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14 de setembro de 2013

O RÁDIO, NA VOZ DA OUVINTE, É PARA SEMPRE

 

radio_futuro Vai mudar? Vai acabar? Para onde vai?

As perguntas, comuns a ouvintes, empresários e profissionais do rádio, têm provocado respostas tão diversas quanto espantosas traduzindo o receio, de todos, quanto ao futuro do rádio. Eu não tenho a menor dúvida: o rádio não vai acabar. A incógnita se instalou na cabeça de muita gente por desconhecimento de que o importante do veículo é o conteúdo. A forma que ele vai adotar, no futuro, é outra coisa e não ameaça a existência dessa mídia. Adequação é a palavra mágica.

Falando em magia, transcrevo, abaixo, o pensamento de Ligia Tebcherani, sobre o rádio. Ligia foi minha ouvinte na Excelsior—A Máquina do Som—, no final dos anos 1970. Ela era uma menina, como tantas outras garotas que encontravam no rádio jovem de então, o veículo que as transportava ao mundo dos sonhos adolescentes.

O tempo passou e, com ele, vieram as mudanças inevitáveis. De 1978 para cá, o mundo inteiro experimentou grande revolução cultural, político-social, econômico-financeira, tecnológica. Avanços médico-científicos vieram contribuir para aumentar a qualidade de vida e a longevidade do ser humano. A evolução provocou, inevitavelmente, reflexos no comportamento, usos e costumes das pessoas. Algumas coisas, porém, permaneceram imutáveis, pois são frutos de sentimentos plantados no terreno fértil da emoção, território da perenidade do rádio.

Os sentimentos de Ligia e de milhões de outras pessoas vão durar para sempre.

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ligia

“Gosto do rádio. E quando falo que gosto do rádio, me refiro, primeiramente, à parte física. Aquele aparelho, que me reporta às lembranças da infância. Grande, retangular, cantos meio arredondados, que meu pai tinha.

O som era bom. O ruído ficava por conta dos *intervalos, até que se sintonizasse perfeitamente a emissora desejada.

Gosto de ouvir o rádio. Manipular, ir e voltar, desligar e ligar, mudar, criar expectativa, como quem está num trem, brincando de conhecer estações.

 

Depois vem os locutores.

As vozes que me fazem companhia. Companhia boa, pois se não for, adiante encontro outra. É fácil, é rápido, é prático, como uma propaganda de um produto descartável, embora não o seja.

Quando o locutor querido conversa com alguém, me sinto amiga dos dois, me integro ao ambiente.

É ligar o rádio e sentir alegria.

 

O rádio me traz saudade, ao tocar uma canção, mas ele mesmo me fornece a cura. Ele canta pra mim. O rádio me ensina caminhos e eu me perco, distraída com ele.

Amo o rádio. Tenho absoluta certeza que no fim de minha vida, se eu puder ter o famoso último desejo, e ainda que eu não possa falar, acreditem, meus olhos estarão pedindo ... ‘liguem o rádio’.” 

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* ao girar o botão de sintonia, procurando, no dial, a próxima estação

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Fonte: Ligia Tebcherani – Foto: Facebook – Imagem: rádio