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30 de outubro de 2013

TRANSFERÊNCIA DO “AM” PARA O “FM” MOSTRA QUE EMPRESÁRIO CANTA BEM SEM VIOLA

Emissoras em AM alegam que terão “custo altíssimo” ao migrar para o FM. Daqui a pouco, as entidades representativas do setor vão iniciar campanha com o propósito de “sensibilizar o poder concedente para que abram generosas linhas de financiamento capazes de minimizar os encargos da transferência.”

Aspas e grifo acima são meus e a frase, hipotética, traduz uma provável reivindicação dos empresários da radiodifusão. Tempos atrás, quando começou o movimento para aproveitar o apagão analógico da TV e transferir o AM para as faixas que serão desocupadas, o primeiro ponto levantado foi a inexistência de aparelhos de rádio capazes de sintonizar tais frequências, diferentes do FM habitual.

Não demorou nada para o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciar que o governo concederia crédito ao consumidor para subsidiar a aquisição dos aparelhos. Ou seja, os empresários do AM, além de transferirem suas emissoras para o FM num passe de mágica, seriam beneficiados também na adaptação dos aparelhos sintonizadores, sem meter a mão no bolso. No comércio, o custo do negócio é ônus que recai sobre o empreendedor. O rádio achou um jeitinho de atribuir ao ouvinte essa competência. Moleza!

Agora, um novo pedido está saindo das entrelinhas e, brevemente, deverá chegar aos ouvidos atentos do Planalto. Já existe um movimento pregando o pensamento de que as emissoras de FM são mais valiosas que as de AM. Eu não concordo. Como exemplo, tente comprar a rádio Globo, a Jovem Pan, a Bandeirantes para ver o tamanho da fatura. Estou falando de São Paulo, mas em cada estado brasileiro há casos de AMs poderosíssimas que, nem de longe, valem menos que FMs. Pois é, mas alguém aventou a obrigatoriedade de um pagamento compensatório, do AM, antes de se instalar no FM. 

Não está claro para quem vai o dinheiro. Se para a TV que atualmente ocupa a frequência ou para o governo. O problema é que, de alguma forma, quem vai bancar essa despesa acabará sendo o contribuinte. Alguém imagina que o empresariado vai abdicar de mais esta facilidade? Ora, com as eleições batendo à porta, seria idiotice supor que o governo deixará de atender o setor de comunicação, que se diz à beira do desespero.

Logo, financiamentos de pai para filho, com carências de cinco a dez anos, serão disponibilizados pelo BNDES à radiodifusão, em nome da liberdade de expressão e coisa e tal.

Como? Você acha que o argumento da liberdade de expressão não se encaixa ao caso? Concordo, mas, hoje, tudo, neste país, parece estar resumido à questão. Para os empresários, se alguém —que não eles— pagar a conta, o que importa o resto?

Enquanto isso, a digitalização do rádio vai ficando para as calendas. É preciso reconhecer: essa turma canta bem sem viola.

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Veja a choradeira do setor, no link Migração do AM para FM não será nada fácil para os radiodifusores

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Fonte: http://www.bastidoresdoradio.com – Imagens:  Torres - Paulo BernardoCasa da Moeda - BNDES