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17 de setembro de 2013

CONTEÚDO DIGITAL. QUEM TEM ANIMAL DOMÉSTICO PREFERE JORNAL EM PAPEL

Os grandes jornais brasileiros estão passando a cobrar o acesso aos portais noticiosos, na Internet. O movimento, inspirado no jornal norte-americano “New York Times”—NYT—vem sendo copiado no Brasil. Vários jornais, em todo o país, aderiram à prática. Outros devem aderir em breve. O assinante passa a desembolsar uma quantia mensal para ter o direito de ler notícias e demais informações disponíveis no site.

A primeira tentativa do “New York Times”, de cobrar do assinante virtual, não deu certo. A segunda, ainda não se mostra atraente para o assinante. No final do post, você vai encontrar alguns links sobre os mais conhecidos jornais que já implantaram o sistema. Basicamente, a motivação da cobrança é “o inevitável fim do jornal impresso”.

Mas há outras explicações. Um diretor da divisão digital do NYT chegou a jogar a “culpa” pela cobrança nas costas do internauta. Para Martin Niesenholtz, o americano não gostava de acessar as informações do jornal, de graça, por sentir-se desonesto. Comovente, não?

O fato é que, devagar, a cobrança vem ganhando corpo. Um detalhe curioso está no preço: A “Folha Online” cobra do assinante R$ 29,90 mensais, depois do primeiro mês. “O Globo” imita o preço e oferece acesso irrestrito a todas as plataformas digitais disponíveis. Na média, os preços praticados no país se equivalem. Ninguém fala em cartel, claro. São “os custos do setor”.

Os jornais também apostam na cobrança como saída para a redução no volume de publicidade que a mídia impressa tem apresentado, obrigando a cortes de pessoal para fazer frente ao problema. Com a expressão indefectível dos tecnocratas, lembram que “a cobrança é uma tendência mundial”.

Por outro lado, não há como esconder a queda de qualidade do jornalismo, inclusive (ou principalmente?) na versão digital dos jornais. Textos amadores, mal escritos, dúbios e risíveis. Tudo “por conta” das transformações que o setor vem experimentando, como gostam de acentuar.

A explicação para isso talvez seja a seguinte: os “experts” em mídia digital dizem que o internauta não gosta de ler e detesta textos longos ou bem elaborados. Conclusão absurda! Se não gosta de ler, de graça, pagando passará a gostar?

Para o assinante, resta a alternativa de aceitar ou não claro. Alguns, não consideram a assinatura digital vantajosa sob nenhum aspecto. Pragmáticos, recomendam ao leitor prestigiar a versão tradicional dos jornais—em papel—e vão diretamente ao ponto: quem tem animais de estimação em casa pode forrar o chão com os jornais para que os bichinhos façam xixi e cocô sobre eles. Recado mais explícito, não tem.

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A cobrança de conteúdo começou a ser praticada pelo “New York Times”. A primeira experiência deu em nada. A segunda, ainda não vai bem. Veja no link Jornal New York Times cobra por conteúdo online, mas utiliza modelo complexo

Em maio de 2012, a “Folha de S. Paulo” divulgou que o jornal alemão “Bild” instituiu a cobrança de assinatura digital. Acesse o link Tabloide alemão "Bild" passa a cobrar por conteúdo digital

Logo após, foi a vez do portal “Folha Online”. Veja no link Folha passa a cobrar por conteúdo digital

Em abril, reportagem sutil do “Estadão” mostrava o crescimento da cobrança de assinatura digital, com é visto no link Cobrança por conteúdo online avança no mundo. Pouco depois, passou a cobrar também.

Agora é a vez de “O Globo”. Acesso a todas as plataformas digitais, é a “vantagem”. Veja Seguindo tendência mundial, “O Globo” adota muro de pagamento em seu site

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Imagens: New York Times / Jornais do mundo