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26 de setembro de 2013

MINISTÉRIO DA SAÚDE DIVULGA FIM DAS FILAS PARA TRANSPLANTE DE CÓRNEAS EM CINCO ESTADOS

Na segunda-feira, dia 16 de setembro, começou a circular nas redes sociais o anúncio de Chiquinho Scarpa dizendo que iria enterrar um carro valioso no quintal da mansão onde mora, na Av. Paulista, em São Paulo, capital. Dizia ele que repetiria o gesto dos seculares faraós que eram enterrados com os bens materiais mais estimados, na crença de que iriam desfrutá-los na “outra vida”.

Foi o que bastou para que o recado do “Conde” se espalhasse com uma velocidade espantosa. Entre críticas ácidas, palavrões e demonstrações de desprezo, inclusive com alusão a um suposto homossexualismo sugerindo que ele deveria enterrar o carro em outro lugar, veio a sexta-feira, dia 20, data marcada para o “enterro”.

Como era de se esperar, o assunto atraiu a atenção da mídia e lá estavam rádio, televisão, jornais, revistas e algumas “celebridades” artísticas na tentativa de tirar algum proveito da situação. Fotos, entrevistas, declarações de impacto, tudo servia para garantir uma citação, por mínima que fosse. Na hora de cumprir a promessa, o carro chegou a ser manobrado para o fundo da cova, mas, sob os olhares curiosos dos presentes ao ato “fúnebre”, Chiquinho anunciou a verdadeira intenção daquela iniciativa. Era uma ação de marketing em favor da doação de órgãos. O episódio ficou conhecido nacional e internacionalmente, tamanha a repercussão. Ponto para os marqueteiros que bolaram a história.

Agora, bato os olhos em um comunicado divulgado no Portal da Saúde, do governo federal: as filas para transplante de córneas foram zeradas em cinco estados brasileiros. Uma notícia importante, que demonstra o grau de consciência da população brasileira, cada vez mais sensível aos apelos para fazer de cada cidadão um doador de órgãos.

Há muito, ainda, a ser feito. Uma das maiores barreiras a inibir doações são os boatos, boca a boca, dando conta da existência de uma espécie de máfia médica que cobra verdadeiras fortunas para privilegiar pessoas na fila de espera para o transplante de rins, coração, pulmões. Segundo as histórias, nunca confirmadas, bastaria ter dinheiro para “furar” a fila. Dessa forma, pacientes saudáveis seriam sacrificados em hospitais para servir ao “mercado negro” dos traficantes de órgãos.

As lendas urbanas, com histórias ainda mais escabrosas, contribuem para reduzir o número de doadores. Pessoas seriam raptadas, nas ruas e saída de baladas, e acordariam em banheiras com gelo, sem os rins. Ou então, seriam assassinadas e os órgãos retirados para serem entregues a clientes ricos. Um absurdo, certamente, mas os rumores, entre olhares assustados e gestos arredios, demonstram que muita gente acredita nisso tudo.

Divulgar resultados de campanhas de doação de órgãos, com total transparência, é o primeiro passo na caminhada para aumentar o número de doadores. Como está fazendo o Ministério da Saúde, comunicando resultados positivos no transplante de córneas. Veja no link Fila por transplante de córnea é zerada em cindo estados do país

Habituados à incapacidade do governo brasileiro, também no setor de saúde, nós esperamos que essa repentina eficiência não seja, apenas, propaganda, cujo objetivo passa longe do bem estar da população, mas visa a captação de votos em 2014. Claro que não acredito nas lendas urbanas, mas, em termos de governo, já vi tanta coisa sob a luz do sol…

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O desfecho da história que agitou as redes sociais está no link Enterro de Bentley de Chiquinho Scarpa era ação de marketing

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Fontes: http://portalsaude.saude.gov.br / http://www.adnews.com.br/ - Imagens: Chiquinho Scarpa - Carro desce para a covaPortal da SaúdeLendas Urbanas