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16 de maio de 2013

BULLYING DE RONALDINHO GAÚCHO PODE AFASTAR O GALO DA LIBERTADORES

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Está na hora de os clubes do futebol brasileiro começarem a questionar a Conmebol. O que se viu, ontem, no Pacaembu, em São Paulo, foi vergonhoso. Ladroagem explícita, transmitida ao vivo para todo o continente latino-americano e, certamente, algumas outras partes do mundo.

Cássio à parte, o árbitro paraguaio Carlos Amarilla enterrou as pretensões corintianas em relação à Taça Libertadores da América. Quatro lances decisivos, que poderiam ter dado outro rumo à partida, foram o saldo de uma atuação desastrada da arbitragem no jogo entre Corinthians X Boca Juniors, da Argentina.

A sucessão de erros não serviu apenas para entalar um grito de revolta na garganta da nação corintiana, mas se transformou em motivo de protesto que deve unir todas as torcidas.

Não é possível que a Conmebol deixe de se manifestar sobre o que vem acontecendo na competição. A entidade precisa tomar uma atitude enérgica, ou deixará no ar a impressão de estar prejudicando —deliberadamente— alguns, em favorecimento de outros.

A Conmebol usa imagens da competição e pune clubes, jogadores e treinadores com penalidades que extrapolam o bom senso e beiram o ridículo protecionismo a times medíocres do futebol sul-americano. Por que não faz o mesmo em relação à arbitragem? Clubes, dirigente e atletas são passíveis de punição se cometem falhas, os árbitros não?

O que falar das exigências para os clubes brasileiros, quanto à capacidade dos estádios e normas de segurança — para  citar apenas disso?  Rígidas e unilaterais, chegam a ser mal intencionadas. Típico comportamento que utiliza dois pesos e duas medidas, pois alguns times que participam do torneio mandam jogos em estádios dignos da várzea.

Acanhados, inseguros, mal iluminados, não oferecem acomodações dignas ao torcedor e arriscam a integridade física dos competidores. São verdadeiras ratoeiras. Veja, como exemplo, acima, o Estádio Nicolas Leoz, em Assunção, no Paraguai.

O lamentável episódio do sinalizador, em Oruro, Bolívia, não pode ser esquecido, mas como admitir que em jogo posterior a TV mostrasse uma torcida local praticamente incendiando arquibancadas com fogos de artifício e sprays, transformados em autênticos lança-chamas? Se aquilo tivesse acontecido no Brasil os times mandantes talvez fossem banidos para sempre do torneio. Mas, como foi na Venezuela, tudo bem?

O descaso da entidade máxima do futebol sul-americano não é de agora. Basta lembrar os problemas que o São Paulo, por exemplo, teve com o Tigres no episódio em que os argentinos viraram a mesa e culparam diretamente o tricolor do Morumbi, quando todos viram, ao vivo, o que aconteceu. A entidade, ao que tudo indica, ainda estuda uma punição ao São Paulo por causa da confusão da final da Sul-Americana. 

E o time do Morumbi ainda levou mais uma lambada, desta feita na Libertadores. O “gancho” de Luís Fabiano, quatro jogos, porque o jogador reclamou com o árbitro após a partida contra o Arsenal de Sarandi, no Pacaembu, SP.

Para evocar mais uma punição a brasileiros, tem o caso do Grêmio gaúcho. Vanderlei Luxemburgo pegou suspensão de seis partidas e não pode comandar a equipe até as finais, caso o time chegue nessa fase. Sim, sobraram algumas punições para o Huachipato, do Chile, mas nem se comparam às que foram aplicadas a brasileiros. Casualidade?

Fico imaginando o argumento que poderá ser usado para “limar” o Galo mineiro da competição. Uma boa desculpa talvez fosse o fato de que Ronaldinho Gaúcho está jogando muito o que poderia representar uma terrível humilhação para os coitadinhos atletas de outros times, menos destacados.

A justificativa poderia já estar prontinha para seu usada: “Nosotros repudiamos el bullying no fútbol del sudamerica!”

Conta outra, Conmebol.

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O lança-chamas, criado em Caracas, Venezuela, passou batido. Aqui

Após confusão, no Morumbi, na final da Sul-Americana, o Tigres se queixou à Conmebol. Aqui

Imaturo, Luís Fabiano foi dar uma “dura” no árbitro após a partida contra o Arsenal, no Pacaembu e levou “gancho” de quatro jogos. Aqui

Vanderlei Luxemburgo não é nenhum santo, mas e os outros? Aqui

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Imagens: Ronaldinho Gaúcho – link / Carlos Amarilla – link / Estádio Nicolas Leoz – link / Lança-chamas – link / Luís Fabiano discute com Wilmar Roldán – link / Confusão, contra Huachipato - link