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11 de setembro de 2013

MODELO DAS WEBRADIOS PODE VIRAR TENTAÇÃO PARA EMPRESÁRIOS DA RADIODIFUSÃO

Dirigentes de emissoras de rádio “quebram a cabeça” estudando fórmulas de combater a Internet, mídia que se transforma, dia a dia, na pedra cada vez maior no meio do caminho deles. A grande preocupação é encontrar um jeito de resistir à concorrência da web, em que o internauta decide o que deseja ver e ouvir, quando e onde quiser. Um problema que também preocupa a televisão.

Não tem sido fácil para eles. A julgar pela “reação” ensaiada em São Paulo, capital, através da “união” de empresários de radiodifusão, a solução ainda não foi encontrada. Relembre.

Posso me enganar, mas a mentalidade aparente do setor é buscar alternativas viáveis que permitam ao rádio resgatar a condição econômica e financeira de antigamente, desejo de todos. Diretores  se queixam de queda abrupta do faturamento e ainda não sabem o que fazer. Jogar na sorte é uma possibilidade.

De meu canto, observando o que acontece nas webradios, por exemplo, tenho a impressão de que boa parte das emissoras de sinal aberto pensa em adaptar suas transmissões com base no modelo virtual.

webradio

Explico: com o auxílio de um simples sortware que administra todas as funções operacionais de uma emissora convencional, as webradios—que operam apenas na Internet—mantém programação musical 24 horas. Muito de vez em quando, entram com programas ao vivo. O apresentador, salvo honrosas exceções, quase sempre é o próprio administrador da webradio. Tudo bem baratinho. Diante da precariedade do sistema, é compreensível.

Qualquer pessoa pode montar uma webradio. Há modelos gratuitos na rede. Incluindo aquelas seleções musicais que se faz num player virtual e que chamam de rádio.

Na cabeça dos vivazes empresários da radiodifusão, devem surgir pensamentos tentadores de copiar a fórmula: música e hora certa, sem maiores investimentos. Se funciona nas webradios, por que não nas emissoras de sinal aberto? Um único locutor grava, minuto a minuto, a hora certa. Vinhetas de identificação e intervalos comerciais complementam a “programação”. lobo

As grandes emissoras talvez mantenham um ou outro programa “ao vivo”, por razões mercadológicas. Testemunhais feitos pelo apresentador custam muito mais caro ao patrocinador. Por isso, o “bom senso” recomenda a manutenção do modelo opcional. Que de bobos os empresários não têm nada. Um espetáculo.

Então, a “união”, destacada lá em cima, irá por água abaixo. Pois, fazendo rádio barato ou não, o fato é que o minguado mercado publicitário vai continuar sendo disputado. Aí, salve-se quem puder.

Meu temor é que, chegando a esse ponto, o rádio não tenha mais salvação.

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A preocupação do rádio atinge, também, a TV. Veja o link Vinheta da MTV questiona o futuro da televisão

Imagens: Quebra-cabeças / Dado / Webradio / Lobo