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3 de outubro de 2013

PAIS DA MATÉRIA DÃO UM TOQUE DE MESTRE PARA OS ‘CRAQUES’ DA BOLA

dificuldade

O colega e amigo Antonio Edson Tonicão postou no Facebook a foto ao lado. A legenda era: 

OUVI NO RÁDIO:
“A carreira de jogador de futebol é difícil porque tem muitas dificuldades”

A “pérola” é típica das bobagens que a gente ouve, por aí, da boca de boleiros completamente despreparados para a vida, mas se achando a última cocada do tabuleiro da baiana, por assim dizer.

Imaginando que estão “botando pra quebrar” dizem asneiras homéricas que acabam se transformando em frases antológicas incluídas no anedotário futebolístico, como você sabe até melhor que eu.

Gostei da foto e da frase do Tonicão e compartilhei com meus amigos do FB. Agora, no fim do dia, Edemar Annuseck, atualmente em Curitiba, Paraná, viu meu compartilhamento e deixou lá um comentário que faço questão de trazer para este post. Segue, abaixo, a opinião dele.

“Flávio meu amigo. Hoje realmente o jogador tem muitas dificuldades para jogar futebol, ao contrário de antigamente. Hoje os jogadores tem assessores; polpudos salários; refeições balanceadas e orientadas por nutricionistas; treinamentos específicos; calções, camisas e bolas de material sintético e impermeáveis; viajam em aviões ou ônibus dotados de toda tecnologia; hotéis 5 estrelas, marias-chuteiras de montão e carrões, entre outras coisas. Antigamente o jogador trabalhava até as 17h30; treinava às 18 horas; ia pra casa de ônibus ou bicicleta; não tinha nutricionista; concentração só quando viajavam, pois tinham que ficar hospedados em hotéis; viagens de ônibus para todos os lugares; salários pequenos; chuteiras que pesavam, como camisas e calções, quando chovia, alguns quilos. A diferença entre os atuais e os antigos está na qualidade do futebol: os antigos esbanjavam qualidade, os atuais esbanjam mediocridade.”

Edemar Annuseck, para quem não sabe, é narrador esportivo dos bons. Joga no time do Tonicão, ou seja, é craque do microfone. Também como Tonicão, Edemar sabe das coisas e vive o futebol brasileiro há muitos anos. A observação acima, portanto, é produto de quem conhece o passado e pode, tranquilamente, fazer a comparação. Incontestável, diga-se.

Essa garotada, que “se acha”, devia ouvir a voz dos mestres da narração esportiva. O verdadeiro craque não se importa em recomeçar a jogada, na certeza de que a conclusão do lance pode levar a um gol de placa.

a.edson_e.annuseck *** *** *** *** ***

Imagens: Antonio Edson TonicãoEdemar Annuseck