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4 de agosto de 2013

IDENTIFICADO TRIO CULPADO PELO ROMBO DAS CONTAS DA RÁDIO BANDEIRANTES

O esporte é pródigo em bons exemplos. Disciplina, aplicação e espírito de equipe são os principais ingredientes, entre outros, que dão ao esporte, a todos eles, um sabor especial. Mesmo nas modalidades em que um único atleta disputa as provas, existe uma equipe, geralmente anônima, trabalhando em favor desse atleta. 

Nesta semana, o esporte esteve em grande evidência. No rádio, na TV, no mundo inteiro. Um destaque negativo e um positivo. No futebol, a goleada do Barcelona em cima do medíocre Santos: 8 a zero. Para compensar, o tricampeonato mundial de César Cielo, nos 50 metros livre, em prova também disputada em Barcelona, Espanha. As imagens chegaram a milhões de pessoas, nos quatro cantos do planeta.

No rádio, o destaque foram a demissão e a recontratação-relâmpago de Mauro Beting, o comentarista preferido de 9 entre 10 torcedores que acompanham o futebol, pelo menos em São Paulo, mas sabe-se da estima e admiração de que o jornalista desfruta em outras partes do Brasil.

Demitido pela rádio Bandeirantes sob a justificativa de que “as contas não fecham” (despesas maiores que o faturamento), Mauro Beting foi “readmitido” no dia seguinte. Pesaram na decisão de recontratá-lo, as manifestações através das redes sociais que repercutiram o fato em forma de crítica e protesto pela falta de visão da direção da emissora.

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Além disso, o gesto solidário e inesperado do ex-jogador Neto, hoje comentarista de sucesso no meio esportivo, surpreendeu e ajudou a sacramentar a volta de Mauro Beting, um dia depois da demissão. Pela TV, Neto colocou à disposição o próprio cargo, de comentarista na rádio Bandeirantes, em troca da reintegração de Mauro Beting. Xeque-mate! Acuada, a direção da emissora não apenas recontratou Beting como, também, manteve Neto.

Nunca é demais lembrar que apesar de demitido da rádio, Beting continuou contratado do Grupo Bandeirantes de Comunicação, com lugar garantido na Band (TV) e no canal por assinatura Bandsports. Por esse motivo e porque o jornalista é conhecido pelos múltiplos empregos que acumula (mercê da capacidade profissional que tem), o “pé-na-bunda” dado pela emissora de rádio não representou para Mauro Beting a famosa “rua da amargura”, endereço dos que perdem o sustento e, muitas vezes, o amor próprio com a demissão. Mauro Beting ganha bem (muito bem) e o corte representaria alguma perda, mas não o jogaria “na sarjeta”.

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A propósito, esta expressão me lembra que houve outro fato, de bastidores, decisivo para a direção da rádio Bandeirantes reconhecer a precipitação de responsabilizar Mauro Beting pelo “não fechamento das contas”.

Esse fato tem nome: Milton Neves. Foi ele o principal articulador para “salvar o pescoço” de Mauro Beting que, além de excelente profissional, se constitui em personagem inseparável do “cabeção”, como Milton Neves é tratado pelos amigos mais próximos.

Conhecido, respeitado e admirado no segmento esportivo, Milton Neves é unanimidade nacional para o bem e para o mal. O filho de Muzambinho continua apegado ao que ama e não esconde isso. Como, por exemplo, neste domingo, 4 de agosto, quando chorou após a execução de uma música enaltecendo sua terra natal. Quem estava ligado na rádio Bandeirantes ouviu.

O jeito simples e grato continua vivo no peito do “rei do merchand”. Como não simpatizar com alguém assim? Que não reprime a emoção, da mesma forma como não se contém e ri, às gargalhadas, quando comete uma gafe daquelas. Rodney Brocanelli, do site *Radioamantes, que o diga.

Profundo gozador, Milton Neves tem fama de pé-frio. Irreverente, tira uma casquinha dos torcedores adversários do Santos e do Atlético mineiro —pelos quais diz que torce— e continua sendo querido por todos. Claro, há os que “o odeiam”, se é que podemos dizer dessa forma. No entanto, esse “ódio” nada mais é do que o reconhecimento à grandeza do jornalista.

Milionário, Milton constituiu fortuna falando do esporte bretão. Grato, presta um tributo diário a essa modalidade esportiva e àqueles que fazem e fizeram do futebol a paixão nacional. E, por estar há tanto tempo batendo um bolão, sabe da importância do espírito de equipe.

Sendo assim, Milton Neves não titubeou e, feito um centro-avante matador, avançou contra a área do adversário (a administração da emissora) mostrando que o problema das contas que não fecham não estava no “atleta” dispensado, mas na incapacidade tática de quem coloca o time em campo e organiza as partidas.

Dispensando a retórica, o problema é da equipe responsável pelo faturamento da emissora. E, cá entre nós, não faturar em cima do talento de Mauro Beting é o mesmo que assinar um atestado de incompetência comercial. Parafraseando o dono do Terceiro Tempo, criador de um adesivo de sucesso entre os torcedores do Morumbi, “vender talentos é a maior moleza”. Ou não?

O “cabeção” (desculpe, Milton, pois me arvorei na condição de amigo próximo) não precisou desenhar; o recado funcionou. Beting foi recontratado e Neto acabou mantido no cargo do qual renunciava em favor do colega demitido. Bela demonstração de espírito de equipe que o futebol resgatou dos gramados e levou para o rádio. wb_zs_ac

Fui dormir, já na madrugada deste domingo, pensando nisso. Por volta das cinco da manhã, acordei, despertado por um estalo, causado pela “descoberta” de meu subconsciente.

Se a Bandeirantes voltou atrás na decisão de demitir Mauro Beting e se manteve o craque Neto no ar, arcando com o salário dos dois, mesmo não “fechando as contas”, então os culpados pela instabilidade financeira da rádio devem ser Walker Blaz, Zancopé Simões e Adriana Cury.

Os salários “astronômicos” do trio quase-quase tiraram do ar, definitivamente, o filho de Joelmir Beting, que além de fanático pelo Palmeiras, era torcedor incorrigível da Bandeirantes Futebol Clube.

A readmissão de Mauro Beting corrige uma parte da distorção desta história. Porém, a acusação implícita e silenciosa que leva à dificuldade de “fechar as contas” no Morumbi é detalhe que não pode passar em branco, porque soa profundamente injusto.

Aí, perdi o sono de vez. Minha paixão, o rádio, às vezes me entristece muito mais do que me imaginaria capaz de ficar triste.

Pobre rádio. Pobre Bandeirantes.

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*Uma das “gafes” de Milton Neves, registrada pelo Radioamantes. Pesquise, no site. Há muitas outras. Milton não liga e o povo adora. Aqui

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Créditos: César Cielo – link / Mauro Beting – link / Neto – link / Milton Neves – link / MN batendo bola – link / Montagem WB, ZS e AC – link 1 , link 2 e link 3 / Joelmir Beting – link