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5 de agosto de 2013

DEMISSÕES NA RÁDIO BANDEIRANTES: LEITORES EXIGEM NOME AOS BOIS

radio_bandeirantesOs últimos acontecimentos envolvendo demissões e reviravoltas na rádio Bandeirantes, de São Paulo, repercutiram intensa e negativamente em todo o Brasil, onde a emissora é ouvida. Nem poderia ser diferente diante do impacto da notícia, a começar pelo quilate profissional dos personagens da degola.

Olhando-se com um pouco mais de atenção para o caso, tem-se a impressão de que os critérios para o corte não foram guiados pela necessidade de contenção, apenas. Pesaram nessa balança rancores e ódios pessoais de chefias que se depararam com uma “oportunidade” para eliminar todo e qualquer tipo de ameaça à própria estabilidade no cargo que ocupam. A lei do mais forte, do reino animal, continua em voga debalde a evolução da espécie humana.

Os dois primeiros posts que publiquei neste FG-News tiveram, sem nenhuma surpresa, ótimos índices de leitura. Calma, não virei cabotino, não. A falta de surpresa era fato inerente ao status quo dos demitidos: Mauro Beting, Walker Blaz, Zancopé Simões, Adriana Cury, entre outros. Antes, a Bradesco Esportes, também do Grupo Bandeirantes, já havia soltado o “passaralho” sobre a equipe de colaboradores. Uma devastação lamentável que levanta, inclusive, a suspeita de que o grupo deu passo maior que as pernas, nos últimos tempos, e agora está em apuros.

Como este blog desativou o campo de comentários (por iniciativa do Blogger, hospedeiro, não minha) muitos amigos, colegas e seguidores se manifestaram através de minha página no Facebook, via mensagens diretas, ou por e-mail. Boa parte agiu dessa forma também por receio, justificado, de represálias. Sei muito bem o que isso significa.

Algumas das mensagens me questionaram, perguntando se eu não tinha medo de entrar para a lista negra dos comandantes do Morumbi, ao falar de maneira tão contundente sobre as demissões. Medo de entrar? Não há o que temer. Eu devo estar nessa lista há muito tempo. Não seria agora, portanto, que iria ter medo. Ademais, os fatos que aponto são notórios e inquestionáveis. Vejo e comento somente o que salta aos olhos de qualquer observador. O que me intriga, isso sim, é como os donos da casa não notam, ou não querem notar, certos detalhes. Enfim, esse não é problema meu.

Como radialista e jornalista, me interessa muito mais levar aos amigos da rede e aos colegas a informação correta, sem distorções. Mais importante, sem nenhum tipo de oportunismo barato, próprio dos que aproveitam momentos conturbados para descarregar a ira pessoal contra A, B ou C.  Não sou santo, mas tenho peito suficiente para dizer na cara do interessado o que penso, sem recorrer a subterfúgios. Quem me conhece mais de perto sabe disso.nomes_bois

Falando nisso, me pediram para dar nomes aos bois. Os “bois” são conhecidos de todos os profissionais do meio. O leitor poderá, eventualmente, ignorar quem é quem. Antes de mais nada, quando se pretende enxugar a folha de pagamentos ou reduzir despesas correntes, cada sub-chefe, chefe, gerente ou diretor de departamento (haja cacique) é consultado e se exige deles uma lista dos degoláveis.

Os critérios que estabelecem prioridade são, grosso modo, os empregados que estão em períodos de experiência (os 90 dias); os mais novos de casa (na faixa de um a dois anos); os que têm mais de um emprego; os que perderam produtividade; os que acumulam funções remuneradas, mas que, devido a remanejamentos, acabaram se dedicando a só uma delas, sem perder o adicional; os que exercem funções que serão absorvidas (por similaridade) pelos que escaparem do corte; aposentados que continuam na ativa; os maiores salários e os empregados mais antigos de casa, em escala crescente. Porém, a avaliação pode utilizar outros parâmetros dependendo de cada empresa.

Nessa hora é que surge a prática condenável de alguns chefes se aproveitarem da situação para defenestrar personas não gratas. Daí, entram na lista aqueles e aquelas que não agradam às chefias por questões pessoais, sem qualquer embasamento profissional que justifique a dispensa.

Feito este esclarecimento e na impossibilidade de se saber, com certeza, quem selecionou quem para ser demitido (sem falar da pressão para fazer a listinha) seria leviano de minha parte nominar os bois. De maneira geral, todos são suspeitos, mas devo conceder a eles o benefício da dúvida e não citar nomes, mesmo tendo meus candidatos.

Porém, o *site da rádio Bandeirantes (abaixo) mostra, na segunda linha do rodapé, à esquerda da página principal, um link denominado “Equipe”. Lembro a você que há muito tempo não existe mais, no Morumbi, o cargo de diretor artístico. Hoje, essa atribuição recai sobre a Direção de Jornalismo.

O diretor tem auxiliares que atuam em editorias e setores diversos e que também podem ter indicado candidatos ao corte. Note que o link sugere apenas um organograma, o que induz a suposições. Assim, não posso afirmar o que fica nesse plano.

O fato concreto, é que acima do diretor de jornalismo e seus auxiliares, está o vice-presidente de rádio que, na verdade, é o dono da última palavra. Confira no item “Comercial”, do link Equipe.

Você poderá argumentar que está faltando um, qual seja, o nome acima do vice-presidente. É fato, mas, nesse caso, caberá a ele elucidar quaisquer dúvidas.

Como o episódio repercutiu muito mal e ainda pode piorar acredito que, em nome da credibilidade acumulada pela emissora ao longo dos anos, essa elucidação vai acontecer.

Porque é difícil pregar uma conduta e agir de outra forma, não é mesmo? A menos que eu esteja enganado. Afinal, após tantos anos fora da emissora, a impressão que sempre tive dela pode não corresponder mais à realidade, mas duvido.

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*O site da rádio Bandeirantes está aqui

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Créditos: Logo rádio Bandeirantes – link / Bois – link / Dono da última palavra - link