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14 de outubro de 2013

O CANTO DA SEREIA PODE ESTAR POR TRÁS DO RÁDIO E TV DIGITAIS

A passagem definitiva da TV para o sistema digital, esbarra no grande número de televisores analógicos ainda existentes nos lares brasileiros: em cada grupo de 100 casas pesquisadas, cerca de 80% delas ainda têm um ou mais aparelhos antigos, de tubo. O resultado da pesquisa do Instituto Nielsen pode provocar o adiamento do apagão analógico, inicialmente previsto para 2015. Este fato vai alterar os planos previstos para o rádio.

No início, o projeto de digitalização do rádio era para ser indistinto. AMs e FMs que quisessem melhorar a qualidade do áudio deveriam partir para o sistema digital. Cada emissora digital poderia ter até quatro canais distintos a serem ocupados por programações diversificadas. Euforia total. Seria o mesmo que ter quatro emissoras em uma. Aí, empresários que têm tanto AM quanto FM foram fazer as contas. Viram que iriam gastar uma nota alta com o procedimento. Estúdios, transmissores, torres. Tudo em dobro, certo? Então, veio a ideia redentora: transferir o atual AM para os canais 5 e 6, que atualmente são ocupados pelo sinal das TVs analógicas.

“Eureka!” —pensaram donos de rádio e entidades representativas do setor. A proposta foi bem recebida inclusive pelas emissoras de TV cujo grupo tem rádios AM também. Estava resolvida uma parte importante dos custos. Elas passariam suas TVs para o digital e os canais hoje ocupados pelas TVs seriam destinados ao rádio AM, sem investir na digitalização dessas emissoras num primeiro momento.

Porém, como o “apagão analógico”, previsto para 2015, pode não acontecer as coisas precisam ser repensadas. Os grandes grupos de comunicação devem contornar esse obstáculo, sem maiores dificuldades. A maioria já promoveu, em menor ou maior escala, a digitalização da TV. Restam alguns problemas pontuais, de afiliadas, nada assustador. Até porque esse custo recairá sobre as próprias afiliadas, com raras exceções, também pontuais.

O “Grupo Bandeirantes de Comunicação”, talvez antecipando-se à intenção de criar vários canais de conteúdo para as emissoras digitais, deu início à integração de produção, tratamento e distribuição de notícias dos diversos veículos do grupo. Na prática, isso quer dizer o seguinte: você faz uma reportagem para a web e o conteúdo poderá ser veiculado livremente no rádio e na TV. E, se for transcrito, irá para as páginas do Metro. Ou, quem sabe, vai virar reportagem de serviço no jornal “Primeira Mão”.

Não sei em que moldes isto vai acontecer, mas algo me diz que os profissionais da casa poderão brindados com “o privilégio de terem seu trabalho distribuído por todas as empresas do grupo”, em troca do prazer de verem seus nomes cintilando na grande mídia.

A criação de uma central de produção para servir a todos os veículos é o sonho do empresariado. O “enxugamento” da folha, por contenção econômica como foi noticiado há pouco tempo, pode ter sido parte do plano, no Morumbi. Acuados pelo fantasma da demissão, muitos poderão ceder ao canto da sereia que enaltece a era do profissional multifacetado. Em nome da tranquilidade profissional dos colegas eu gostaria, muito, de estar redondamente enganado.

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O processo pode ter começado, no Grupo Bandeirantes de Comunicação. Veja no link André Luiz Costa deixa direção da BandNews FM

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Fonte: http://www.bastidoresdoradio.com – Imagens: TV Analógica - AM-FM - Sereia