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8 de setembro de 2013

BANDEIRANTES ASSINA ATESTADO DE DESATENÇÃO AO TRANSCREVER COLUNA DE RÁDIO

rb_fraudaQuem fala pode não saber escrever? Pode, embora seja arriscado. Os exemplos estão no dia a dia. Até presidentes da república provam isso. O inverso também é verdadeiro. Quem escreve, nem sempre está capacitado a falar. Inúmeros bons jornalistas, mostram-se incapazes de articular palavras. Donos de textos belíssimos, claros, objetivos e inteligentes, ao falar perdem-se em labirintos verbais e não encontram a saída que os faça ser compreendidos pelo mais simples dos mortais. Quando não sofrem os temíveis “brancos”, causados pelo pavor de falar. No entanto, quem vive do que fala não pode se permitir nem uma nem outra situação aqui exposta.

Eu havia acabado de ler um post de *Augusto Nunes, jornalista de Veja, quando passei pelo site da rádio Bandeirantes. Achei que Milton Neves já estava no ar. Tinha me esquecido do GP da Itália, de Fórmula 1. Abaixei o volume do player que reproduzia o som da rádio e me propus a ler os destaques do site. Foi quando, de relance, bati os olhos no título da coluna de Izabelle Stein, denominada “Conversa de Mãe”. Para quem não sabe, Izabelle é filha do cantor Gilbert (Stein) que, aliás, mantém uma coluna na emissora do Morumbi, levada ao ar em algumas edições diárias. Você já deve tê-lo ouvido apresentar “A La Page”, até interessante. Além da coluna, Gilbert apresenta o programa semanal “Chansons D’Amour”, das 23h às 24h, às sextas-feiras na mesma emissora.

Natural do Egito, Gilbert nasceu no Cairo, em 1947. Aos dez anos, mudou-se com a família para Paris, na França. Além do Árabe, língua pátria, o cantor fala Francês e se vira bem em Português, com leve sotaque. É preciso esclarecer, também, que a pronúncia de Gilbert, em algumas palavras em Português, deve-se ao problema chamado comumente de “língua presa”, que não permite a articulação correta de alguns fonemas. Imagino que Gilbert se atrapalhe um pouco também em Francês e Árabe, mas, como não falo os idiomas, não noto, é claro. Em Português, a dislalia confere ao cantor um certo charme vocabular, se podemos dizer assim.

O que eu quero destacar, realmente, é o erro grosseiro, de Português, contido na coluna de Izabelle. Pelo fato de o pai não ser brasileiro, fui levado a pensar que talvez a moça tenha sido educada em escolas estrangeiras e encontre alguma dificuldade para escrever em Português. Porém, meu raciocínio não resistiu à evidência de que o texto é a transcrição do áudio da coluna apresentada por Izabelle Stein. Ou seja, é o conteúdo, escrito, do que a colunista falou. Diante disso, nem dá para insinuar que o erro tenha sido cometido pela filha de Gilbert. Sou burro, mas não idiota.

“—Qual é o erro, Flávio?”—você já deve estar perguntando, com certa irritação.

Ah, é verdade, quase ia me esquecendo. Izabelle, na coluna em que reparei, fala da fase da vida em que o bebê, sob orientação materna, começa a deixar de fazer xixi na cama. Um momento importante para mães e filhos. Izabelle comenta o fato com carinho e simplicidade, sem esconder a alegria da mãe que acompanha o progresso do filho.

“—Sim, pô, mas e daí? Qual é o erro?”—você “berra” mentalmente, a ponto de perder a paciência.

Como disse, lá em cima, a coluna é falada. Ocorre que, no momento da transcrição, alguém se enganou e redigiu “frauda”. Não uma, mas várias vezes. O texto estava exposto no site (se não tiraram, claro) demonstrando que ninguém se deu ao trabalho de, sequer, revisar o que foi escrito. Assim, a Bandeirantes frauda a expectativa do ouvinte e abala a credibilidade conquistada em décadas de existência.

O assassinato do Português fica “engraçadinho” nas redes sociais, da Internet. Em veículos que se pretendem sérios (e a rádio Bandeirantes é das mais sérias do país) não tem graça nenhuma.

Mandei uma mensagem ao “Fale Conosco” da rádio, informando sobre o erro, registrei a imagem da página (para não ser desmentido, depois) e decidi escrever este post. Veja a mancada, no recorte abaixo. O estilo informal da colunista, com pronome oblíquo iniciando frase, fica creditado à intenção intimista e descontraída da coluna.  Mas é só.

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Note que não assinalei a palavra correta que deveria estar escrita no texto. Quem sabe se quem redigiu a transcrição, ao menos por curiosidade, vá espiar como se escreve.

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*Augusto Nunes, de Veja, mostra que o desconhecimento do idioma é muito mais grave do que se imagina. Perto do que ele denuncia, com inteira razão, minha observaçãozinha, acima, é mera brincadeira. Veja o link Dilma é um gênio: na reunião do G20, a estadista do dentifrício vira a cabeça do espião Obama, confunde conteúdo com continente e desconhece até comercial de pasta de dente.

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Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/ / Foto: Gilbert / Placa