoso é que o Rojas entrou em campo, naquela partida, com uma lâmina de barbear escondida na luva. Já havia um plano para criar confusão e, talvez, eliminar o Brasil da Copa do Mundo de 1990. O sinalizador foi a oportunidade que os chilenos procuravam para botar o plano em ação.

Como curiosidade, vale destacar que anos mais tarde Rojas foi técnico do São Paulo Futebol Clube e também atuou como preparador de goleiros no tricolor do Morumbi. Hoje, com problema de fígado, Rojas espera por um transplante.

Eu havia guardado a nota sobre a morte da carioca que agitou o Maracanã no passado e quase me esqueci dela. Nesta tarde, revendo anotações sobre possíveis temas para o blog, me lembrei da nota e decidi relacionar as duas histórias.

Rosinery Mello do Nascimento (na capa da Playboy, grafia diferente) , a “Fogueteira do Maracanã”, não resistiu a um aneurisma cerebral sofrido no último dia 05 de abril e morreu, precocemente, aos 45 anos de idade, em decorrência de complicações.

A seguir, diversos links relativos às duas histórias. Claro que você pode ignorá-los, mas, se quiser recordar os fatos, clique sobre cada link.

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Relembre o caso de Oruro, aqui

Detalhes da confissão do menor, autor do disparo, aqui e aqui

Torcedores do timão continuam presos. Aqui

Em 1989, o sinalizador de Rosinery “incendiou” o Maracanã. A autora do disparo ganhou os 15 minutos de fama que todos almejam e foi capa da Playboy. Aqui

O “plano chileno”, executado pelo então goleiro chileno Rojas, está aqui

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Imagens: Corintianos presos – link /  Sinalizador no Maracanã – link / Capa de Rosenery - link

19 de abril de 2013

NICOLÁS MADURO É EMPOSSADO NA VENEZUELA, MAS JUSTIÇA VAI RECONTAR VOTOS

maduro_posseAlgumas coisas a gente não entende.

A Justiça venezuelana anuncia que vai recontar os votos que elegeram Nicolás Maduro para presidente. O pedido, negado antes, acalma os ânimos exaltados da oposição representada por Henrique Capriles. Após a eleição, os tumultos populares chegaram a colocar em confronto, ao longo da semana, tropas policiais e parte da população.

No entanto, a posse de Maduro se efetiva nesta sexta-feira. Coisa estranha, não? Se vai haver recontagem é porque pode ter havido, como se suspeita, algum tipo de falcatrua no processo eleitoral. Então, por que dar posse a um presidente sob a suspeita de fraude?

Eu já ia me alongar no raciocínio quando me lembrei: Maduro declarou que andou “vendo” o ex-presidente Hugo Chávez encarnado em um passarinho, logo após a morte do “comandante”. Vai ver que é isso. Não se pode contrariar certas pessoas.

Mas, daí, outra dúvida me acomete. E se Maduro endoidar de vez, numa eventual constatação de fraude eleitoral quem é que tira o homem de lá?

Não seria mais lógico empossar um ou outro só depois da recontagem?

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Pelo sim, pelo não vamos aos fatos. Aqui e aqui

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Imagem: Nicolás Maduro toma posse - link

18 de abril de 2013

O FUTURO É AGORA. QUEM FICA PARA TRÁS DESAPARECE

A tecnologia revela números notáveis, no Brasil.

Somos um povo alucinado pelas evoluções tecnológicas, notadamente as novidades que se referem ao mundo virtual e à telefonia. O furor tecnológico brasileiro só encontra rival nos japoneses, fanáticos por tudo que seja moderno ou esteja na “moda”.

O Brasil conta com mais de 264 milhões de linhas de celulares habilitadas. Considerando a população projetada, hoje, acima de 200 milhões de pessoas, existem 133,67 linhas habilitadas para cada grupo de 100 brasileiros. Números que fazem a felicidade e a fortuna das operadoras.

Seguindo a tendência do quanto mais novo melhor, a tecnologia 4G, que começa a ser implantada no Brasil, já projeta vendas de 4 milhões de aparelhos até o final do ano. Uma avalanche tecnológica irrefreável.

Na Internet, o quadro não é diferente e tende a crescer ainda mais. Levantamento da Fundação Getúlio Vargas mostra que, atualmente, existem três computadores para cada grupo de cinco habitantes. A tendência é empatar e, em breve, ultrapassar o número de brasileiros.

Isso não significa, naturalmente, que todo cidadão está ou estará incluído no universo virtual em tempo recorde, mas a evolução no setor é assustadora. Se levarmos em conta que fora dos grandes centros populacionais o computador ainda é um bicho de sete cabeças, dá para concluir que, à semelhança do que ocorre com os celulares, tem gente com quatro, cinco ou até mais computadores em casa.

Os números demonstram, sem margem para dúvida, o porquê de as emissoras de rádio e televisão estarem preocupadas com a mídia mais avassaladora dos últimos tempos. Tudo o que o internauta quer está ao alcance das mãos, num clique. Continuar obrigando o ouvinte e o telespectador a seguirem programações enfadonhas em busca de novidades, é idiotice que não tem mais lugar no cenário tecnológico atual. 

Quem não se adaptar, vai desaparecer. Simples assim.

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A tecnologia 4G bota mais lenha na fogueira. Aqui

A trajetória do cidadão brasileiro rumo ao computador, segundo a FGV. Aqui

Abaixo, dois links de projeções diárias sobre índices populacionais no Brasil e no mundo. O primeiro, exige pequena espera para que os dados sejam carregados. Em seguida, os números são atualizados instantaneamente. Não se esqueça: são projeções com base em dados reais. O mundo, hoje, está aqui.

Em termos nacionais, a abrangência de dados (também atualizados em tempo real, embora mais lentamente em comparação com os números mundiais) não é tão diversificada mas dá para se ter uma boa ideia do panorama atual. Aqui

 

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Imagens: Fanáticos por tecnologia – link / Celulares – link / Computadores – link / Processador - link

16 de abril de 2013

EINSTEIN OU MARYLIN MONROE? DEPENDE DE SEUS OLHOS

De vez em quando recebo uma coisa e outra que julgo interessantes. Isso não quer dizer que sejam, mas, arriscando o palpite que você vai achar legal, segue uma foto bem curiosa. Os efeitos da imagem são surpreendentes e transformam o cientista Albert Einstein num dos ícones do cinema norte-americano dos anos 1950 e 1960, Marylin Monroe, dependendo de seus olhos.

Não há mágica no processo. Trata-se de um bem bolado teste de miopia. Para não lhe vender gato por lebre, procurei saber se não é apenas uma brincadeira, à qual se atribui a propriedade de teste. Não encontrei nada científico a respeito, mas tudo indica que a  funcionalidade prática da proposta existe, sim. Inclusive, essa mesma foto está no site da E-lens, empresa de venda direta, especializada em lentes de contato e produtos do ramo. Ou seja, o teste é levado a sério.

Ainda que não fosse, o resultado é interessante. Confira e, na dúvida, consulte um oftalmologista. Olhe o que eu fui lhe arrumar…

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Imagem: a imagem acima está disponível na rede em vários endereços. Esta foi copiada deste link

CRIME CIBERNÉTICO: NO FIM DAS CONTAS QUEM PAGA O PATO É VOCÊ

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O número crescente de usuários da Internet e o uso dos home-bankings para pagar contas, pôr crédito em celulares, transferir dinheiro entre contas correntes, conferir extratos e uma série de outros serviços acabam se tornando um prato cheio para golpistas virtuais. O problema é que os prejuízos causados são reais e crescem a cada dia.

Apesar dos cuidados que muita gente toma, ainda existem pessoas que, pela inexperiência, facilitam a vida dos hackers e quadrilheiros cibernéticos.

Um dos golpes praticados pode ter lesado (e estar lesando) muitos cidadãos. De aparência inofensiva, se esconde por trás de um documento bastante popular: o boleto bancário. 

O usuário pensa que está pagando uma despesa particular, mas, na verdade, acaba transferindo a importância do boleto para uma conta corrente desconhecida. O golpe é descoberto muito tempo depois, suficiente para os espertalhões já terem sacado o “rendimento” e desaparecido sem deixar rastros.

Resta à vítima do golpe, além do susto e do constrangimento, a obrigação de pagar a conta verdadeira, depois de ter o nome incluído nos serviços de proteção ao crédito e Serasa. Uma dor de cabeça e tanto.

Por essas e outras é que me arrepio cada vez que penso na urna eletrônica, tida como segura e indevassável. O golpe dos boletos bancários mostra que é perfeitamente possível fraudar o voto, como escrevi na última postagem sobre o assunto, em dezembro de 2012. Na prática, o eleitor vota em determinado candidato. Na tela, aparecem a foto, o nome e o número do dito cujo. Agora, se o voto vai ser computado para ele já é outra história. Taí o boleto bancário para botar mais uma pulguinha atrás da orelha da gente, ao pensarmos sobre o resultado de algumas eleições.

Se você não viu a postagem referida acima, clique  no link APERTE O BOTÃO E CONFIRME. E DAÍ, VOCÊ VOTOU EM QUEM?

Para se informar melhor e se prevenir sobre o golpe dos boletos leia a reportagem do “IDGNOW!”, site especializado em tecnologia. Aqui

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Imagens: Home-banking – link / Boletos bancários – link / Urna eletrônica - link

7 de abril de 2013

TEMPO FECHADO NO MORUMBI. CHUVA DE RAIOS, TROVÕES E CANIVETES

raiosNão posso me considerar um cronista esportivo. Apesar disso, em mais de quatro décadas como profissional de rádio e TV exerci várias funções em departamento de esportes de algumas emissoras.

Ultimamente, “dou pitacos” neste blog. Por preferência, focalizo o futebol. Sem ser especialista, me considero um “curioso” com alguma experiência no que acontece dentro e fora dos gramados.

Paixão nacional, (em boa companhia, ao lado de samba, mulher e cerveja) o futebol sempre desperta acaloradas discussões. Às vezes, o bate-boca chega às vias de fato; uma idiotice, mas chega.

Sabendo, de antemão, que meu comentário vai desagradar à torcida são paulina —mesmo assim e apesar de não torcer pelo time— vou meter a minha colher e mexer a maionese, prestes a desandar no Morumbi.

Uma declaração de Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo Futebol Clube, me chamou a atenção. Após a desastrosa partida contra o The Strongest, boliviano, que complicou a vida do tricolor na Libertadores, Juvêncio alertou sobre a necessidade de o treinador, Ney Franco, partir para a “reflexão”. E prometeu fazer mudanças no time.

Todos se lembram que, no ano passado, após trazer de volta o  “disciplinador” Leão, adepto da linha dura, o presidente Juvêncio promoveu uma verdadeira “faxina”no elenco.

Deu no que deu, Leão teve passagem meteórica pelo clube, mas, se você lê habitualmente o noticiário esportivo, deve se lembrar que a gota d’água no copo do técnico foi o zagueiro Paulo Miranda. 

Em atitude de confronto, Leão “bancou” o jogador, relacionado para a partida contra a Ponte Preta, de Campinas, SP, em maio de 2012. O presidente Juvenal Juvêncio cortou o atleta nos vestiários e Leão miou feito gatinho.

Os demais detalhes do episódio não interessam, mas, hoje, Paulo Miranda está de volta ao olho do furacão. O zagueiro foi dos mais criticados na derrota para os bolivianos.

“O que tem a ver uma coisa com a outra?” —me perguntaria o inquieto torcedor do tricampeão do mundo. Na verdade, nada além do que foi dito. Paulo Miranda é apenas o elo desta história.

O entrevero com Leão já mostrava o tempo se fechando no São Paulo Futebol Clube. O mapa meteorológico (digamos assim) registrava períodos nublados, sujeitos a instabilidades que poderiam não ser passageiras, muito pelo contrário.

A contratação de Ney Franco afastou as nuvens carregadas, temporariamente. Hoje, o prenúncio de tempestade é claro. Trovoadas, raios e vendavais podem liquidar com o que resta de harmonia no elenco são paulino.

Ney Franco (chamado ostensivamente de “Ney Fraco” pelo torcedor) recebe um ultimato público do presidente Juvenal Juvêncio que recomenda “reflexão” sobre a equipe. Nem é preciso ler nas entrelinhas.

Juvêncio botox, digo, Juvêncio botou as manguinhas de fora e, na condição de presidente, promete nova limpeza de jogadores, como já fez no passado.

Situação difícil, pois se o atual “comandante” divergir da decisão coloca em risco a própria permanência no cargo.

Dorival Júnior, pelo menos da boca para fora, é o nome preferido de Juvenal Juvêncio para assumir o time, caso Ney Franco seja dispensado. Aqui é que eu entro, finalmente, no pesadelo tricolor.

Dizem, mas não provam, que os corredores do Morumbi andam produzindo “murmúrios paranormais”. Na ala interna dos descontentes fala-se, à boca pequena, que um certo treinador linha dura poderia voltar ao comando da equipe.

Aliás, esse mesmo treinador, recentemente, sugeriu que Juvenal imitasse o Papa Bento XVI e renunciasse da presidência tricolor. A sugestão colocaria o treinador na condição de desafeto “para sempre” de Juvenal, mas, em futebol, nada é para sempre.

Como se não bastasse, o maior ídolo da torcida tricolor, o goleiro Rogério Ceni, está desacreditado dentro do clube.

Cotado até para ser futuro presidente são paulino, o goleiro-artilheiro (em maré de má sorte) pode não ser obstáculo para impedir o retorno do outro guarda-metas (isso é antigo, hein?), que há muito tempo não se posiciona debaixo dos três paus (isto é mais antigo ainda).

Ceni somente conseguiria impedir o retorno da “fera”se abandonasse o futebol e fosse conduzido ao cargo de presidente do clube num passe de mágica. Nem *David Copperfield seria capaz de tal proeza.

O torcedor são paulino, espumando, pode estar perguntando agora:

— Mas que diabos você está dizendo, Flávio?

Não estou dizendo nada, apenas me permito fazer um exercício mental. Pense nisso. Você, melhor do que eu, pode encontrar uma resposta para desanuviar o tempo ruim que paira sobre o Morumbi.

Eu avisei, lá em cima, que ia meter a colher na maionese.

Será que acabei viajando?

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O elo entre as duas fases ruins do tricolor. A informação está no site do São Paulo FC. Aqui

Para relembrar. Zagueiro é cortado no vestiário. Aqui

Sugestão de renúncia. Aqui

O site de David Copperfield está aqui (apenas para os que não conhecem o mágico)

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Imagens: Colher na maionese – link / Paulo Miranda, zagueiro – link / Ney Franco, técnico do São Paulo FC – link /  Juvenal Juvêncio – link / Leão, ex-goleiro e técnico de futebol – link / Rogério Ceni, má fase - link

5 de abril de 2013

O TEMPO DO CORREIO “FURADO” JÁ PASSOU, MAS TEM GENTE QUE NÃO NOTOU

**Atualização: 06 de abril de 2013, às 13h45

carta Você, com menos de 25 anos, talvez não tenha vivido a época em que uma carta levava cerca de uma semana, às vezes até mais, para chegar ao destino pretendido. Não estou falando de distâncias entre Rio Grande do Sul e Amazonas ou Brasil e algum país vizinho, da América do Sul. A demora na entrega da correspondência era “marca registrada” do, então, deficiente Correio brasileiro. A coisa mais comum, era “jogar a culpa no Correio” para se justificar por qualquer assunto.

Com o advento público da *Internet, o envio de cartas vem diminuindo na proporção do aumento irrefreável do número de internautas, no mundo inteiro. Paralelamente, o Correio passou a se especializar na entrega de objetos e encomendas, via Sedex e PAC, por exemplo. Dá mais dinheiro e, afinal, as cartas estão fora de moda.

Hoje, com as redes sociais em pleno vigor, além dos e-mails, não dá mais para usar a velha desculpa do Correio para justificar falha, omissão, inadimplência, falta a compromissos e uma série de outros senões.

Você envia um e-mail e, em segundos já sabe se a mensagem chegou ao destino e se foi, inclusive, aberta pelo destinatário.  Ou seja, os tempos, definitivamente, são outros.

Porém, para algumas pessoas (notadamente as que têm muito mais de 25 anos) parece que o mundo continua igualzinho ao que era há duas ou três décadas. Você envia uma mensagem, sabe que a pessoa recebeu e aguarda a resposta em vão.

Existe o consenso de que assuntos comerciais e empresariais podem levar até uma semana para serem respondidos.

O trâmite interno de algumas organizações ainda é paquidérmico. Dependendo do que se trata, a mensagem passa de chefia em chefia, até o assunto ser destrinchado.

Alguns dias e reuniões depois, finalmente, vem a resposta. Em muitos casos, tarde demais.

Pessoalmente, considero que uma semana é tempo excessivo para qualquer negócio e o prazo coloca em evidência uma certa incapacidade empresarial para decidir.

Claro que há coisas que se resolvem por telefone, muito melhor. Mas, nem sempre isso é possível.

cel_chamando

Em teoria, os celulares viabilizam contatos imediatos. Na prática, quem recebe a chamada vê quem está chamando e, quase sempre, não atende!

Entre outros, este é um dos motivos que me levam a usar pouco o celular. Não consigo “selecionar” quem vou atender e quem vou ignorar. Comigo, é “alô!” e seja o que Deus quiser.

Na troca de correspondência eletrônica entre pessoas físicas, ainda que não se conheçam, a demora em responder só se justifica nos casos de ausência do país, doença ou algum motivo de força maior. Qualquer coisa além disso é pura descortesia. Se acontecer, não insista.

Para encerrar, resta o caso em que a gente envia um e-mail a uma pessoa considerada amiga e fica sem resposta. Insiste, um dia ou dois depois, e nada.

Nesse caso, a solução é simples e rápida: tire essa pessoa da lista de amigos.

Afinal, o tempo do Correio “furado” já passou.

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*Se tiver interesse, leia a história da Internet. Aqui

**Recebi, em newsletter da ProXXima, pesquisa interessante sobre o comportamento das pessoas no “mundo móvel”. Uma associação entre os sete pecados capitais e a conduta dos usuários de celulares. De certa forma, o levantamento está relacionado ao teor deste post. Veja, aqui

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Imagens: Cartas, fora de moda – link / E-mails substituem cartas – link / E-mail empresarial – link / Quem está chamando - link

4 de abril de 2013

DE HOJE EM DIANTE, SOU NEGÃO E SAPATÃO

daniela_mercury Uma das declarações mais comentadas desta quinta-feira é a de Daniela Mercury, dada ontem, via redes sociais. A cantora baiana, em nome “da sua liberdade e para mostrar visão de mundo”, revelou que está casada com a jornalista Malu Verçosa, da TV Bahia, nesse estado nordestino.

Eu estou pouco me lixando com “a orientação sexual” de cada um ou uma, porém, nesta terra em que bons e maus exemplos são seguidos por legiões de babacas, já antevejo o que virá. E se a notícia render frutos de mídia à cantora, não tenha dúvida de que muita gente vai tirar uma lasquinha e entrar no vácuo, como se diz em automobilismo, para aproveitar o efeito da revelação e cruzar a linha de chegada.

Meninos e meninas eufóricos, capricham na pose de libertários deixando claro o apoio à cantora, em causa própria, naturalmente. Olhando sobre os ombros, com ar de superioridade, todavia lançam chispas ao advertir: “se me chamar de bicha ou sapatão, proooceeeeeessssssssooooo, viu?”

“Dignidade, já” —dirá, certamente—  meu colega jornalista Leão Lobo, à quem admiro como profissional e como pessoa.

Gentil e delicado, sem a conotação pejorativa dos termos, Leão jamais se travestiu de cordeiro, mas, também, nunca ameaçou quem quer que seja por causa da preferência sexual assumida.

Da mesma forma, não poderá alegar ser vítima de preconceito, pois a revelação escancarada do time em que joga faz parte das razões (além da coragem e do talento) que o levaram ao sucesso. Leão Lobo sempre se comportou com extrema honestidade, sem subterfúgios.

Tenho a impressão de que Daniela Mercury também agiu assim. Portanto, sou levado a crer que, de fato, “a dona desta cidade” não usou a revelação para se promover. Ela nem precisa disso, apesar das sombras de Ivete Sangalo, Cláudia Leite e boa parte da trupe baiana do axé e outros ritmos dançantes em cima de trios elétricos.

Para Daniela Mercury, doravante, é “ado, ado, ado cada um no seu quadrado”. Ela é, agora, marido de Malu Verçosa, à esquerda na foto. A moça da direita é Fabiana Crato, ex-assessora de imprensa de Daniela e, também, “ex-amor” de Malu. Neste caso, Cupido gastou apenas uma flecha para acertar o emprego e a namorada de Fabiana, mas “o amor é lindo”.

Porém, “ah, porém”, muitos adeptos e adeptas da “mentalidade aberta e sem preconceito” que andam despontando, por aí, a pressionar governos, comissões, parlamentares, líderes religiosos e companhia ilimitada estão usando sua “orientação sexual” como instrumento de coerção contra a “sociedade opressora”.

Já começo por aí, ou seja, pela “orientação sexual”. Coisa mais escrota, hipócrita e desonesta, para ser franco. Que negócio é esse de “orientação sexual?”

Quem gosta da fruta, então, foi orientado ou orientada a gostar? Para mim, o argumento equivale a uma desculpa esfarrapada tipo “olhe, sou assim porque me fizeram ser dessa forma, sabe, mas sou gente boa”.

Quer assumir, sem traumas, sua escolha de vida? Tudo bem, mas admita, em primeiro lugar, que é SUA escolha, SUA opção, SUA preferência. 

Ninguém tem nada com isso, mas não precisa “culpar” alguém, sejam pais, parentes, amigos ou sei lá quem, pelo SEU comportamento sexual. Já estou de saco cheio de ouvir, ver e ler declarações de pessoas acusando pessoas, sob a alegação de serem vítimas de preconceito. Ora, vão… se catar.

sou_negao

Sou discriminado o tempo todo. Pela idade, pela aparência física, pela roupa que uso, pela condição social, pela crença, pela ideologia política e até pelo grau intelectual que possuo ou deixo de possuir.

Isso não acontece apenas comigo. O preconceito faz parte do dia a dia do cidadão brasileiro. Ninguém, mas ninguém mesmo, faz merda nenhuma para mudar isso.

Ser maioria, neste país, não está com nada. Quer saber? De hoje em diante, sou negão e sapatão.

Acho que, assim, estarei mais protegido em relação aos meus direitos de cidadão.

Então, mexa comigo, “pra ver o que é bom pra tosse”.

Quer queimar a rosca, rapaz? Problema seu.

E você, garota, gosta de meninas?

Divirtam-se, mas parem de encher o saco da nação.

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Daniela Mercury gritou aos sete ventos: “a dona dessa beldade”, sou eu! Aqui

Antes da polêmica declaração de Daniela, a cantora foi flagrada pela assessora aos beijos com Malu, em fevereiro. Aqui

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Imagens: Daniela Mercury – link /  Leão Lobo – link / Malu Verçosa e Fabiana Crato – link / Negão, caricatura - link

2 de abril de 2013

A CELEBRIZAÇÃO DO CRIME PELA MÍDIA. É POSSÍVEL?

caros_ouvintes

Já fiz, aqui no FG-News, várias referências ao site “Caros Ouvintes”, de Florianópolis, Santa Catarina. Bem cuidado, aborda diversos assuntos. Tendo em seu Conselho Editorial, Antunes Severo, Ricardo Medeiros, Emílio Cerri Neto, Sílvio Loddi e Alexandre Cerri a mídia rádio está entre os assuntos pautados pelo site. Esta foi a razão principal que me levou à descoberta de “Caros Ouvintes”.

De certa forma, era em algo muito parecido que eu pensava quando criei o FG-News, em 2009. Cheguei a reunir gente boa, mas não atingi, inteiramente, o objetivo de contar com uma equipe efetiva de colaboradores. Até os reuni, mas a falta de patrocínio, entre outros fatores, foi crucial para a manutenção da equipe, infelizmente. Razões de sobrevivência, mais do que mercadológicas, estão, sempre, em primeiro lugar. Aproveito para agradecer a todos pelo período em que emprestaram seu talento para a valorização editorial do FG-News, onde os fatos se encontram.

Voltando ao “Caros Ouvintes”, indico a você um artigo interessante de autoria de Jamur Júnior, foto acima. Intitulado “Guerra Urbana”, o texto é uma chamada à reflexão sobre o papel da imprensa e seu poder de influência sobre a sociedade.

O texto de Jamur Júnior, pioneiro na televisão paranaense, focaliza a TV Globo, mas a situação nos demais canais e em outras mídias jornalísticas não é diferente. Até que ponto nós temos responsabilidade na “celebrização” do crime?

“Como? Que história é essa?”, há de me perguntar —indignado— o colega profissional, com cara de poucos amigos. Como não quero brigar, mas, apenas, fomentar o debate, vamos diretamente ao assunto. Clique aqui.

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Para saber um pouco mais do articulista destacado, que tal ouvi-lo falar dele mesmo? Trata-se de um curto depoimento em áudio e vídeo. Como não consegui agregar o vídeo ao post, segue o link. Clique aqui.

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Imagens: Caros Ouvintes – link / Jamur Júnior - link

0 PULO DO GATO. 40 ANOS VIVENDO SÃO PAULO, COM JOSÉ PAULO DE ANDRADE

jose_paulo_de_andrade O FG-News registra com prazer e satisfação os 40 anos de José Paulo de Andrade à frente do programa “O Pulo do Gato”, da rádio Bandeirantes, de São Paulo. A data é comemorada neste dia 2 de abril.

Destaque nos sites e blogs especializados no setor radiofônico, “Zé Paulo” merece cada palavra escrita para marcar as quatro décadas de sucesso.

Sem favor algum, José Paulo de Andrade é o profissional em atividade mais respeitado e acreditado do radiojornalismo paulistano, paulista e, certamente, brasileiro.

Parabéns, “Zé”.  Não tem pra ninguém; o espaço aqui é seu.

Grande abraço.

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Imagem: José Paulo de Andrade - link