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11 de setembro de 2013

O RÁDIO A SERVIÇO DA RELIGIÃO REVELA VISÃO DISTORCIDA DE EMPRESÁRIOS DO SETOR

Depois de colocar on-line o post MODELO DAS WEBRADIOS PODE VIRAR TENTAÇÃO PARA EMPRESÁRIOS DA RADIODIFUSÃO dei uma “voltinha” na web, em busca de outros assuntos. Entrei no site Bastidores do Rádio e vi a nota sobre a inauguração dos novos transmissores de ondas curtas da rádio Aparecida, ontem, 10 de setembro. Os novos transmissores irradiam nas frequências de 9.630 Khz, em 31m, e 11.855 Khz, em 25m.

Localizada no município paulista de mesmo nome, a cerca de 170 quilômetros da capital, a rádio Aparecida—diz o texto do Bastidores—foi fundada em 1951 e encabeça uma rede com 140 emissoras católicas espalhadas por todo o território nacional operando, também, em AM e FM. A notícia chama a atenção, exatamente por que vai na contramão das emissoras comerciais, apavoradas com a rede mundial de computadores.

A pergunta lógica que me ocorre é: Por que a rádio Aparecida potencializa seu alcance, com novos transmissores de ondas curtas, no momento em que outras rádios estão preocupadas com a Internet?

A resposta está nas dimensões continentais do país e na realidade sócio-econômica dos brasileiros nos diferentes rincões de nossa terra. Já vai longe o tempo em que o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon iniciou a integração nacional através da expansão das comunicações.

Por paradoxal que possa parecer, muitas das dificuldades encontradas por Rondon, naquela época, final do século XIX, ainda existem, no que se refere às distâncias que isolam e separam uns brasileiros de outros. Somente este indicador já justifica o esforço da rádio Aparecida em levar sua mensagem mais longe, através dos transmissores de ondas curtas.

Em determinadas regiões brasileiras, Internet, telefonia celular ou via satélite e outros meios da moderna comunicação ainda não chegaram. Além disso, moradores de localidades ermas, próximas a fronteiras com países sul-americanos são bombardeados por ondas radiofônicas de emissoras estrangeiras, mais próximas da zona fronteiriça. Tendo que vencer grandes extensões territoriais de matas, rios e montanhas, o sinal de nossas rádios não chega até eles. Uma realidade que preocupa o governo, até hoje.

Fundada em 1977, a rádio Nacional da Amazônia, que integra a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), de Brasília, mantém programação direcionada à vasta região amazônica, de modo a levar à população dessa área notícias e informações culturais do Brasil. É comum encontrar pequenos núcleos habitacionais em regiões inóspitas do país, onde os moradores falam espanhol. Influência direta do rádio de países vizinhos, único meio de comunicação que chega a tais regiões.

Preocupadas em alcançar esse cidadão e aqueles outros que ainda se utilizam do rádio para saber o que acontece no resto do mundo, as igrejas—católica e das demais denominações—se utilizam do rádio como agente evangelizador. Elas não estão na Internet nem estarão em futuro breve, pois essa mídia dificilmente vai chegar aonde estão, praticamente confinados, cidadãos brasileiros, nossos irmãos. As operadoras não irão expandir seus negócios para localidades em que não existe perspectiva de lucro. Sendo assim, o rádio supre a lacuna.

Não seria exagero de minha parte se eu dissesse que alguns líderes espirituais, das inúmeras seitas religiosas atuantes no país, têm mais visão sobre o rádio que muitos profissionais do setor, há décadas em atividade.

É um caso para ser pensado.

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Fonte: http://www.bastidoresdoradio.com

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Imagens: Logo Aparecida / Marechal Rondon / Logo Rádio Nacional da Amazônia