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20 de maio de 2013

RAMOS CALHELHA DÁ ASAS A JONATHAN GAIVOTA. A VIAGEM PARA O MUNDO DESEJADO

jonathan

Qual é o seu anseio de vida? A realidade tem correspondido àquilo que você desfruta ou projeta para o seu futuro? Eis uma resposta difícil e delicada. A maioria das pessoas não se detém para pensar no assunto.

Em muitos casos, quando o fazem, acabam se conformando com a realidade e atribuem aos mais diferentes motivos o destino de suas vidas. Em geral, surge um certo conformismo quando somos levados a justificar a distância que nos separa do lugar em que estamos daquele em que gostaríamos de estar, mas, por razões diversas, não conseguimos alcançar.

Você já pensou, um dia, sobre isso? De vez em quando, todos fazemos os chamados “balanços de vida”; é quando comparamos as colunas de créditos e débitos, ansiando por ver no final um saldo positivo. Também é comum ouvirmos de alguém a conhecida frase “não posso reclamar do que a vida me reservou”.

Este é o ponto. Será, mesmo, que a vida nos reserva o futuro que devemos ter? Ou é possível mudarmos nosso destino? Uma questão complicada, sem dúvida.

Com o passar do tempo, algumas de nossas antigas prioridades vão se modificando. Talvez seja o tal conformismo, já evocado, mas o fato é que todos nós, de um jeito ou de outro, acabamos por nos render ao fato consumado.

A carreira profissional, a família que constituímos, os amigos que fizemos, o patrimônio que amealhamos —tudo, enfim— entra nesse balanço. O que você imaginou para sua vida está acontecendo? Aconteceu? Em caso contrário, por que os planos não se tornaram realidade?

Estava imerso em pensamentos parecidos quando encontrei em meus arquivos um conto narrado pelo excelente e inesquecível locutor Ramos Calhelha, um dos nomes de maior prestígio entre os profissionais da voz de todos os tempos. Não apenas pelo estilo e timbre inconfundíveis, mas, também, porque no vácuo de sua ausência não surgiu ninguém para preencher esse vazio.

Temos, aqui e ali, um pouco do narrador no estilo de um locutor do Rio de Janeiro; uma certa semelhança com Calhelha na voz de um colega de São Paulo e, talvez, outros poucos mais em todo o Brasil, mas são apenas incidências pontuais. Uns e outros, somados, não se equiparam ao mestre, cuja técnica transbordava em talento e personalidade.

livro_e_autor

A narração (pouco conhecida hoje) é muito oportuna para este momento de instrospecção. Trata-se da adaptação do livro de Richard  Bach, “Jonathan Livingston Seagull — a story”. Lançado em 1970, nos Estados Unidos, foi traduzido e publicado,  depois, no Brasil, com o nome de Fernão Capelo Gaivota.

Em 1973 surgiu a versão cinematográfica do livro, tornando-o conhecido e discutido em mais de 70 países do mundo. De cunho espiritualista, o filme dirigido por Hall Bartelett sugere a discussão de dogmas e fundamentos espirituais como, por exemplo, a reencarnação. Profissão de fé à parte, no final, aponto um link em que você poderá assistir ao filme, caso lhe interesse. A trilha musical é assinada por ninguém menos que Niel Diamond.

A adaptação narrada por Ramos Calhelha, intitulada “Jonathan Gaivota”, é imperdível. Ouça-a e delicie-se com as variações vocais espetaculares durante a narrativa. Nas asas da imaginação somos transportados —literalmente— para o cenário sombrio, rústico, sofrido, limitado e, ao mesmo tempo, etéreo, pleno de sonhos, luz e conquistas da gaivota que acreditava em uma vida melhor. Um mundo acessível a todos; bastando para tanto, querer.

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Em 22 minutos, Ramos Calhelha cria imagens sonoras precisas e preciosas como só um mestre da narrativa é capaz de criar. O arquivo pode demorar um pouco mais para carregar. Clique sobre o play e dê pausa em seguida. Quando carregado, você vai ouvir a narração sem interrupções.

Jonatan gaivota by Flávio Guimarães

Moacir Ramos Calhelha morreu em 12 de setembro de 2002, aos 83 anos de idade. Para saber mais do profissional, clique aqui.

O filme derivado do livro tem quase 100 minutos. Chegando ao link, siga as instruções. Os quadrinhos com publicidade desaparecem quando você escolhe assistir em tela cheia. Clique aqui

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Imagens: Gaivotas – link / Balanço – link / Richard Bach, escritor – link /  Ramos Calhelha, narrador – link / “Jonathan Livingston Seagull — a story” – link / O arquivo contendo a narração de Jonathan Gaivota está disponível, em 17 partes, no site Vozes Brasileiras, aqui