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23 de maio de 2013

A FESTA DA LICENÇA-MÉDICA NO SENADO

ralo

Você quer saber aonde o governo gasta o dinheiro que arrecada através de impostos?

Qualquer militante do partido que está no poder dirá que “a arrecadação é gasta em benefícios sociais, saúde, educação, alimentação, obras de infraestrutura, pavimentação, segurança” e por aí vai. A lista é muito maior do que citamos, mas não é somente isso que, em teoria, funciona como ralo por onde escoa a verba oficial.

Digo em teoria, porque, além dos programas de governo (alguns sob suspeita), na prática, grande parte dos gastos se refere ao custo da máquina administrativa. Esta, sim, suga fortunas do orçamento. E tem coisas que acontecem há tanto tempo que admira não terem sido, ainda, eliminadas.

Um dos exemplos é a revelação feita pelo jornal O Estado de São Paulo, sobre licenças-médicas de servidores do Senado Federal, no período de 2011 e 2012. Os primeiros meses deste ano, com o Senado já sob a presidência de Renan Calheiros, não entraram na apuração. Um absurdo. A maioria das licenças foi concedida a servidores efetivos, que não podem ser demitidos.

O problema fica ainda maior por que esse tipo de coisa acontece (em menor ou maior escala) nas esferas estadual e municipal também. Como diz o ditado popular, tudo é farinha do mesmo saco. E adivinhe quem paga pela pizza?

Quando algumas vozes se insurgem contra privilégios de servidores públicos, entre elas a estabilidade no emprego (para ficar só nisso) logo surgem protestos e entram em cena os apologistas do status quo com a cândida justificativa: “É que servidor público não tem Fundo de Garantia, entende?”

Entendo, claro, mas em contrapartida há licenças-prêmio (antigas, porém ainda usadas em muitos municípios), quinquênios, quartas e sextas-partes e tantas outras rubricas que compõem o contracheque do servidor que, em alguns casos, beiram ao escândalo.

Como contribuinte, você prefere ver uma criança na escola, um doente atendido no sistema público de saúde, uma rua asfaltada, iluminada, segurança, transporte decente ou garantir ao servidor espertalhão o “direito” (legal, inclusive) de usar mentirinhas para ficar afastado do serviço, recebendo dinheiro de verdade?

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A denúncia do Estadão, aqui

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Créditos: Ralo – link / José Sarney e Renan Calheiros – link / Holerite - link