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8 de junho de 2013

EFEITO BOOMERANG LEVA COLOMBO DE VOLTA À BANDEIRANTES

Com 45 anos de profissão, às vezes, imagino que já vi de tudo em rádio e televisão. Ou quase tudo. No entanto, sempre haverá algo novo para presenciar.

A história de alguém tomar uma decisão e, ato contínuo, voltar atrás, é fato que se repete e há de se repetir por incontáveis anos. A “certeza” de ter feito o melhor que se podia fazer no momento é o que leva tanta gente a se decidir por algo e, em seguida, se arrepender. E por quê?

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Certeza e dúvida são apenas sentimentos. Para complicar, sentimentos podem acentuar as impressões a ponto de nos confundir. Sentimentos, ainda bem, são próprios dos seres humanos e nos acompanham durante toda a vida.

Isto posto, é fácil compreender a razão que levou Rafael Colombo a voltar atrás da decisão de se mudar para a rádio Estadão, atendendo à convite para assumir o posto de editor-chefe naquela emissora.

A notícia da contratação do profissional da rádio Bandeirantes deu um chacoalhão no limoeiro e, claro, assustou a muitos pássaros. Principalmente àqueles acomodados nos galhos demarcados “para sempre”.

Na vida, nada é para sempre. O próprio dono do limoeiro deve ter sido pego de surpresa e, sem reação momentânea, acabou agindo após voltar à si. Antes tarde do que nunca, ensina o ditado.

Tem gente me dizendo que o recuo de Rafael Colombo demonstra imaturidade do rapaz. Eu não acho. E não acho, pelas razões expostas acima. O canto da sereia tem grande poder de sedução, mas, ao nos aproximarmos da fonte canora o encantamento pode desaparecer. Acontece. E muito frequentemente.

Ao blog “Cheni no Campo”, Rafael Colombo declarou que pensou melhor e viu que para a carreira dele era melhor permanecer na empresa em que está há 14 anos. Também acho, mas aproveito para dizer que carreira e vida pessoal estão estreitamente ligadas. O que é bom para uma é bom para outra. E fica ainda melhor quando a satisfação pessoal decorre do sucesso profissional. Alguém que mude de emprego pensando apenas na carreira, fatalmente será infeliz mais tarde, nas duas dimensões.

Isto me lembra de uma passagem que aconteceu na própria Bandeirantes, anos atrás. Não vou revelar o nome do personagem, já falecido. Era o início da Loteria Esportiva, anos 1970. Os jogos ainda eram feitos sob a denominação de “testes”. Os volantes de aposta eram perfurados, à mão, nas lotéricas. Naquele tempo, só se conhecia o número de acertadores no dia seguinte, segunda-feira, mas o apostador sabia se havia acertado todos os jogos, após a rodada do fim de semana, no domingo. 

Numa dessas ocasiões, um conhecido apresentador de rádio, famoso na época, cravou os 13 pontos na Loteca. Euforia total.

Diante da perspectiva da  boa vida que teria, o “felizardo” não titubeou e escreveu uma carta à direção da casa, pedindo demissão. Ao mesmo tempo, aproveitou para desabafar e botar para fora as mágoas que dizia carregar na emissora.

Ainda no ímpeto dos acontecimentos, foi até o Morumbi, levar a carta. Como era domingo, a sala da diretoria estava fechada. Sem pestanejar, o “sortudo” enfiou o envelope por debaixo da porta e voltou para casa de alma lavada. O futuro risonho era só o que interessava.

No dia seguinte, cedinho, o rádio informava em alto e bom som que o teste da Loteria Esportiva daquele fim de semana apresentara “um caminhão” de acertadores. Dividido, o prêmio não faria mais do que proporcionar um jantar a dois, talvez com vinho importado. Mas era só. Nada de boa vida, como se imaginava. Deu zebra.

—Meu Deus! E a carta?

Foi um corre-corre. Deu tempo de chegar à emissora antes dos diretores e, com o auxílio de um arame, “caçar” a carta por debaixo da porta, evitando o pior.  

A história acabou conhecida de todos e a diretoria da rádio, por entender a natureza humana, deixou o dito pelo não dito. Até porque, nunca, ninguém soube, exatamente, em que termos o tal apresentador apresentou a demissão que acabou não se consumando. Como eu disse, os sentimentos podem complicar qualquer tomada de decisão.

Voltando ao curioso episódio da contratação de Rafael Colombo pela rádio Estadão, depois de uma noite de sono ele deve ter visto que permanecer na Bandeirantes era o que devia fazer.

Que bom. História com finais felizes agradam muito mais.

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Rafael Colombo considerou que permanecer na Bandeirantes seria melhor para a carreira dele. Aqui

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Créditos: Rafael Colombo – links 1 e 2 / Volante antigo de loteria esportiva – link / Zebra – link / Carta por baixo da porta – link / Blog Cheni no Campo -  link