CONTATOS, INCLUSIVE ASSESSORIAS DE IMPRENSA:
FALE CONOSCO!

Navegue à vontade

Na coluna à direita, logo abaixo das postagens preferidas do leitor, está o ZAPPING. Através dele você tem acesso direto às noticiais do dia, nacionais e internacionais, além de informações sobre quase tudo. ZAPPING. Uma central de notícias e entretenimento em que você escolhe o que quer.

24 de abril de 2013

JÉRÔME VALCKE, DA FIFA: “DEMOCRACIA DEMAIS ATRAPALHA O FUTEBOL”

jerome_valcke

Jérôme Valcke,  o secretário-geral da Fifa —aquele mesmo que sugeriu um chute na bunda dos brasileiros para fazer as coisas entrarem no eixo para a Copa do Mundo de 2014— volta a ficar sob os holofotes.

Desta vez, o homem-forte da Federação Internacional do Futebol clamou por “menos democracia”. Em tom de lamento, Valcke afirmou que “menos democracia, às vezes, é melhor para organiza uma Copa”. E arrematou, dizendo que num país em que existe um homem forte, como na Rússia, que decide (nenhuma alusão à Dilma Rousseff, naturalmente), é mais fácil de organizar o evento. Antes de cairmos de pau em cima do “desastrado” secretário, é bom entendermos o que está nas entrelinhas da frase.

Para justificar a reclamação, ele trouxe à tona a complicada liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa. Jérôme Valcke reclamou da dificuldade para negociar, separadamente, em três níveis (federal, estadual e municipal) em cada estado em que a Copa vai se desdobrar. “Há pessoas diferentes, movimentos diferentes, interesses diferentes e é um pouco difícil organizar a Copa do Mundo nestas condições”.

Assim como no caso do “chute na bunda”, Valcke faz uma crítica (merecida) aos nossos homens públicos. Diante do tamanho do evento, gigantesco, dá para se imaginar o volume de dinheiro envolvido nas mais variadas etapas que compõem a Copa do Mundo.

gente_interessada

Esse é o ponto. O homem público brasileiro adora, basta reparar, uma negociação. Em tudo e para tudo a negociação está presente. A impressão nítida que se tem é a de que os representantes do povo estão sempre prontos a fazer a pergunta “e quanto é que eu levo nisso?”, antes de aprovar alguma coisa.

E mais não digo, porque vou ver o jogo do Brasil contra o Chile. Vou abrir uma cervejinha, me sentar diante da TV e torcer pela seleção. Mas, confesso que estarei pensando (é impossível não pensar) que em torno da Copa do Mundo “há pessoas diferentes, movimentos diferentes, interesses diferentes…”

Não morro de amores pela Fifa e seus métodos, mas acho que, no fundo, Jérôme Valcke está espantado. Ele não imaginava que a nossa “democracia” fosse assim, tão complicada. Entende?

  *** *** *** *** ***

A queixa do homem da Fifa está aqui

_________________

Imagens: Jêrôme Valcke -  link / Dilma Rousseff, presidente – link / Charge, adaptada - link