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Na coluna à direita, logo abaixo das postagens preferidas do leitor, está o ZAPPING. Através dele você tem acesso direto às noticiais do dia, nacionais e internacionais, além de informações sobre quase tudo. ZAPPING. Uma central de notícias e entretenimento em que você escolhe o que quer.

31 de maio de 2013

O PASSADO DE PRESENTE: “ABREM-SE AS CORTINAS” E “PIMBA NA GORDUCHINHA”

FG_FIORI_OSMAR_1982

A profissão me deu algumas grandes alegrias e continua me dando, ano após ano. Quando penso que as emoções já se esgotaram, um fato novo acontece e brotam lembranças que eu até julgava sepultadas sob fragmentos de imagens registradas durante uma vida inteira no exercício profissional.

Sempre que tenho oportunidade, digo, com satisfação, que tive a honra, o prazer e o privilégio de trabalhar em emissoras que eu admirava, ao lado de profissionais que eu idolatrava. Antes de ser um colega de trabalho, eu era fã de cada um de meus parceiros de jornada. Em meus momentos de introspecção, saboreio memórias acumuladas ao longo da vida e isso me fortalece o espírito.

Neste dia 31 de maio, completo 45 anos de “estrada”; 45 anos passados tão rapidamente que me parece terem acontecido ainda ontem. E para tornar mais vívidas e intensas as lembranças, o acaso me providenciou um presente especialíssimo. rodney_twitter

O jornalista e radialista Rodney Brocanelli, colunista especializado em rádio, resgatou para o site Radioamantes o áudio de um programa que apresentei na rádio Eldorado FM, de São Paulo, há quase 33 anos. Através de uma mensagem, pelo Twitter, Rodney me avisou, salientando: “acho que você irá se emocionar com isso”. 

Sem saber do que se tratava, fui conferir. Rodney Brocanelli estava forrado de razão. O que vi e ouvi, me fez viajar no tempo.

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Intitulado “Galeria”, o programa da emissora paulista recebia personalidades de vários segmentos profissionais. Eu e Wellington de Oliveira (à direita) nos revezávamos na apresentação.

O áudio que Rodney recuperou, registra o encontro que tive com dois dos maiores locutores esportivos que vi atuar: Fiori Gigliotti e Osmar Santos.

Fui colega de trabalho de Fiori, na Bandeirantes e, de Osmar, no Sistema Globo de Rádio. Eu tinha apenas a foto, acima, que registra o dia da entrevista. E mesmo assim, só a obtive graças ao amigo Edgard Gonçalves, quando da exposição comemorativa dos 50 anos da Eldorado, em 2008.

Dividido em 5 partes (falta apenas o encerramento) o programa destacado discorre sobre a arte de narrar futebol pelo rádio, traduzida pelo ponto de vista de dois fabulosos profissionais.

Uma frase, de Fiori Gigliotti, definiu, na entrevista, a essência da função de quem está diante do microfone transmitindo uma partida de futebol: “O narrador esportivo é um fabricante de emoções”.

Era disto que falava, por exemplo, o “garotinho” Osmar Santos quando descrevia a paixão contida no “tremular das bandeiras”. O torcedor, em casa, “via” com todas as cores a imagem que explodia na imaginação e no peito de cada ouvinte, como se estivesse no estádio, vibrando, em perfeita comunhão com a massa.

Fiori Gigliotti e Osmar Santos, artistas da bola ao microfone, sempre disseram o que o torcedor queria ouvir.

Obrigado, Rodney. Sem saber do que o dia de hoje representa para mim, você me deu um belo presente.

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Confira, diretamente no site do Radioamantes, a entrevista com Fiori Gigliotti e Osmar Santos. Clique aqui

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Créditos: Entrevista com Fiori Gigliotti e Osmar Santos, rádio Eldorado, 1982 (arquivo) / Wellington de Oliveira – link / Twitter Rodney Brocanelli (reprodução) / Bandeiras - link

25 de maio de 2013

MOACIR FRANCO ACREDITA NO FUTURO. ENTREVISTA DE JOSÉ NELLO MARQUES

Neste sábado, à tarde, depois de ver a decisão da Liga dos Campeões com a vitória do Bayern, de Munique, 2 x  1 contra o Borussia Dortmund, passei algum tempo navegando na Internet. Como já disse, aqui, várias vezes, costumo visitar alguns sites e blogs especializados em rádio e televisão, para acompanhar as novidades do mercado. 

Novidade é manga de colete, pois quase nunca vejo algo novo que mereça registro. Tem aquela “grande rádio” que sonha em conseguir uma emissora em FM e replicar a programação do AM (novo, né?). Destaque para outra, cujo diretor-geral acha “sensacional” ter um futebol diferente no ar, com o chatíssimo “papo de esperar trem” e nada de bola rolando. Tem os “planos” sempre audaciosos da equipe que foi expulsa da rádio que agora enche o saco do ouvinte com a conversinha ferroviária. Sem um lugar para ir, mantém a equipe trabalhando na web e alardeia os “altos índices” obtidos durante transmissões on-line. Finalmente, tem, também, a emissora do banco que entrou numa fria ao apostar que cobrir esporte é tão fácil quanto levar o cliente a fazer todo o serviço bancário através do computador. Enfim, o “novo” continua sendo o de sempre. E, no caso, o de sempre continua sendo coisa alguma. Uma pena.

Então, na falta de algo realmente novo para divulgar decidi destacar uma entrevista que o amigo José Nello Marques, atualmente na rádio “Tupi” AM, de São Paulo, fez com o showman, cantor, compositor, humorista e ex-deputado federal, Moacir Franco. Zé Nello é bom entrevistador e foge do lugar-comum. Com habilidade, consegue de seus convidados depoimentos saborosos, cheios de revelações e emoção.

ze_nello_moacir_francoNaturalmente, embora Moacir Franco seja compositor de sucesso no atual circuito denominado sertanejo universitário, é mesmo entre os cinquentões, sessentões, ou mais, que se encontra o maior público do artista.

Tenho uma passagem pessoal com ele. No início dos anos 1990, creio que em 92, me encontrei com Moacir Franco na TV Bandeirantes. Paramos para um papo rápido. “Gosto do seu trabalho”, ele me disse, gentilmente, “mas acho que você é ‘nervosinho’ no ar”. Direto, franco e certeiro. Sempre me senti, mesmo, “nervosinho” na TV, ao contrário do rádio, onde estive em paz e à vontade durante toda a carreira. Pouco tempo depois, deixei a TV. Não por influência de Moacir, mas ainda me lembro da observação do colega e sou grato a ele, até hoje, pela franqueza demonstrada. Moacir Franco nunca teve meias-palavras, como eu mesmo gosto de agir.

Ciente de que tem tido uma boa vida, Moacir Franco, a caminho dos 77 anos, acredita que ainda lhe restam uns dez por cento do tempo total reservado a ele, na Terra, pelo Criador. A gente espera que esse cálculo esteja equivocado e que o talento de Moacir Franco possa ser apreciado por muito tempo ainda. Particularmente, o grande desejo desse mineiro de Ituiutaba é deixar claro para as novas gerações que ainda há muito o que produzir. Se o fará em pouco ou bastante tempo, daqui para a frente, é outra questão. O importante é saber que produzirá, com certeza.

Pelo desejo e pela convicção de Moacir, decidi indicar a entrevista de Zé Nello. Dura pouco mais de meia hora. O link, abaixo, conduz a uma gravação em vídeo, feita durante a participação do artista na rádio “Tupi” paulista. Vale como registro. Os pequenos defeitos, alguns, são absorvidos sem comprometer o conteúdo. 

Vida, carreira, referência aos maiores sucessos e os planos de Moacir Franco são destaques. Aqui

Uma biografia de Moacir Franco pode ser lida aqui

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Créditos: Bayern, campeão - link / Novidades – link / O link com a entrevista, acima, conduz ao site Bastidores do Rádio / Foto: José Nello Marques e Moacir Franco, divulgação /

 

 

24 de maio de 2013

SANTOS, VACILÃO, TENTA FAZER DE NEYMAR O VILÃO E DECIDE ACEITAR PROPOSTAS

vilao_da_vilaNeymar pai, tinha razão. O homem ficou revoltado com o leilão que tentaram fazer do filho, Neymar Jr., jogador do Santos Futebol Clube. Desde a revelação de que em 2014 Neymar seria dono do próprio passe, poderia sair do clube e se transferir para onde quisesse, embolsando uma fortuna, começou a pressão. Pressão descabida, diga-se.

O contrato entre as partes, clube e jogador, foi negociado, avaliado e assinado legalmente. Está em vigor e não havia mais nada a acrescentar. Se houve algum vacilo comprovadamente bisonho por parte do clube, por que tentaram inverter a história e fazer com que Neymar aparecesse como vilão na história? Seria mais simples que os culpados pela “mancada” assumissem o erro.

Foi tanta pressão, inclusive de parte da crônica especializada (!!!), que Neymar sentiu-se obrigado a dizer que não vinha agindo de má fé. E começou a admitir deixar o Santos antes do prazo previsto em contrato, ou seja, após a Copa de 2014. Aí o Santos começou a desprezar ofertas, querendo mais e mais. Foi o leilão denunciado por Neymar pai. Se formos analisar friamente, toda a pressão em cima do atleta, nos últimos dias, ela se assemelhou a um grande e indisfarçável assédio moral. Tudo para fazer o jogar aceitar o que não era preciso. Afinal, um ano passaria depressa.

Diante do anúncio da oferta feita pelo Barcelona, hoje à tarde, o que houve com a valorização do atleta? Se Lucas, ex-São Paulo, foi vendido ao PSG por mais de 100 milhões de reais, que papo é esse de Neymar valer cerca de 74 milhões de reais, hein? Tem alguma coisa, nisso, que não me cheira bem.

O Santos chorou de barriga cheia, como demonstram informações publicadas pela grande mídia. Veja, por exemplo, os números alavancados por Neymar. Não haveria o que discutir, o time praiano vinha ganhando muito dinheiro.

Eu gostaria de ver Neymar esperar um ano e só se mandar depois da Copa, mas não vai dar. Real Madrid e Barcelona resolveram apostar as fichas na Joia. A imprensa especializada garante que Neymar já é do Barcelona.

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Os números provam: Santos, com Neymar, aumentou o total de sócios, faturou milhões e ganhou muito mais visibilidade mundial. Aqui

A pressão foi insuportável e o craque sucumbiu. Aqui

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Créditos: Neymar - link

23 de maio de 2013

A FESTA DA LICENÇA-MÉDICA NO SENADO

ralo

Você quer saber aonde o governo gasta o dinheiro que arrecada através de impostos?

Qualquer militante do partido que está no poder dirá que “a arrecadação é gasta em benefícios sociais, saúde, educação, alimentação, obras de infraestrutura, pavimentação, segurança” e por aí vai. A lista é muito maior do que citamos, mas não é somente isso que, em teoria, funciona como ralo por onde escoa a verba oficial.

Digo em teoria, porque, além dos programas de governo (alguns sob suspeita), na prática, grande parte dos gastos se refere ao custo da máquina administrativa. Esta, sim, suga fortunas do orçamento. E tem coisas que acontecem há tanto tempo que admira não terem sido, ainda, eliminadas.

Um dos exemplos é a revelação feita pelo jornal O Estado de São Paulo, sobre licenças-médicas de servidores do Senado Federal, no período de 2011 e 2012. Os primeiros meses deste ano, com o Senado já sob a presidência de Renan Calheiros, não entraram na apuração. Um absurdo. A maioria das licenças foi concedida a servidores efetivos, que não podem ser demitidos.

O problema fica ainda maior por que esse tipo de coisa acontece (em menor ou maior escala) nas esferas estadual e municipal também. Como diz o ditado popular, tudo é farinha do mesmo saco. E adivinhe quem paga pela pizza?

Quando algumas vozes se insurgem contra privilégios de servidores públicos, entre elas a estabilidade no emprego (para ficar só nisso) logo surgem protestos e entram em cena os apologistas do status quo com a cândida justificativa: “É que servidor público não tem Fundo de Garantia, entende?”

Entendo, claro, mas em contrapartida há licenças-prêmio (antigas, porém ainda usadas em muitos municípios), quinquênios, quartas e sextas-partes e tantas outras rubricas que compõem o contracheque do servidor que, em alguns casos, beiram ao escândalo.

Como contribuinte, você prefere ver uma criança na escola, um doente atendido no sistema público de saúde, uma rua asfaltada, iluminada, segurança, transporte decente ou garantir ao servidor espertalhão o “direito” (legal, inclusive) de usar mentirinhas para ficar afastado do serviço, recebendo dinheiro de verdade?

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A denúncia do Estadão, aqui

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Créditos: Ralo – link / José Sarney e Renan Calheiros – link / Holerite - link

22 de maio de 2013

ESTRATÉGIA EM CIMA DO BOLSA FAMÍLIA PODE TER SIDO MARKETING DA SITUAÇÃO

Depois de acusar a oposição pela corrida à Caixa Econômica Federal de beneficiários da Bolsa Família para sacar o dinheiro, o governo deu a boa notícia à quase 14 milhões de famílias inscritas no programa social. O pagamento será mantido, apesar dos boatos.  O incentivo tem esse nome, naturalmente, para não ser enquadrado em alguma lei eleitoral que proíba aliciar eleitores em troca de vantagens nas urnas.

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A boataria deu o que falar. Até o ministro da Justiça, o indefectível Eduardo Cardozo, por coincidência filiado ao Partido dos Trabalhadores (mas é só um detalhe), entrou de sola na questão e foi duro com os “inimigos”. Durante a troca de acusações mútuas, falou-se à exaustão sobre a Bolsa Família.

Dentro da lógica do “falem bem ou mal, mas falem de mim”, o plano funcionou; afinal, para o governo petista, empenhado em consolidar a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição, em 2014, o bate-boca na mídia foi perfeito para chamar a atenção do eleitorado.

Vista a coisa sob esse ângulo, fiquei com a famosa pulga atrás da orelha. Se não ouvi vozes do além, foi ela, a pulguinha (sim!), que me disse zombeteira: “Nada como fazer os trouxas trabalharem por nós”.

Engana-se quem pensa que a pulguinha se referiu ao revoltado cidadão brasileiro (de cujos bolsos saem os recursos para bancar o benefício). A frase, na verdade, teria nascido no comando petista que, certamente, deu uma lição de estratégia, usando a oposição para propagandear o Bolsa Família.

Fui claro?

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Ministro fala de “ato planejado” contra Bolsa Família. Aqui

E, para não deixar dúvida na cabeça do povo, o recado tranquilizador. Aqui

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Créditos: Beneficiários do Bolsa Família correm às agências da Caixa – link /José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça – link / Bolsa Família - link

20 de maio de 2013

RAMOS CALHELHA DÁ ASAS A JONATHAN GAIVOTA. A VIAGEM PARA O MUNDO DESEJADO

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Qual é o seu anseio de vida? A realidade tem correspondido àquilo que você desfruta ou projeta para o seu futuro? Eis uma resposta difícil e delicada. A maioria das pessoas não se detém para pensar no assunto.

Em muitos casos, quando o fazem, acabam se conformando com a realidade e atribuem aos mais diferentes motivos o destino de suas vidas. Em geral, surge um certo conformismo quando somos levados a justificar a distância que nos separa do lugar em que estamos daquele em que gostaríamos de estar, mas, por razões diversas, não conseguimos alcançar.

Você já pensou, um dia, sobre isso? De vez em quando, todos fazemos os chamados “balanços de vida”; é quando comparamos as colunas de créditos e débitos, ansiando por ver no final um saldo positivo. Também é comum ouvirmos de alguém a conhecida frase “não posso reclamar do que a vida me reservou”.

Este é o ponto. Será, mesmo, que a vida nos reserva o futuro que devemos ter? Ou é possível mudarmos nosso destino? Uma questão complicada, sem dúvida.

Com o passar do tempo, algumas de nossas antigas prioridades vão se modificando. Talvez seja o tal conformismo, já evocado, mas o fato é que todos nós, de um jeito ou de outro, acabamos por nos render ao fato consumado.

A carreira profissional, a família que constituímos, os amigos que fizemos, o patrimônio que amealhamos —tudo, enfim— entra nesse balanço. O que você imaginou para sua vida está acontecendo? Aconteceu? Em caso contrário, por que os planos não se tornaram realidade?

Estava imerso em pensamentos parecidos quando encontrei em meus arquivos um conto narrado pelo excelente e inesquecível locutor Ramos Calhelha, um dos nomes de maior prestígio entre os profissionais da voz de todos os tempos. Não apenas pelo estilo e timbre inconfundíveis, mas, também, porque no vácuo de sua ausência não surgiu ninguém para preencher esse vazio.

Temos, aqui e ali, um pouco do narrador no estilo de um locutor do Rio de Janeiro; uma certa semelhança com Calhelha na voz de um colega de São Paulo e, talvez, outros poucos mais em todo o Brasil, mas são apenas incidências pontuais. Uns e outros, somados, não se equiparam ao mestre, cuja técnica transbordava em talento e personalidade.

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A narração (pouco conhecida hoje) é muito oportuna para este momento de instrospecção. Trata-se da adaptação do livro de Richard  Bach, “Jonathan Livingston Seagull — a story”. Lançado em 1970, nos Estados Unidos, foi traduzido e publicado,  depois, no Brasil, com o nome de Fernão Capelo Gaivota.

Em 1973 surgiu a versão cinematográfica do livro, tornando-o conhecido e discutido em mais de 70 países do mundo. De cunho espiritualista, o filme dirigido por Hall Bartelett sugere a discussão de dogmas e fundamentos espirituais como, por exemplo, a reencarnação. Profissão de fé à parte, no final, aponto um link em que você poderá assistir ao filme, caso lhe interesse. A trilha musical é assinada por ninguém menos que Niel Diamond.

A adaptação narrada por Ramos Calhelha, intitulada “Jonathan Gaivota”, é imperdível. Ouça-a e delicie-se com as variações vocais espetaculares durante a narrativa. Nas asas da imaginação somos transportados —literalmente— para o cenário sombrio, rústico, sofrido, limitado e, ao mesmo tempo, etéreo, pleno de sonhos, luz e conquistas da gaivota que acreditava em uma vida melhor. Um mundo acessível a todos; bastando para tanto, querer.

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Em 22 minutos, Ramos Calhelha cria imagens sonoras precisas e preciosas como só um mestre da narrativa é capaz de criar. O arquivo pode demorar um pouco mais para carregar. Clique sobre o play e dê pausa em seguida. Quando carregado, você vai ouvir a narração sem interrupções.

Jonatan gaivota by Flávio Guimarães

Moacir Ramos Calhelha morreu em 12 de setembro de 2002, aos 83 anos de idade. Para saber mais do profissional, clique aqui.

O filme derivado do livro tem quase 100 minutos. Chegando ao link, siga as instruções. Os quadrinhos com publicidade desaparecem quando você escolhe assistir em tela cheia. Clique aqui

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Imagens: Gaivotas – link / Balanço – link / Richard Bach, escritor – link /  Ramos Calhelha, narrador – link / “Jonathan Livingston Seagull — a story” – link / O arquivo contendo a narração de Jonathan Gaivota está disponível, em 17 partes, no site Vozes Brasileiras, aqui

17 de maio de 2013

FUTEBOL, NEGÓCIO DE BILHÕES. TORCEDOR É O ÚNICO QUE ABRAÇA O ESPORTE POR PAIXÃO

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O torcedor é o único que ainda se entrega à paixão do futebol. Ele continua sendo capaz de fazer loucuras para apoiar o time do coração. Não importam distância, preço do ingresso e até questões de segurança; importante é aplaudir a equipe que representa seu ideal esportivo. Por tal dedicação, todo o respeito ao torcedor.

Infelizmente não é como pensam dirigentes de clubes, empresários e procuradores de atletas, os próprios atletas e entidades oficiais que orbitam o universo futebolístico. Para eles, o esporte bretão é somente negócio e vem se transformado, cada vez mais, em máquina de fazer dinheiro. Duas realidades distintas, embora estejam interligadas.

Um bom exemplo é Neymar Jr. Você abre um jornal, liga o rádio, assiste à televisão e o assunto logo vem à tona. Barcelona, Real Madrid e outros pretendentes, até do futebol árabe —onde dinheiro jorra como petróleo— travam uma disputa para ver quem fica com o jogador. Se eu fosse escolher, mandaria a Joia para o Barça. Acho que vai dar “liga” com Messi.

Neymar pai, que cuida dos interesses financeiros do filho diz que não tem pressa em acertar com qualquer clube antes da Copa do Mundo, em 2014. E garante que o filho está feliz e isso é o que importa. A verdadeira razão para não precipitar a transação é uma só: se o negócio for feito agora, a bolada terá que ser dividida entre o jogador, o Santos e investidores que detém um porcentual do valor do passe. Foi o acerto que o Santos fez, na tentativa de segurar o jogador na Vila até a Copa do Mundo.

Por contrato, se a venda for feita depois da Copa, todo o dinheiro é de Neymar. Um negócio meio esquisito, mas inteiramente legal. Até onde se sabe, as tratativas foram conduzidas por gente grande e experiente no assunto, mas parece que alguém pisou na bola. E claro que não foi Neymar, pois craque é craque e não dispensa um “drible” até na hora de assinar contratos. 

Defensores dos interesses do clube, entre eles o amigo Milton Neves, torcedor e conselheiro do peixe, gritam e se dizem indignados com a insensibilidade da Joia, cujo destino é deixar o gramado de Vila Belmiro, correr atrás da bola em solo europeu e brilhar para o mundo. Movido a caminhões de dinheiro, o futebol nem considera o torcedor.

Outra demonstração dos altos valores que envolvem os negócios gerados pelo futebol, é a informação da Fifa sobre os resultados financeiros obtidos, até agora, com a Copa do Mundo de 2014. Uma fortuna tão elevada que já é considerada a maior cifra obtida pela competição, em todos os tempos. E ainda estamos a pouco mais de um ano da Copa propriamente dita. Ou seja, vai passar muita água por baixo dessa ponte até 2014. É dinheiro que não acaba mais. Fica fácil entender, inclusive, porque a classe política tupiniquim está maluca com o assunto. Todos querem tirar uma lasquinha, “em defesa do futebol brasileiro”, ora. 

Diante disso, embora perguntar ofenda (como diz José Nello Marques), por que a Fifa recruta voluntários para trabalhar, de graça, durante o evento?

Uma das razões é notória, a paixão do torcedor. Por amor ao futebol, aceita ralar sem receber remuneração. Para ele (e ela, claro), basta ter acesso aos estádios (sem garantia de assistir aos jogos) e participar do “clima”. Dá para entender.

Diante de tanto dinheiro arrecadado, não sobra o suficiente para pagar quem trabalha na Copa? A Fifa bem que poderia escalar o “jeitoso” Jérôme Valcke para nos explicar a questão.

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Dentre os vários interessados em Neymar está o Barcelona. Mas o Santos alega que  a oferta do Barça “não agradou”. Aqui

Pai do craque diz “não tem porque Neymar sair agora”. Aqui

A Copa mais rendosa de toda a história vai ser realizada no Brasil, segundo a própria Fifa. Aqui

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Imagens: Torcida – link / Capa: Messi e Neymar – link / Milton Neves – link / Logo Fifa – link / José Nello Marques – link / Jérôme Valcke - link

16 de maio de 2013

BULLYING DE RONALDINHO GAÚCHO PODE AFASTAR O GALO DA LIBERTADORES

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Está na hora de os clubes do futebol brasileiro começarem a questionar a Conmebol. O que se viu, ontem, no Pacaembu, em São Paulo, foi vergonhoso. Ladroagem explícita, transmitida ao vivo para todo o continente latino-americano e, certamente, algumas outras partes do mundo.

Cássio à parte, o árbitro paraguaio Carlos Amarilla enterrou as pretensões corintianas em relação à Taça Libertadores da América. Quatro lances decisivos, que poderiam ter dado outro rumo à partida, foram o saldo de uma atuação desastrada da arbitragem no jogo entre Corinthians X Boca Juniors, da Argentina.

A sucessão de erros não serviu apenas para entalar um grito de revolta na garganta da nação corintiana, mas se transformou em motivo de protesto que deve unir todas as torcidas.

Não é possível que a Conmebol deixe de se manifestar sobre o que vem acontecendo na competição. A entidade precisa tomar uma atitude enérgica, ou deixará no ar a impressão de estar prejudicando —deliberadamente— alguns, em favorecimento de outros.

A Conmebol usa imagens da competição e pune clubes, jogadores e treinadores com penalidades que extrapolam o bom senso e beiram o ridículo protecionismo a times medíocres do futebol sul-americano. Por que não faz o mesmo em relação à arbitragem? Clubes, dirigente e atletas são passíveis de punição se cometem falhas, os árbitros não?

O que falar das exigências para os clubes brasileiros, quanto à capacidade dos estádios e normas de segurança — para  citar apenas disso?  Rígidas e unilaterais, chegam a ser mal intencionadas. Típico comportamento que utiliza dois pesos e duas medidas, pois alguns times que participam do torneio mandam jogos em estádios dignos da várzea.

Acanhados, inseguros, mal iluminados, não oferecem acomodações dignas ao torcedor e arriscam a integridade física dos competidores. São verdadeiras ratoeiras. Veja, como exemplo, acima, o Estádio Nicolas Leoz, em Assunção, no Paraguai.

O lamentável episódio do sinalizador, em Oruro, Bolívia, não pode ser esquecido, mas como admitir que em jogo posterior a TV mostrasse uma torcida local praticamente incendiando arquibancadas com fogos de artifício e sprays, transformados em autênticos lança-chamas? Se aquilo tivesse acontecido no Brasil os times mandantes talvez fossem banidos para sempre do torneio. Mas, como foi na Venezuela, tudo bem?

O descaso da entidade máxima do futebol sul-americano não é de agora. Basta lembrar os problemas que o São Paulo, por exemplo, teve com o Tigres no episódio em que os argentinos viraram a mesa e culparam diretamente o tricolor do Morumbi, quando todos viram, ao vivo, o que aconteceu. A entidade, ao que tudo indica, ainda estuda uma punição ao São Paulo por causa da confusão da final da Sul-Americana. 

E o time do Morumbi ainda levou mais uma lambada, desta feita na Libertadores. O “gancho” de Luís Fabiano, quatro jogos, porque o jogador reclamou com o árbitro após a partida contra o Arsenal de Sarandi, no Pacaembu, SP.

Para evocar mais uma punição a brasileiros, tem o caso do Grêmio gaúcho. Vanderlei Luxemburgo pegou suspensão de seis partidas e não pode comandar a equipe até as finais, caso o time chegue nessa fase. Sim, sobraram algumas punições para o Huachipato, do Chile, mas nem se comparam às que foram aplicadas a brasileiros. Casualidade?

Fico imaginando o argumento que poderá ser usado para “limar” o Galo mineiro da competição. Uma boa desculpa talvez fosse o fato de que Ronaldinho Gaúcho está jogando muito o que poderia representar uma terrível humilhação para os coitadinhos atletas de outros times, menos destacados.

A justificativa poderia já estar prontinha para seu usada: “Nosotros repudiamos el bullying no fútbol del sudamerica!”

Conta outra, Conmebol.

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O lança-chamas, criado em Caracas, Venezuela, passou batido. Aqui

Após confusão, no Morumbi, na final da Sul-Americana, o Tigres se queixou à Conmebol. Aqui

Imaturo, Luís Fabiano foi dar uma “dura” no árbitro após a partida contra o Arsenal, no Pacaembu e levou “gancho” de quatro jogos. Aqui

Vanderlei Luxemburgo não é nenhum santo, mas e os outros? Aqui

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Imagens: Ronaldinho Gaúcho – link / Carlos Amarilla – link / Estádio Nicolas Leoz – link / Lança-chamas – link / Luís Fabiano discute com Wilmar Roldán – link / Confusão, contra Huachipato - link

14 de maio de 2013

MÉDICOS OU AGENTES INFILTRADOS? O QUE ESTÁ POR TRÁS DO MAL DA SAÚDE?

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De quando em quando, algumas correntes oportunistas ganham a rede e a mensagem se multiplica com velocidade incontrolável. Na maioria das vezes, trata-se de alguma gozação e, exatamente por isso, cai nas graças do povo.

Hoje, quero destacar uma nova mensagem que está circulando pelo país. Colocando-se contra a intenção do governo em trazer seis mil médicos cubanos para trabalhar, principalmente, nas áreas mais remotas e carentes do território nacional, a corrente ganha corpo, arregimenta simpatizantes e, claro, também ganha inimigos. Na verdade, ninguém sabe quem criou a campanha, mas é possível ter uma ideia de onde partiu.

Dentro e fora do partido que atualmente ocupa o poder a reação é mais que natural. Em movimento igualmente articulado, a militância partidária da situação está se contorcendo de ódio mortal contra os autores da corrente.

Sem entrar no mérito partidário da questão, sugiro que você assista ao vídeo abaixo e tire conclusões. Como dizem, pode ser e pode não ser verdadeira a acusação que extrapola a simples contratação de médicos estrangeiros, mas dá o que pensar. Típico produto das teorias de conspiração, esta corrente ainda vai dar muito o que falar. E pensar, naturalmente.

Para não ter que assistir ao comercial que aparece no começo do vídeo, aguarde cinco segundos de reprodução e clique em PULAR ANÚNCIO.

infiltrados

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Imagens: Rachel Sheherazade – fotograma extraído do vídeo a que remete o link / Amor e Revolução: divulgação - link

13 de maio de 2013

EM FRENTE E PARA O ALTO, A CAMINHO DA EVOLUÇÃO

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Amigos da rede, voltei. Durante a semana em que estive fora, fiz questão de não ver nada o que estava rolando no Brasil e no mundo. A sensação de estar alienado é até agradável, no início, mas uma parte da gente começa a se incomodar.

Não é fácil abandonar o hábito de se manter informado tanto quanto possível. Ainda mais agora, com o auxílio da Internet e das redes sociais, em que podemos acompanhar tudo o que acontece, em tempo real.

Posso ser otimista por natureza, mas acredito que o caminho para a plenitude do ser humano é o do conhecimento. Em todos os níveis e segmentos da vida. As prioridades podemos escolher — conforme o gosto e a personalidade de cada pessoa — enquanto avançamos no tempo e no espaço colhendo informações.

Por informação, entendemos tudo e qualquer coisa.

A condição do tempo; o melhor período para pescar lambaris; a lua que favorece esta ou aquela semeadura; o preço dos alimentos; o político que, finalmente, vai pagar pelos atos de corrupção praticados; um curso de artesanato, de pintura, de ioga, enfim, qualquer coisa.

Tudo é importante e faz parte desse grande emaranhado que é a Terra e que nos une, mesmo que não percebamos.

Aliás, este é um dos fascínios da vida. Por mais independentes que pensemos ser, sempre haverá alguém de quem dependemos inteiramente. Como se a vida sussurrasse o tempo todo em nosso ouvido: “ninguém faz nada sozinho”.

Sendo assim, agora que estamos de volta, vamos que vamos. Em frente e para o alto, a caminho da evolução.

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Imagens: Decolando - link / Redes Sociais – link / Lambaris – link

3 de maio de 2013

PAUSA PARA UMA PAUSA

pausa

Aos amigos da rede, um aviso: até o próximo dia 12, domingo, estarei fora. Nesse período ficarei sem postar nada aqui. Espero “ver” a todos, a partir do dia 13.

A coluna ZAPPING, acessível pelo menu lateral, à direita, é atualizada diária e automaticamente. Nela, você encontra horóscopo, música, cinema, televisão, novelas, Internet, tecnologia e economia. Nesse campo, os tópicos mais procurados estão indicados separadamente. direita

Assim, você vai direto ao assunto sem ter que procurar o que deseja entre os vários setores que  compõem a pauta da área econômica. Para ver o menu, basta passar o cursor do mouse na lateral direita. Siga a seta, pule o anúncio e dê uma subidinha. (sacanagem, né?) 

ZAPPING é o terceiro item, de cima para baixo. Isto é sério.

É curioso notar como muitos leitores desconhecem a seção. Eu sei que, na rede, tudo é muito vapt-vupt, as pessoas entram e saem com alguma pressa, mas experimente dar uma zapeada. Como diz a Pepsi, pode ser bom, pode ser muito bom. 

Ah, se você tiver um tempinho, clique no segundo ícone de cima para baixo. É onde estão os amigos da rede. Faça o seu cadastro e junte-se a nós. No restante do menu você encontra informações básicas.

O visual do blog tem permanecido no modelo “Sidebar” porque facilita a consulta, na coluna à esquerda, dos posts já publicados.  Além disso, abre melhor na maioria dos navegadores.

Não se esqueça, porém, que na barra preta horizontal superior (ok, nada de seta), você pode escolher o seu visual preferido clicando sobre a opção desejada. São sete modelos, no total.

protecaoEnfim, acho que é tudo. O blog não tem câmeras, alarme, cerca eletrificada ou qualquer outro tipo de barreira. Nem, tampouco, cães de guarda. Isto significa que a casa é sua. Entre e fique à vontade.

Até a volta.

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Imagens: Ícone Pausa (editado) – links 1 e 2 / Equipamentos de segurança patrimonial – link / Cães de guarda – link / Seta – link / Teclado - link

2 de maio de 2013

MAIS UMA NOVIDADE CIENTÍFICA. NOJENTA, MAS TEM GENTE QUE COME

vai_encarar

Terminado o jogo São Paulo 1 X Atlético 2, no Morumbi, em São Paulo, capital, voltei para a Internet. Vim dar uma última espiada nas notícias e puxar uma delas para o blog. Hoje, me atrasei e não selecionei nada até depois do jogo.

Como não sou torcedor do tricolor (nem do galo), eu não estava com aquela “dor de barriga” clássica de quem sabe que vai ser “pedreira” a próxima partida, no Horto, onde fica o estádio Independência, na capital mineira, em que o Atlético manda os jogos.

Não estava com a dor de barriga, mas fiquei enjoado. Nada a ver com futebol. O motivo nauseabundo (eta palavrinha, não?) foi uma notinha displicente, jogada meio assim como quem não quer nada, no site VÍRGULA, hospedado no UOL.

Eu já disse, em outras ocasiões, que a gente deve ter uma certa cautela ou, pelo menos, esperar um pouco mais, ao ler declarações médico-científicas a respeito de alimentos, bebidas e até hábitos considerados vícios nocivos à saúde.

Explico: uma hora, o café é um grande vilão e pode encurtar a vida do consumidor habitual da bebida. Noutra  hora, a rubiácea (outra palavrinha!) passa a ser considerada extremamente saudável.

Depois, é o chocolate. Primeiro, desce no conceito porque é perigoso. Mas, como a história se repete, logo vem a informação que o produto extraído do cacau é benéfico e deve ser consumido sem susto e com um certo abuso, quem diria.

Até a cerveja, invariavelmente condenada, de uma hora para outra passa a ser uma beleza inclusive contra o câncer. Dei apenas três exemplos, mas há muitos mais. Você sabe disso.

O que tem a ver o que acabei de dizer com o que realmente pretendo falar?

Olha, para ser sincero, a informação que vou destacar não trata de um alimento, embora tenha gente que goste e coma (blérg!). Tem a ver, isto sim, com a criação, ou seja, educação de cada pessoa.

É melhor você verificar diretamente do que se trata, ok?

Eu já vou antecipando que não estou nem aí para a sugestão contida em mais uma “descoberta” científica, que você vai ler no VÍRGULA.

Normalmente, ilustro o blog com uma imagem sobre o tema. Como não estou antecipando, exatamente, do que se trata, claro que eu não iria botar, aqui, uma ilustração esclarecedora. Meu texto, então, não teria nenhum sentido. Peço desculpas pela falseta (ih, hoje é o dia das palavrinhas), mas achei melhor cada pessoa fazer a descoberta por si mesma.

Se você não quer arriscar, tudo bem.

Se quiser, vá fundo, mas, depois, não venha me acusando de ser nojento.

E aí, vai encarar?

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A “iguaria” está no link a seguir, mas vá com calma. Clique aqui

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Imagem: Vai encarar? (retocada) - link

1 de maio de 2013

SINAL DOS TEMPOS. NEM A MAIS ANTIGA DAS PROFISSÕES É A MESMA

andressa_urach

Aos 63 anos, já vi bastante do “antes” e do “agora”. Posso dizer que sou um homem do meu tempo com a experiência de quem viu, viveu e tem vivido algumas das principais mudanças  provocadas pelos avanços da Ciência, da Medicina, da Tecnologia e dos usos e costumes. De todas, as mais complicadas para entender são as últimas.

Não quero fazer um balanço —certamente enfadonho— e comparar as duas épocas, mas é impossível não situar, pelo menos, a mudança que houve no departamento de usos e costumes. Antes que os patrulheiros de sempre fiquem ouriçados, sou da opinião que cada um faz o que achar melhor para si e sua vida, mas, confesso não entender direito algumas coisas.

Como exemplo, cito a “celebridade” Andressa Urach, modelo brasileira que se tornou famosa por ter ficado em segundo lugar num concurso de bunda. Pois é… tem concurso de tudo. Muito bem, a moça quer porque quer deixar claro que transou com Cristiano Ronaldo, jogador do Real Madrid, da Espanha. E faz disso um troféu.

Usando a mídia, Andressa espalhou por onde pôde que “ficou” com o atleta. E, não satisfeita, chegou a divulgar detalhes que não interessam à ninguém. Cristiano Ronaldo nega e diz que a moça é maluca. Furiosa, ela se diz magoada e “usada” pelo jogador.

O que aconteceu entre os dois, no hotel, se aconteceu, deveria ficar por lá e fim de papo, mas não para Andressa que, se entendi direito, vê no episódio uma valorização profissional. Tá certo que essa profissão é a mais antiga do mundo, mas confesso que não entendo e me espanto com tanto esforço da moça em provar que Cristiano Ronaldo a levou para a cama.

Nessa hora é que me pego pensando como o conceito de certas coisas mudou ao longo das últimas décadas. Antes, qualquer mulher, no lugar de Andressa, iria querer silêncio absoluto. Se caísse na boca do povo, estaria com o futuro comprometido.

O barulho que Andressa está fazendo em torno do envolvimento com o craque do Real Madrid é, no mínimo, surpreendente, pois tudo o que ela quer é ficar conhecida como aquela que deu, ainda que nunca tenha dado, para Cristiano Ronaldo. Se é que dá para entender.

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A “epopéia” de Andressa Urach está aqui

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Imagens: Andressa Urach – link / Cristiano Ronaldo - link