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19 de julho de 2013

PORTAIS INFORMATIVOS BLOQUEIAM LEITOR NA INTERNET E DESTROEM A RAZÃO DE SER DA PROPAGANDA

radio e tv_web

A Internet é imaginada, por nós consumidores de informação, como uma espécie de rádio e TV que você sintoniza e acompanha o que rola no mundo naquele instante.

A mídia impressa vai noticiar os fatos no dia seguinte, com cara de pão amanhecido.

O jornal paulistano "Agora SP", na tentativa de criar um elo entre os dois universos, começou a publicar uma página com os destaques da rede. Parecia boa ideia.

Na edição do dia seguinte, os principais temas da web (do dia anterior, não se esqueça) eram sugeridos ao leitor que, eventualmente, não tivesse visto o fato na mídia virtual.

Não sei se o volume de informações da rede superou rapidamente o espaço disponibilizado pelo jornal, uma página, ou se algum editor começou a selecionar o que "é bom" e o que "não é". Resultado: agora já se notam, no jornal, assuntos que foram destaque na rede três a quatro dias atrás. É informação embolorada. Assim não dá.

A defasagem temporal entre a Internet e a mídia impressa é uma das causas da crise sentida pelo setor. Existem outros motivos, que passam pela mão de obra empregada nas redações. Essa é outra história, embora importante.

Os portais são atraentes por causa da atualização constante das informações. Busco temas para o blog, como todo mundo, com base no que está circulando na rede. Se aproveito alguma pauta, discorro sobre o tema com texto próprio e indico as fontes originais, através de links colocados no post, até para atestar a veracidade da informação. Ademais, os créditos garantem a propriedade intelectual das fontes sobre os originais. Nada me impede, porém, de comentar qualquer notícia divulgada por qualquer veículo jornalístico.

Blogueiros como eu direcionam leitores aos portais. Isoladamente, nós (boa parte de nós, pelo menos) não somos nada, mas, coletivamente representamos um considerável volume de acessos direcionados a eles.

Há pouco tempo, os grandes portais se insurgiram contra a cobrança imposta pelo Google e demais buscadores de conteúdo por indicar as fontes de notícia ao internauta. Em contrapartida, durante certo período, ao digitarmos um assunto para pesquisa, os buscadores deixaram de nos indicar os portais. Muita gente não reparou, mas aconteceu.

Daí, os "gênios" decidiram criar dispositivos para forçar o leitor a pagar mensalidades em troca de acesso, contrariando a ideia de liberdade que o consumidor tem da Internet.

folha_sp

Assim que surgiu a divergência entre os portais e os buscadores de conteúdo, a Folha deu início ao plano de assinaturas para a versão digital do jornal e passou a bloquear o acesso de não assinantes. Como concessão, permitiu a leitura de algumas notícias, gratuitamente. Direito dela, mas parei de acessar o portal, direito meu.

Pouco depois, o "Estadão", seguindo o mesmo esquema, botou a foto de uma oriental com cara de quem "comeu e não gostou” e expressão arrogante para nos lembrar do estouro da cota. Também deixei de "zapear" por lá. Dia desses, voltei a navegar pelo "Estadão", levado pela força do hábito. Não sei se o pessoal acabou com o esquema nipobloqueante, mas faz algum tempo que a "japonesinha desaforada" não aparece em meu monitor.

o globo

Atualmente, o jornal "O Globo" está vetando o usuário das redes, após um número "xis" de acessos. Outros portais jornalísticos, seguindo o exemplo dos grandes, tendem a adotar a mesma coisa.

A razão para isso, me parece uma só. Incapazes de seduzir patrocinadores para investirem na mídia virtual os portais estão penalizando o leitor, exatamente aquele que seria a razão do investimento publicitário. Rejeitados pelo anunciante, os portais tentam gerar renda na base da assinatura, fórmula suicida. Alguém está pensando com o rabo do cachorro.

Não vejo opção para rentabilizar a atividade informativa, que não passe pela publicidade. O bolso do leitor é muito pequeno para satisfazer o apetite voraz dos editores. Temo pela “solução” de se aproximar das fontes oficiais à procura de verbas. Comprometimento venal é inimigo da transparência informativa.  

As ideias “geniais” que temos visto, para mexer no bolso do leitor, mostram que a situação da mídia impressa tende a piorar. E, se nada for feito para acabar com o pedágio cibernético, o caldo vai engrossar no ambiente virtual também.

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Créditos: Rádio e TV na Web – link / Mídia impressa – link / http – link / Logo Folha de S.Paulo – link / Logo Estadão – link / Logo O Globo – link / /