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9 de outubro de 2013

FÓRMULA DO MORNING SHOW PODE LEVAR A PAN A OPTAR POR UM SACRIFÍCIO

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Amigos não gostarão, mas é preciso reconhecer: operacionalmente, a união da Pan AM com o FM via, “Morning Show”, está aprovada. O bom trabalho de coordenação é satisfatório e garante ao AM manter a agenda habitual de informações e prestação de serviços. Sem pirotecnia, o programa flui tranquilamente. Quem ouve o AM não se dá conta de que durante os boletins informativos o FM toca música. Quem ouve o FM também não tem ideia de que durante as músicas, o AM está cumprindo seu papel tradicional de noticiar e prestar serviços. O arranjo funciona para as duas emissoras e o sincronismo tem sido bom. O problema, a ser resolvido pela direção, é agradar gregos e troianos.

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No AM as músicas não fazem falta. Havia muito tempo que a Pan não tocava mais nada nos 620 Khz, durante o Show da Manhã e, depois, no Jornal de Serviços. O modelo, portanto, não mudou. As vozes dos apresentadores e, digamos, o “pique” da programação revelam a maior mudança, porém o “Jovem Pan Morning Show” é moderno, mas não é “carinha”. Ou seja, dentro uma semana ou duas o ouvinte do AM que permanecer na sintonia vai se habituar com o pessoal.

No FM, nada mudou; a não ser o fato de que a diversidade dos entrevistados do “Morning Show” poderá tender para um público mais adulto e interessado na vida política, econômica e social do país (característico do AM), que o ouvinte dos 101,9 Mhz costuma repelir.

Como fazer o ajuste? Abrir mão do público qualificado e com maior poder aquisitivo, perfil da Pan AM no horário, ou sacrificar a audiência mais jovem e descontraída que caracteriza a audiência da Pan FM? A opção por privilegiar apenas um ou outra é a questão. Para manter o nível habitual do AM, a moçada do FM vai precisar, urgentemente, se aprimorar e, até, se interessar mais por assuntos que, desde a última segunda-feira, dia 7, provavelmente ficavam fora da pauta da emissora. A entrevista com Rodrigo Faro foi muito boa. As meninas fizeram bem o papel de tietes, que era esperado delas. Faro é jovem, bem sucedido e o “assédio” (comportado, diga-se) apenas retratou cenas comuns ao cotidiano do artista. A entrevista de hoje, com a ginecologista Albertina Duarte, deixou a desejar. Talvez não para o público do FM, mas, com certeza, não satisfez a exigência do ouvinte habituado ao AM, normalmente mais interessado.

Mal comparando, o FM seria um jornal impresso diário de variedades, rápido e superficial. O AM seria a revista semanal, cuja característica é explorar mais o assunto e se aprofundar no tema, buscar o contraditório. Escalar jornalistas da Pan AM (que os tem) para participarem das entrevistas quando o convidado for uma personalidade política ou figura pública proeminentes, vai representar desprestígio para a equipe da Pan FM. Pautar as entrevistas, com perguntas redigidas previamente, pode significar abrir mão da chance de explorar o entrevistado ao máximo para tirar dele tudo o que for possível. Por outro lado, entrevistas mais profundas vão desagradar ao ouvinte do FM.

Repito: operacionalmente, a fórmula é boa. A Pan não fez o que todas as outras emissoras estão fazendo desde algum tempo atrás. Elas replicam a programação do AM e a enfiam goela abaixo do ouvinte do FM, com casca e tudo. Na verdade, usam o FM apenas como portador de áudio. Na estratégia da Pan, cada programação, AM e FM, mantém boa parte de sua característica habitual. A qualidade do todo que chega ao ouvinte é que passa a ser discutível, diante do fatos que apontei. Não deve ser difícil ajeitar a casa. Ponto para Tutinha.

Tem líder sindical já preocupado com acúmulos de funções, sem a devida remuneração. Isso eu não discuto. É pauta para gente do ramo que, “nunca antes neste país”, viu situação semelhante no rádio.

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Imagens: Logos Pan AM e FMPan FlexRodrigo FaroE agora?