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20 de agosto de 2013

MANIFESTAÇÕES, BOMBAS DE GÁS LACRIMOGÊNIO E MÍDIA NINJA, NA MORAL. HÃ?

midia_ninja

Nos episódios das manifestações, um grupo denominado Mídia Ninja chamou a atenção de todo o país. Pretensos paladinos, buscaram no nome a inspiração que visa remeter a lutadores audazes, destemidos, heróicos, valentes e bons de briga. A briga, no caso, é mera figura de retórica, pois que a batalha não chega a ser “no braço”, como faz supor, à primeira vista, o nome de guerra. O máximo que aconteceu, quando aconteceu, foram prisões consideradas arbitrárias e, muito mais do que isso, tremendamente escandalosas. Tudo na base de muito grito e rebuliço. A ordem era aparecer ou, para usar os termos deles, denunciar.

Usando recursos tecnológicos como celulares, Iphones, Ipods, Ipads, laptops, tablets e até ilhas de edição portáteis, a turma da Mídia Ninja se notabilizou pela maneira grosseira e risível de “fazer jornalismo ao vivo”.

Na verdade a Mídia Ninja é um braço da comunidade Fora do Eixo, cujo mentor é Pablo Capilé, 34 anos, que saiu de Mato Grosso para ganhar manchetes nacionais e internacionais. Imediatamente, muitos baba-ovos se alinharam ao “ideal de Capilé”. Contando com o apoio de diversos grupos, denominados coletivos apoiadores, o Fora do Eixo vem crescendo e, claro, desperta a atenção, inclusive, de políticos interessados em 2014. Alguns marqueteiros suspeitam que as próximas eleições poderão ser decididas pelas redes sociais. Nesse caso, Capilé é a bola da vez.

Mas quem é ele? E o que faz, além de inspirar uma parte da juventude a seguir seus passos, trabalhando como voluntários? Em casos assim, de celebrização de anônimos que se transformam em ídolos e até gurus, manda a prudência olhar com mais cautela para eles. Eu, em particular, sou cético a esse respeito. No fundo de toda movimentação revolucionária, incluindo correntes religiosas, existe uma clara e inequívoca oportunidade de fazer fama e fortuna relâmpagos dos comandantes, às custas dos comandados.

Destaco, para não cansar a sua paciência, dois tópicos que podem ajudar a compor o perfil desse “líder”, um rebelde sem causa. Afinal, que causa pode defender alguém que vale-se de “métodos revolucionários de fazer oposição” e denunciar desmandos, mas, ao mesmo tempo, transita com grande intimidade pelos bastidores do poder? A resposta mais óbvia que me ocorre para essa pergunta é: a causa própria. Aí, tudo começa a ficar muito mais estranho.

Primeiro, leia um post de Reinaldo Azevedo, de Veja. Em seguida, uma reportagem mostra que Pablo Capilé não é bem o que parece. Mas atenção: depois da primeira leitura e da segunda, use o comando “voltar”do seu navegador, para retornar a esta página. Infelizmente o blog não abre o link em nova página. Então, vamos lá. Agora clique aqui e, ao voltar, aqui.

Bem, imagino que você já leu os posts indicados. Para concluir, um alerta à quem vê na Mídia Ninja um paralelo com a imprensa alternativa nos anos de chumbo, pós 1964.

Clara, direta e reta, a jornalista Marli Goncalves discorda de ninguém menos que Alberto Dines, que ela chama, muito bem, de “decano do jornalismo”. E discorda porque, em meio a nuvens de fumaça tóxica das bombas de efeito moral, alguns olhos parecem ter perdido a capacidade de ver as imagens reais e se confundiram. Vendo apenas silhuetas, muitos pintaram um quadro que não corresponde à realidade. Agora, que a fumaceira se dissipou, vale a pena fixar os olhos no que realmente temos para ver.

De minha parte, continuo com a sensação de que a adesão popular às manifestações surpreenderam os “organizadores” do movimento. Mas vamos ao texto de Marli Gonçalves. Clique aqui

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Créditos: Blog de Reinaldo Azevedo – Veja.Abril.com.br / O líder por trás da Mídia Ninja – Veja.Abril.com.br / Artigo de Marli Gonçalves em Tendências e Debates, da Folha de S.Paulo / Pablo Capilé, líder do coletivo Fora do Eixo – link / Logo Mídia Ninja – link / Ampulheta - link