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23 de setembro de 2013

CONSTRUINDO O PAÍS DO FUTURO

Na rede, há sempre algo para admirar ou aprender. Além de espiar o universo virtual, também participo de alguns grupos que se formam nas redes sociais. Por exemplo, integro um dos grupos que reúnem profissionais de publicidade e propaganda no LinkedIn. É uma das formas de se manter antenado. De vez em quando, em meio a muito lixo (normal em qualquer segmento) surge uma coisa boa. Como o artigo que transcrevo, na íntegra, abaixo. Escrito por Bruno Andrade, Gestor de Marketing na “Dislub Combustíveis Ltda.”, no Recife/PE, trata de um tema que nos interessa a todos, cidadãos brasileiros. Um primor de raciocínio exposto com clareza, através da analogia com os tempos verbais. Leia e se pergunte: que país você está ajudando a construir?

“BRASIL, O PAÍS DO FUTURO... DO PRETÉRITO!

Hoje lembrei quando na escola, nas aulas de Português, aprendíamos sobre tempos verbais e como conjugar os verbos em cada modalidade. Lembro-me especificamente do “futuro do presente” e do “futuro do pretérito”, ou futuro do “rico” e futuro do “pobre”, como ensinava minha professora.

A didática era perfeita. O entendimento era fácil. O futuro do “rico” (presente), é aquele que o indivíduo alcança tudo que almeja: farei, comprarei, serei. Já o do “pobre” (pretérito), o coitado que nunca chega lá: faria, compraria, seria. A diferença era clara entre aquele indivíduo que tinha metas, objetivos e os alcançaria, ou melhor, os alcançará – o indivíduo “futuro do presente”; e aquele indivíduo que é cheio de condicionantes, de “porém” – o indivíduo “futuro do pretérito”.

 Ainda na escola, agora nas aulas de história e geografia, ao mesmo tempo em que víamos como construímos nosso país, discutíamos sobre onde chegaríamos. Como será o Brasil daqui a alguns anos? Será o país do futuro, a nova potência mundial, um país repleto de riquezas naturais, com potencial para indústria de todos os gêneros, com povo acolhedor e batalhador?

Bom, parece que o futuro chegou. Aquele dos livros, das discussões, dos anseios. Mas aí me pergunto: que futuro é esse que chegou para nós? Futuro? Tem certeza?

Futuro em um país onde os sistemas não funcionam: a saúde - pública ou privada; a educação – fundamental, média e superior; a segurança- municipal, estadual, federal; os transportes - coletivos, individuais, terrestres, aéreos; os serviços – públicos, privados, diários, fundamentais; a política – partidária, apartidária, por interesses, etc.?

Futuro em um país onde, ao sair de casa, nos deparamos com cidades imóveis, inertes, pelo simples fato de não haver nenhuma preocupação nem investimento em planejamento urbano, mobilidade, transporte público, educação e civilidade, limpeza, saneamento, condições para habitar-se, para viver?

Futuro em um país onde “suportamos” eternamente políticos medíocres, bandidos, ladrões, que agem em benefício próprio, que se movem na surdina para aumentar salários, comissões, verbas, auxílios, mas não lutam, discutem ou propõem mudanças, aquelas que falei acima e que transformariam o jeito de se viver aqui?

Futuro em um país onde trabalhamos quatro meses do ano apenas para pagar impostos, e esses nem transparentes e claros são, pois não temos o direito de saber quanto está embutido nos bens que consumimos, nos serviços que adquirimos, no trabalho que prestamos?

Futuro em um país onde esses impostos deveriam ser a base para tantos outros serviços que deveríamos receber “gratuitamente”? Entre aspas porque de gratuito não tem nada, já que os bancamos com quatro meses de nosso suor.

Futuro em um país onde é preciso pagar planos privados de saúde, escolas e faculdades particulares, etc. E que ainda assim são prestados de forma descompromissada, desrespeitando diversas leis e diretrizes, até o ponto de termos que criar códigos de defesa para garantir a execução daquilo que foi contratado?

Futuro em um país onde mal temos o direito de reclamar e buscar os “direitos” enquanto consumidor, cidadão, usuário, contribuinte, já que as instituições que deveriam criar, reger e defender as leis do povo – judiciário, legislativo e executivo, são mais um dos muitos problemas existentes no país?

Resumindo, como falar em futuro em um país onde não há como não indignar-se todos os dias, do levantar-se ao deitar-se?

O pior de tudo é saber que fomos e somos nós que construímos esse país, que construímos esse futuro. Mas infelizmente é um futuro que já chega “velho”, que já chega “pobre”, que nunca alcançará as metas e os objetivos de todos, pois nunca se torna PRESENTE aquilo que já nasce PRETÉRITO.”

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Segundo o portal UOL, a carga tributária do brasileiro foi até maior como aponta o link Brasileiro trabalha até hoje só para pagar impostos, diz instituto

Veja o perfil de Bruno Andrade, no LinkedIn.

Neste link está o artigo original, de Bruno.

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Imagens: Construindo / ConjugandoFuturo / Saúde Pública / Direitos do Cidadão / Carga Tributária / Direitos do Consumidor  /