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22 de julho de 2013

JOSÉ ALBERTO MUJICA CORDANO, PRESIDENTE DO URUGUAI: EXEMPLO LIMITADO A FABULAS

 

jose_mujica_honra e humildade

José Alberto Mujica Cordano, conhecido como o presidente mais pobre do mundo, não para de surpreender. A história de vida deste incomparável homem público parece inacreditável, mas, felizmente, é real. Se, a princípio, você não ligou o nome ao personagem, José Mujica é o atual presidente do Uruguai. Agora, com certeza, você sabe de quem se trata e já leu, viu ou ouviu falar sobre o motivo que o torna tão especial. Chamado pela população uruguaia de Pepe Mujica, este senhor, de 78 anos, é um exemplo que deveria ser seguido por todos os mandatários do mundo, ressalvadas as condições de segurança máxima a que alguns homens públicos precisam se submeter. Quanto ao restante, seria espetacular se o copiassem. Para falar a verdade, o desprendimento de Pepe Mujica é uma lição que todos deveríamos absorver e praticar. No final do post, aponto links que revelam mais deste homem singular. Ateu confesso, se procurasse, José Alberto Mujica Cordano encontraria um versículo bíblico perfeito para descrever a personalidade que o transforma em alvo de admiração e respeito mundiais: “Na frente da honra vai a humildade”.

A propósito, me deparei na rede com a parábola que mostro a seguir. Não costumo replicar na íntegra textos de terceiros. Por questão ética, me refiro a eles e os indico ao leitor através de links. No entanto, a navegação neste FG-News anda tão ruim que, por receio de você clicar no link e não conseguir voltar, faço a exceção.

Identificado como Alberto SL, o autor da parábola mora em Praia Grande, município litorâneo a cerca de 80 quilômetros da capital paulista. Alberto fez boa adaptação da realidade ao narrar a fábula de um rei muito pobre e duas rainhas muito ricas. O texto foi enviado para o site Recanto das Letras, onde o descobri. Não vou me atrever a lhe explicar quem é quem, na fábula. Você iria me xingar, por desrespeitar sua inteligência. Veja:

“O REI POBRE E AS RAINHAS RICAS”

jose_mujica“Era uma vez numa terra distante um pequeno reino de cupins, cujo rei era considerado o mais pobre de que se tinha notícia. Um rei que não habitava o palácio real. Dispensava serviços de criadagem, condutores de carruagens oficiais, seguranças palacianas, assessores. O rei sabia de muitos dos seus súditos com necessidades diversa, motivo que o fez abrir mão de 90% do seu salário, doando para obras de moradia a favor dos cupins. Ele tinha uma casa simples, com inúmeras melhorias por fazer. Mas para ele, lá era o seu palácio de verdade. Quanto ao palácio real, as portas eram abertas no inverno para abrigar os cupins menos favorecidos. O rei tinha vendido uma casa de veraneio do governo para investir em habitação. Como toda nobreza precisa de uma plebe, nesse reino havia uma linhagem inferior, classe necessitada, formada por operários cuja responsabilidade era procurar água e alimentos para a sobrevivência do reino. O rei Mu não queria que a pobreza se transformasse em paisagem. Era seu desejo fazer seu povo feliz, sem queixas na hora de dormir, queria motivos para sorrir...

O reino de Mu estava localizado entre dois grandes formigueiros. Ao norte o reino da Rainha Di, ao sul a Rainha Cri. A primeira rainha empenhava-se na produção de superávit de ovos. Outro investimento do governo era a armazenagem de maquiagens importadas, para maquiar a economia. Gastou bilhões na construção de arenas esportivas, deixando de promover serviços sociais, educação e saúde para as formigas. Seu temor era um formigueiro culto e bem informado. Foi uma ameaça à realeza quando formigas interagiram na internet combinando passeatas no reino inteiro. Protestaram com vários cartazes e palavras de ordem contra a má gestão. Enquanto isso, a rainha cheia de saliva preocupava-se em lamber os ovos que a cercavam, inventando Ministérios para obter apoio político. Toda a corte ficou atônita, completamente perdida, vendo as jovens formigas espalhadas em todos os caminhos do reino. Virou notícia nas mais longínquas terras. A montanha de impostos estava servindo simplesmente para sustentar o poder embriagado com corrupção e as falácias oportunistas.

Ao sul, o reino da rainha Cri vivia mergulhado em inflação, numa crise sem fim. O grito das formigas se fazia ouvir através de panelaços. A preocupação da rainha Cri era coibir a manifestação da imprensa. Exercia pressão sobre um grupo de comunicação. Contava com a determinação de um juiz federal para implementar uma intervenção na diretoria da empresa. A rainha ficou possuída quando o jornal publicou diversos casos de corrupção na alta cúpula do seu governo. A rainha era mais adepta do "terrorismo simbólico de Estado" do que governar para a classe trabalhadora. Outra das principais preocupações da rainha Cri, era a armazenagem de Botox. A suavização das linhas e rugas de expressão para a sua aparência jovial era um dos grandes projetos do seu governo. Outro desejo era prolongar-se no poder indicando a sucessora de um formigueiro que estava indo a falência.

Enquanto as duas rainhas preocupavam-se com as aparências e o poder, o rei Mu comprou um trator para trabalhar na lavoura do seu sítio. Ele reinava com simplicidade e sabia que nenhum poder é para sempre. Tinha uma frase que ele não esquecia: ‘na frente da honra vai a humildade’.”


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Conheça a residência oficial do presidente uruguaio. Aqui

Transporte presidencial. Aqui

Com o papa Francisco. Respeito mútuo. Aqui

Perfil de José Alberto Mujica Cordano. Aqui 

 

Créditos

Fotos: José Mujica, presidente do Uruguai  – link / José Mujica caminha no sítio com cães – link 2 / Alberto SL – link

A publicação original do conto acima se encontra neste link: http://www.recantodasletras.com.br/contos/4396731