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3 de julho de 2013

CREDIBILIDADE GLOBAL É ESMAGADA PELAS MANIFESTAÇÕES, MOSTRA O ARGENTINO CLARÍN

ClarinXGlobo

Los hermanos argentinos aproveitaram as manifestações brasileiras para dar um belo tapa na Globo e no colunista Arnaldo Jabor.

A origem da critica está em um comentário inteiramente infeliz, de Jabor, sobre os protestos da população de São Paulo. Como se recorda, o comentarista global, de maneira equivocada, tripudiou do movimento e da população, deixando claro que tudo era por causa do “mísero” aumento de 20 centavos no preço das passagens de ônibus na capital paulista. Coisa de gentalha, como deixou subentendido o comentarista.

Ninguém fala na Globo o que a Globo não quer que seja dito. Portanto, o comentário de Arnaldo Jabor teve, sim, o aval da direção global. Intrigas apontam diretamente para Ali Kamel, novo diretor de jornalismo do império platinado.

Para embasar a acusação, lembram que Kamel é o maior fã do ex-presidente Lula (*escreveu livro sobre ele) e, dizem, é um lambe-botas do poder, como gosta a emissora. Nada mais natural, portanto, do que dar uma “força” para o prefeito petista, Fernando Haddad, agradando à Lula e à “presidenta”. É o que dizem, repito.

Com o crescimento dos protestos, a ponto de o próprio governo entender que a coisa era muito mais séria do que se imaginava, a Globo teve que voltar atrás. Quarenta e oito horas depois do achincalhe de Jabor contra o povo paulista e paulistano, houve a retratação. Uma surpreendente mudança de opinião. Coisa de envergonhar a qualquer um.

Por esse e outros motivos é que os manifestantes direcionaram protestos contra a emissora dos Marinho. A ponto de repórteres serem expulsos dos locais de manifestação ou, então, serem vaiados durante reportagens ou flashes.

**As equipes da Globo tiveram que trabalhar sem identificação de câmeras e microfones, para evitar o pior. Quando descobertos, eram expulsos.

A Globo até tentou mostrar que levou as manifestações a serio, quando deixou de transmitir uma partida da Copa das Confederações e um capítulo de novela, para acompanhar os protestos em todo o Brasil. O mal, porém, já estava feito.

Foi o que bastou para que o grupo jornalístico argentino Clarín, desse destaque (negativo, naturalmente) ao episódio. A crítica foi parar na televisão local, onde recebeu “tratamento” especial. Não houve nenhuma manipulação, é bom que se diga; simplesmente fizeram uma montagem satírica mostrando os dois tempos da história.

DESMORALIZANTE é a palavra que descreve o episódio. Para uma emissora que carrega a má fama de estar sempre de mãos dadas com o poder, a revelação, nos termos em que foi feita, não deixa a menor dúvida.

A Globo sai das manifestações mais ferida do que se imagina. Um dano e tanto para a credibilidade jornalística da emissora de maior audiência em todo o território nacional. Roberto Marinho deve ter se revirado na sepultura. “A vida toda tão discreto e, agora, me dão uma pixotada dessas”- diria, se estivesse vivo. Alguém vai pagar por isso, não tenha dúvida.

Veja, a seguir, o tratamento do Clarín para a pisada na bola da poderosa emissora brasileira. O vídeo é legendado.

Não adianta ficar na bronca com los hermanos. Neste caso, eles “tienen toda la razón”.

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*Fã do ex-presidente, Ali Kamel escreveu o Dicionário Lula. Aqui

**Equipes da Globo trabalharam sem identificação, temendo represálias. Aqui 

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Créditos: Fotograma do apresentador argentino, extraído do próprio vídeo do Youtube / Ali Kamel, diretor de jornalismo global – link / Repórter da Globo usa microfone sem logo - link