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11 de outubro de 2013

DIGITALIZAÇÃO DA TV MOSTRA QUE O RÁDIO DIGITAL, NO BRASIL, É REALIDADE DISTANTE

Uma reportagem sobre televisão, publicada no site “Notícias da TV”, do jornalista Daniel Castro, mostra que depois de cinco anos da implantação da TV digital, 80% dos lares brasileiros ainda mantém os televisores analógicos, de tubos catódicos. Os dados, do Instituto Nielsen, colocam em dúvida o apagão analógico, prometido para 2015. Segundo previsões iniciais, a partir daquele ano o sinal analógico deixaria de existir, mas a pesquisa pode alterar esse prazo.

A revelação coloca em dúvida, também, o benefício para o anunciante que gasta mais na produção dos comerciais em padrão digital; paga mais caro para veicular o anúncio e, obviamente, não usufrui o benefício pretendido. Com o elevado número de televisores analógicos em funcionamento, tanto esforço significa, apenas, dinheiro jogado fora. Claro que a intenção não é essa, mas a TV digital, para o anunciante, fica parecendo “conto do vigário”. Um problema no qual as emissoras não querem nem pensar. A reportagem completa sobre o assunto, está disponível em link, no final deste post.

Essa notícia serve muito bem para a gente pensar no processo de digitalização do rádio. Prometido há muito tempo, continua apenas em projeto. Anunciado com pompa e circunstância durante audiência pública no Senado, em 2005, pelo então ministro das Comunicações, Hélio Costa, o projeto simplesmente parou, após uma série de testes. O padrão digital Iboc, visto com simpatia pelo ministro, além de não ser inteiramente aprovado, implicaria elevados investimentos das emissoras que se adaptassem ao padrão. Caro e duvidoso, foi deixado de lado, em 2008. De lá para cá, nem sequer o padrão substituto foi escolhido. Ou seja, a digitalização do rádio ainda engatinha.

Depois do engessamento do projeto digital, teve início a pressão dos donos de emissoras AM para ocuparem as atuais frequências de FM, o que vem sendo prometido para breve, segundo o atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Repare que de 2008 até os dias atuais já se passaram cinco anos e a digitalização do rádio ainda é promessa. Um pouco, por causa da resistência dos donos de FMs. Se o AM leva vantagem imediata na passagem para o FM, o mesmo não vai acontecer quando o FM passar a ser digital. O AM herdará uma estrutura praticamente pronta. Os aparelhos em FM são comuns e variados. Nas residências, nos automóveis, no celular. É ligar e ouvir.

As emissoras em FM que passarem para o digital serão sintonizadas por ouvintes que adquirirem aparelhos específicos, ainda inexistentes no mercado. Eles somente serão fabricados e comercializados quando o padrão digital for definido, testado e aprovado. Não é possível nem fazer uma previsão razoável de quando tudo isso acontecerá.

Vai daí, o “passo de lesma lerda” adotado pelo empresariado do setor em relação à passagem do AM para o FM. Afinal, dar boa vida à concorrência e, ainda, arcar com elevados custos para se adequar à digitalização do sinal nunca esteve nos planos dos proprietários de FMs. Como prejuízo extra, enquanto não houver aparelhos específicos para a sintonia digital, a audiência das FMs que se digitalizarem vai para “o buraco fundo e acabou-se o mundo”.

Quanto tempo passará até que todos os ouvintes, que hoje acompanham as FMs por aparelhos analógicos, tenham comprado novos sintonizadores digitais? Enquanto isso, o AM que se transferir para o FM vai deitar em rolar. Numa situação dessas fica difícil acertar a sintonia.

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A reportagem sobre o porcentual de aparelhos analógicos de TV em funcionamento no país, está no link Cinco anos após TV digital, 80% das casas ainda tem televisor de tubo 

Em 2008 chegou-se à conclusão que o sistema Iboc não era confiável. De lá para cá, não foi encontrado o substituto. Veja no link Hélio Costa abandona projeto de rádio digital

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Fontes: http://www.noticiasdatv.com.br - http://www.estadao.com.br / Imagens: TV DigitalHélio CostaRádio Digital - Caracol

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