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4 de outubro de 2013

GRUPOS ESTRANGEIROS DOMINAM SETOR DE ALIMENTAÇÃO

Uma notícia curiosa me levou a pensar sobre um assunto que, aparentemente, ainda não preocupa as autoridades governamentais, mas deveria preocupar.

Primeiro, a notícia: a rede Walmart acaba de ser proibida pela Justiça do Trabalho de obrigar os funcionários a cantarem e dançarem o hino motivacional da empresa. O Ministério Público entrou com uma representação contra o Walmart, depois de reunir uma série de queixas e reclamações dos funcionários. Por exemplo, todos têm que pedir licença para ir ao banheiro. Sem o consentimento das chefias, nada feito. A ordem é se segurar como puder. Com base nos relatos, a empresa foi condenada, em primeira instância (cabe recurso) a pagar mais de 22 milhões de reais à título de indenização por danos morais e patrimoniais difusos. As queixas dos funcionários são de arrepiar. Não vou relatar tudo, pois a informação completa está no link, abaixo. Daqui a pouco, você lê.

A segunda parte de minha observação é fruto de uma constatação recente. Além do Walmart, grupo de origem norte-americana, temos o Carrefour e o o grupo Casino, ambos franceses, atuando no segmento supermercadista. O grupo Casino recentemente passou a comandar sozinho todo o conglomerado que forma a Companhia Brasileira de Distribuição. Trocando em miúdos, nesse grupo estão os supermercados Pão de Açúcar, Extra, Dia, Bom Preço, algumas lojas do antigo Sé, Assaí, Barateiro e outros de que não me lembro agora, mas, certamente, a lista é maior que isto.

Desde o início deste ano, quando a presença francesa no Pão se Açúcar se acentuou, começaram a surgir denúncias de irregularidades na exposição e oferta de produtos com prazo de validade vencido e más condições de conservação e higiene de vários artigos destinados ao consumo humano, carne principalmente. Outro agravante, é a sensível diminuição no número de funcionários. Tanto no interior das lojas quanto nos caixas. Principalmente nos caixas.

Para ser curto e grosso, o fato é que grande parcela do abastecimento de gêneros alimentícios destinados à população está, hoje, concentrada nas mãos de grupos estrangeiros. Além de produtos vencidos, temos recebido reclamações de consumidores que não encontram mais as leitoras óticas de código de barras para conferir preços. Existe uma obrigatoriedade de manter em funcionamento um número mínimo desses equipamentos em cada loja e, ao que parece, não está sendo cumprida. Na unidade Carrefour do Butantã, em São Paulo, capital, por exemplo, é difícil localizar uma dessas maquininhas. Quando você a encontra, não está funcionando. Essa escassez tem contribuído para que, cada vez mais, o consumidor encontre um preço exposto nas gôndolas, mas, no caixa, é mais alto.

Juntem-se as arbitrariedades trabalhistas do Walmart ao descumprimento de normas do Carrefour e, finalmente, ao descaso do grupo Casino quanto à conservação e oferta de produtos e temos um panorama assustador, que merece ser fiscalizado URGENTEMENTE. Daqui a pouco, não surpreenderia saber que os três grupos poderiam estar se unindo, em uma espécie de cartel, deixando o consumidor sem saída. Não se trata de xenofobia, mas de preservar a população de possíveis crimes conta a saúde pública e a economia popular.

Existe um ditadozinho caboclo que gosto de usar, pois resume, com a sabedoria do homem simples do campo, uma verdade inconteste: “se no caminho da festa tem gente, quem dirá na festa?”

A gente vai deixar para perceber isso quando o sanfoneiro já estiver guardando o fole?

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Ministério Público age e Justiça do Trabalho atua grupo Walmart. Leia, no link Justiça proíbe canto obrigatório e multa empresa em R$ 23 mi

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Imagens: Walmart - Gôndolas / Leitora de Código de Barras