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21 de julho de 2013

FIM DAS FÉRIAS PARA OS PÉS COM RIDER. TAMBÉM NA PUBLICIDADE NEM TUDO SÃO FLORES

viviani_chinelos
Neste domingo, 21 de julho, vejo no Facebook uma postagem curiosa de Antônio Viviani, colega locutor de merecida fama. Retratando o descanso do guerreiro, a foto ao lado. O texto é direto e bem humorado. Dele, destaco a frase: “Dia de descansar a voz”. Os chinelos foram presenteados a Viviani pela produtora “A Voz do Brasil”, cujo nome me remete à lembrança dos saudosos Tico Terpins e Zé Rodrix.
Ao mesmo tempo, a foto recapitula, inevitavelmente, o maior mico que já paguei em locução publicitária. Eu só, não. A agência, a produtora e o próprio anunciante envolvidos no episódio me fizeram companhia nessa história, com certeza.
Corria o ano de 1990. Eu havia acabado de conhecer a produtora de comerciais ABA Filmes, de Andres Bukowinski. Fizera algumas locuções para os chinelos Rider, da Grendene, cujo slogan, criado pela W/Brasil, de Washington Olivetto, era “Use Rider. E dê férias para os seus pés”.
Havia uma ótima perspectiva de trabalho na produtora. O anunciante planejava realizar uma grande série de filmes para a TV. Falavam-se em dezenas. Não tenho certeza se naquele tempo já havia versões para o cinema, mas acho que sim. Entraria uma bela soma para todos os envolvidos na produção. Combinamos um preço especial, diante do volume de trabalho iminente e tudo parecia correr às mil maravilhas.
O imprevisto, que nenhum de nós esperava (como, aliás, todo o povo brasileiro), foi o pacote econômico do então presidente Collor. Anunciado em 16 de março de 1990, um dia após a posse da nova equipe governamental, arrasou o mercado. Sem entrar em detalhes, o fato é que a ministra Zélia Cardoso de Mello, confiscou a poupança do povo, o overnight e deixou um valor mínimo depositado nas contas correntes. De um dia para o outro, todo mundo tinha 50 mil cruzeiros, moeda que substituiu os cruzados novos. E nada mais.
Sem dinheiro na praça, não restou alternativa; o trabalho da Rider foi cancelado. Fim das férias para os pés. Afinal, também na publicidade, nem tudo são flores.
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Abaixo, parte da série para Rider. Haveria muitos outros, se não fosse o plano econômico. O primeiro lote tinha gente conhecida do grande público como Cristiana de Oliveira, Giulia Gam, Diogo Vilela, Jorge Benjor, Roberto Rivelino, Sergio Mallandro e até Ronald Golias. No final de cada filme é possível escolher outro personagem. Faz tanto tempo, que até eu me estranhei na assinatura, muito cheia de “esses” para o meu gosto. Devia ser a “moda” da época.
O link remete a portfólio da Aba Filmes, à disposição do mercado, no Youtube.